The Guardian/Observer: os 100 melhores livros de não-ficção de todos os tempos

24 06 2011

Ilustração,  Clarence Coles Phillips ( EUA, 1880-1927)

Para mim é interessante ver como no hemisfério norte, tanto nos Estados Unidos como na Europa, a chegada do verão é sempre acompanhada de listas de livros para se ler na praia, nas férias, nos dias de lagartearmos ao sol.  O ritual de nomear os melhores livros desse gênero ou daquele gênero se faz presente, chega até a criar expressões idiomáticas tais como “beach read” [ leitura de praia]. A preocupação com o que ler está sempre presente nas agendas dos que entram em férias ou dos que saem de férias.  Listas de livros abundam nas páginas dos jornais, das revistas de grande tiragem.  Ler, nesses países onde um razoável nível de educação é mais democrático do que nas nossas bandas, é uma das coisas que se faz com prazer, nas férias, nos feriados longos, para divertimento, ou para  preencher aquela lacuna intelectual.

Este mês o jornal The Guardian, da Grã Bretanha, publicou uma lista:  100 melhores livros de não-ficção, de todos os tempos [ The 100 greatest non-fiction books].  A seleção feita pelo jornal inclui muitos clássicos bastante óbvios e algumas surpresas.  Mas as opções que conheço mostram-se de fato muito apropriadas.  Talvez seja uma surpresa para quem lê esse blog com regularidade descobrir que sou grande apreciadora de livros de não-ficção, e que há épocas em que os leio em maior número do que os livros de ficção.  As áreas de minha preferência são história, biografia, memórias, ciências, economia, e livros de viagens.   São todos assuntos que complementam as áreas dos meus interesses profissionais, que adicionam perspectiva no que faço no dia a dia.  Como gostei bastante da lista, e com pouquíssimas exceções concordo com o que foi escolhido, vou colocá-la aqui para aconselhar leitores que estejam interessados em ler o que há de melhor.

NOTAS:

1 –  É importante lembrar que esta lista foi compilada com enfoque nos leitores do jornal inglês.  Por isso incluiu alguns livros que focam na Inglaterra, mas no conjunto, retirando esses títulos específicos, é uma excelente lista dos livros de não-ficção que todos nós deveríamos nos esforçar para ler ou pelo menos saber que existem.

2 – Quando encontrei os títulos em português listei-os, com a respectiva editora e ISBN para fácil acesso.  Ficam assim registradas também as lacunas editoriais no Brasil.  Alguns livros só encontrei em edições lusitanas.  Alguns, famosíssimos, como O meio é a mensagem, de Marshall McLuhan, estão sem edição em português.  E este é só um exemplo.  A verdade é que todos esses livros deveriam estar num catálogo de acesso  perpétuo, para  nosso enriquecimento cultural.  Espero que, agora, que a Editora Penguin está por aqui, que é conhecida por manter livros clássicos impressos, se apodere desse mercado e preencha as lacunas que temos com suas esmeradas traduções e publicações que cabem no bolso de qualquer um.

3 – No caso — raro — de haver mais de uma publicação em português por diferentes editoras, coloquei aqui a editora que parecia oferecer o livro por completo — sem edição abreviada, ou a edição de mais rápida entrega.  Às vezes os títulos em português não tem nada a ver com seus rescpectivos títulos originais.  Assim sendo, é possível que eu não tenha notado a existência de alguma tradução.  [Exemplo: o livro Double Helix de James Watson, em português ficou com uma tradução com maior apelo poular: DNA- o sergredo da vida].

A pintura sopra vida na escultura, 1893

Jean-Léon Gérôme (França, 1824-1904)

óleo sobre tela

Galeria de Arte de Ontário, Canadá.

Arte

1 – The Shock of the New, Robert Hughes (1980) — não traduzido para o português — história da arte moderna do Cubismo à Avant-Garde.

2 – A história da arte, Ernst Gombrich (1950) – [Editora LTC, ISBN: 9788521611851] — o mais popular livro de arte.  Gombrich examina os problemas técnicos e estéticos confrontados pelos artistas desde o início do mundo.

3 – Modos de ver, John Berger (1972) – [Editora Rocco, ISBN: 9788532508676] — um estudo sobre a maneira como vemos a arte que mudou os termos de uma geração comprometida com a cultura visual.

As três idades do homem, c. 1510

Giorgione ( Itália, 1477-1510)

óleo sobre tela

Palazzo Piti, Galleria Palatina,  Florença.

Biografia

4 – Lives of the Most Excellent Painters, Sculptors, and Architects , Giorgio Vasari (1550)  Biografia misturada com anedotas retratando a vida de pintores e escultores de Florença.

5 – The life of Samuel Johnson, James Boswell (1791) – Boswell faz um retrato do lexicografo baseado nas notas de seu próprio diário.

6 –  The diaries of Samuel Pepys, Samuel Pepys ( 1825) — ” O Senhor seja louvado, no final do ano passado eu estava com boa saúde”.  Assim começa o diário muito vívido do período da Restauração.

7 – Eminent Victorians, Lytton Strachey (1918) — Strachey fez o modelo para a biografia moderna, com sua narrativa irreverente e espirituosa de quatro heróis da era vitoriana.

8 – Goodbye to All That, Robert Graves (1929) — autobiografia de Graves conta a história de sua infância, dos primeiros anos de casado,  e a grande parte do livro conta das brutalidades e banalidades da Primeira Guerra Mundial.

9 – A autobiografia de Alice B. Toklas, Gertrude Stein (1933)   [Editora Cosac Naify, ISBN: 9788575038024] – Inovadora autobiografia de Stein, escrita sob o disfarce de uma autobiografia de sua amante.

Pintura romana, 1674

[cópia da então recente escavação da Tumba dos Nasonii, Via Flaminia, Roma]

Pietro Santi Bartoli (Itália, 1635-1700)

Do livro de sketches e manuscrito

Glasgow Univeristy Library

Cultura

10 – Notes on Camp, Susan Sontag, (1964) — Sontag propões que a sensibilidade moderna foi modelada pela ética judia e pela estética homossexual

11 – Mithologies, Roland Barthes (original em francês, publicado em 1957) — Barthes procura os significados dos mitos daquilo que nos rodeia, nesses estudos sagazes  mitos contemporâneos.

12 – Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente, Edward Said (1978) [Editora de Bolso, ISBN: 9788535910452] — Said argumenta que as representações românticas da cultura árabe são condescedentes e políticas.

As quatro estações, c. 1895

Alphonse Mucha ( República Checa, 1860-1939)

Litografia colorida

Meio ambiente

13 – Primavera Silenciosa, Rachel Carson (1962) [ Editora Gaia, ISBN: 9788575552353] – análise dos efeitos dos pesticidas no meio ambiente que serviram de base para o movimento de proteção ao meio-ambiente.

14 – A vingança de Gaia, James Lovelock (1979) — [Editora Intrínseca,  ISBN: 9788598078168 ] – o argumento de Lovelock —  uma vez que a vida tenha se estabelecido no planeta, ela constrói condições para sua própria sobrevivência — revolucionou a nossa percepção do nosso lugar no esquema das coisas.


Um “Trabant” [marca do carro da Alemanha do Leste] atravessa a parede.

Grafite no Muro de Berlim.

História

15 — Histórias, Heródoto (c. 400 aC), [em português só em edição portuguesa em diversos volumes, Edições 70, ISBN:9789724414492] —  A História começa com a narrativa da guerra Greco-Persa.

16 — O declínio e a queda do império romano, Edward Gibbon (1776) [Em português, edição abreviada, Editora Companhia do Bolso, ISBN: 9788535907445] — o primeiro historiador moderno do período romano, se voltou para fontes arcaicas, para concluir que a decadência moral levou o império ao declínio total.

17 — The History of England, Thomas Babington Macaulay  (1848) — um marco no estudo da história do ponto de vista de um historiador liberal.

18 — Eichmann em Jerusalém — Hannah Arendt (1963) [Editora Cia das Letras, ISBN: 9788571649620] — sobre julgamento de Adolf Eichmann, e os mecanismos sociológicos e psicológicos do Holocausto.

19 — The Making of the English Working Class, EP Thompson (1963) — Thompson virou a história de cabeça para baixo quando fixou seu olhar no povo, quando a maioria dos estudiosos tratava o povo como uma massa anônima.

20 — Enterrem meu coração na curva do rio: a dramática história dos índios americanos, Dee Brown (1970) [Editora LP&M, ISBN: 9788525412935] — A história do tratamento dos índios americanos pelo governo dos EUA.

21 — Hard Times: an Oral History of the Great Depression, Studs Terkel (1970) —  Uma tapeçaria de impacto feita de histórias contadas sobre a Grande Depressão.

22 — Shah of the Shahs, Ryszard Kapuściński (1982) – o grande jornalista polonês conta a história do último Xá do Irã.

23 — Era dos extremos, Eric Hobsbawm (1994) –[ Editora Cia das Letras, ISBN: 9788571644687] ] demonstra a falência tanto do capitalismo, como do comunismo, nessa história do século XX.

24 — Gostaria de informá-lo que amanhã seremos mortos com nossas famílias: histórias de Ruanda, (1994) [Editora Cia de Bolso, ISBN: 9788535908923] O terror dos massacres em Ruanda e a falencia da comunidade internacional.

25 — Pós-guerra, uma história da Europa desde 1945, Tony Judt (2005) [Editora Objetica, ISBN:  9788573028799] um grande relato da história da Europa desde 1945.


Fantômas ( cachimbo e jornal), 1915

Juan Gris ( Espanha, 1887-1927)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

National Gallery of Art, Washington D.C.

Jornalismo

26 — O jornalista e o assassino, Janet Malcolm (1990) [Editora Cia de Bolso, ISBN: 9788535918342] uma análise do dilema moral do jornalismo.

27 — O teste do ácido do refresco elétrico, Tom Wolfe (1968) [Editora Rocco, ISBN: 9788532504036]  o homem de terno branco segue Ken Kesey e sua banda Merry Pranksters quando eles atravessam os EUA numa viagem cheia de LSD.

28 — Despachos do Front, Michael Herr (1977)[Editora Objetiva, ISBN: 9788573027372] relato das experiências de Herr na guerra do Vietnã.

Arte e Literatura, 1867

Adolphe William Bouguereau ( França, 1825-1905)

óleo sobre tela, 200 x 108 cm

Museu de Arte Arnot, Elmira, NY

Literatura

29 — The life of the Poets, Samuel Johnson (1781) – estudos críticos e biográficos dos poetas ingleses do século XVIII.

30 — An Image of Africa, Chinua Achebe (1975) — o autor desafia o imperialismo cultural ocidental argumentando que o livro O coração das trevas, de Joseph Conrad é um romance racista, que não dá humanidade a seus personagens africanos.

31 — A psicanálise dos contos de fadas, Bruno Bettelheim (1976) [Editora Paz e Terra, ISBN: 9788577530380] — argumenta que a parte soturna dos contos de fadas, dão meios às crianças de lidarem com seus medos.

Resolvendo o problema, s/d

Henri-Jules-Jean Geoffroy (conhecido como Geo) (França, 1853-1924)

óleo sobre tela

Matemática

32 — Gödel, Escher, Bach: an eternal golden braid, Douglas Hofstadter (1979)  um meditação sobre música, mente e matemática, que explora uma complexidade formal e auto-referencial.

Homem escrevendo carta, 1664-66

Gabriel Metsu (Holanda 1629-1667)

Óleo sobre painel de madeira, 52 x 41 cm

National Gallery, Dublin, Irlanda

Memórias

33 — Confissões, Jean-Jacques Rousseau (1782) — [Editora Edipro, ISBN: 9788572835817] Rousseau estabelece com essa obra o modela para a moderna autobiografia com a história íntima de sua vida.

34 — Narrative of the Life of Frederick Douglass, an American Slave, Frederick Douglass (1845) uma história vívida, narrada na 1ª pessoa, foi a primeira vez que a voz de um escravo foi ouvida na sociedade em geral.

35 — De profundis, Oscar Wilde (1905) [Editora LP&M Pocket, ISBN: 9788525408259]  Na prisão, Wilde conta a história de seu caso amoroso com Alfred Douglas e também conta sobre seu desenvolvimento espiritual.

36 — Os sete pilares da sabedoria, T. E. Lawrence (1922) [Editora Record, ISBN: 9788501021472]  um relato fascinante de suas experiências contra o império otomano.

37 — Ghandi: Autobiografia, minha vida e minhas experiências com a verdade, Mahatma Gandhi (1927) [Editora Palas Athena, ISBN: 9788572420280] um clássico no gênero das confissões, Ghandi conta suas primeiras dificuldades  e sua batalha para chegar ao auto-conhecimento.

38 — Lutando na Espanha, George Orwell (1938), [Editora Globo, ISBN: 9788525041913] um relato claro de sua experiência com traição e confusão durante a Guerra Civil da Espanha.

39 — O diário de Anne Frank, Anne Frank (1947) [Editora Bestbolso, ISBN:  9788577990009] publicado por seu pai, depois da Segunda Guerra Mundial, esse relato da vida familiar escondida, ajudou a formar os relatos posteriores do Holocausto.

40 — Speak Memory, Vladimir Nabokov (1951) – Nabokov reflete sobre sua vida antes de sua migração para os EUA em 1940.

41 — The Man Died, Wole Soyinka  (1971) um poderoso relato de sua experiência na cadeia, quando prisioneiro durante a guerra civil na Nigéria.

42 — A tabela periódica, Primo Levi ( 1975) [Editora Relume Dumará, ISBN:  9788573160079] uma visão de sua vida, incluindo o período como prisioneiro num campo de concentração,  pelas lentes da química.

43 — Bad Blood, Lorna Sage (2000) demole a fantasia da família, explicando como seus antepassados passaram raiva, dor e desejos frustrados através de gerações.

A condição humana, 1933

René Magritte (Bélgica, 1898-1967)

óleo sobre tela, 100 x 81 cm

Coleção Simon Spierer, Genebra, Suíça

Mente

44 — A interpretação dos sonhos, Sigmund Freud (1899) [ No Brasil em 2 volumes, Editora Imago, ISBN 1º volume 9788531209789] argumento de que as nossas experiências enquanto sonhamos possuem as chaves para a nossa vida psicológica, e com esse livro abriu a porta para a psicoanálise.

A tocadora de bandolim, s/d

David Jermann ( EUA, contemporâneo)

óleo sobre madeira, 58 x 78cm

www. davidjermann.com

Música

45 — The Romantic Generation, Charles Rosen (1998) – examina como os compositores do século XIX expandiram os limites da música e os seus comprometimentos com a literatura, a paisagem e o divino.

Aristóteles contemplando o busto de Homero, 1653

Rembrandt van Rijn ( Holanda, 1606-1669)

óleo sobre tela, 144 x 137 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York

Filosofia

46 –  O banquete, Platão (c. 380 aC) [Editora Edipro, ISBN: 9788572836692] — uma viva discussão numa reunião em um jantar, sobre a natureza do amor.

47 — Meditações, Marco Aurélio (c. 180) [Editora Madras, ISBN: 9788573748710 ] — uma série de reflexões pessoais, aconselhando a calma face aos conflitos e o cultivo de uma perspectiva cósmica.

48 — Os ensaios, Michel de Montaigne (1580) [Editora Penguin, ISBN: 9788563560063] — um sábio e bem-humorado exame de si-mesmo, da natureza humana, que lançou o ensaio como uma forma literária.

49 — The Anatomy of Melancholy,  Robert Burton (1621), um exame da cultura humana pelos olhos da melancolia.

50 — Meditações sobre a Filosofia Primeira, René Descartes (1641)[Editora Unicamp, ISBN:  9788526806740] Duvidando de tudo exceto de sua própria existência, Descartes tenta construir Deus e o universo.

51 — Diálogos sobre a religião natural, David Hume ( 1779) [Portugal, Edições70, ISBN: 9789724412429] Hume testa sua fé numa conversa examinando os argumentos para a existência de Deus.

52 — Crítica da razão pura, Immanuel Kant ( 1781) [Editora WMF, ISBN: 9788578273576] Se a filosofia ocidental é só uma nota de rodapé de Platão, então a tentativa de Kant de unir razão com experiência fornece muitos dos títulos dos assuntos.

53 — Fenomenologia do Espírito, GWF Hegel, (1807) [Editora Vozes, ISBN: 9788532627698] Hegel leva o leitor através da evolução da consciência.

54 — Walden, Henry David Thoreau ( 1854) [Editora LP&M, ISBN: 9788525420602] um relato de dois anos morando numa cabana de madeira em que examina as ideías de independência e de sociedade.

55 — Sobre a liberdade, John Stewart Mill (1859) [ Editora Hedra, ISBN: 9788577152001] John S Mill argumenta que a única razão para a qual o poder pode ser exercido sobre qualquer membro da comunidade civilizada, contra a sua vontade, seria para prevenir o dano aos outros.

56 — Assim falou Zaratrusta, Friedrich Nietzsche  (1883) [Editora Civilização Brasileira, ISBN: 9788520004746] Inválido, Nietzsche declara a morte de Deus e o triunfo do Super-Homem.

57 — A estrutura das revoluções científicas, Thomas Kuhn (1962) [Editora Perspectiva, ISBN: 9788527301114] uma teoria revolucionária sobre a natureza do progresso científico.

Entretenimento nas eleições, 1755

William Hogarh (Inglaterra, 1697-1764)

óleo sobre tela

Sir John Sloane’s Museum, Londres

Política

58 — A arte da guerra, Sun Tzu (c. 500 aC) [Editora LP&M, ISBN: 9788525410597] um estudo da guerra que enfatiza a importância do posicionamento e habilidade de reagir de acordo com as mudanças das circunstâncias.

59 — O príncipe, Nicolau Maquiavel (1532) [Editora Penguin, ISBN: 9788563560032] Maquiavel injeta realismo num estudo do poder, argumentando que os governantes devem estar preparados para abandonar a virtude a favor da estabilidade.

60 — Leviatã, Thomas Hobbes (1651) [Editora Martins Fontes, ISBN: 9788533624085] Hobbes defende a posição do poder absoluto, para evitar que a vida seja brutal.

61 — Direitos do homem, Thomas Paine (1791) [Editora Edipro, ISBN:9788572834827 ] uma defesa da Revolução Francesa de grande influência, que aponta para a ilegitimidade dos governos que não defendem os direitos do cidadão.

62 — A Vindication of the Rights of Women, Mary Wollstonecraft (1792) argumenta que as mulheres devem ter o direito à educação para que possam contribuir para a sociedade.

63 — O manifesto comunista, Karl Marx e Friedrich Engels ( 1848) [Editora Paz e Terra, ISBN: 9788577530434] Uma análise social e política em termos de luta de classes, que lançou um movimento com a vibrante declaração “o proletariado não tem nada a perder a não ser suas próprias correntes”.

64 — The Souls of Black Folk, W.E.B. Dubois (1903) – uma série de ensaios que defendem a igualdade de direitos no Sul dos Estados Unidos

65 — O segundo sexo, Simone de Beauvoir ( 1949) — no Brasil em 2 volumes [Editora Nova Fronteira, ISBN 1º volume, 000.85.209.0316-9 ou 9788520903162 [código de barras] — Beauvoir examina o que é ser mulher, e como a identidade feminina tem sido definida em relação aos homens através da história.

66 —  The Wretched of the Earth, Frantz Fanon (1961) um estudo sobre o impacto psicologico do colonialismo

67 —  The Medium is the Message, Marshall McLuhan ( 1967) O grande sucesso da gráfica  popularizaçao das idéias de Marshall McLuhan sobre tecnologia e cultura foram co-criadas com Quentin Fiore.

68 — The Female Eunuch, Germaine Greer (1970) Greer argumenta que a sociedade dominada por homens reprime a sexualidade feminina.

69 — Manufacturing Consent , Noam Chomsky e Edward Herman (1988) Chomsky argumenta que a comunicação corporativa apresenta uma imagem distorcida do mundo para engendrar maiores lucros.

70 — Here comes everybody, Clay Shirky (2008)  uma vibrante primeira história da revolução das mídias sociais do momento.

Velha senhora rezando,  final da década de 1630, início da década de 1640

Matthias Stom (Holanda 1599-1600?, Itália, depois de 1652)

óleo sobre tela, 78 x 64 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York

Religião

71 — The Golden Bough, James George Frazer (1890) uma tentativa de identificar os elementos em comum das diversas religiões do mundo, que sugere elas terem se originado dos rituais de fertilidade.

72 — The Varieties of Religious Experience, William James (1902) argumenta que o valor das religiões não deve ser medido em termos de sua origem nem exatidão empírica.


Operação, 1929

Christian Schad (Alemanha, 1894-1982)

óleo sobre tela, 125 x95 cm

Städtische Galerie em Lenbachhaus, Munique

Ciência

73 — A origem das espécies, Charles Darwin (1859)[Editora Escala, ISBN:  9788575569870]  Darwin relato da evolução das espécies através da seleção natural transformou a biologia e o nosso lugar no universo.

74 — The Character of Physical Law, Richard Feynmann (1965) uma elegante análise das leis da física por um dos maiores teóricos do século XX.

75 — DNA: o segredo da vida, James Watson (1968) [Editora Cia das Letras, ISBN: 9788535907162] relato pessoal do autor explicando como ele e Francis Crick conseguiram abrir a estrutura do DNA.

76 — O gene egoísta, Ricard Dawkins (1976) [Editora Cia das Letras, ISBN: 9788535911299] Dawkins lança uma revolução na biologia com a sugestão de que a evolução é melhor vista pela perspectiva do gene ao invés do organismo.

77 — Uma breve história do tempo, Stephen Hawking (1988) [Editora Rocco, ISBN: 9788532502520] um livro nas mãos de 10 milhões de pessoas, pode-se dizer uma febre, em que Hawkins conta a origem do universo.

Sociedade Parisiense, 1931

Max Beckmann (Alemanha, 1884-1950)

óleo sobre tela, 109 x 176 cm

Solomon Guggenheim Museum, Nova York

Sociedade

78  — The Book of the City of Ladies, Cristina de Pisano (1405) Uma defesa das mulheres na forma de uma cidade ideal,  com a população de mulheres famosas através dos tempos.

79 — Elogio da loucura, Erasmo (1511) [Editora LP&M, ISBN:  9788525412683]  essa  sátira elogiosa à loucura humana ajudou a lançar a Reforma considerando os escândalos e abusos da Igreja Católica.

80 — Cartas filosóficas, Voltaire (1734) [Editora: Martins Fontes, ISBN: 9788533623491]  Voltaire olha criticamente para a Inglaterra, comparando -a com a vida do outro lado do canal.

81 — O suicidio: estudo de sociologia, Émile Durkheim (1897) [Editora WMF, ISBN: 9788578273859] uma investigação sobre as culturas católica  e protestante, que defende que quanto menor o controle nas sociedades católicas, menor o índice de suicidios.

82 — Economia e Sociedade, Max Weber ( 1922) [no Brasil em 2 volumes, Editora UNB, ISBN: 9788523003142 do 1º volume] uma análise profunda dos mecanismos da religião, política e economia que estabeleceu o padrão para os estudos de sociologia.

83 — A Room of One´s Own, Virginia Woolf (1929) um longo ensaio defendendo um espaço verdadeiro e metafórico  para escritoras mulheres numa tradição literária dominada pelos homens.

84 —  Elogiemos os homens ilustres, James Agee e Walker Evans (1941) as imagens de Evans e as palavras de Agee pintam um retrato preciso da vida entre os camponeses no sul dos EUA.

85 — The feminine mystique, Betty Friedan (1963) — um estudo da infelicidade de muitas donas de casa da década de 1950 e 1960 apesar da vida material confortável e das famílias estáveis que tinham.

86 — A sangue frio, Truman Capote (1966) [Editora Cia das Letras, ISBN: 9788535904116] um relato romanceado de um assassinato brutal na cidade de Kansas, que lançou Capote para fortuna e fama.

87 — Slouching towards Bethlehem, Joan Didion (1968) ensaios que evocam a vida na Califórnia na década de 1960

88 — The Gulag Archipelago, Aleksandr Solzhenitsyn (1973) análise do sistema de carceragem na União Soviética, incluindo a experiência do próprio autor como prisioneiro russo, questionando a base moral da União Soviética.

89 — Vigiar e punir, Michel Foulcault ( 1975)  [Editora Vozes, ISBN: 9788532605085]  Foucault examina o sistema de encarceramento na sociedade moderna.

90 — Notícia de um sequestro, Gabriel Garcia Marquez (1996) [Editora Record, ISBN: 9788501046949] a história de um rapto levado a cabo pelo grupo do cartel de Pablo Escobar Medellin.

Mercado em Jafa, 1887

Gustav Bauerfeind (Alemanha, 1848-1904)

óleo sobre tela

Relatos de viagem

91 — The travels of Ibn Battuta, de Ibn Battuta (1355) – o maior viajante do mundo árabe registra suas memórias de viagem através do mundo conhecido e além.

92 — A viagem dos inocentes, de Mark Twain (1869) [edição portuguesa, Editora Tinta da China, ISBN:  9789896710507]  o relato de viagem do autor à Europa, contado de maneira franca, foi um sucesso imediato.

93 — Black Lamb and Grey Falcon, Rebecca West (1941) uma viagem de seis semanas à Iugoslávia torna-se o eixo de um estudo monumental sobre os Balkans.

94 — Veneza, Jan Morris (1960) [edição portuguesa, Editora Tinta da China, ISBN: 9789896710002 ] um guia excêntrico mas conhecedor da arte, história, cultura e do povo de Veneza.

95 — A Time of Gifts, Patrick Leigh Fermor (1977) — o 1º volume da viagem do autor a pé por toda a Europa. Uma brilhante evocação da memória da juventude.

96 — Danúbio, Cláudio Magris, (1986) [Editora Cia das Letras, ISBN: 9788535913378] Magris mistura viagem, história , causos e literatura à medida que viaja pelo Danúbio até sua foz.

97 — China Along The Yellow River,  de Jinqing Cao (1995) um trabalho pioneiro de sociologia chinesa, explorando a China moderna com uma cara moderna.

98 — Os anéis de Saturno: uma peregrinação inglesa, W. G. Sebald, (1995)[Editora Cia das Letras, ISBN: 9788535917239] uma viagem a pé pelo sudeste da Inglaterra se torna numa meditação melancólica sobre a decadência e a transitoriedade.

99 — Passage to Juneau, Jonathan Raban (2000) uma viagem ao Alaska de veleiro, partindo de Seattle, leva a considerações sobre a arte nativa americana, a imaginação romântica,  e seu próprio relacionamento pessoal a ponto de se desintegrar.

100 — Cartas a um jovem escritor, Mario Vargas Llosa (2002) [Editora Campus/Elsevier, ISBN: 9788535228076]  Vargas Llosa destila uma vida inteira de leituras e escrita num manual sobre a arte de  escrever.

***

Cada um de nós poderia adicionar ou retirar livros dessa lista.  Mas no todo é um ótimo guia para quem quiser saber das principais obras que otimizam o nosso momento.  Há muitos modismos nas leituras, principalmente quando uma nova teoria ou um novo crítico de peso leva a uma releitura de algum antigo escritor.  Cada uma dessas listas é sempre transitória e sempre retrata o momento em que foram feitas.  No entanto, pelos livros citados nas áreas em que tenho interesse, haveria muito pouco a adicionar.  Gostei imensamente da seção de Literatura de Viagens ser extensa — um enfoque bem britânico, um país que já produziu grandes escritores no gênero.

Bem, vou parar por aqui.  Há alguns volumes dessa lista que me esperam…  Pena que muitas das nossas traduções estejam esgotadas ou que não tenham sido feitas…  Fica o alerta para as pequenas editoras.

Divirtam-se.  Quem sabe nesse inverno, no friozinho de julho, um ou dois desses clássicos não mereçam a sua atenção?





Geek? Os 11 livros de ficção científica essenciais para a sua leitura.

31 08 2008

 

 

 

Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Maurício de Sousa

O portal Inside Tech publicou uma lista dos 50 livros de leitura essencial para a formação dos geeks.  Não sou capaz de julgá-los nas outras áreas, mas gostei muito do que vi em termos de clássicos da literatura de ficção científica e feliz de ver que 10 dos 11 títulos mencionados encontram-se traduzidos e publicados no Brasil.   O único não traduzido, o livro de Doug Coupland deve estar a caminho.  Já há tradução para o espanhol.  Além do mais, se você é um verdadeiro geek, deve poder lê-lo em inglês.   

 

 

 

 

 

 

 

  

 

http://www.insidetech.com/

 

 

Coloco abaixo a lista com seus respectivos dados. 

 

1 – Nevasca — Neal Stephenson

 

Algum tempo no futuro. Os Estados Unidos, como conhecemos, não existem mais. O país está nas mãos de mercenários e corporações de toda espécie. Hiro trabalha para uma dessas corporações como entregador de pizzas. Mas isso é no mundo que conhecemos. Na realidade virtual, o Metaverso, pertence à elite que criou aquele lugar, habitado por avatares de toda espécie. Em qualquer dos dois mundos, Hiro também é um exímio samurai, que precisará de todas suas habilidades para salvar esses mundos de uma terrível ameaça. Seu nome – Snow Crash.

 

Editora: Aleph
ISBN: 8576570548
Ano: 2008
Edição: 1
Número de páginas: 440
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

2 – Neuromancer —  William Gibson

 

Um hacker renegado, uma samurai das ruas, um fantasma de computador, um terrorista psíquico e um rastafari orbital num thriller sexy, violento e intrigante. De Tóquio a Istambul, das estações espaciais ao não-espaço da realidade virtual, o tenso jogo final da humanidade contra as Inteligências Artificiais…
 
 
Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o primeiro – e ainda hoje o mais famoso – livro de William Gibson. É considerado não só o romance que deu origem ao gênero cyberpunk, mas também o seu melhor representante. Edição especial com nova tradução, nova capa e projeto gráfico, novo prefácio e notas explicativas.

 

Editora: Aleph
ISBN: 8585887907
Ano: 2003
Edição: 3
Número de páginas: 304
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

3 —  Eu, Robô Isaac Asimov

 

Isaac Asimov vive circulando pelo espaço, achando histórias em estrelas e planetas distantes e nos visitando de vez em quando. O que poderia ser só uma licença poética para descrever seu ofício de autor de ficção científica é a mais pura verdade desde que um asteróide foi batizado com seu nome. Poucas honras poderiam ser maiores para um autor do gênero, e Asimov ainda tem outras: recebeu da Associação Americana de Escritores de Ficção Científica o título de Grande Mestre e escreveu quase 500 livros.

 

Eu, robô é parte de uma das três grandes séries de Asimov ? Robôs, Fundação e Império. Retoma uma das personagens principais, a grande roboticista Susan Calvin, e a faz contar, em retrospecto, histórias que resumem a evolução da robótica. A narrativa engenhosa conduz o leitor com um didatismo disfarçado: levados pela imaginação e pelo humor de Asimov, nem nos damos conta da lição de história da robótica que acabamos aprendendo. Entre a babá da primeira história e a Máquina, com maiúscula, que controla toda a Terra, na última, há ainda espaço para robôs que enlouquecem, que fazem piadas, que lêem pensamentos e até robôs orgulhosos de serem mais espertos do que os seres humanos.. Eu robô também apresenta as três leis da robótica, outro alicerce da ficção científica. De acordo com elas, a primeira obrigação de um robô é proteger seres humanos, a segunda é obedecer às ordens de humanos e a terceira é se proteger. A aparente simplicidade esconde os numerosos conflitos que podem surgir, e servem de mote para mais de uma história. Eu robô foi adaptado para o cinema, e tem previsão de lançamento mundial em agosto. 

 

Editora: Ediouro
ISBN: 8500015292
Ano: 2004
Edição: 1
Número de páginas: 320
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

4 —  O Guia do Mochileiro das Galáxias, – Douglas Adams

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O Guia do Mochileiro das Galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetárias. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

 

Editora: Sextante
ISBN: 8575421042
Ano: 2004
Volume: 1
Edição: 2
Número de páginas: 192
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

5 —   Do Androids Dream of Electric Sheep?  Philip K. Dick  em português

 

Editora: Oxford do Brasil
ISBN: 01947922226
Ano: 2008
Volume: 1
Edição: 3
Número de páginas: 120
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

6 —   O Jogo do Exterminador. – Orson Scott Card

No romance, Ender Wiggin é uma criança de seis anos de idade, quando é recrutado para a Escola de Combate Espacial. No futuro criado por Orson Scott Card, a humanidade está em guerra com alienígenas invasores, e muitos dos combates são travados em outros sistemas solares, distantes do nosso. Como não existe uma tecnologia de vôo mais rápido que a luz, nessa ficção científica, os muito jovens são recrutados porque eles estarão maduros quando estiveram em batalha ou quando retornarem à Terra. Usar crianças-soldados como personagens também foi um modo do autor afirmar que toda guerra é um processo de destruição da inocência.

O romance de ficção científica O Jogo do Exterminador foi originalmente lançado nos Estados Unidos em 1985. Ele é uma expansão da noveleta O Jogo do Exterminador, que foi a grande responsável pelo fato de seu autor, Orson Scott Card, ter recebido o Prêmio John W. Campbell, Jr. de melhor escritor estreante, em 1978. A versão romance recebeu os prêmios Hugo 1986 e Nebula 1985 – os dois principais prêmios da ficção científica em língua inglesa. O livro também está na lista de clássicos de John Clute, considerado um dos principais críticos de ficção científica. O Jogo do Exterminador foi publicado no Brasil em 1990, com esse mesmo título, pela Editora Aleph, quando recebeu o Prêmio Nova de Ficção Científica, conferido pela comunidade brasileira de FC.

 

Editora: Devir
ISBN: 8575322575
Ano: 2006
Edição: 1
Número de páginas: 380
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

7 —  A Máquina do Tempo, —   H G  Wells   

 

Poderemos, algum dia, viajar no tempo? O herói de Wells foi ao futuro. O que viu ali encheu sua alma de terror e piedade pela espécie humana. O viajante do tempo percorre milhares de anos e encontra um espelho para sua alma…

 

Editora: Nova Alexandria
ISBN: 9788586075209
Ano: 1994
Edição: 1
Número de páginas: 126
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

8 — Micro Servos, Doug Coupland  

 

 

 

Editora: Nova Fronteira
ISBN: 
Ano: 1995
Edição:
Número de páginas: 440
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

  

9 — Planolândia: um Romance de Muitas Dimensões, — Edwin A. Abbott

 

Publicado pela primeira vez em 1884, na Inglaterra, ironiza o sexismo e o autoritarismo da sociedade vitoriana por meio deste romance habitado por figuras geométricas. Em Planolândia, figuras geométricas dotadas de características humanas convivem em um universo bidimensional onde a ordem é mantida a ferro e fogo por autoridades poligonais, os nobres, e circulares, o clero.

 

Editora: Conrad
ISBN: 8587193678
Ano: 2002
Edição: 1
Número de páginas: 126
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

 

10 —  1984,  George Orwell  — edição comemorativa.

 

Este livro não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984, o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.

 

Editora: Nacional
ISBN: 8504006115
Ano: 2003
Edição: 29
Número de páginas: 302
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

11 – O admirável mundo novo, — Aldous Huxley

 

Edição revista da clássica ficção científica que descreve as formas mais sutis e engenhosas que pode assumir o pesadelo do autoritarismo.

 

Editora: Globo
ISBN: 8525033227
Ano: 2001
Edição: 2
Número de páginas: 309
Acabamento:  Brochura
Formato: Médio

 

Então, está esperando o quê?  Mãos a obra…

Para verificar a lista toda, inclusive os livros mais técnicos aqui está o link:
 







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