O que há de novo e recomendado em livros para o seu adolescente

4 10 2010

Ilustração Maurício de Sousa.

Em outubro temos o Dia das Crianças — 12 de outubro — e também começamos a pensar no Natal e nas possibilidades de compra de presentes para os nosso filhos, sobrinhos, enteados, os jovens da família, todos aqueles a quem queremos agradar.   Livros são sempre um ótimo presente, não só para quem já gosta de ler, como para incentivar aquele que ainda não descobriu o prazer de ler.

Com o intuito de auxiliar na escolha dos livros que possam vir a interessar o seu adolescente — de 13 a 18 anos — compilei aqui uma listinha dos livros publicados em 2010, no Brasil, que têm tido boa repercussão entre esse grupo de leitores.

A observar: 

1) Leia bem a descrição das histórias para ver se agradaria ao seu presenteado.  Os livros aqui compilados são recomendados para aqueles acima de 13 anos.  Mas, cada pessoa se desenvolve de maneira diferente, assim como tem diferentes gostos.  Avalie bem para quem vai dar o volume escolhido.

2) Consultei ao todo 6 portais da internet  em que leitores avaliam e dão notas aos livros lidos.  Consultei  portais em diversas línguas, porque todos esses livros são de origem estrangeira.  No Brasil consultei o SKOOB —  www.skoob.com.br -Não listei nenhum livro cuja MÉDIA de avaliações estivesse abaixo dos 80% de aprovação.  Assim, pensei em garantir não só a diversificação de tópicos como também as diferenças entre preferências pessoais, nacionais e internacionais.

3) Este blogue é independente.  Não tenho parcerias com editoras, nem com livrarias.  A seleção foi feita por popularidade entre os adolescentes.  Não há ordem de preferência na listagem.

Boa leitura!

Ilustração Avelino Guedes.

Jogos Vorazes  —  Suzanne Collins

 

Mistura de ficção científica com mitologia e reality show, Jogos Vorazes é o mais novo fenômeno da literatura jovem, precursor de tendência no milionário mercado de Best-sellers juvenis: a dos romances ambientados num futuro pós-apocalíptico. Há mais de 85 semanas na lista de mais vendidos do The New York Times e de outras publicações de prestígio dos EUA, e elogiado por Rick Riordan, da série “Percy Jackson”, e Stephenie Meyer, da saga “Crepúsculo”, o livro, primeiro volume de uma trilogia, rendeu à autora Suzanne Collins lugar na balada lista de 100 personalidades mais influentes do ano da revista Time.

Ambientado num futuro sombrio, o livro narra uma luta mortal pela sobrevivência encenada por crianças e transmitida ao vivo para todos os habitantes de uma nação construída nas ruínas de um lugar anteriormente conhecido como Estados Unidos. Com este mote surpreendente e uma narrativa ágil, Jogos Vorazes já foi traduzido para mais de 30 idiomas e vem se tornando um crossover, atraindo leitores de diversas faixas etárias.

Editora: Rocco   ISBN: 9788579800245  Ano: 2010  Número de páginas: 400

Calafrio —  Maggie Stiefvater

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Esses mesmos olhos brilhantes ela encontraria mais tarde em Sam, um rapaz que cresceu vivendo duas vidas: uma normal, sob o sol, e outra no inverno, quando vestia a pele do animal feroz que, certa vez, encontrou aquela garota sem medo.

Tudo o que Sam deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira de para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.

Calafrio é a história de dois jovens que aceitam correr todos os riscos pelo amor, até mesmo o de deixarem de ser quem são.

Editora: Agir ISBN: 9788522010509  Ano: 2010  Número de páginas: 336

Halo: os anjos descobrem o desejo  — Alexandra Adornetto

 

Três anjos são enviados à Terra com planos de se misturarem aos humanos para assegurar a paz e trazer a bondade. Gabriel, o Herói de Deus, um antigo guerreiro que se disfarça de professor de música; Ivy, serafim abençoada com poderes de cura; e Bethany, a mais nova e inexperiente do grupo, enviada como uma jovem estudante para aprender sobre a humanidade.

Após Bethany se encantar com a vida humana, ela começa a viver todas as experiências de uma adolescente normal, até se apaixonar por um rapaz e coloca toda a missão em risco. As forças do mal se aproveitarão dessa situação para pôr seus planos malignos em prática.

Um romance de tirar o fôlego, que responderá a pergunta: será que o amor é forte o suficiente para vencer as forças do mal?

Editora: Agir  ISBN: 9788500331091  Ano: 2010  — LANÇAMENTO  15/10  Número de páginas: 472

Sammy Keyes e o Homem Esqueleto
 — Wendelin Van Draanen 
 

Acompanhada por suas amigas Marissa e Dot, Sammy decide bater na porta da Casa dos Arbustos, um lugar amendrontador do qual nem os adultos gostam de falar, e em pleno Dia das Bruxas. Em sua primeira aventura, narrada em primeira pessoa, Sammy Keys tem que juntar as peças de um jogo que envolve uma casa sombria, brigas familiares, castiçais e livros valiosos, para desvendar um mistério do qual a polícia não dá conta, e ainda tramar uma vingança contra a irritante Heather, que espalhou uma mentira daquelas sobre a pequena heroína no colégio.

 

Editora: Rocco ISBN: 9788579800160  Ano: 2010  Número de páginas: 230

 

 

Brevíssima história de quase tudo —  Bill Bryson

 

Você sabia que cada átomo de seu corpo provavelmente fez parte de milhões de organismos, e de várias estrelas, antes de vir a ser você? Que uma pessoa de tamanho médio contém energia comparável à força de várias bombas de hidrogênio? Entre esses “comos” e “quens” das descobertas científicas, em Brevíssima história de quase tudo você conhece cientistas bizarros, teorias malucas que vigoraram por muito tempo e descobertas acidentais que mudaram os rumos da ciência.
Grande contador de histórias, Bill Bryson um dia se deu conta de que conhecia muito pouco o planeta em que vivia. Essa constatação foi o empurrão necessário para que ele reunisse todas as suas perguntas sobre ciência e saísse em busca de respostas. Durante três anos, leu centenas de livros e revistas e entrevistou especialistas das mais diversas áreas. O resultado desse esforço para entender – e explicar – tudo sobre o mundo apareceu primeiro em Breve história de quase tudo, e agora ressurge adaptado para o público infantojuvenil.
Ao contrário do texto didático tradicional, a prosa de Bill Bryson descarta a linguagem difícil, mas não abre mão da abordagem detalhada de cada tema. A preocupação do autor está em entender como os cientistas realizam suas descobertas e explicar para o leitor comum não só os mistérios da ciência mas também como, contra todas as possibilidades, a vida conseguiu prosperar nesse planeta maravilhoso que chamamos lar.

Editora: Companhia das Letrinhas   ISBN: 9788574064161  Ano: 2010  Número de páginas:  175

O Palácio de inverno —  John Boyne

 

Pode-se fugir da história? Será possível viver no anonimato após uma existência de fausto e glória? A vida comum é assim tão diferente da vida pública?   Geórgui Jachmenev passou a vida inteira se debatendo com essas questões, e agora, prestes a perder o grande amor de sua vida, tenta encontrar uma resposta para elas ao refletir sobre seu percurso num século XX que sempre lhe pareceu longo demais.
Seus feitos começaram cedo: aos dezesseis anos, em ação impulsiva e atabalhoada, o rapaz impediu um atentado contra a vida de ninguém menos que o grão-duque Nicolau Nicolaievitch, irmão do czar Nicolau II, que, agradecido, nomeou Geórgui o guarda-costas oficial de seu filho Alexei, destinado a ser o próximo czar. Uma reviravolta impressionante, que o levou da taiga russa para o fausto dos palácios moscovitas, cenário que, apesar da amplidão e luxo de seus imensos corredores, iria se revelar bem mais inóspito que os frios grotões de sua vida anterior.

A dura experiência com esse mundo gélido de intrigas palacianas, às quais sempre era jogado contra sua vontade, e de grandes tensões e responsabilidade só foi apaziguada com a chegada do primeiro amor, Zoia. Mas os tempos eram agitados, e a história deixou pouco espaço para idílios: quando a Revolução Bolchevique tomou de assalto o país, e isolou toda a família do czar numa casa de campo nos arredores de Ekaterinburg, mais uma vez Geórgui teve de agir rápido a fim de salvar a si e a Zoia. A vida com ela lhe custaria pátria, família e prestígio, e ele jamais se arrependeu disso – mas e para Zoia, o que teria custado?
Numa narrativa fascinante, em que presente e passado vão convergindo em capítulos alternados, da Inglaterra dos anos Thatcher para a época dos czares russos, e dos anos difíceis da Segunda Guerra Mundial para o turbilhão da Revolução Bolchevique, acompanhamos Geórgui em meio a acontecimentos históricos decisivos que acabam por se revelar mero pano de fundo para uma história de amor que esconde um grande mistério, talvez maior mesmo que a própria história.

Editora: Cia das Letras  ISBN: 9788535917109  Ano: 2010  Número de páginas: 456

Anjos rebeldes — Gemma Doyle

Segundo volume da trilogia Gemma Doyle, ‘Anjos rebeldes’ traz de volta a protagonista no centro de uma trama que mistura segredos de família, sedução e mistério. Narrada em primeira pessoa pela jovem que dá nome à série, a história transporta o leitor para a Londres de 1895, numa reconstituição de época, e o conduz para o mundo interior de Gemma Doyle, uma garota que precisa descobrir seus próprios segredos para dominar uma mente inquieta e um coração cheio de vida, questionamentos e angústias. Herdeira de um incômodo dom sobrenatural – visões do futuro que têm o desconfortável hábito de se tornarem realidade -, Gemma Doyle se prepara, em ‘Anjos rebeldes’, para suas primeiras férias da tradicional Academia Spence, uma escola para moças para onde foi enviada depois da morte da mãe no dia do seu aniversário de 16 anos. Foi lá, no bosque da escola comandada com mãos de ferro pela Sra. Nightwing, que Gemma entrou em contato com seu dom de forma cada vez mais intensa, envolvendo-se com Felicity e Pippa, algumas das meninas mais invejadas e temidas do colégio, e com a humilde Ann, e descobrindo a ligação de sua mãe com um grupo muito antigo e misterioso conhecido como a Ordem. Mas agora que as férias estão chegando, Gemma só pensa em voltar a Londres como uma garota normal, reencontrar o irmão e a avó, participar de animadas festas usando seus melhores vestidos e flertar com o charmoso Simon Middleton. No entanto, sem que possa controlar seus poderes sobrenaturais, ela começa a ter repetidas visões em que aparecem três moças vestidas de branco, uma imagem de dor e frio à qual ela não consegue ficar alheia, e que trazem um terrível segredo.

Editora: Rocco  ISBN: 9788532579800030  Ano: 2010   Número de páginas: 472

 

100 dicas para conquistar um vampiro —  Arianne Brogini

Estar apaixonada não é fácil. Estar apaixonada por um vampiro, então, é trabalho dobrado. Não bastassem as dificuldades normais de um relacionamento, como crises de insegurança e ciúmes, ainda há a preocupação com o fato de que talvez ele possa amar com a mesma intensidade que deseja sangue. Mas garotas gostam de viver perigosamente, e se a recompensa for cair nos braços gelados de um vampiro-príncipe como Edward Cullen, todo risco é justificável. Neste livro, é possível encontrar 100 dicas infalíveis para conquistar um vampiro e agarrá-lo pelos caninos. As dicas também podem ser utilizadas com garotos não-vampiros.

Editora: Panda Books  ISBN:  // 8578880536  Ano: 2010  Número de páginas:  92

Academia de princesas — Shannon Hale

Em um povoado distante, a vida segue tranquila, até um anúncio chegar para modificar a vida de todos – o príncipe está buscando uma moça para ser sua noiva, e todas as meninas do reino deverão ser levadas para uma academia de princesas, para aprender os modos da corte. Entre elas, há uma que não deseja este futuro, mas infelizmente o desejo real é uma ordem.

Editora:  Record Galera  ISBN:  8501086541  Ano: 2010  Número de páginas: 272

Águia: os cinco ancestrais — Jeff Stone

A origem do Kung Fu é o tema da série Os Cinco Ancestrais, do norte-americano Jeff Stone, cujo quinto volume, Águia, chega às livrarias. A série – que foi traduzida para 12 idiomas e teve os direitos de adaptação para o cinema comprados pela Nickelodeon – recria a história dos cinco jovens monges que, segundo a lenda, deram origem ao Kung Fu. Cada um deles é mestre num estilo de luta – do tigre, do macaco, da serpente, da garça e da águia. Depois de sobreviverem juntos a uma tragédia, foram instruídos pelo Grão-Mestre a levar adiante sua filosofia de vida e a ensinar suas habilidades de luta.  Neste volume, velhas alianças são questionadas e novas são formadas, e os cinco ancestrais podem evitar a catástrofe se trabalharem unidos.

Editora: Rocco  ISBN:  // 8561396229  Ano: 2010  Número de páginas: 248

Vingança em chamas —  John Marsden

Como num jogo de dados, a cada lance tudo pode mudar. Ellie, Lee, Homer, Fi e Kevin seguem em frente, resistindo ao poderoso invasor de seu país. Eles fazem de tudo para atrapalhar os planos dos inimigos, porém são pegos de surpresa. O destino prepara uma terrível armadilha, e os cinco jovens acabam dentro do grandioso aeroporto militar de Wirrawee, cercados por centenas de soldados fortemente armados e treinados para matar. A coragem, entretanto, fala mais alto. Os amigos colocam em prática um plano superaudacioso e totalmente suicida. Lidando com conflitos internos, a saudade dos pais e de outras pessoas amadas que se foram – e também com uma dolorosa traição -, Ellie segue em frente. Seu mundo agora é um lugar insano, devastado pela guerra. Às vezes, sobreviver parece uma ilusão, um sonho impossível, mas a esperança não morre. Nem mesmo nas piores situações.

Editora: Fundamento ISBN: 8576763672  Ano: 2010  Número de páginas: 232

 

Quem tem medo da noite? —  John Marsden

Uma guerra destrói prédios, casas e pontes de um país, assim como vidas inteiras, o jeito de ser e de pensar de seus habitantes. Será que Ellie perdeu para sempre sua doçura e sua gentileza? O destino colocou outra vez Ellie e seus amigos diante de um desafio – cuidar de um grupo de órfãos da guerra, extremamente afetados pelo horror que viram e viveram. Não vai ser fácil para cinco adolescentes – um pouco mais velhos que essas crianças – tomarem para si essa responsabilidade. Enquanto provam, com a ajuda das crianças, que ainda há espaço para a esperança e a afeição em seus corações, Ellie, Fi, Homer, Lee e Kevin não podem esquecer que a morte os espreita em todos os lugares. Os cinco lutam para escapar de perigosas armadilhas e precisarão de muita força, coragem e sangue-frio para sobreviver ao inimigo que invadiu sua pátria e lentamente se aproxima do único local seguro para eles. Será esse o fim de Ellie e seus amigos?

Editora: Fundamento  ISBN: 8576764164  Ano: 2010  Número de páginas:  212

 

Blue bloods, vampiros de Manhattan — Melissa de la Cruz

Quando o Mayflower aportou nos Estados Unidos, em 1620, trazia a bordo homens e mulheres que lançariam as bases da sociedade norte-americana. Mas entre os Peregrinos havia também aqueles que não estavam apenas fugindo de perseguições religiosas. Eram os Blue Bloods – um clã que acumulou grande poder e riqueza, tornando-se um dos mais influentes grupos da sociedade de Nova York. Schuyler acabou de completar quinze anos. Veias azuis começam a saltar sob a pele pálida de seus braços. Sente um desejo insaciável por carne crua, e estranhas visões de tempos remotos assombram sua mente. E quando uma garota de seu colégio é encontrada morta, sem nenhuma gota de sangue no corpo, Schuyler não sabe o que fazer. Poderiam ser verdadeiras as histórias de vampiros?

Editora: ID  ISBN: 8516067475  Ano: 2010  Número de páginas: 336

 

O caso da Senhorita Canhota — Nancy Springer

A jovem inglesa Enola Holmes permanece solitária, vivendo sozinha na maior, mais sinistra e suja cidade do mundo. Sua mãe ainda é uma incógnita, e para dificultar essa busca, Enola está sendo procurada pelo detetive mais famoso do mundo – seu próprio irmão, Sherlock Holmes. Para que possa continuar livre, ela precisa enganá-lo. Ao encontrar um esconderijo cheio de brilhantes desenhos feito a carvão, ela sente como se fosse uma alma gêmea da garota que fez aquelas obras de arte – mas a garota, a jovem Srta. Cecily desapareceu sem deixar rastros. Desbravando as ruas sombrias onde os assassinos espreitam, Enola deve descobrir como as pistas – uma escada inclinada, um balconista vesgo e alguns panfletos de política – podem levá-la a encontrar a moça canhota. Mas para salvar Srta. Cecily de um poderoso vilão, Enola se arriscará a revelar mais do que ela pode.

Editora: Bonobo  ISBN: 8576792990  Ano: 2010 Número de páginas: 214

Cupcake  —  Rachel Cohn

Aos 18 anos, Cyd Charisse mora em Nova York, no quarto vazio do apartamento do seu meio-irmão Danny, longe dos pais (e de suas regras), mas também das amigas Pão-Doce, Helen e Autumm. A Pequena Rebelde pensa em se inscrever num curso de culinária, e está determinada a encontrar o melhor cappuccino da sua nova cidade; algo que lembre Siri e a antiga vida dos expressos espumados de São Francisco. Ah, e por falar no ex-namorado surfista, a peça chave do novo Plano é não sofrer porque abandonou seu grande amor para que ele pudesse ir morar na Nova Zelândia, e assim aproveitar o que Manhattan tem a oferecer (ou seja, meninos bonitos e interessantes). Na busca pelo capuccino perfeito, quebra o pé e é atendida por um paramédico lindo. Atraída pelo aroma divinal de café a uma loja nada sofisticada, acaba sendo contratada como barista. Uma profissão adequada para alguém viciado em cafeína. Cyd está mais madura e consciente de suas escolhas, mas será que a Big Apple está realmente preparada para ela?

Editora: Record [Galera]  ISBN: 8501079529  Ano: 2010  Número de páginas:  288

Diário secreto de Sara Swan —  Margaret Clark

Neste livro, Sean termina com Sara e sua tia-avó chata muda para o seu bairro. Ela ainda precisa arrumar dois namorados um para ela e outro para sua mãe, que, além de ter se tornado uma tirana em casa, ainda foi dar aula em sua escola e virou a professora mais rígida de todos os tempos.

Editora: Fundamento  ISBN: 8576764571  Ano: 2010  Número de páginas: 158

Intriga  — Anna Godbersen

Um mundo de mistério, traições, rivalidades, escândalos e segredos protagonizados por três jovens socialites. ‘Intriga’ volta a 1899, quando Manhattan começava a se transformar no coração do mundo, a Quinta Avenida abrigava as mansões de algumas poucas e abastadas famílias e os jovens da alta sociedade se exibiam em fabulosos vestidos e elegantes fraques em animados bailes madrugada adentro. Dessa vez, a trágica morte da jovem Elizabeth Holland, uma das mais belas meninas da cidade, volta os olhares de toda a comunidade para os seus conhecidos mais próximos – seu noivo, sua irmã e sua melhor amiga.

Editora: Rocco  ISBN: 9788579800221  Ano: 2010  Número de páginas: 392





Os 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom

4 09 2008

 

Curiosamente há  pontos de comunhão de opiniões entre o júri do Prêmio dos Países de Língua Portuguesa e o júri do Prêmio Jabuti  para livros brasileiros.  Será interessante ver o resultado.

Finalistas para o Prêmio Portugal Telecom

 

1. 20 poemas para seu walkman – Marília Garcia – POESIA BRASILEIRA

 

Um livro de muitas vozes, velocidades e lugares – Catalunha, Nova York, Paris, Berlim, um deserto no México. Mas não é como turista, apressado ou aprendiz, que a autora carioca circula. É quase como uma espiã perdida, seguindo ruas que se entrecortam, vozes e indicações que se confundem, impulsos e sentimentos contraditórios. De clara legibilidade, seus poemas mesclam referências tradicionais às obscuras sensaçôes vividas pelo viajante clandestino.

 

Editora: Cosac Naify

ISBN: 9788575035696

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 96

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

2. Antonio – Beatriz Bracher – ROMANCE BRASILEIRO

 

Editora: 34 

ISBN: 9788573263770

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 184

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.

 

 

 

3. Eu hei-de amar uma pedra – António Lobo Antunes – ROMANCE PORTUGUÊS

 

Em Eu Hei-de Amar uma Pedra, António Lobo Antunes apresenta um texto radical e inovador, como poucas vezes se viu na literatura contemporânea. Numa história em que passado e presente se fundem, acontecimentos paralelos à vida do protagonista são narrados por personagens que giram em torno dele: suas duas filhas, sua mulher, a amante e um médico. Juntas, essas narrativas compõem uma visão multifacetada e rica dos acontecimentos, na qual passado e presente se fundem num constante fluxo de pensamento.

Na ocasião do lançamento de Eu Hei-de Amar uma Pedra, em 2004, Lobo Antunes falou ao jornal português Diário de Notícias sobre o tema que permeia este romance: o amor.  Ele explicou que, embora o título Eu Hei-de Amar uma Pedra venha de uma cantiga popular, diz respeito também às impossibilidades do amor. “Não sei russo, mas quando dizem que Pushkin empregava a palavra carne e sentia-se o gosto da palavra carne na boca, isso tem a ver com as palavras que se põem antes e depois. É a mesma coisa que amor. Os substantivos abstratos são perigosos”, revela. Sobre a fotografia, ponto de partida deste seu romance, Lobo Antunes diz que vive com ela numa relação conturbada. “Conheci pessoas rodeadas de fotografias antigas. Perguntava quem eram aquelas pessoas, diziam-me ser o trisavô, todas pessoas mortas. Eu pensava: como podem estar mortas se olham para mim desta maneira, como se me conhecessem? Tinha a sensação de que as pessoas daquelas fotografias me compreendiam melhor do que as vivas. Naquelas fotografias amarelas subsistia a vida, o olhar. Na capacidade de transmissão de emoções e vivências, a fotografia sempre me fascinou. Nunca tirei uma fotografia, falta-me esse talento”.

 

Editora: Alfaguara

ISBN: 9788560281107

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 560

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

 

4. Histórias de literatura e cegueira – Julián Fuks – CONTO BRASILEIRO

 

A partir da vida e da obre dos escritores Jorge Luis Borges, João Cabral de melo Neto e James Joyce, O autor constrói pequenas histórias fragmentadas de possibilidades de momentos da vida de cada um. Cenas de criação de poemas, contos, ensaios e romances são abordadas sob uma visão original, construindo uma ficção em cima da ficção.

Editora: Record

ISBN: 9788501079435

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 160

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

5. Laranja seleta – Nicolas Behr – POESIA BRASILEIRA

 

A poesia de Nicolas Behr é simples, sem rodeios, vale o que está escrito. Ideologia está presente não só nos poemas, mas na vida do escritor. Nicolas cultiva mudas de espécies nativas do cerrado. Com mais de 20 livros editados pelas próprias mãos, Nicolas lança agora Laranja Seleta, sua primeira obra publicada por uma editora e que inaugura a coleção “Língua Real”, da editora Língua Geral.

 

O poeta marginal e integrante da Geração Mimeógrafo, Nicolas Behr apresenta em Laranja Seleta uma coletânea de alguns de seus melhores poemas. De ‘Iorgurte com farinha’ aos dias de hoje o que fica é a rebeldia, a luta contra regras prontas para poesia.

 

Os poemas de Laranja Seleta passeiam pelas memórias da infância, pela crítica aos poderes, a questão ecológica (da maior importância em sua obra e em sua vida), o amor e a cidade de Brasília, de Kubitschek aos dias de hoje.

    

Editora: Língua Geral

ISBN: 9788560160174

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 172

Acabamento: Brochura

Tamanho: Médio

 

 

6. O amor não tem bons sentimentos – Raimundo Carrero – ROMANCE BRASILEIRO

 

Este é um romance sobre a loucura. E conta a história de Matheus, um músico desencantado, que resolve matar a mãe, Dolores, e a irmã, Biba, porque elas são lindas e silenciosas. Mas não assume o crime e chega a imaginar que está delirando, mesmo depois de morto, porque acredita que foi assassinado pela mãe, num momento de profunda confusão mental. Amante generoso, nem sempre lúcido.

Prêmio Jabuti 2000, Raimundo Carrero revela um personagem denso, às vezes cruel, às vezes lírico, possuído de um lirismo comovente, um lirismo brutal, de quem ama com arrebatamento e sem controle, capaz de ver em Biba o seu peixinho dourado, assim como descarrega a sua paixão desmedida sobre a menina e sobre a mãe.

…Em O amor não tem bons sentimentos desfilam ainda personagens vigorosos como Tia Guilhermina, cantora de cabaré, Ernesto do Rego Barros, o Rei das Pretas, e padre Vieira, conservador e severo, além de Jeremias, o fundador da seita Os Soldados da Pátria Por Cristo, que celebra o Evangelho, mas de propósito mistura religião com estupros, roubos e confusões. Uma galeria de personagens que arrebata e impressiona o leitor pelo seu grau de inquietação, sofrimento e ironia. O trágico e o risível impacientam.

…Por tudo isso, este livro vem reafirmar a força literária de Carrero, um autor cuja obra é estudada em monografias e teses universitárias, inclusive por sua preocupação em renovar a obra de arte de ficção, sem perder de vista o prazer do leitor. Daí porque a história pode ser lida com o sabor de um romance policial, mas com as revelações estruturais de um verdadeiro escritor.

 

Editora: Iluminuras

ISBN: 8573212616

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 191

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

7. O filho eterno – Cristovão Tezza – ROMANCE BRASILEIRO

 

Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.

 

Editora: Record

ISBN: 8501077887

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 224

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

8. O sol se põe em São Paulo – Bernardo Carvalho – ROMANCE BRASILEIRO

 

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) – e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?

 

Editora: Cia das Letras

ISBN: 9788535909777

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 168

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 

 

9. Os da minha rua – Ondjaki – CONTOS ANGOLANOS

 

Músicas, lugares e cheiros estimulam as lembranças do escritor angolano Ondjaki, no livro Os da minha rua, publicado pela editora Língua Geral.

 

Neste livro Ondjaki passeia pela infância, vivida em Luanda nas décadas de 1980 e 1990. Os limites entre biografia e ficção são continuamente desafiados: basta observar o tom intimista a mesclar-se continuamente a uma perspectiva histórica. Dessa forma Ondjaki amplia os horizontes de sua literatura, conduzindo os leitores a cenas de caráter intimista que levam ao registro de uma época em Angola.

 

Os da minha rua revela grande mobilidade não só pelo olhar intimista que se expande ao registro histórico: os 22 textos desta obra podem ser lidos como unidades autônomas, que valem por si mesmas (como se fossem contos), mas também podem ser lidos feito capítulos de um romance. Trata-se portanto de uma obra muito flexível, de intenso hibridismo, que se vale de outro tom, muito próximo ao da crônica. Este surge por meio do registro sobre o cotidiano, que vem a ser uma das marcas incontestáveis desse gênero.

 

 

Com um discurso muito afeita à oralidade, o narrador lembra de amigos, família, festas na casa dos tios, paixões, professores cubanos, a parada de 1.º de Maio, a piscina de Coca-Cola e a novela brasileira Roque Santeiro. Com essas memórias entre o ficcional e o biográfico, Ondjaki nos leva à reflexão sobre nossas próprias particularidades, de nosso passado e de nossas lembranças sobre um período de descobertas e brincadeiras.

 

“A vida às vezes é como um jogo brincado na rua: estamos no último minuto de uma brincadeira bem quente e não sabemos que a qualquer momento pode chegar um familiar a avisar que a brincadeira já acabou e está na hora de jantar. A vida afinal acontece muito de repente (…).”

 

Editora: Língua Geral

ISBN: 9788560160235

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 168

 

Acabamento: Brochura

Formato: Médio

 

 

RESENHA DA PEREGRINA:

 

https://peregrinacultural.wordpress.com/?s=ondjaki

 

 

10. Tarde – Paulo Henriques Britto – POESIA BRASILEIRA

 

Tarde é composto de poemas em que a ironia e a metalinguagem convivem com o extremo rigor compositivo. O processo de criação é um tema caro ao autor. Seus versos denotam uma reflexão meticulosa sobre o fazer poético, mas extraem força justamente da aceitação de que o conhecimento teórico não esgota as possibilidades de sentido. Entre as vertentes arcaizantes, defensoras das formas poéticas canônicas, e os adeptos do verso livre, Britto consegue uma rara conciliação – apesar de rimados e metrificados com minúcia, seus poemas são coloquiais e bem-humorados como na melhor tradição modernista. O tom elevado encontra sempre um contrapeso no chiste e na autoparódia. Os entraves para uma comunicação efetiva com o leitor – não apenas decorrentes das limitações da linguagem, mas do próprio estatuto acanhado da poesia no país – e a inadaptação ao mundo, expressa em poemas como ´Para um monumento ao antidepressivo´, constituem núcleos temáticos igualmente centrais em Tarde.

 

Editora: Companhia das Letras

ISBN: 9788535910438

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 96

Acabamento:  Brochura

Formato: Médio

 

 





Os 10 finalistas do Prêmio Jabuti de 2008 — Romance

3 09 2008

 

 

FINALISTAS EM FICÇÃO do PRÊMIO JABUTI 

 

Vencedores serão anunciados no dia 23 de setembro.  Este é o 50°Prêmio Jabuti.

 

 

1 –  O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO

BERNARDO TEIXEIRA DE CARVALHO

Pausa na leitura, 1964, Aurélio d'Allincourt, (Brasil 1919-1990), ost

Pausa na leitura, 1964, Aurélio d'Allincourt (Brasil 1919-1990), ost.

EDITORA COMPANHIA DAS LETRAS

 

 


ISBN: 9788535909777
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 168
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo, novo romance de Bernardo Carvalho. Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado. Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amoroso, e se vincula aos momentos mais terríveis da História contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Obra sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o romance de Bernardo Carvalho entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Caberá ao narrador de O Sol se Põe em São Paulo transitar de um pavilhão japonês no bairro do Paraíso a um cybercafé na Tóquio pós-moderna, das fazendas do interior de São Paulo aos campos de batalha da guerra no Pacífico. Tudo a fim de deslindar uma trama tortuosa, que envolve ainda um soldado raso, um primo do imperador e um escritor famoso (o romancista Junichiro Tanizaki) – e também sua própria pessoa, sua própria identidade: pária ou escritor?

 

 

2 –  ANTONIO

BEATRIZ BRACHER

EDITORA 34 


ISBN: 9788573263770
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 184
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Benjamim, esta história são nossas vidas e ainda não acabou, nunca vai acabar. Criar esse espaço para tua mãe, essa narrativa para teu pai e teu avô, como se a vida não tivesse existido entre Benjamim e outro, tivesse sido apenas um oco, lapso, vão, entre um amor perdido e seu reencontro, isso é pouco.

 

3 –  O FILHO ETERNO

CRISTOVÃO TEZZA

EDITORA RECORD LTDA 

 

ISBN: 8501077887
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 224
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Romance inédito que aborda os conflitos de um homem que tem um filho com Síndrome de Down. O protagonista se mostra inseguro, medroso e envergonhado com a situação, mas aos poucos, com muito esforço, enfrenta a situação e passa a conviver amorosamente com o menino.

 

 

4 –  RAKUSHISHA

ADRIANA LISBOA

EDITORA ROCCO 

 

ISBN: 9788532521989
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 128
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Em Rakushisha, a escritora mergulha na cultura japonesa ao narrar os caminhos e descaminhos de Haruki e Celina, dois brasileiros que se conhecem por acaso e acabam viajando juntos para o Japão, ao mesmo tempo que revisita as imagens e a obra do poeta do século XVII Matsuo Basho.

Através dos olhos dos protagonistas, uma ocidental e um oriental ocidentalizado, o leitor descobre as nuances inesperadas e muitas vezes contraditórias do Japão moderno. É na solidão de estar num país de cultura tão diferente que os segredos de Haruki e Celina vêm à tona.

Unidos pelo acaso e por um crescente amor ao texto de Basho, pioneiro do estilo haikai e não por coincidência autor do livro cuja tradução Haruki tem a encomenda de ilustrar, os personagens levam o leitor a uma viagem fascinante de descobertas e surpresas

 

5 –  ERA NO TEMPO DO REI

RUY CASTRO

EDITORA OBJETIVA , SELO ALFAGUARA


Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 248
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

Um romance histórico de tintas cômicas que promove o encontro de uma das figuras mais importantes da História do Brasil, D Pedro I, com o protagonista de um dos clássicos da literatura nacional, Leonardo, de ´Memórias de um sargento de milícias´, escrito por Manuel Antônio de Almeida. Por obra do acaso, os dois, ainda adolescentes, acabam se tornando amigos e participando de uma aventura capaz de mudar os rumos do país e até do mundo

 

6 –  AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA

MARCO LACERDA

EDITORA TERCEIRO NOME LTDA. 


ISBN: 9788587556929
Ano:
 2007
Edição: 1
Número de páginas: 203
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Depois de um assalto, no dia em que fez 40 anos, dois amigos de Marco Lacerda o encontram no apartamento em que morava nos Jardins, em São Paulo, e soltaram as cordas que o mantinham imobilizado sobre sua cama. Esse assalto com requintes de crueldade é o fio condutor da história que Marco conta em “As Flores do Jardim da Nossa Casa”: uma história que agarra o leitor pelo colarinho a partir da primeira página e o leva até a última, sem lhe dar um minuto de trégua para respirar

 

 

7   A CHAVE DE CASA

TATIANA SALEM LEVY

EDITORA RECORD LTDA 

 

ISBN: 8501079278
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 208
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Passando por temas como a morte da mãe, a relação com um homem violento, viagem, raízes, herança e etc, A Chave de Casa é um livro pulsante, cheio de vida e emoção. A autora tece um romance de vozes diversas – como são as vozes da memória -, histórias que se complementam num tom de densa estranheza. Romance de estréia da jovem escritora Tatiana Salem Levy. Lançado em Portugal no primeiro semestre de 2007, o livro foi um grande sucesso de crítica.

 

8 –  A MURALHA DE ADRIANO

MENALTON BRAFF

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA 

 

ISBN: 9788528612738
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 268
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

No século II, o imperador Adriano construiu uma muralha para deter as constantes invasões dos escoceses. Em seu novo romance, Menalton Braff, o vencedor do Prêmio Jabuti, mostra que o homem do século 21 segue levantando barreiras intolerantes cada vez maiores e mais silenciosas. A Muralha de Adriano, um drama psicológico, mostra que os muros podem ser também construídos dentro de casa… ou no interior do próprio indivíduo. Uma história feita de ciúme, de ambição e de coragem numa família. É um romance que, num certo sentido, pode ser tomado como uma alegoria da queda de um império – no caso, uma rede de supermercados. Mas seu alcance vai muito além. “A Muralha simboliza nossas barreiras”, afirma Braff. “Em um mundo que se diz globalizado, nunca foram tantas as barreiras. As nossas, individuais, como o preconceito, os nossos medos, os nossos impedimentos morais, sobretudo da falsa moralidade. Mas as barreiras são também sociais, dividindo os seres humanos em grupos de pouca ou nenhuma comunicação. Enfim, é história em que as personagens envolvem-se em conflitos quase sempre originados por algum tipo de muralha.” O foco narrativo de A Muralha de Adriano está, a princípio, entregue a três personagens – Verônica, Anselmo e Mateus. Porém, no momento em que, apesar de todas as muralhas, suas histórias se cruzam um narrador onisciente, em terceira pessoa, assume o relato das ações e, explorando com destreza diversos efeitos de linguagem que se aproximam do impressionismo, as conduz até o final. “Com narrativas em ziguezague e domínio pleno da linguagem, Menalton Braff realiza sua melhor invenção com A Muralha de Adriano”, escreve o poeta Fabrício Carpinejar. “Apresentando os capítulos inicial e final inspirados na Bíblia, o romance é ilustrativo, não moralizante. O escritor deixa a ação ser a mensagem. Não há como larga-lo nem para atender ao telefone. Fica-se com a respiração trancada, suspensa, esperando o desfecho e tentando entender quem está com a razão.”

 

9   LONGE DE RAMIRO

CHICO MATTOSO

EDITORA 34 

 

ISBN: 9788573263831
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 88
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Este primeiro romance de Chico Mattoso narra as estranhas aventuras de Ramiro, que, isolado num hotel, inventa os mais excêntricos jogos mentais, na tentativa de imobilizar um mundo que insiste em fugir a seu controle. Como notou Reinaldo Moraes, o livro é “a saga de uma consciência extraviada de sua base humana e afetiva. Na contramão, porém, da trajetória autodissolvente do personagem, o leitor se aproxima vertiginosamente de uma narrativa enxuta, elegante, precisa e tantas vezes desconcertante”.

 

10 –  CONTRAMÃO

HENRIQUE SCHNEIDER

EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA 

 

ISBN: 8528612899
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 176
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Porto Alegre, seis e meia da manhã. Otávio Augusto desperta para mais um dia de trabalho. Após tomar banho, o que sempre lhe traz de volta à vida, separa suas roupas meticulosamente, combinando cada peça com cada acessório. A preparação para o trabalho mais parece um ritual, seguido de um café forte e fatias de pão quente. Contramão, de Henrique Schneider, introduz o romance por meio da descrição de uma personagem extremamente zelosa com a imagem, dotada de fortes ambições profissionais e de uma agenda impecavelmente organizada. Esta, no entanto, não possui espaço para imprevistos.

 

Ao sair de casa, Otávio Augusto segue sua rotina. Senta ao volante do carro importado, liga o rádio para ouvir o noticiário e se põe a caminho da metalúrgica onde trabalha como gerente de negócios, cargo assumido logo após sua graduação. Um sinal quase fechado, as urgências para com horários e compromissos, somados a um motor possante, fazem com que Otávio seja o responsável pelo atropelamento de duas crianças. O lema “tempo é dinheiro” parece não mais significar sucesso para o jovem administrador. Tomado pelo desespero, esquiva-se da situação, fugindo o mais rápido possível para que não destruam seu futuro. Dirigindo sem rumo, o itinerário é traçado pelo instinto. Uma breve pausa para respirar e arejar a cabeça. Ao analisar a estrada e sua localização, percebe ter passado por um posto de gasolina e toma a decisão de seguir caminho até o sétimo posto. Um já havia passado. O que mais aguardará Otávio nessa jornada sem destino? Ou, pelo menos, até o sétimo posto de gasolina?

 

“Em Contramão, Henrique Schneider nos conta, de maneira absolutamente fascinante, a história de um homem que tem um encontro com o destino”, escreve Moacyr Scliar. “É aquilo que poderíamos chamar, por analogia aos road movies, de uma road story, uma história em que o deslocamento por estradas e lugares tem sua contrapartida na viagem interior, e na descoberta (amarga, no caso) do fator humano.”

 





Germano Almeida surpreende com seu TESTAMENTO do Sr. Napumoceno

27 08 2008

Este livro me apresentou à literatura cabo-verdiana.  E que apresentação!  Fez com que eu quisesse ler mais!   O Testamento do Senhor Napumoceno [ São Paulo, Editora Companhia das Letras:1996]  é  narrado com muito humor.  É também um livro cheio de surpresas.  Napumoceno da Silva Araújo parece ter uma das vidas mais discretas do arquipélago.  Mas quando o seu testamento de 387 páginas é finalmente aberto, aprendemos detalhes de sua vida particular que mostram um outro homem.  Um homem que demonstra uma tremenda habilidade de escrever, que discorre sobre membros da família, sobre seus superiores, seus empregados e ainda mais detalhadamente sobre suas aventuras amorosas.  Tudo é metodicamente descrito e causa tanta surpresa a ponto de ser desacreditado.  Principalmente depois que sua fortuna não passa às mãos do sobrinho, como era esperado, mas à filha, desconhecida de todos, fruto de um relacionamento indiscreto no passado.  E de revelação em revelação, de requisitos estranhos para a sua própria cerimônia funerária a métodos de negócio questionáveis, ficamos sabendo sobre a vida nas ilhas, nas 10 ilhas deste país de 300.000 pessoas.  Um repleto povoado por pequenas cidades, cujas distancias são feitas grandes, muito grandes pelo mar.

 

O escritor Germano Almeida

O escritor Germano Almeida

 

 

 

 

 

Napumoceno representa facilmente Cabo Verde.   Sua solidão, sua maneira metódica, sua vida controlada e reclusa contribuem para que ele mesmo se isole da própria cidade onde mora.  Mesmo depois de ter se tornado um homem de negócios de sucesso, ele ainda é recusado pelo clube local.  Tenho por mim que o sentimento de rejeição  sentido por Napumoceno se assemelhe ao sentimento que o país teve em relação a Portugal. O vazio a volta de sua vida é claramente percebido.   Mas quando ele morre e seu testamento é lido, detalhes suas aventuras vêm à tona.  Só então vizinhos e conhecidos descobrem que sua vida era de fato muito diferente.   Rico em emoções e em gosto pela vida, ele viveu exatamente como uma ilha, isolado, rodeado por um grande vácuo.

 

Numa entrevista dada a Fernando Nunes da ZonaNon: revista de cultura crítica, em 2003, Germano Almeida descreveu a independência de Cabo Verde em 1975, como sendo uma verdadeira revolução causando um crescimento inimaginável de 1975 a 1990 na economia e sociedade do país, resultados que não haviam sido contemplados e que certamente ultrapassaram qualquer expectativa.  O país cresceu nesses 15 anos numa razão maior do que havia crescido nos 500 anos de domínio português.   A alegria, o entusiasmo de descobrir seu próprio potencial outrora desconhecido, as possibilidades a explorar suas riquezas internas formam um excelente paralelo a vida de Napumoceno.  Muito mais rica do que o esperado, passando dos limites e das expectativas que os outros poderiam ter.  

 

Mas este não é um livro político.  Tampouco um livro histórico.  Este é o retrato de um homem na sua complexidade, alguém como nossos vizinhos, nossos amigos e parentes.   Gente que acreditamos  conhecer e que, de repente, sem aviso, mostra um lado, uma habilidade, um dom diferente, conhecido exclusivamente por seu portador.  E nós, leitores, ficamos tais como os conhecidos de Napumoceno, surpresos e embasbacados.  Excelente leitura!

 





Perseguindo o sonho, Milton Hatoum em “Órfãos do Eldorado”, resenha

4 08 2008
Tarsila do Amaral, Floresta, 1929, óleo/tela, Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Tarsila do Amaral, Floresta, 1929, óleo/tela, Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Órfãos do Eldorado, uma novela de 100 páginas pode quase ser chamada de um discurso sobre a decadência.  Decadência dos sonhos, das fortunas, da economia.  A decadência como objeto de observação e fascinação dos turistas, a decadência da política local, das mores sociais.  Até mesmo a decadência do sonho, da esperança, que não encontram um eco na realidade amazônica retratada aqui.  

 

Não que Milton Hatoum tenha deixado de lado a ficção.  Não é esta a minha observação.  Mas sua ficção está ainda mais fluida neste livro do que em anteriores.  Esta é uma ficção, tecida através de memórias anteriores às do personagem principal, e fatos históricos mencionados que cobrem mais de um século.  A fluidez da narrativa dá um leve toque de sonho, de irrealidade porque vamos e voltamos a um passado sem forma, a uma passado interpretado pela criança que foi Arminto Cordovil:  a visão que ele tem de seu pai e de sua infância e adolescência. 

 

Esta maneira amorfa e característica da fluidez de pensamentos — que já encontrei anteriormente neste autor nos dois outros livros que li: Dois Irmãos e Cinzas do Norte —, deixa a narrativa aberta.  Ela se rebela às datas históricas, às informações precisas.

Não que Milton Hatoum trabalhe com o realismo mágico.  Mas as idas e vindas de seus personagens com lembranças e projeções no futuro mantêm uma nebulosidade proposital mostrando traços familiares com fantasias noturnas e sonhos reveladores.

 

A história pode ser descrita em poucas palavras: Arminto se apaixona por Dinaura uma moça local, que não fala, evasiva, com quem ele tem uma noite de amor inesquecível, e a quem ele jamais volta a ver.   Recebi este livro, emprestado por uma amiga, excelente leitora, com a observação de que esta era uma bela história de amor.  

 

Mas discordo redondamente.  A história da perseguição de Arminto por Dinaura, sua obsessão do início ao fim da novela, para mim, é a personificação da constante procura pelo Eldorado, que ilude a todos que se estabeleceram e que se estabelecem, ainda hoje, na Amazônia.  A procura de Dinaura é a grande aventura, repleta de elementos fantásticos, do mundo, do amor, de tudo que jamais será tal como a terra prometida.  Ela, assim como o Brasil, como a Amazônia, é uma moça local, e é natural então que se encontre rodeada pelos caminhos encontrados na ilha encantada das histórias das cunhatãs.

 

Este é um discurso alegórico sobre a esperança cega de algo melhor, e a decadência que se estabelece quando se procura obsessivamente uma realidade, um sonho, inexistente.

 

 

Órfãos do Eldorado, Milton Hatoum, São Paulo, Cia das Letras:2008  — 107 páginas.

 

 

 

Lucila Wroblewski.

Milton Hatoum, foto: Lucila Wroblewski.

 





A elegância do ouriço — Muriel Barbery

8 07 2008
 
 
 Ceci n’est pas une pipe, René Magritte ( Bélgica, 1898-1967)
 —
—-
 Acabo de ler A Elegância do Ouriçode Muriel Barbery, escritora francesa, que encanta com um texto divertido e irônico. A história se passa num elegante bairro de Paris e é narrada por duas personagens diferentes: conhecemos Paloma, uma adolescente esperta, que percebe mais do mundo à sua volta do que deixa transparecer, principalmente em relação à sua família, aos seus amigos e à sociedade em geral; e Renée, zeladora do edifício onde Paloma mora, leitora inveterada, bastante mordaz, que tem sempre uma resposta pronta para qualquer ocasião, que também percebe à sua volta muito mais do que os moradores do edifício lhe dão crédito. É através dos olhos delas que somos apresentados a uma gama de moradores do prédio, parisienses com suas maneiras de viver, congeladas por séculos de civilização. Vemos também o quanto têm em comum estas duas personalidades que se revelam através da narrativa. ——–A história se passa quase inteiramente no edifício à Rua de Grenelle, 7, onde ambas residem. Paloma e Renée passam a vida preocupadas em apagar os traços de suas existências e têm bastante sucesso em se tornarem quase invisíveis aos outros, apesar de terem vidas interiores muito ricas e de quase não perderem nada do que acontece ao seu redor, principalmente quanto às intenções das pessoas que conhecem e seus preconceitos. Elas se protegem contra qualquer indiscrição, contra qualquer comportamento, que possa levá-las a serem descobertas, que possa revelá-las como as pessoas sensíveis que são inteligentes, cultas e mordazes na caracterização dos habitantes do edifício e da sociedade francesa em geral.—-

—-

Os capítulos do livro, com as impressões de cada uma, são intercalados e assim sabemos de seus pensamentos mais íntimos. Eles nos orientam na narrativa. Visualmente o livro também é dividido. Cada narradora tem seu texto em tipografia diferente, facilitando o reconhecimento das diferentes vozes narrativas. Paloma e Renée são ambas pessoas que não se encontram nem se enquadram entre a maioria na sociedade. E lá pelas tantas acabam estabelecendo uma amizade entre elas, atravessando barreiras culturais e sociais estabelecidas há séculos e descobrem que têm muito em comum quando percebem e analisam o mundo à sua volta.—

Só são descobertas por um novo residente, um oriental, um japonês, que se muda e passa a viver neste abrigo de alto luxo da burguesia parisiense. Sua chegada ao edifício causa muita curiosidade da parte de seus moradores mais tradicionais. Ele, no entanto, assume que é realmente uma pessoa de fora, apesar de usar precisa e corretamente a língua francesa. Como um estranho no ninho, por assim dizer, como uma pessoa de fora, que não precisa nem saber, nem se limitar às regras sociais estabelecidas, ele consegue estender sua amizade às duas mulheres que conhecemos, compreendendo-as e deixando suas personalidades florescerem.—

O livro é cheio de observações de muito humor sobre a vida moderna; divertidas descrições do que é esperado no comportamento de cada um e irônicas coincidências que geram preciosas observações sobre literatura, escrita, envelhecimento, psicanálise, e muitos outros aspectos do dia a dia atual. Tudo isto vem bem empacotado numa maravilhosa escolha de vocabulário, contrastes irônicos e num tom jocoso, sem igual. Eu me achei não só sorrindo, mas em algumas ocasiões rindo comigo mesma, para espanto de qualquer pessoa próxima, com as divertidas observações de Paloma e Renée. E se você é uma dessas pessoas, como eu, que gosta de marcar uma passagem particularmente irônica, ou que seleciona uma frase espetacular, que sublinha seu livro a lápis, para poder voltar mais tarde e encontrar um trecho específico, é melhor ter uma apontador próximo e um lápis ao alcance da mão, porque você acabará se resignando a um livro cheio de anotações e de marcas de colchetes e parênteses.

Muitas vezes, durante a leitura, eu me encontrei pensando nos quadros do pintor belga René Magritte. As observações de Paloma e Renée são tão bem colocadas que se parecem com a superimposição de imagens característica dos trabalhos de maior humor e ironia do pintor. É só nos lembrarmos de um de seus quadros [ele fez muitas versões do mesmo] mais conhecidos: Ceci n’est pas une pipe, [Isto não é um cachimbo] para entendermos como trabalha o humor presente neste livro de Muriel Barbery. Magritte, assim com Renée e Paloma, está sempre brincando com o significado das palavras ou com o significado das imagens, colocando-as juntas e nos obrigando, frequentemente, a pensar visualmente por causa de suas justaposições.

E me pergunto se a autora não teria homenageado o pintor já que uma das personagens principais se chama Renée, a forma feminina do primeiro nome de Magritte. Tão jocoso quanto os nomes que a autora escolheu para as duas irmãs, moradoras do prédio, Paloma e Colombe, que têm como seus primeiros nomes duas palavras com o mesmo significado: pomba, em línguas diferentes. Esta possibilidade ainda se torna mais crível quando nos lembramos de que a autora é professora de filosofia e certamente estaria familiarizada com os trocadilhos visuais que Magritte se empenhou em aprimorar. No final do século XX, os quadros deste pintor ilustraram muito conceitos de filosofia e linguística. Tenho certeza que na próxima vez que vier a ler este livro ainda serei capaz de encontrar mais “coincidências” interessantes que me escaparam na primeira leitura.

Leio muito. E faz algum tempo que não encontro um livro que me deixasse tão encantada, tão absorvida. Recomendo com muitas estrelas. É definitivamente um livro para quem gosta de livros e de ideias.








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