Imagem de leitura — Cagnaccio di San Pietro

16 06 2019

 

 

 

Cagnaccio di San Pietro (Itália 1897 – 1946), 3

Retrato de uma jovem mulher

Cagnaccio di San Pietro

Cognome de Natalino Bentivoglio Scarpa, (Itália, 1897-1946)

óleo

Coleção Particular





Pessoas são diferentes, poesia infantil de Ruth Rocha

13 05 2019

 

 

 

lindasLuluzinha, Glória e Plínio da revista em quadrinhos Luluzinha, criação de Marjorie Henderson Buell.

 

 

 

Pessoas são diferentes

 

Ruth Rocha

 

São duas crianças lindas

Mas são muito diferentes!

Uma é toda desdentada,

A outra é cheia de dentes…

 

Uma anda descabelada,

A outra é cheia de pentes!

Uma delas usa óculos,

E a outra só usa lentes.

 

Uma gosta de gelados,

A outra gosta de quentes.

Uma tem cabelos longos,

A outra corta eles rentes.

 

Não queira que sejam iguais,

Aliás, nem mesmo tentes!

São duas crianças lindas,

Mas são muito diferentes.

 





A intrigante primeira frase…

27 04 2019

 

 

 

mass-jose-gallegos

Missa, s.d.

José Gallegos y Arnosa (Espanha, 1859 – 1917)

óleo sobre tela, 51 x 71 cm

 

 

“Muito tempo antes que descobrissem que ele tinha dois filhos com mulheres diferentes, um em Drimoleague e o outro em Clonakilty, o padre James Monroe usou o altar da igreja de Nossa Senhora, Estrela do Mar, paróquia de Goleen, West Cork, para denunciar minha mãe com puta.”

 

 

John Boyne em: As fúrias invisíveis do coração, Rio de Janeiro, Companhia das Letras: 2017, página 13, primeira frase, primeiro capítulo.





Ninho, poesia infantil de Miguel Torga

24 04 2019

 

 

 

43b5b877650df623ea9df470e80481bcDesconheço a autoria.

 

 

Ninho

 

Miguel Torga

 

 

Sei um ninho.

E o ninho tem um ovo.

E o ovo, redondinho,

Tem lá dentro um passarinho

Novo.





Quadrinha de atravessar a rua

12 04 2019

 

 

atravessar a rua. perigo, indo para a escola,Cartão postal francês.

 

 

No instante que precisares

Uma rua atravessar,

Olha bem para os dois lados

Para depois avançar.

 

 

Em: 1001 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural:1965





Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público

9 04 2019

 

 

 

photo_41_28_70_binkawest_1147561947_fDezembro 2018, Leblon, Rio de Janeiro.

 

Já perdi a conta do número de pessoas que me pede a volta dessa popularíssima faceta do blog da Peregrina. Cansei.  Mas reconheço a fascinação que essas fotos, sob o nome de: Brasil que lê: fotografia tirada em lugar público, têm exercido sobre os nossos visitantes. Volto a tentar manter as fotos que servem de inspiração a leitores e a fotógrafos.





Na tradição clássica: Nascimento de Dionísio

10 01 2019

 

 

 

dyonisos

 

Ânfora com o nascimento de Dionísio, entre 500 — 490 a. E.C.  [DETALHE]

Atribuído ao Pintor de Diosfos

Local de criação: Grécia, Sterea Hellas Evoia, Ática

Estilo grego, arcaico, com figuras negras

Argila, 20,5 cm, 12, 8 cm, 11, 8 cm diâmetro

Bibliothèque nationale de France

 

Lado oposto: Cena com Atenas e Hércules

 

 

O nascimento de Dionísio, deus grego, se prestou a diversas representações nas artes desde éa Grécia Antiga aos dias de hoje.  Dionísio teve como progenitores Zeus e Sêmele, que foi uma princesa de Tebas, filha de Cadmo, herói fundador daquela cidade.  Sêmele, de grande beleza, acabou seduzida por  Zeus , que se disfarçou de homem comum.   Para conquistá-la  Zeus prometeu a Sêmele  nunca lhe negar qualquer desejo.  Nesse meio tempo,  Hera, que já era casada com Zeus, não gostou da traição do marido e irmão.  Tomada por ciúmes,  Hera construiu um plano para se desfazer de Sêmele.  Disfarçou-se  de serva da princesa, e acabou por convencer a jovem a pedir uma prova de amor de Zeus. Queria que ele demonstrasse que  era quem dizia ser e que viesse vê-la com as roupas mais brilhantes que conseguisse.

É preciso lembrar algo importante para o desenrolar desta história.  A existência do rio Styx (Estige)  fronteira entre o céu e o inferno e caminho para a entrada ao submundo depois da morte, tinha águas com poderes milagrosos, tornando invulnerável quem nelas mergulhasse. Uma promessa feita  pelo rio Styx (Estige) era o voto mais sagrado que poderia ser feito.  E qualquer promessa não cumprida, Styx cobraria. Por isso, todos os juramentos feitos pelos deuses eram feitos à margem de suas águas, sendo obrigados a cumpri-los.  Por isso Zeus se  encontrou-se em dificuldades para atender ao pedido de Sêmele.  Acabaria por contrariar sua própria palavra ao Styx.

Zeus cumpriu a promessa feita à amada, consciente do que algo terrível lhe aconteceria, porque havia jurado pelo Styx,  rio da imortalidade, coisa que nem mesmo uma divindade poderia romper. Foi, então punido.  Sêmele transformou-se em pó.  Transformou-se em pó por não aguentar o brilho das vestimentas de Zeus.  Tudo que ele pode fazer foi salvar seu filho, retirando-o do ventre materno  aos seis meses de gestação, gerando-o em sua própria coxa, até o nascimento.

 

 

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