Natureza maravilhosa: Cigarra Equatoriana

27 09 2015

 

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Cigarra equatoriana ou Zammara smaragdina é uma espécie de cigarras grandes de cor azul-esverdeada brilhante.  Como outras cigarras elas produzem um som bem alto e vivem nas florestas tropicais  zona do Equador.





Daqui a cem anos, que livros publicados no século XXI ainda serão lidos?

11 04 2014

Laerte AgnelliLaerte AgnelliLaerte Agnelli, (Brasil, 1937).

O jornal inglês The Guardian fez esta pergunta a seus leitores: “daqui a cem anos que livros publicados no século XXI ainda serão lidos?”  Para nos ajudar nessas especulações próprias para o fim de semana, John Crace, que assina a matéria, nos lembra que entre a virada do século XX e o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, os seguintes livros foram publicados que ainda são lidos nos dias de hoje:”L Frank Baum escreveu The Wonderful Wizard of Oz, [O mágico de Oz]; Colette escreveu Claudine em Paris; Joseph Conrad escreveu Heart of Darkness [O coração das trevas], Baronesa Orczy escreveu  The Scarlet Pimpernel, [O pimpirnela escarlate]; EM Forster  escreveu Howards End, Thomas Mann escreveu Death in Venice [Morte em Veneza] e Marcel Proust escreveu Swann’s Way [No caminho de Swann]: todos esses livros se tornaram clássicos e são lidos até hoje”.

A minha pergunta é a mesma que o jornal inglês faz.  Que livros que você leu — publicados — nesses 14 anos do século XXI, você acredita que estarão ainda sendo lidos no ano de 2114?

Dos que li acredito que ainda sejam lidos em 2114.

Equador, de Miguel Sousa Tavares

Traduzindo Hannah, de Ronaldo Wrobel

E vocês?

Mais dois:

Seu rosto amanhã, Javier Marías  — contribuição da leitora, Nanci Sampaio, como vemos nos comentários.

2666, Roberto Bolaño — contribuição do leitor Alexandre Kovacs

 

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PS: Adicionei outros quando me lembrar de outros.





Natureza Maravilhosa — Caranguejo Aratu-vermelho

6 09 2013

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Esse caranguejo é natural do Equador.  Chama-se aratu-vermelho [Grapsus grapsus] das ilhas Galápagos é muito colorido. Tem pernas e garras vermelhas, a barriga azul e costas cor de laranja. E não é muito pequeno.

Foto: Planeta Sustentável





Vulcões entram em erupção nas ilhas Galápagos

13 04 2009

vulcao-diagramaDiagrama de um vulcão em erupção.

 

 

 

O vulcão Fernandina, situado em uma ilha homônima do arquipélago equatoriano de Galápagos, entrou em erupção, informou no dia 11 de abril o Instituto Geofísico local.

 

O Fernandina, que já entrou em erupção em 2005, se reativou na noite de ontem, o que pôde ser percebido hoje de manhã por guardas do Parque Nacional Galápagos (PNG) e por turistas que navegavam perto da ilha.

O Instituto Geofísico informou em relatório que funcionários do PNG e de outras entidades locais sobrevoarão a região para determinar a localização exata do centro da erupção, avaliar a possível extensão dos fluxos da lava e seu provável impacto na fauna e na flora.

O Fernandina, de 1.476 metros de altura, é o vulcão mais a oeste do arquipélago e está em uma região desabitada, embora a ilha em que se encontre abrigue espécies de flora e fauna protegidas.

A população mais próxima ao vulcão é Puerto Villamil, a cerca de 90 quilômetros de distância, que é a capital da Ilha Isabela.

 

 

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Já nas últimas 48 horas um novo vulcão entrou em erupção nas ilhas Galápagoso vulcão La Cumbre.  Este entrou em atividade, ontem, domingo de Páscoa, e coloca em perigo a fauna das ilhas classificadas como patrimônio natural da Humanidade, anunciaram hoje as autoridades do parque natural das Galápagos.

 

É provável que as iguanas terrestres e marinhas e outras espécies como o lobo do mar sejam afetados já que a lava chegou praticamente até ao mar“, avançou o organismo em comunicado.

 

A erupção, que ocorreu sábado no lado sudoeste da ilha Fernandina, formou um manto de lava de 200 metros de largura e 10 de comprimento.

 

O vulcão La Cumbre, de 1.463 metros de altura, cobre quase toda a ilha Fernandina, situada a cerca de 1.000 km das costas do Equador, no Pacífico.

 

A ilha constitui o habitat de iguanas terrestres e marinhas, pingüins, tentilhões e lobos do mar, entre outras espécies.

 

 

 

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Vulcões, outras postagens neste blog:

 

Llaima, Chile

Tonga, Ilha no Pacífico





O novo e velho mundos de Miguel Sousa Tavares

14 09 2008

Às vezes é necessário uma imagem para me ajudar a pensar sobre um assunto.  Há dois meses li o maravilhoso livro do autor português Miguel Sousa Tavares lançado no Brasil no primeiro semestre deste ano, pela Cia das Letras que leva o nome de Rio das Flores.  E já há algum tempo que queria escrever umas notas a respeito do livro mas não achava o foco.  Até que me deparei, na internet, com este trabalho em sépia de um autor que infelizmente desconheço representando dois meninos.  Imediatamente me lembrei dos irmãos Diogo e Pedro. 

 

Por casualidade, recentemente li outros livros cujos personagens centrais são pares de dois irmãos: A montanha e o rio, de Da Chen (Nova Fronteira) e Dois irmãos, de Milton Hatoum  (Cia das Letras), mas a imagem não me lembrou de nenhum deles exceto dos irmãos de Rio das Flores. 

 

Rio das Flores não desaponta.  É um livro tão bom quanto Equador. Para aqueles que temiam, como eu, ler o segundo livro de Miguel Sousa Tavares, receando que o resultado do novo romance não pudesse se comparar ao do primeiro, sosseguem.  Você vai gostar de Rio das Flores.  O bom escritor continua; sua mágica maneira de narrar persiste; e as referências históricas que tanto me haviam encantado em Equador, continuam tão boas quanto confiáveis.  

 

Em Rio das Flores acredito que Miguel Sousa Tavares tenha mostrado a grande divisão, a grande separação, no século XX, entre dois mundos lusófonos —  Portugal e Brasil.  Mas acredito também que o paralelismo entre Diogo e Pedro, caracteriza muito bem as forças que levam às grandes diferenças entre o Velho e o Novo Mundos.   Ambos os irmãos amam apaixonadamente a terra em que nasceram.  Mas enquanto Pedro não suporta deixá-la, Diogo enfastiado com a docilidade daqueles que aceitam o governo de Salazar, vai embora de Portugal e constrói uma nova, diferente, audaciosa vida no Brasil.  

 

Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares

 

Na primeira semana de setembro, quando ainda tive alguns momentos para reler certas passagens de Rio das Flores, fiquei convencida de que a visão de Miguel Sousa Tavares, como a interpreto, está correta.  Só mesmo na primeira metade do século XX, ao completarmos cem anos da nossa independência de Portugal, é que nós no Brasil, pudemos forjar uma identidade completamente brasileira.  Uma identidade baseada nas características daqueles que vieram viver em nosso seio, dos imigrantes de sociedades  em outros mundos, que não tinham espaço para sua população, que não tinham responsabilidade sobre aquela população e que estavam decerto à beira da falência cultural como as duas Grandes Guerras do século passado vieram a provar.  

 

Só mesmo no século XX, na primeira metade do século, nós brasileiros, viemos a aceitar todas as características do Novo Mundo,  jogando fora, pela janela, valores que nos haviam sido impingidos por uma cultura dominante.  Aceitamos, finalmente, os valores forjados pelos imigrantes que aqui chegaram, dispostos a jogar fora as regras e os valores das sociedades de onde vieram, para construir algo de novo, de sólido, alguma coisa melhor do que havia  nos países que deixaram.  

 

A leitura de Rio das Flores leva qualquer brasileiro a refletir sobre a história do país e do mundo na primeira metade do século passado.  A visão é mais complexa do que eu esperava, muito mais rica e também muito mais esperançosa.  

 








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