Da minha mesa de trabalho

17 10 2016

 

dsc01523Nesta semana gérberas cor de rosa. Apesar de bonitas, uma escolha fraca para as altas temperaturas da cidade.

 

 

Neste fim de semana passei os olhos no livro A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery e me lembrei que nunca mais ouvi falar do conceito de civilização, sobretudo depois da introdução do relativismo político correto que nivelou padrões e confundiu os menos educados. Muriel Barbery, escritora francesa de origem marroquina não tem esse problema e lembra na obra que “A civilização é a violência dominada, a vitória sempre inacabada contra a agressividade do primata. Pois primatas nós fomos, e primatas permanecemos, uma camélia sobre o musgo que aprendíamos a desfrutar. Aí está toda a função da educação. Que é educar? É propor incansavelmente camélias sobre o musgo, como derivativos à pulsão da espécie, que jamais para e ameaça continuamente o frágil equilíbrio da sobrevivência.” [114]

Nas últimas semanas, na política, tanto nos Estados Unidos na campanha presidencial, quanto no Rio de Janeiro, na campanha para a prefeitura, o instinto primata venceu sobre a civilização. Os supostos debates não passam de fortes ataques pessoais e revelam o perigo do que pressentimos: o declínio do ato civilizatório. Como Marcelo, personagem de Hamlet, suspeitamos do futuro. “Há algo de podre no reino da Dinamarca”, ele alerta o príncipe que segue o fantasma de seu pai. Visões fantasmagóricas na época eram vistas como mau presságio. Não temos fantasmas óbvios, mas também pressentimos, pelos erros de julgamento, falta bom senso e de conhecimento da história, que nas mãos desses políticos, o perigo se aproxima.

No Rio de Janeiro, como se já não tivéssemos problemas a resolver, adicionou-se nessa campanha eleitoral o fantasma da intolerância religiosa. De um lado, Marcelo Crivella bispo evangélico que chama a religião católica de doutrina demoníaca e mete no mesmo cesto, espiritismo, hinduísmo e as religiões de raízes africanas. Marcelo Freixo, seu concorrente, pertence a um partido antissemita, que fez uma estapafúrdia declaração, mostrando grande desconhecimento da história contemporânea, ao chamar Shimon Peres genocida e alegar, erroneamente, que palestinos festejavam o falecimento do líder israelita.

Nenhum dos candidatos se desculpou convincentemente: Crivella pelas posturas do passado; Freixo pela posição partidária do PSOL, partido que representa. As desculpas, de ambos, foram fracas, impotentes. Ambos foram inábeis, incapazes e ineptos ao se dirigirem ao cidadão carioca.

O Rio de Janeiro descobriu a máquina do tempo. E não sabíamos. Voltamos à Idade Média. Voltamos aos moldes da Inquisição. Época em que judeus eram queimados vivos, assim como qualquer pessoa que agisse diferente do padrão imposto pela Igreja. Lá, há centenas de anos, a Igreja agia contra todos que imaginavam o cristianismo de maneira diferente daquele estabelecido pelo Papa; a mesma Igreja que permitia a conversão de judeus e muçulmanos em massa, nos grandes “batismos” em praça pública. Era isso ou fogueira. Tortura em muitos casos. Julgamentos fraudados. Lembram-se dos autos da fé? Tenho certeza que estudaram na escola. E agora? O que nos resta?

Nós, cidadãos cariocas, iremos nos queimar na fogueira da intolerância de um jeito ou de outro. Até parece que temos uma escolha a fazer. Mas no fundo os candidatos são iguais. Eles se espelham. São iguais na bitola que usam. Ambos têm mentes fechadas. São ignorantes da história e da civilização. Nenhum deles demonstra ter os valores humanistas necessários ao bom desempenho na governança de um município plural, multi-racial, composto por diversos credos, crenças e predileções. Desconhecem os princípios da boa convivência. Estão cegos pela estreiteza de suas crenças.

Diferente de Hamlet, o fantasma que nos guia é o da ignorância. Nenhum dos dois políticos serve. Pobres de nós. O processo civilizatório não criou raízes nesta cidade. A civilização, que freia o animal em nós, foi-se. Perdeu-se. E você ainda pergunta por que temos tanta violência? Pense. Perdemos os freios da civilização. Freixo e Crivella, que escolhemos, por voto, refletem quem somos, mesmo assim, duas fontes de grande intolerância.

 

 

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LIVROS  SOBRE A MESA À ESPERA DE RESENHAS — A garota no trem, Paula Hawkins; Meu nome é Lucy Barton,Elizabeth Strout; A última palavra de Hanif Kureish; Balzac e a costureirinha chinesa, Dai Sijie e Guerra de Gueixas de Nagai Kafu.

 

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A pluralidade de gostos literários reflete a democracia do conhecimento

8 10 2011

Leitura na praia, s/d

Alexandre Washington ( Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

No artigo Reflexo do País, no jornal O Globo, de hoje, o escritor Ricardo Lísias considera o que lhe parece injusto:  autores ganhadores dos maiores prêmios nacionais de literatura nem sempre são aqueles que se dedicam “a dizer a verdade ao poder e desafiá-lo” como entende que uma literatura de peso deva fazer.   Vou desabonar a defesa que Ricardo Lísias fez da infeliz posição do diretor de cinema Lars Von Trier, como um exemplo corajoso de quem não tem medo de enfrentar os poderes vigentes. Na pressa de preparar um artigo para o jornal e no afã de defender um ponto de vista, às vezes escritores recorrem a palavras de efeito sem pesar suas consequências.  Acredito que esse tenha sido o caso do autor de O livro dos Mandarins, pois até mesmo Lars Von Trier já se retratou pela infeliz piada a respeito dos nazistas que fez durante o Festival de Cinema de Cannes.

O que me surpreendeu no artigo do escritor paulista foi um resquício de elitismo intelectual – muito chegado às posições dos desacreditados sistemas políticos de esquerda — que está em desacordo com a pluralidade que a verdadeira democracia do saber atinge.  A grande esperança democrática de uma educação plena tem, entre outros, o objetivo de formar alguns milhões de leitores no país.  E ela não condiz com os parâmetros rígidos de VALOR (!) que o escritor parece querer aplicar, como se houvesse um POLITBURO do intelectualismo cujas normas deveríamos obedecer.  Um fato incontestável: quanto mais leitores tivermos maior será o número de pessoas que divergirão das metas estabelecidas por Ricardo Lísias ou qualquer outro queira impor um valor absoluto.

Leitora, s/d

André Kohn (Rússia, contemporâneo)

óleo sobre madeira,  45 x 34 cm

www.andrekohn.com

Não é fácil viver no sistema democrático, porque ele exige aquilo que nos faz menos selvagens e mais humanos: a aceitação do outro; da maioria.  E é exatamente disso que o escritor reclama:

No Brasil, os prêmios literários são o reflexo do país.  De vez em quando, protagonizamos eleições em que o melhor candidato é eleito; outras vezes permitimos que gente como Tiririca ou Clodovil (in memoriam) [sic] nos representem.  Na literatura é a mesma coisa: em alguns prêmios os melhores livros são contemplados; em outros, lá vai o Tiririca, lépido e faceiro, buscar o seu troféu.”

É isso mesmo.  A democracia tem dessas coisas: quem tem o maior número de votos ganha.  Se quisermos, de verdade, incrementar as chances de que outras pessoas sejam eleitas será preciso aumentar o número de leitores no país; o número de pessoas com sólida escolaridade.  E aí, e talvez só aí, outros políticos serão eleitos, outros autores ganharão prêmios.  Mas não haverá garantia.  Nunca.  Não poderemos nos assegurar de que aqueles que representam os valores que nos são preciosos sejam os mais votados, os adotados, os reverenciados. Porque numa nação democrática, mesmo que educada, teremos “em cada cabeça uma sentença”.

©Ladyce West, 2011





Com o Brasil na cabeça…

30 10 2010

Com o Brasil na cabeça…

[variação sobre o quadro do pintor espanhol]

O ouro do azul, 1967

Juan Miró (Espanha, 1893 – 1983)

óleo sobre tela

Fundação Juan Miró, Barcelona





Meu foco nas eleições presidenciais: a educação

14 10 2010

Luminosidade de por do sol, Espanha

Albert Moulton Foweraker(Inglaterra, 1873-1942)

Aquarela

Foi na década de 80, a primeira vez que estive na Espanha.  Passei oito maravilhosos dias em Madri, onde todas as manhãs visitava o Museu do Prado.   As tardes eram passadas fazendo as mais diversas visitas turísticas  e compras para minha futura casa.  Estávamos a caminho da Argélia, onde meu marido iria ensinar na Universidade de Oran e haviam nos aconselhado a comprar alguns aparelhos eletro-domésticos na Espanha, porque a voltagem era a mesma.  É claro que não nos limitamos aos aparelhos elétricos porque havia muita coisas maravilhosa sendo oferecida  nas grandes lojas de departamentos, entre elas El Corte Ingles.   Foi uma semana mágica, que marcou a passagem para uma nova vida, um marco.  Foi um período de suspensão entre a vida que havíamos levado até então e a que nos esperava num país totalmente desconhecido, num outro continente, com outra religião.  A Espanha nos fascinou e foi para ela que voltamos sempre, inúmeras vezes, não só no período em que moramos na Argélia, como quando pudemos, até hoje acabamos achando uma brecha em qualquer roteiro para lá voltarmos.  A Espanha é um país para o qual vou com alegria e excitação.  Já pedi para passar lá e consegui, dois aniversários, um em Salamanca e outro em San Tiago de Compostela.

Na época da nossa primeira visita,  a Espanha ainda não fazia parte da Comunidade Européia.  Ao longo desses quase 30 anos, vimos, através das nossas visitas, uma grande diferença econômica e social impulsionando o país.   Seu povo é um dos mais apaixonados e apaixonantes do mundo.  Tem uma energia e um orgulho intoxicantes.  Os espanhóis têm uma história riquíssima e muitos dos mais belos recantos turísticos do mundo.  Nas nossas últimas viagens testemunhamos, com prazer, o desenvolvimento econômico e social do país evidente em todo canto, nas ruas, nas firmas, no governo.  Era assim, até recentemente.  Ainda não estive lá depois da crise mundial, mas até então a Espanha crescia a olhos vistos.

Portanto, foi com excitação que me envolvi com a leitura nesse fim de semana de um relato de viagem de Penelope Chetwode, em Two Middle-aged Ladies in Andalusia [John Murray Travel Classics: 2002] — Duas senhoras de meia-idade na Andalusia —  uma nova edição do livro publicado em 1961, em que a autora [ uma das senhoras de meia-idade mencionadas no título, uma inglesa de 51 anos – faz turismo pelos povoados do interior da Andaluzia,  montada na égua  de 12 anos de idade [a outra senhora de maia-idade],  Marquesa.  Gosto imensamente de relatos de viagem, uma área da literatura raramente encontrada no Brasil.  E gosto muito mais ainda desses relatos quando feitos por autores ingleses que, a meu ver, estão entre os mais bem humorados, irônicos e aventureiros que conheço.   Além do mais, a minha expectativa em ler esse livro foi ainda maior por ele se passar na região da Andaluzia, que com a Galícia, fazem parte dos meus locais favoritos no mundo, locais para onde sempre retornarei com prazer e alegria.

O livro de Penelope Chetwode não me desapontou.  É irônico, cheio de aventuras, e pinta uma Espanha desconhecida para mim. Em outubro/novembro de 1961 – período de viagem da autora — o mundo era muito diferente.  Estávamos, emocionalmente e economicamente, fechando a década de 50.  Aqui no Brasil, a nossa capital já era Brasília e o Rio de Janeiro virara Estado da Guanabara.   Jânio Quadros havia renunciado em agosto daquele ano.  Os Beatles não haviam tomado o mundo com suas músicas.  O homem ainda não desembarcara na Lua.  Não havia radinho de pilha.  John F. Kennedy não havia sido eleito.   Ah, sim, e o ditador Francisco Franco ainda estava no poder na Espanha.    Vinte e poucos anos depois quando visitei Madri pela primeira vez, a realidade era bem diversa daquela descrita no livro de Penelope Chetwode.  Tudo mudou, rapidamente.

Numa das passagens da viagem de Penelope Chetwode dá para perceber o quanto a Espanha se modificou nesses últimos 50 anos.  Os que lêem o meu blogue sabem da minha preocupação com a educação, sobretudo a educação de mulheres.  Para mim, qualquer referência ao analfabetismo é sempre doloroso.  Assim, é natural que a passagem que cito abaixo tenha sido uma que me tocou de maneira profunda, a tradução do texto é minha.

[“In this village I at last discovered the Mass mystery in Spain: the church bell is rung three times.  First of all about three quarters of an hour before the Holy Sacrifice is due to start, then a second time about 20 minutes later, then the third and final time when the priest goes into the sacristy to vest.  If he has overslept, nobody minds because they go by the bells, but it is very easy to lose count and often people say to you,  “was that the second bell or the third?”  I went along to church at 9 a.m. and Mass started at 9:15, just after the third bell.  Half a dozen girls, aged about 12 or 13, sat in the front pew and one of them handed out dialogue Mass cards, called in Spanish Misa Participada.  The phonetic spelling, to try to get the people to pronounce the Latin correctly, was most extraordinary.  In addition to the girls, five or six women were present.  Only the girls and I, and the little boy serving the Mass, did the responses.  Obviously, the older women could not read.”]

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Nesse vilarejo finalmente descobri o mistério da Missa na Espanha: o sino da igreja toca três vezes.  Primeiro por volta de quinze minutos antes de o Serviço Sacro começar, depois uma segunda vez mais ou menos 20 minutos mais tarde, e pela terceira e última vez quando o padre vai para a sacristia colocar a veste.  Se ele dormir demais,ninguém se preocupa porque eles se atêm aos sinos, mas é muito fácil perder a conta e frequentemente as pessoas se perguntam, “esse foi o segundo ou o terceiro toque?”  Fui à igreja as nove da manhã e a Missa começou às nove e quinze, logo depois do terceiro toque.  Meia dúzia de meninas, de 12 ou 13 anos, sentava no primeiro banco e uma delas me passou o cartão com o diálogo da Missa, chamado em espanhol de “Missa Participada”.  A versão fonética, para fazer as pessoas pronunciarem o Latim corretamente, foi muito especial.  Além das meninas, cinco ou seis mulheres estavam presentes.  Só as meninas e eu, e o menino sacristão, respondemos.  Obviamente as mulheres mais velhas eram analfabetas.

Foi um momento em que parei para agradecer o desenvolvimento dos últimos cinqüenta anos na Espanha, porque hoje o analfabetismo por lá deve estar em declínio.  Sei que este é um retrato que não casa com a Espanha atual. Mas aquela realidade ainda parece muito próxima de nós – cinqüenta anos só – para que nos sintamos imunes ao que ela retrata.  Graças a Deus as coisas parecem ter mudado.

Por cá, no Brasil, as coisas também mudaram.  A mulher hoje tem um papel mais ativo na economia e supera os homens na escolaridade.  Mas, mesmo assim, os dois bilhões de reais usados pelo atual governo para combater o analfabetismo no país, não chegaram a reduzir nem em um por cento o número de pessoas incapazes de ler – e isso não conta aqueles que são funcionalmente analfabetos.  Apesar disso, temos que celebrar os avanços que fizemos.  Mas precisamos ficar de olho.  A alfabetização, por si só, não é, nem será suficiente, para proteger as gerações futuras.  E esta semana mesmo tivemos um alerta, que deve nos ajudar a ficar em estado de prontidão, pois o noticiário – no meu caso li no Estadão – mostra que mesmo no Brasil de hoje onde as mulheres têm um melhor índice de alfabetização do que os homens, seus salários, para o mesmo trabalho feito por eles é 27,7% menor. Como a  maioria dos lares brasileiros, hoje, é encabeçada por uma mulher, mesmo que ela seja alfabetizada e preparada, escolarizada as chances de seus filhos venham a ser bem sucedidos parecem periclitantes.  Precisamos sem dúvida pensar além da mera aprendizagem de nível básico ou médio.  Precisamos pensar além da bolsa isso ou da bolsa aquilo, nessas eleições.  O que importa é: qual é o melhor programa proposto para a educação?  Não adianta prometer ” o pulo que qualidade que eu darei no futuro…”   Essas promessas já ouvimos uma, duas, dezenas de vezes.  Quem está propondo algo viável?  Continuar o que tivemos pelos últimos oito anos e que não parece estar surtindo efeito, pode ser um erro do qual poderemos nos arrepender e muito.





A presidência letrada: o que lêem os presidentes?

29 09 2010
Presidente dos Estados Unidos Barack Obama

Recentemente no jornal carioca O GLOBO os atuais candidatos à Presidência da República responderam a perguntas sobre os livros que haviam lido e que mais os marcaram.  As respostas foram tão variadas quanto os candidatos, mas havia uma tendência a citação dos clássicos, literários ou políticos, de Proust a Machado de Marx a Nietzche, como se uma leitura mais atual, até mesmo sobre a nossa história não pudesse ser mencionada sem aprovação dos partidos.  É claro que este tipo de pergunta é considerada de somenos importância no nosso país. Basta examinarmos aqueles a quem elegemos.  Pena! 

 Lendo um artigo de Tevi Troy de11 de setembro na National Review intulado Freedom Frenzy: A Look at Presidential Reading Lists  What they say about our presidents, and us.[ Frenesi de Liberdade:  Um olhar nas listas de leitura presidenciais: o que elas falam  sobre os nossos presidentes, e a nosso respeito] podemos perceber entre outros aspectos, as grandes diferenças não só de educação mas culturais entre os dois países gigantes da América do Norte e da América do Sul.  

 Não vou fazer aqui uma comparação entre os presidentes do Brasil e o dos EUA.  Seria extremamente injusto para conosco.  Vou simplesmente relacionar a lista de leitura de Barack Obama e as consequências de suas escolhas no mercado americano, que se preocupa em seguir o que qualquer presidente lê e principalmente este presidente.  

Enquanto passava duas semanas de férias no refúgio presidencial de verão em Martha’s Vineyard, o presidente americano decidiu comprar e ler o mais recente romance de Jonathan Frazen,  Freedom [ Liberdade].  Algumas semanas depois, o jornal The New York Times mencionou em três lugares diferentes este fato, o que indica, como Tevi Troy mostra,  que os americanos estão sempre querendo saber o que seu presidente está lendo e que há uma grande atração, uma mística sobre o assunto.  E é claro que quando um presidente americano lê um livro, é muito bom para as vendas desse livro.  Vejamos:

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No dia 8 de março, o Barack Obama mencionou que estava lendo o livro lançado em 1986, de Edmund Morris, The Rise of Theodore Roosevelt . – uma biografia do vigésimo sexto presidente dos Estados Unidos,[1901 a 1909]. Imediatamente as vendas desse volume, originalmente publicado 24 anos antes, subiram para 7.000 volumes. 

 

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As vendas do livro de Richard Price, Lush Life  [ no Brasil, Vida Vadia, Cia das Letras: 2009] dobraram em tamanho por várias semanas depois que  a Casa Branca colocou esse título de um romance passado em Nova York nos dias de hoje,  numa lista de leitura de Obama.

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Outra obra da mesma lista, Kent Haruf , Plainsong ,publicada em 2000 vendeu 5.000 cópias mais que o normal em 2010.

 Como Tevi Troy menciona não é só este presidente,  Barack Obama,  que eleva as vendas de livros que a população americana descobre estarem sendo lidos por seus presidentes.  O mesmo interesse ocorre e ocorreu com outros presidentes. 

 É  fascinante —  não é mesmo? – ver um presidente de um país desenvolvido dando-se ao trabalho de ler, não só “os clássicos” mas o que está sendo publicado.  Tão, mas tão longe da nossa realidade que chego a suspirar.  Que tempos melhores nos afaguem.

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A lista completa dos livros que Barack Obama levou para ler nas suas 2 semanas de descanso em Martha’s Vineyard:

The Way Home de George Pelecanos ~ suspense em Washington. D.C.

Vida Vadia,  Richard Price ~ romance que se passa no Lower East Side, em Nova York.

Hot, Flat & Crowded,  Thomas Friedman ~ sobre os benefícios para a América com  a proteção ao meio ambiente. 

John Adams, David McCullough ~ biografia do segundo presidente dos EUA.

Plainsong, Kent Harul ~ romance sobre 8 personagens diferentes vivendo em Colorado.








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