“As palavras para um escritor”, texto de Rosa Montero

13 02 2016

 

 

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Victoria Chaus (Ucrânia,1964)

óleo sobre tela

 

 

“As palavras são como peixes abissais que só nos mostram um brilho de escamas em meio às águas pretas. Se elas se soltarem do anzol, o mais provável é que você não consiga pescá-las de novo. São manhosas as palavras, e rebeldes, e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela.”

 

Em: A louca da casa, Rosa Montero, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitmam, Rio de Janeiro, Ediouro:2004, p.13,

 





E lá vai Vênus, passando em frente ao sol…

5 06 2012

Nesta terça e na quarta poderá ser visto o raríssimo trânsito de Vênus:  o trânsito de Vênus ocorre quando o planeta passa em frente ao Sol. A próxima vez que ele ocorrer vai ser em 2117. O evento é um dos mais aguardados no calendário astronômico.No Brasil, apenas o extremo noroeste (Acre, Roraima e oeste da Amazônia) poderá ver, hoje ao por do sol.

Sobre essa ocasião, o astrônomo Gustavo Rojas, encarregado do observatório da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) disse:  “Ele tem uma frequência que é meio estranha. A última vez que aconteceu foi oito anos atrás, em 2004, e a próxima será em 2117. O ciclo todo demora 243 anos. Acontece uma vez, acontece oito anos depois, daí se passam 121 anos e meio, aí acontece mais dois com oito anos de diferença e depois mais uma pausa de 105 anos e meio; é um  fenômeno periódico, mas não de uma periodicidade do tipo a que estamos acostumados.”

Podemos ver apenas os trânsitos de Vênus e de Mercúrio. O motivo é muito simples: só vemos passar na frente do Sol corpos que estão entre nós e a nossa estrela. O trânsito do primeiro planeta do Sistema Solar é bem mais frequente, tivemos um em 2006 e depois teremos em 2016, 2019 e 2032, afirma Rojas.

O trânsito de Vênus já foi usado para medir a distância média da Terra ao Sol – a famosa unidade astronômica (UA), uma das unidades de distância usadas pelos cientistas. Além disso, o tamanho desse planeta já foi calculado com um desses eventos e até foi descoberto que ele tem atmosfera. Contudo, hoje temos métodos mais precisos para descobrir esses dados. “Não tem mais relevância científica (…) mas você continua investigando, porque, de repente, pode ocorrer um evento que você não está prevendo“, diz o pesquisador.

Contudo, os trânsitos de planetas fora do Sistema Solar hoje são utilizados exatamente para descobri-los. A passagem desses corpos em frente as suas estrelas causa mudanças no brilho, o que permite aos astrônomos registrá-los. A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) vai observar o evento de terça-feira para tentar melhorar ainda mais essa técnica.

Fonte: TERRA





A luz do nascimento das estrelas

27 09 2010

 

Foto: Nasa/Divulgação

Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico, batizado de “coreshine“, que revela novas informações sobre como estrelas e planetas surgem. Os astrônomos descobriram que os negros núcleos de nascimento de estrelas emitem luz em certos comprimentos de onda de infravermelho.

As imagens mostram uma escura massa de gás e poeira, um núcleo no qual nascem estrelas e planetas, mas que emitem luz em comprimentos menores do infravermelho. A análise desse fenômeno revela informações sobre a idade e consistência dos novos surgimentos. Os astrônomos divulgaram que encontraram diversas ocorrências desse fenômeno em lugares escuros do espaço.

A imagem à direita mostra o núcleo negro visto por longas luzes infravermelhas. Já a imagem central o mostra visto por meio de ondas infravermelhas curtas. Nesta imagem, as luzes do núcleo brilham mais porque estão refletindo luzes de estrelas novas. Esta luz é o novo fenômeno. A imagem à esquerda é a soma de ambas. “Nuvens negras na Via Láctea, longe da Terra, são lugares enormes nos quais nascem estrelas. Mas elas são ‘tímidas’ e se escondem em camadas de poeira que nos impedem de ver o que ocorre dentro“, disse Laurent Pagani, membro do Observatório de Paris e do Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês. “Encontramos um jeito de observá-los. Eles são como fantasmas, os vemos mas também vemos através deles“, completou.

Em 2009, a equipe de Pagani observou um caso deste fenômeno. Ficaram surpresos ao ver brilhos de estrela saindo de um núcleo negro na forma de luz infravermelha que o Spitzer podia observar. Agora, foram analisados 110 núcleos, dos quais metade possuía o novo fenômeno cósmico.

Fonte: Terra





Novas descobertas sobre os anéis de Saturno

22 09 2009

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A sonda Cassini registrou durante o equinócio do planeta Saturno, ocorrido no mês passado, extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta. Os astrônomos costumavam acreditar que os anéis eram perfeitamente planos. Novas imagens, divulgadas pela NASA, mostram que a altitude de algumas irregularidades recém-descobertas é comparável as Montanhas Rochosas do oeste dos EUA. As informações são do ScienceDaily.

Durante o equinócio a luz do Sol atingiu diretamente a borda dos anéis de Saturno, causando um efeito óptico que fez com que eles praticamente desaparecessem. Neste período a luz do Sol gerou longas sombras de quaisquer objetos escondidos que mostrarem protuberâncias além dos 10 metros de largura dos anéis de Saturno.

Cientistas usaram a Cassini para observar elevações que se projetassem no brilho da iluminação paralela ao plano dos anéis. Os cientistas já sabiam das projeções verticais, mas não eram capazes de medir diretamente a altitude e largura das ondulações sem a ajuda das sombras projetadas pelo equinócio. A observação durou cerca de uma semana.

Em nota divulgada pela agência espacial, Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini disse que esse é um dos eventos mais importantes que a sonda já nos mostrou. “É como pôr óculos 3D e ver a terceira dimensão pela primeira vez”, disse ele.

 A sonda Cassini entrou em órbita do planeta Saturno em 2004, dede então tem observado detalhes do planeta, suas luas e anéis. Instrumentos da nave descobriram novos anéis e luas e têm melhorado nossa compreensão do sistema de anéis de Saturno.

 FONTE: TERRA





Marte tem neve de madrugada

4 07 2009

geada-depositada no solo de Marte

Geada depositada no solo de Marte.

 

Marte tem neve de madrugada: cristais de gelo caem das nuvens sobre o ártico. Eles não chegam a tocar ao solo, evaporando-se no caminho e saturando a atmosfera de água. Essa neblina espessa produz uma geada que vira vapor ao amanhecer, devolvendo a água à atmosfera. Por volta da meia-noite, as nuvens formam-se outra vez, nutrindo os cristais que cairão na madrugada seguinte.

São cristais grandes, caindo e movendo-se com o vento“, descreve o cientista brasileiro Nilton Rennó, da Universidade de Michigan. “Às vezes, o nevoeiro cobre tudo, da superfície até as nuvens“, explica ele, que é um dos autores do trabalho que registra o ciclo das águas marciano, publicado na edição desta semana da revista Science.

A revista traz uma série de quatro artigos, resumindo as principais descobertas feitas pelos instrumentos da sonda Phoenix, da Nasa, que operou em Marte no ano passado. O texto sobre a água marciana confirma a presença, no ártico, de uma camada de gelo no subsolo, começando a uma profundidade de 5 centímetros. Também menciona a teoria, defendida por Rennó, de que água líquida ainda pode existir no planeta, sob a forma de gotículas, ou em poças. O ponto de congelamento da substância cai por conta da grande concentração de sais dissolvidos.

 

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Pode existir líquido em qualquer ponto do planeta onde a temperatura mínima fique acima dos 70º C negativos e exista uma fonte de água, como gelo subterrâneo”, diz o cientista, que detalha as evidências a favor da presença atual de água líquida em Marte em dois outros artigos: um que será publicado na revista especializada Journal of Geophysical Research e outro que será apresentado, em agosto, num congresso de astrobiologia – a ciência da busca pela vida em outros planetas.

A presença de água em estado líquido facilita muito” a presença de vida, diz o brasileiro. Ele defende que a Nasa deveria atualizar seu lema para a busca de sinais de vida em Marte – “siga a água” – para “siga a água líquida“.

O artigo sobre astrobiologia, assinado pelo brasileiro e por mais três colegas da Universidade de Michigan, sugere que a busca por vida em Marte privilegie a estratégia de tentar encontrar água, salgada e em estado líquido, na vizinhança nos locais da onde se originam as emanações de gás metano – a mais simples das moléculas orgânicas – já detectadas em Marte por sondas orbitais.

Rennó apresenta como smoking gun – prova cabal – da presença de água em estado líquido em Marte uma sequência de três imagens do apoio de uma das pernas da Phoenix. Elas mostram o desaparecimento de um glóbulo de gelo que havia se formado na peça. O glóbulo escurece antes de sumir – e, como a água em estado líquido é mais escura do que gelo, aí estaria um indicador de que a pequena esfera congelada teria, de fato, derretido e escorrido.

Fonte: Estadão





Um planeta de gás 6 vezes o tamanho de Júpiter!

29 05 2009

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 Desenho artístico baseado em descobertas científicas.

 

A descoberta de um novo exoplaneta por astônomos da NASA foi uma notícia de grande interesse nesta última semana.  Para descobri-lo, os especialistas utilizaram um método desenvolvido há mais de 50 anos chamado astrometria, ramo da astronomia que trata das medidas dos corpos celestes.  Mas até agora o método não havia tido sucesso.  Finalmente, esta foi a vez me que a mágica funcionou:  finalmente a astrometria provou a que veio.  A técnica procura por novos exoplanetas – corpos que giram em torno de uma estrela (como a Terra ao redor do Sol) – em outros sistemas solares. Até o momento, foram encontrados mais de 347 planetas em 243 estrelas.

O planeta em questão possui uma massa seis vezes superior à de Júpiter e fica a 20 anos-luz da Terra, na constelação de Aquila, informou nesta quinta-feira o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). O gigante gasoso VB 10b pode ser um planeta frio porque orbita consideravelmente longe de sua estrela, de acordo com os cientistas.

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 Desenho artístico baseado em descobertas científicas.

 A astrometria consiste basicamente em medir precisamente os movimentos de uma estrela junto à influência gravitacional de planetas que ainda não foram observados. O método requer medições exatas durante longos períodos de tempo.  O sucesso veio com a descoberta desse planeta gasoso:  VB 10b que gira em torno de uma estrela bem pequena.  Todos os corpos do diagrama estão desenhados em escalas de tamanho relativas.

O sistema de que o planeta VB10b faz parte é o menor sistema estelar a ter um planeta em órbita.  Sua estrela é uma anã-M  — VB10 — que tem só 1/10 do tamanho e 1/12 de massa do nosso sol.  O seu planeta, no entanto é bem grandinho: 6 vezes maior que Júpiter.   O sistema VB10 é essencialmente uma versão menor do nosso sistema solar.  Apesar de seu planeta estar numa distância semelhante à distancia em que Mercúrio se acha do nosso sol,  ele não recebe tanto calor e poderia ser classificado como um Júpiter frio  se o compararmos ao nosso próprio sistema.  Se algum planeta rochoso orbitar no sistema VB10 estará localizado bem mais próximo do centro do que o planeta VB10b e poderá estar numa zona habitável – ou seja – uma região onde as temperaturas são boas para a água permanecer no estado líquido.

 Segundo o autor das observações, Steven Pravdo, do JPL, a técnica usada, astrometria, é ótima para encontrar configurações similares às do Sistema Solar conhecido, podendo haver outros planetas com características como às da Terra. Pravdo explicou que o planeta parecido com Júpiter relativamente possui quase a mesma distância do original. “A diferença é que orbita em torno de uma estrela muito menor”, afirmou.

O pesquisador também sugeriu a possibilidade de existência de planetas rochosos, como a Terra, em torno da estrela do VB 10b.

 

Fontes:

Centauri Dreams

Planet Quest-Nasa

Terra Notícias





Olhar no início do universo: NOVIDADES!

24 04 2009

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Ilustração da ‘bolha’. A imagem corresponde a um diâmetro de dezenas de milhares de anos-luz.

 

 

 

Uma estranha e gigantesca “bolha”, avistada numa época em que o Universo era relativamente jovem, está intrigando os astrônomos.  Usando telescópios baseados no solo e no espaço, cientistas olharam para quando o Universo tinha apenas 800 milhões de anos, e descobriram algo desproporcional e anacrônico. era gasoso, enorme e emitia um tipo de radiação, explica o principal autor do estudo, Masami Ouchi, dos Observatórios Carnegie (EUA).

 

Os cientistas não sabem exatamente como se referir ao objeto, então o estão chamando de “bolha” que emite radiação. Eles usam a palavra – em inglês, “blob”, uma forma consagrada em filmes de terror como A Bolha Assassina  – 34 vezes no artigo científico que descreve a descoberta, e que será publicado no Astrophysical Journal. Formalmente, o nome dado é Himiko, uma rainha mitológica do Japão.

 

A questão é: o que é?”, diz Richard Ellis, do Instituto de Astronomia da Califórnia, que não tomou parte na descoberta. “Frequentemente, um enigma leva a um grande avanço. Meu instinto me diz que esse objeto é muito especial“.

 

Ouchi e Ellis dizem que uma possibilidade é de que, por pura sorte, os astrônomos tenham captado o momento exato da formação de uma galáxia no Universo primitivo, algo que jamais tinha sido visto antes.

 

À medida que olham para mais longe no espaço, cientistas também estão olhando cada vez mais para o passado. O que Ouchi descobriu aconteceu há 12,9 bilhões de anos. Apenas três outros objetos mais antigos já foram avistados.

 

O mais impressionante na “bolha” é seu tamanho, quase tão grande quanto a Via-Láctea. De acordo com muitas teorias sobre a história do Universo, nada tão grande deveria existir num tempo tão remoto. Outras explicações possíveis para a natureza de Himiko seriam uma colisão entre galáxias ou um fenômeno provocado por um buraco negro.

 

FONTE: Estadão on line

 








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