Imagem de leitura — Margaret Pappas

15 02 2015

 

Palhaço lendo Wall street journal, margaret-pappas,(EUA, contemp)ost, 90 x 60 cmPalhaço lendo Wall Street Journal

Margaret Pappas (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela,  90 x 60 cm





Tradições, Mário Pederneiras, texto integral, Revista Kósmos, 1907

8 03 2011
Carnaval na Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco no centro da cidade do Rio de Janeiro, 1907.  Sem autoria, em: Kósmos, revista artística, científica e literária, Ano IV, número 2, Fevereiro de 1907, Rio de Janeiro. [Apesar da autoria não estar registrada na revista, o leitor Felipe P. Rissato, ajudou na identiicação, a foto é de Augusto Malta].

Tradições

Mário Pederneiras

—  Vem daí, meu velho carioca impenitente, vamos dar a perna por esta linda Avenida, na súcia barulhenta dessa desafogada multidão que se diverte;  vem daí.

Ampara-te à suave elegância do meu braço feminino, junta-te à minha alegre companhia de mulher galante, e vamos apreciar o Carnaval nas Avenidas novas e nas novas Ruas largas.  Talvez, temas comprometedoras  apreciações à tua consideração de homem sério e  ponderado, talvez…  Mas, com todos os diabos, não estamos no Carnaval?  Na época da loucura clássica, do disfarce, do riso e da bela pândega?  Vem daí …  Demais, através do lindo disfarce deste pequeno “loup” de seda branca e desta provocadora fantasia guizalhante de “clowness”,  ninguém reconhecerá a incorrigível companheira das tuas antigas troças, nos teus áureos tempos de moço e folgazão.  Vem daí, que te vou mostrar coisas novas e civilizadas, nunca vistas por ti, nunca imaginadas por aqueles que, como tu, emperraram na ferrugem das Tradições e das Saudades incompreensíveis.

Daqui deste ponto extremo, junto do Mar, ao lado da tradição encantadora do teu lindo Passeio Público, sob a esquisita exclamação invertida deste obelisco, rola o teu olhar, eternamente saudoso, tristonhamente contemplativo, por toda a larga extensão de toda a linda Avenida e repara, repara bem, na delícia dessa perspectiva.

Que coisa linda já viste, que este povo em festa, feliz e despreocupado, percorrendo esta encantadora rua larga e iluminada?

O ar não sufoca; circula livre e fartamente de Mar a Mar, de extremo a extremo, e a multidão não se comprime, não se esmaga, não se fere, como nos detestáveis apertos da tua celebrada rua do Ouvidor, quente da luz asfixiante daqueles celebérrimos arcos de gás, embaciada da poeira imunda da rua e dos confetes.

Era assim, no teu tempo, o Carnaval?  Não, não era.  Tinha sempre a nota desagradável dos apertos, a tristeza lúgubre das iluminações incompletas e o incômodo detestável das ruas estreitas.

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Batalha de Confete na Avenida Beira-Mar, no Rio de Janeiro, em 1907.  Foto sem autoria, em: Kósmos, revista artística, científica e literária, Ano IV, número 2, Fevereiro de 1907, Rio de Janeiro.

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Dos confins do Distrito, dos extremos pitorescos da Gávea, dos limites rurais de Inhaúma, todo uma festiva massa de povo, abalava para os suadores inevitáveis das nossas velhas ruas.

Lembras-te, meu velho carioca, da tristeza tormentosa desse espetáculo?  Era um povo inteiro que se martirizava, que se machucava, que se feria, que brigava para se divertir, apertado e sufocado entre as altas paredes rijas do nosso detestável casario.

E do meio da voz estrídula dos cornetins carnavalescos, dos falsetes dos mascarados, quantas e quantas vezes, partiam gritos de dor, guinchos nervosos de faniquitos femininos, trovões de vozerio paterno em ralho à troça garota dos mal educados…

E hoje?  Repara; é toda uma enorme Multidão festiva que se estende desafogadamente pelo vasto caminho da Avenida, que se espraia pelas ruas largas, sem apertos, sem incômodos, sem suor.

Tudo mudou, tudo.  Na rajada destruidora da nossa Civilização rápida, lá se foram os velhos hábitos do teu imundo Rio aldeão e primitivo.  Há roupas claras, cassas leves e transparentes, escondendo carnações alarmantes.  Os “Panamás” triunfam e os leves chapéus de palha ganharam, vitoriosamente, todo o terreno.

As manhãs não vestem mais a seda custosa dos grandes dias e os papás no comando supremo das legiões familiares, não têm mais a temer a insolência das vaias, o ataque agressivo às “jacas” e à integridade moral de sua venerável figura de funcionário.

Nem uma sobrecasaca, repara, nem uma cartola.  Ficaram ambas no descanso feliz das moradias, prontas apenas para as solenidades das missas fúnebres e dos enterros dos considerados e dos medalhões; e em breve, tu mesmo, hás de ver, sem espanto, sem mágoa, que esses dois elementos supremos da estética burguesa dos vestuários, passarão para o rol das coisas fantásticas, e, talvez, quem sabe, tu mesmo, à noite, no descanso caseiro, a acalentar teus filhos, hás de acrescentar às lendas encantadoras da família, as histórias espantosas de homens que andavam, em pleno Sol, sob o mais lindo Céu azul, “envoltos na tristeza venerável de uma sobrecasaca preta, cobertos pelo cilindro lustroso de uma cartola espelhante”.  E os teus pequenos hão de arregalar os olhos, trêmulos de medo, e de espanto, diante daquele horror, e daquele… tormento.

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E como tudo muda, meu velho carioca, também mudou o Carnaval e a própria alegria de hoje, nestes três dias loucos, é mais franca, mais sonora, mais sadia.

Bem sei.  Não temos hoje o luzimento fantástico daqueles préstitos custosos das nossas Sociedades carnavalescas.  Não temos, bem sei; mas temos a alegria no Povo e o bom humor de toda uma População desafogada e feliz.  Sentes a falta daquele luxo oriental, daquele desperdício fabuloso de lantejoulas e fogos de bengala, daquela luxuriosa exposição de Carne, da luxúria tentadora dos “maillots”, das largas pinceladas de bistre daquelas olheiras profundas, e da profusa orgia dos carmins.   Tens razão, tens razão.  O Carnaval mudou, mas tu ganhaste, na comodidade, no bom calçamento e na boa iluminação.  Aqui estamos, a palestrar, vai para uma hora, comodamente, sem encontrões e sem apertos, sem suor e sem rolos.  Pois, não é tão bom?  No íntimo, na intimidade do teu velho sentimento, das tuas recordações arcaicas, eu percebo, meu velho, a tua grande e imorredoura das apoteoses frenéticas de aplausos, com que tu, e os teus camaradas d’antanho, saudavam os “Democráticos”, os “Fenianos”, os “Tenentes”, a “Peruana”, a “Phrynéa”, afogados num delírio de um entusiasmo vermelho, bufando de calor e pó, grupados, apertadamente, às portas estreitas do “Castelões” e do “Londres”, ou às esquinas tortuosas de Gonçalves Dias e Uruguaiana.

Deves também sentir a falta incompreensível do teu saudoso Zé Pereira, atordoando os ares com aquele incansável  zabumbar alegre e forte.  O Zé Pereira era a sinfonia do Carnaval.  Punha formigueiros às pernas trêfegas dos cariocas, remexia-lhes o corpo em desengonço e bamboleios e acendia-lhes no olhar a chama rubra do prazer.

Meses antes, tu já o ouvias, a maior parte das vezes, pelos morros em passeatas de ensaio, e o rufo miúdo daquelas caixas, o bater compassado e seco daqueles bombos, era o sinal da alegria que vinha, da loucura que se aproximava, da florescência vermelha das festas clássicas de Momo.

Hoje, tens a te consolar a infindável série dos nossos melancólicos  “cordões”, de todas as cores, de todos os nomes.

Sim.  Deves achá-los tristes, com a eterna melopéia da suas toadas, a primitividade das suas danças, a Musa desengonçada dos seus Versos e a incompreensível fantasia dos seus vestuários.

Pois, meu caro, são os dominadores do Carnaval e o torneio dos Poetas.

Contenta-te com a alegria do Povo, que é mais franca, mais sadia do que nos teus chorados tempos que lá vão.

Vês?  Há máscaras pelas ruas, tétricos e aborrecidos, como se estivessem a cumprir a mais solene das obrigações.  Mas isso sempre foi assim; o máscara avulso foi sempre em todos os tempos, a expressão mais exata da insipidez e do desalento.

Bem sei, que a figura rubra dos travessos “diabinhos” antigos, tinha mais graça, mais vida, do que a palhaçada grotesca desses “clowns” de agora, repisando pilhérias de circo de lona.

E os teus “velhos”, os mestres inigualáveis da agilidade das letras, com seus “carões” enormes fantasticamente enrugados e feios, o luxo das suas vestes de veludo e lantejoulas e o seu longo bastão de papel dourado?

E o “pai João”, imundamente ridículo, pintado a piche, falando no arreveso da linguagem africana, agarrado à vassoura tradicional.

São tipos que passaram para o domínio da Tradição, para o esbatimento saudoso das boas recordações.

Em compensação, tu hoje tens…, tu tens… tens o… tens a Avenida, o fon-fon dos automóveis, a luz elétrica, o bom calçamento, as ruas largas, enfim, todo este suntuoso Carnaval que estamos apreciando.

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Vem daí.  Faz-se tarde e ambos devemos estar cansados .  Vem daí, que por hoje já nos divertimos regaladamente e eu, com franqueza, sinto-me cheia de Sono e de insipidez.

E aflautando a voz, a linda companheira de troças e loucuras do meu tempo de moço e folgazão, perguntou, num falsete desembidamente carnavalesco e cansado:  “Você me conhece?  Eu sou a Folia”.

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A Cidade começava a repousar, exausta das loucuras do dia.

De longe, por aquela hora calada de noite alta, vinha o rumor sonolento e sentimental do reco-reco de um “cordão” em retardo.

— Que coisa lúgubre!  — E abalei para casa.

2 – 907

[Texto integral, mas com grafia atualizada para facilitar a leitura.  A ilustração inicial, seguia o texto de Mário Pederneiras sem, no entanto,  estar ligada ao texto.  Foto em preto branco, sem autoria.  As outras fotos são do mesmo número da Revista Kósmos, mas pertencem a outros ensaios fotográficos, que tampouco aludem a um fotógrafo O espaçamento irregular dos parágrafos está de acordo com o texto original.]

Em:  Kósmos, revista artística, científica e literária, Ano IV, número 2, Fevereiro de 1907, Rio de Janeiro.

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Mário Veloso Paranhos Pederneiras (Rio de Janeiro, 1867 — Rio de Janeiro, 1915), conhecido com Mário Pederneiras, escritor, ensaista, poeta e teatrólogo.  Sua obra sempre chegada às situações da vida diária, o colocam próximo dos cronistas de época, ainda que seu verso tenha proximidade do simbolismo.  Estreou na imprensa por volta de 1878, como colaborador  do jornal (estudantil)  O Imparcial, do Grêmio Literário Artur de Oliveira, no Rio de Janeiro.  Foi fundador, com Gonzaga Duque e Lima Campos, diretor e redator das revistas:  Rio Revista, Galáxia, Mercúrio e Fon-Fon.

Obras:

Agonias, poesia, 1900

Rondas noturnas, 1901

Histórias do meu Casal, 1906

Ao léu do sonho e à mercê da vida, 1912

Outono, 1914 (póstuma)





O sumiço dos Arlequins, Pierrôs e Colombinas…

6 03 2011
Aqui está, a Peregrina, fantasiada de Pierrete,  num Carnaval da segunda metade do século XX.

Sexta-feira passei por uma escola quando os alunos voltavam para casa.  Estavam vestidos com fantasias de super-heróis, fiéis aos figurinos saídos das telas do cinema, de Branca de Neve e fadas à moda de Walt Disney.  O Carnaval mudou.   Sou do tempo em que as crianças ainda se fantasiavam de outros personagens além daqueles dos desenhos animados.   Fantasias para meninos eram sempre mais difíceis, e meus irmãos aderiram, é verdade, a esse esquema de cinema muito antes de mim, principalmente para evitarem os trajes de tirolês, vestidos ano após ano.  Embarcaram logo  na de Super-Homem.  Mas foram também xerife do oeste americano, sheik e  uma grande variedade de piratas.

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Pierrete, 1922

Emiliano Di Cavalcanti ( Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela,  78 x 65 cm

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Nossas fantasias não eram compradas prontas.  Eram pensadas em janeiro, logo depois da festa do Dia de Reis e repensadas levando em conta a praticidade,  facilidade de desenho, beleza e conforto .  Os trajes eram construídos aos poucos, costurados por mãe, avó, tia solteira, empregada, babá ou qualquer outra pessoa que pudesse usar agulha, linha ou cola.  Saíamos nos 3 dias de Carnaval com as versões de trajes tradicionais que nossos pais imaginavam para nós.   Aos tenros 2  e 3 anos (a mesma fantasia foi usada), fui  uma sedutora odalisca.  Depois fui baiana, cigana, índia, pirata, tirolesa e,  já adolescente, Violeta Scragg, personagem dos quadrinhos do caipira Ferdinando, de Al Capp, cuja Corrida do Dia de Maria Cebola povoara a imaginação da geração de minha mãe.  Além disso, como mostra  a foto acima,  saí num longínquo Carnaval de Pierrete.    Mas de Pierrete?  — podem perguntar…  Essa fantasia não é de Colombina?  Não, não, não… não, não.   Minha mãe, professora de língua e literatura, não queria que eu me vestisse de Colombina, porque ela não tinha, como diríamos, assim um tão bom caráter…  Preferiu me vestir de Pierrete, a forma feminina do Pierrô.

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O desespero de Pierrô, também conhecido como Pierrô Ciumento,  1892

James Ensor (Bélgica, 1860-1949)

óleo sobre tela, 117 x 167 cm

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O trio Arlequim, Pierrô e Colombina,  originais da Comédia dell’Arte, do teatro italiano do século XVI, aparecia em grande número entre crianças e adultos em outros Carnavais cariocas.  Sua popularidade tem raízes mais recentes do que o século XVI.   O tema, durante o século XIX,  sob a influência do romantismo francês, ganhou popularidade em todas as artes, trazendo para  primeiro plano o sofrimento de Pierrô, enamorado por Colombina, cujo afeto não conquista.  O triângulo amoroso, a derrota de Pierrô para Arlequim, tornou-se, então,  a variação favorita da antiga tradição italiana.   Originalmente, cada qual tinha um papel específico, e o desfecho de suas aventuras teatrais podia sempre variar, desde que os personagens se mantivessem dentro do esperado.  Arlequim era um empregado, um  servo esperto, conquistador dos corações femininos, que  desejava Colombina.  Esta por sua vez, era uma empregada, frívola, inconstante no amor, e esperta nas suas conquistas, flertava com todos e não era de ninguém.  Nem Arlequim, nem Pierrô originalmente conseguiam conquistar seu coração.

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Pierrô, 1918

Pablo Picasso ( Espanha, 1881-1973)

óleo sobre tela

Museu de Arte Moderna de Nova York

 

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Os três personagens, que voltaram a preencher o espaço imaginário da cultura européia nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX, estão hoje praticamente desaparecidos do carnaval carioca, porque não refletem mais as nossas preocupações.  O amor não correspondido, sofrido, chorado deixou de ser um meio de se cantar nos 3 dias de folia.   O Carnaval do passado tinha como parte de seu roteiro musical duas faces:  as músicas irreverentes, licenciosas, às vezes repletas de non-sense, que burlavam os limites morais vigentes e o lado sentimental que refletia os amores não-correspondidos, o sofrimento da dor de cotovelo, das brigas amorosas, da procura pelo par perfeito.  As primeiras eram cantadas nas marchinhas agitadas, puladas, ritmadas no pé, como acontece, por exemplo,  com o clássico O teu cabelo não nega.

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Arlequim, s/d

Clarence K Chatterton ( EUA, 1880-1973)

Óleo sobre tela.

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 Eram as marchas-rancho, os sambas mais lentos, as músicas que refletiam o outro lado da alma,  retratando o desespero sentimental de um amor não correspondido, traído, sofrido.   Para isso, a imagem do Pierrô era moeda corrente na poesia.  Não fazemos mais um Um Pierrô apaixonado,/Que vivia só cantando,/Por causa de uma Colombina/ Acabou chorando… Acabou chorando… Nem tampouco cantamos Tristeza/ Por favor vai embora/ A minha alma que chora/Está vendo o meu fim.   Sentimentos que refletem filosofias da vida amorosa, como aparecem em:  Eu perguntei a um mal-me-quer / Se meu bem ainda me quer/ Ela então me respondeu que não / Chorei, mas depois/Eu me lembrei / Que a flor também é uma mulher/Que nunca teve coração… já não são mais cantados ou frustrações como no clássico, Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim./Ai meu bem, não faz assim comigo não! Você tem, você tem que me dar seu coração! Já não encontram forte eco na alma carioca.

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Pierrô desconsolado, 1907

Witold Wojtkiewicz ( Polônia, 1879 — 1909)

Têmpera sobre madeira,  65 x 80 cm

Museu de Naradowe, Posnan, Polônia

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No século XXI, o romantismo sofrido, chorado, o amor não correspondido não tem mais lugar com foliões e nem mesmo nas composições carnavalescas.  A “tristeza que não tem fim, felicidade sim”, foi-se junto com as marchinhas carnavalescas, os lança-perfumes, o confete jogado sobre uma bela fantasia e as serpentinas de papel colorido;  o triângulo amoroso daqueles personagens renascentistas parece falar a um público diferente.  Carrega em si  preconceitos passados, reflete um momento romântico longínquo, que não tem mais razão de ser.  Éramos mais reprimidos, e sofríamos mais com os desencontros amorosos, dávamos peso às nossas tristes sinas, que se valorizavam quanto mais estivessem em descompasso com a alegria carnavalesca.

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A hora azul, s/d

Federico Armando Beltrán Masses ( Espanha, 1885-1949)

óleo sobre tela

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Hoje, somos mais livres em ação e sentimento.  As mulheres conquistaram direitos, os homens responderam à altura.  Como um todo, vivemos menos regidos por regras sociais.  Sabemos, apesar de nem sempre aceitarmos, que ninguém é de ninguém: nem no Carnaval, nem o ano inteiro.  Não precisamos esperar pelos 3 dias de folia  para extravasarmos  nossos amores; para expressarmos nossas frustrações amorosas, para darmos voz aos nossos sentimentos mais íntimos.  Talvez este tenha sido o grande  legado da popularização da psicologia.   Não precisamos da loucura de domingo à Terça-feira Gorda para pularmos a cerca, para flertarmos com um desconhecido, trocarmos de amor acreditando que  escondidos pelas máscaras, podemos quase tudo sob a proteção do anonimato.   A verdade é que podemos fazer tudo o que quisermos o ano inteiro.

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Pierrô, s/d

William Orpen ( Irlanda, 1871-1931)

aquarela

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Pierrô, sofrendo por amor, parece por demais trágico para conviver com a alegria extrovertida do carnaval de rua.  A pesada presença de seu contínuo sofrimento, de seu abandono;  os ombros caídos do desacreditado em si mesmo, não combinam com as novas regras sociais que ditam um estado de perpétua felicidade.  Não condizem tampouco com a auto-estima elevada requerida pelos novos padrões sociais, pregados a quatro ventos nas revistas, nos jornais e na televisão.  Somos todos lindos, bonitos,  alegres e felizes.  A julgar pelos slogans corriqueiros temos que nos  sentir bem, a qualquer preço e a qualquer hora;  estar orgulhosos de nossa aparência e de nossas conquistas; estar bem-resolvidos.   Hoje, a tristeza do Pierrô,  a profundidade de seu desconsolo acabam deslocados.  Eles refletem um estado de alma ao mesmo tempo inocente e alheio, ambos sentimentos de pouca empatia para esta geração de foliões.

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Pierrô, 1977

Adelson do Prado, ( Brasil, 1944)

acrílica sobre tela, 73 x 50 cm

Coleção Particular.

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De fato, o final do século XX se caracteriza pela redução da imagem do Pierrô de uma figura trágica para a do palhacinho alegre e cantador, um boneco engraçadinho, mimoso, apropriado para os quartos de crianças e para as capas de cadernos escolares das meninas pré-adolescentes.   Pierrô se despoja, a cada década da carga emocional que o abateu de meados do século XIX aos anos que antecedem o final da Segunda Guerra Mundial.   Sua imagem, bastante fascinante para as abstrações do período Art-Deco, nas décadas de 20 e 30 ,  vai se estilizando à medida que o século XX chega ao fim.   E perde, aos poucos, a tri-dimensionalidade emocional que o caracterizara no passado.  Torna-se um exercício decorativo, um tema de geometria a ser explorado e consumido em massa, favorecendo os redondos pompons, o triângulo de seu chapéu a fofura de sua gola embabadada , a perpétua lágrima no rosto, — ou seria uma tatuagem? — aludindo à sua poesia através de um violão.

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Arlequim e Pierrô, mangá.

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Mas, para os que possam estar preocupados, deixe-me lembrar que isso não significa o fim de Pierrô, ou do trio a que pertence.   O pêndulo fará seu percurso natural e voltará a trazer para o proscênio o trio italiano.   Sua aparição no final do século XVI durou até meados do século seguinte;  depois sumiu como tema nas artes gráficas só para ter um renascimento no século XVIII, nas pinturas de Watteau  e de seus contemporâneos.  Ressurgiu das cinzas no século XIX até meados do século seguinte.  Quem estiver vivo daqui a algumas décadas  verá a reaparição do trio, talvez com outros aspectos de suas personalidades enfatizados, para refletirem o gosto cultural da época, mas eles voltam.  Quando personagens teatrais refletem características humanas verdadeiras, eles podem passar por momentos esquecimento,  até que alguém se lembre de mostrá-los mais uma vez, mas com uma nova roupagem.  É esperar para ver.

©Ladyce West, Rio de Janeiro, 2011





Mais algumas sugestões de livros para jovens e adolescentes

14 12 2009

 

Então, está na hora de comprar o presente de Natal para o seu amigo, sua amiga, seu sobrinho, seu neto que adora ler e já leu tudo o que você pensou em dar.   Todos os volumes de Harry Potter,  a trilogia de Christopher Paolinio, os quatro volumes da autora de Crepúsculo… e todos os outros que seus amigos recomendaram.   Não se aflija.

Estive nas livrarias do bairro, perguntando pelo popularidade de alguns livros, pelo gosto expresso pelos clientes, e tudo indica, que se você conhece um pouco do seu jovem adulto  ainda há muitos livros interessantes com os quais o presentear.  

Não há ordem de prefeência nos livros citados abaixo.

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Gregor: o guerreiro da superfície

de Suzanne Collins, Editora Galera Record: 2008, 304 páginas

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SINOPSE:  O pai de Gregor, que tem 11 anos de idade, desapareceu há mais de dois anos, o que tornou a vida do menino muito difícil. Mas tudo se complica ainda mais quando ele cai através de um duto de ventilação na lavanderia do prédio onde mora, e encontra um incrível universo desconhecido sob a cidade de Nova York. Agora, apesar de seus protestos, o menino precisa liderar um estranho grupo de humanos e animais gigantes numa missão que pode salvar o Subterrâneo além de ser a única saída para encontrar seu pai.

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Os últimos dias

de Scott Westerfeld, Editora  Galera Record: 2009, 336 páginas

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SINOPSE:  A cidade de Nova York está sendo assolada por uma doença estranha, que todos pressentem mas poucos conhecem de fato. Lixo se acumula nos becos, cada vez mais pessoas fogem da cidade e gatos estão sendo vistos acompanhados por bandos enormes de ratos. Ainda assim, dois jovens se unem por acaso para salvar uma linda guitarra de ser despedaçada por sua ex-dona raivosa. Agora, eles vão criar uma banda que vai revolucionar o mundo. Eles só não sabem o quanto.

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Muitos desses livros, seguem a tradição recente de serem em série.  Cada livro tem uma história completa.  Mas em um outro volume os mesmo personagens aparecem em novas aventuras.  Nessa tradição estão os livros que seguem.  Independentes mas em série.

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O Despertar

Diários do Vampiro – Vol. 1, de  L. J. Smith, RJ, Editora Record:2009, 240 páginas.

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SINOPSE:  Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. “O Despertar”, primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek.

Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida amaldiçoada e eterna.

Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.

“O Despertar” é o primeiro volume da série best seller Diários do vampiro, de L. J. Smith, há m uitos meses na lista de mais vendidos do The New York Times.

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O Confronto

Diários do Vampiro – Vol. 2, de  L. J. Smith, RJ, Editora Record:2009, 224 páginas

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SINOPSE:   Elena está apaixonada e tem certeza de que Stefan é um amor para a eternidade. Mas a cada vez que Damon se aproxima, fica evidente um vínculo profundo entre os dois. Determinado a conquistar Elena, Damon se infiltra no cotidiano de Fell?s Church. Ameaçado pelo irmão, Stefan não suporta a ideia de perder Elena – e está disposto a arriscar tudo e ir contra seus próprios princípios para protegê-la. A série de TV Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson (Dawson?s Creek) foi a maior estreia da temporada norte-americana, com 4 milhões de espectadores. L. J. Smith tem duas séries entre as mais vendidas do New York Times: Vampire Diaries e The Night World.

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Ilustração Maurício de Sousa.

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Coleção MORADA DA NOITE [House of Night]:   MORADA DA NOITE é um dos maiores sucessos da atualidade nos Estados Unidos com mais de 3 milhões de livros vendidos em todo o mundo.  Ela é composta até agora de três livros: Marcada, Traída e Escolhida.

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Marcada

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 328 páginas

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SINOPSE:  Zoey, uma adolescente de 16 anos, acaba de ser marcada como uma vampira, o que significa o início de uma nova vida, longe de seus amigos e de sua vida atual. Isso se seu corpo suportar o período de transformação, caso contrário ela morrerá.   A menina vai se transformar em vampira e usufruir de poderes que nem imaginava possuir. Mas para isso ela precisa suportar o difícil período de transformação, caso contrário morrerá.   As autoras já anunciaram que a série Morada da Noite  será formada por 9 livros.

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Traída

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 344 páginas

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Zoey se estabelece na Morada da Noite. Finalmente sente-se incluída e aprende a controlar os seus poderes. Agora ela supera novos desafios, luta contra a morte que se abate sobre adolescentes humanos e sobre a própria Morada da Noite e, de repente, percebe que seu coração e sua alma acabam de ser partidos por uma grande traição.   Nesse segundo livro da série Morada da Noite depare-se com novos mistérios, surpreendentes emoções e muita sensualidade.
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Escolhida

de P. C. Cast & Kristin Cast, Editora Novo Século:2009, 296 páginas

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SINOPSE:  Neste terceiro livro da série MORADA DA NOITE os acontecimentos tomam um rumo misterioso e perturbador. Zoey tenta encontrar uma solução para ajudar Steve Rae, que luta para manter sua frágil humanidade, antes que ela se transforme em um monstro. Entretanto, salvar sua melhor amiga significa ir contra Neferet, e para conseguir o que quer, Zoey acaba se aliando a uma inesperada pessoa, tornando-se sua confidente e parceira. Para complicar, o horror atinge a Morada da Noite quando dois assassinatos ocorrem. Zoey se vê num drama pessoal e numa posição realmente delicada. Deve guardar segredos, até mesmo de seus amigos, tomar decisões muito importantes, e agora que acabou se envolvendo com um terceiro cara, deverá lidar com os três, já que não consegue se decidir entre eles.

 

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Dragões de Éter: Corações de Neve

de Raphael Draccon Editora Leya:2009, 498 páginas

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SINOPSE:  Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasceu a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo rei, e a esperada Era Nova se inicia.
Entretanto, coisas estranhas continuam a acontecer… Uma adolescente desenvolve uma iniciação mística proibida, despertando dons extraordinários que tocam nos dois lados da vida. Dois irmãos descobrem uma ligação de família com antigos laços de magia negra, que lhes são cobrados. Duas antigas sociedades secretas que deveriam estar exterminadas renascem como uma única, extremamente furiosa.
Após duas décadas preso e prestes a completar 40 anos, um ex-prisioneiro reconhecido mundialmente pelas ideias de rebeldia e divisão justa dos bens roubados de ricos entre pobres é libertado, desenterrando velhas feridas, ressentimentos entre monarcas e canções de guerra perigosas. O último príncipe de Arzallum resgata sombrios segredos familiares e enfrenta o torneio de pugilismo mais famoso do mundo, despertando na jornada poderosas forças malignas e benignas além de seu controle e compreensão.
E a tecnologia do Oriente chega de maneira devastadora ao Grande Paço, dando início a um processo que irá unir magia e ciência, modificando todo o conhecimento científico que o Ocidente imaginava possuir.
E o mundo mudará. Mais uma vez.

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Para os adolescentes que já estavam encantados com a série do autor Rick Riordan de Percy Jackson e os olimpianos, lembro que o terceiro volume da série foi publicado no Brasil recentemente.  Os dois primeiros livros já foram descritos aqui neste blog,  sob o título de:  Mais livros de aventuras para jovens leitores II.   O terceiro volume A Maldição do Titã continua a maravilhosa narrativa encontrada nos dois primeiros volumes.

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A Maldição do Titã
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de Rick Riordan, Editora Intrinseca: 2009, 336 páginas.
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 SINOPSE:  Aguardado com ansiedade pela grande rede de fãs da série Percy Jackson e os Olimpianos, A Maldição do Titã dá continuidade à elogiada combinação de mitologia, aventura e muita ação que se tornou sucesso entre o público jovem brasileiro.   Nesse terceiro livro da série, um chamado do amigo Grover deixa Percy a postos para mais uma missão: dois novos meios-sangues foram encontrados, e sua ascendência ainda é desconhecida. Como sempre, Percy sabe que precisará contar com o poder de seus aliados heróis, com sua leal espada Contracorrente… e com uma caroninha da mãe. O que eles ainda não sabem é que os jovens descobertos não são os únicos em perigo: Cronos, o Senhor dos Titãs, arquitetou um de seus planos mais traiçoeiros, e os meios-sangues estarão frente a frente com o maior desafio de suas vidas: A Maldição do Titã.

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E  para surpresa de muitos adultos, um dos livros mais procurados por adolescentes e jovens leitores, assim como leitores de outras idades que se fascinaram com a série da escritora Stephenie Meyer é um clássico da literatura inglesa que está desbancando muito livro moderno para jovens.  Trata-se de O Morro dos Ventos Uivantes, o livro favorito do casal do momento: Bella e Edward!

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O livro O Morro dos Ventos Uivantes está em domínio público há muito tempo.  Foi originalmente publicado em 1847.  Consequentemente há diversas publicações deste romance, por várias editoras.  Aqui incluo esta edição de uma nova editora atuando no Brasil, a editora Leya.  Mas há outras edições.

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O Morro dos Ventos Uivantes

 de Emile Brontë, Leya: 2009, 200 páginas.

Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff“, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, inclusive dos belos personagens de Stephenie Meyer.

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Esta lista não tem a intenção de cobrir todos os livros mais populares.  Não trabalho no meio editorial para saber.  Tenho, no entanto, bastante contato com jovens que leem e compram ou pedem livros.  Espero que possa ajudá-los mais uma vez na escolha de um bom presente de Natal. 





Mais livros de aventuras para os jovens leitores II

23 08 2009

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Menina, Jullian Tamaki.

 

Vou continuar com a lista dos livros favoritos dos adolescentes do mundo [França, Inglaterra e EUA] que estão ou foram publicados no Brasil.

 

Anthony Horowitz é um dos autores de diversas histórias em vários volumes, com seguidores no mundo inteiro.    No Brasil

 

 

 O Portal do Corvo  — O poder dos Cinco – I

 

Autor:  ANTHONY HOROWITZ

Editora: RECORD [Galera]

ISBN: 850107392X

Edição:

Número de Páginas: 288

 

O PORTAL DO CORVO, de Anthony Horowitz, é o primeiro livro da série O poder dos cinco, que se transformou em fenômeno de vendas e crítica na Inglaterra. O jovem Matt sempre foi um menino diferente. Com 8 anos previu a morte dos próprios pais, e desde então, passou a ter sonhos e pressentimentos cada vez mais reais. Agora, diante dessa terrível revelação, apesar de saber que há algo errado com o povoado e tentar fugir, ele percebe que está destinado a impedir que Os Antigos, como são conhecidas as forças do mal, retornem ao nosso mundo.

 

 

Estrela do Mal – O Poder dos Cinco  – II

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ  

Editora: RECORD [Galera] 

ISBN.: 8501075833

Edição : 01 / 2007

Número de Paginas : 352

Volume : 2

 

Matthew Freeman é uma das cinco crianças escolhidas, de acordo com a profecia, para lutar contra os Antigos. Ele é chamado pela misteriosa instituição Nexus para uma missão na América do Sul. No início, seus inimigos parecem estar sempre um passo à frente. Mas eles não contam com alguns inesperados aliados de Matt: o segundo dos Cinco e uma antiga tribo de guerreiros incas.

 

 

Corporação Crepúsculo – O poder dos cinco – III

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ  

Editora:  RECORD [Galera]

ISBN: 9788501078735

Edição : 2008

Número de Paginas : 400

Volume 3.

 

No terceiro volume da série O Poder dos Cinco, o mundo está em perigo – e apenas os Cinco podem salvá-lo. Para isso, precisam enfrentar a poderosa “Corporação Crepúsculo”. Dois dos Cinco, Jamie e Scott, sempre souberam ser diferentes. Sua capacidade telepática era exibida em um show barato, mas alguém muito poderoso está disposto a tudo para capturá-los. Logo suas vidas estão por um fio. Mais uma vez, os Cinco precisarão lutar contra as forças do mal. E precisam vencer.

 

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Anthony Horowitz tem também a interessante série com o herói Alex Rider.  Esta coleção mais apropriada aos adolescentes mais jovens, ou até mesmo aos infanto-juvenis.

 

 

Alex Rider Contra Stormbreaker  

 

Autor: ANTHONY HOROWITZ

Editora: PUBLIFOLHA

ISBN: 8574024481

Edição : 01 / 2003

Número de Páginas: 168

Volume 1

 

 

Alex Rider é um adolescente comum. Quando seu tutor morre em circunstâncias estranhas, a vida de Alex vira de cabeça para baixo.

Em poucos dias, ele deixa de ser estudante e se torna um superespião. Recrutado à força pelo serviço secreto britânico – o M16 – e armado com aparelhos especiais, Alex sai para a primeira missão.

O multimilionário Herod Sayle vai doar um computador Strmbreaker para cada escola da Grã-Bretanha, mas o M16 acha que há algo estranho no ´presente´. Só Alex conseguirá desvendar a verdade. O tempo, porém, está se esgotando, e Alex logo se vê ameaçado de morte. E a primeira impressão pode muito bem ser a última…

 

 

Alex Rider Desvenda Point Blanc

 

Autor:  ANTHONY HOROWITZ

Editora: PUBLIFOLHA

ISBN: 8574024740

Edição : 1 / 2003

Número de Paginas : 190

Volume 2

 

Depois da batalha contra o supervilão Herod Sayle, Alex Rider achou que teria um pouco de sossego, tendo de se preocupar apenas com suas lições de casa. Ledo engano. Mais uma vez, o serviço secreto britânico recrutou o espião-mirim para outra missão mais do que perigosa: investigar a ligação de um sinistro diretor de uma escola nos Alpes franceses com dois misteriosos assassinatos. Junte-se a essa aventura em Alex Rider Desvenda Point Blanc, no mais novo sucesso de Anthony Horovitz.

 

 

Alex Rider Mergulha na Ilha do Esqueleto

 

Autor: Horowitz, Anthony

Editora: Publifolha 

ISBN: 8574024759

Edição : 1 / 2003

Idioma : Português

País de Origem : Brasil

Número de Paginas : 221

Volume 3

 

 

Esta é a terceira aventura de Alex Rider, o superespião adolescente a serviço do secreto britânico. Alex é enviado a Cayo Esqueleto – a Ilha do Esqueleto -, onde Alexei Sarov, general russo frio e maluco tem um plano diabólico para reescrever a História. Sozinho e equipado apenas com engenhocas incrementadas, Alex precisa vencer Sarov, enquanto o tempo se esgota e o fim do mundo se aproxima…

 

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JJ e a Música do Tempo

 

Autor: KATE THOMPSON

Editora: NOVA FRONTEIRA

ISBN: 9788520919385

Ano: 2007

Edição: 1

Número de páginas: 345

 

O adolescente JJ Linden quer descobrir por que sua família é tão mal vista na pequena cidade irlandesa onde vive. Numa discussão com amigos de escola, ele descobre que, no passado, seu avô foi acusado pela morte de um padre. Aos poucos, vai notando que o fato de os Linden terem dedicado à vida a ensinar música e dança para todas as famílias do povoado pode estar intimamente ligado ao preconceito contra o clã. Desprezado pelos antigos colegas, JJ descobre um mundo novo de possibilidades quando encontra uma flauta com poderes mágicos. O instrumento é a porta para um mundo fantástico, onde as noções de espaço e tempo são outras. E também pode ser a chave para esclarecer o suposto crime do avô. A irlandesa Kate Thompson é considerada uma das grandes autoras infanto-juvenis da atualidade. JJ e a música do tempo já ganhou vários prêmios, como o Whitebread Prize e o The Booker Prize. No fim do de cada capítulo do livro, os leitores têm acesso a uma partitura com músicas típicas do folclore irlandês.

 

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O Doador: a história de um menino que ousou questionar os valores…

 

Autor: LOIS LOWRY

Editora: SEXTANTE

ISBN: 9788599296448

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 192

Com mais de 5 milhões de livros vendidos no mundo, O Doador é uma fascinante história de transformação e coragem ambientada num futuro distante.

Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Premiado com a Medalha John Newbery por sua significativa contribuição à literatura juvenil, este livro tem a rara virtude de contar uma história cheia de suspense, envolver os leitores no drama de seu personagem central e provocar profundas reflexões em pessoas de todas as idades.

 

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O Ladrão de Raios

 

Autor: RICK RIORDAN

Editora: INTRÍNSECA

ISBN: 9788598078397

Ano: 2008

Edição: 1

Número de páginas: 400

 

Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.

 

O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos – jovens heróis modernos – terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

 

O Mar de Monstros

 

Autor: RICK RIORDAN

Editora: INTRÍNSECA

ISBN: 9788598078441

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 304

 

Segundo volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O Mar de Monstros narra as novas aventuras de Percy e seus amigos na busca do Velocino de ouro, o único artefato mágico capaz de proteger o Acampamento Meio-Sangue da destruição.

É com essa missão que ele e outros campistas partem para uma eletrizante viagem pelo Mar de Monstros, onde deparam com seres fantásticos, perigos e situações inusitadas, que põem à prova seu heroísmo e sua herança. Está em jogo a existência de seu refúgio predileto e, até então, o lugar mais seguro do mundo para eles.

Antes de tudo, porém, nosso herói precisará confrontar um mistério atordoante sobre sua família ? algo que o fará questionar se ser filho de Poseidon é uma honra ou uma terrível maldição.

Rick Riordan nasceu em 1964 em San Antonio, no Texas, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.

 

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O Cavaleiro do Dragão

 

Autor: CORNELIA FUNKE

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 9788535914023

Ano: 2009

Edição: 1

Número de Páginas: 432

 

Lung, um jovem dragão prateado, fica sabendo que os humanos pretendem inundar o vale úmido e remoto habitado pelos dragões. Para escapar da extinção, ele e seus companheiros precisam encontrar um novo esconderijo. Os mais velhos ainda se lembram de uma terra quase mítica, a Borda do Céu, onde os dragões viviam em paz no passado.

Lung parte em busca desse lugar, e enfrentará uma viagem longa e cheia de problemas: só é capaz de voar alimentado pela força que retira da luz do luar e, em seu caminho, encontrará traiçoeiros anões de pedra, corvos espiões e a perseguição constante e implacável de Ur Tig, um monstro devorador de dragões. Por outro lado, Lung não está sozinho: tem a companhia do menino Ben e de Sulfrônia, uma jovem kobold; fora a ajuda que recebe de um gênio de mil olhos, de uma serpente marinha, de jovens monges budistas e até de um respeitado catedrático, o professor Barnabás Wiesengrund.

Quando de seu lançamento nos Estados Unidos, em 2004, O cavaleiro do dragão, que já vendeu mais de 500 mil exemplares somente na Alemanha, passou semanas na lista de mais vendidos do New York Times.





Em casa, evitando a gripe? — leitura para adolescentes — I

23 08 2009

Adolescente de cabelo azul lendo

 

Nos últimos dez dias recebi três pedidos para que fizesse, se possível, uma lista de livros para adolescentes e pré-adolescentes, que só se interessaram até agora em ler os livros do Harry Potter e a saga dos vampiros de Stephenie Meyer.  Dados sobre esta faixa etária e suas preferências, ao contrário dos EUA e de alguns países europeus, são raramente encontrados na internet brasileira e muito menos nos portais de editoras ou de associações de editores.  O que se encontra em geral já está defasado, portais abertos por educadores com boas intenções que se perderam nos afazeres do dia a dia.

Recolhi, então, dados que encontrei em 3 países [França, Inglaterra e Estados Unidos] e munida com uma lista de uns 40 autores e não sei quantos outros títulos, procurei um a um os livros que estivessem já publicados no Brasil.

Depois disso passei minha lista por dois adolescentes um da família e outro de família amiga e me achei com uma boa lista de livros existentes no Brasil que são considerados muito bons pelos leitores assíduos das aventuras do feiticeiro britânico ou dos seguidores de Crepúsculo.  Estes livros continuam, em sua maioria, a seduzir os leitores pela fantasia.  

 Espero ajudar a todos e principalmente aqueles que desejam ficar em casa e escapar da gripe lendo.  

 A lista abaixo não tem ordem alguma.  

 

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A Batalha De Pirgus Malvae

 

Autor: HERBIE BRENNAN

Editora: RECORD

ISBN: 8501068454

1ª Edição – 2004

382 páginas

 

Entre montagem de brinquedos de papelão, notícias surpreendentes e um emprego de meio expediente como ajudante de um velho ranheta, o Sr. Fogarty – um ex-assaltante de bancos que acredita em discos voadores e seres extraterrestres -, Henry conhece Pirgus Malvae.  Herdeiro do trono de um mundo encantado, ele é enviado para o Mundo Análogo (que nada mais é do que o nosso mundo) para se esconder depois de ter invadido uma fábrica e quase ter sido morto por um demônio. Mas as coisas não dão muito certo. Em vez de transladar (através de portais, um dos segredos do seu mundo) para uma ilha deserta no Pacífico, Pirgus acaba na Inglaterra, no quintal do Sr. Fogarty. E não é só isso que dá errado – em vez de chegar com seu tamanho normal, igual ao de qualquer humano, ele surge numa forma minúscula, como a fada Sininho, e quase é engolido por um gato. Quem salva Pirgus é faz-tudo Henry. Sem acreditar no que está vendo, Henry chama o sr. Fogarty e, graças a uma invenção engenhosa, eles conseguem se comunicar com Pirgus. A esta altura, o príncipe herdeiro começa a desconfiar que está sendo vítima de um complô para matá-lo. Sem poder se comunicar com seu mundo, ele só pode contar com seus dois novos amigos humanos para poder voltar para casa e descobrir quem está por trás da armação. Mas os humanos conseguirão criar um portal? Quem seriam seus inimigos – os temíveis seres da Casa da Noite ou Brimstone e Chalkhill, donos da fábrica de cola e invocadores do demônio? Haveria um traidor no reino?

 

dois lendo

 

Magya – Primeiro Livro

 

Autor: ANGIE SAGE

Editora: ROCCO

ISBN: 8561384301

1ª Edição – 2008

528 páginas

 

 

O aprendiz de feiticeiro Septimus Heap – o sétimo filho do sétimo filho – desaparece no dia de seu nascimento e é declarado morto pela parteira. Na mesma noite, seu pai, o Mago Silas Heap, encontra uma recém-nascida abandonada. Os Heap, então, adotam a menina e dão a ela o nome de Jenna. Dez anos mais tarde, a garota sofre uma tentativa de assassinato e a Maga Extraordinária é destituída de seu cargo. Ao que tudo indica, a confusão tem relação com ninguém menos que Septimus. O que realmente teria acontecido ao menino? 

Primeiro de sete títulos da série de sucesso internacional Septimus Heap, da inglesa Angie Sage,Magya tem todos os ingredientes de uma boa história de fantasia, temperados com muita originalidade e uma narrativa envolvente e bem-humorada. A série conta a história de duas crianças que são trocadas no dia do nascimento e sua jornada de auto-descoberta numa Inglaterra repleta de seres encantados, feitiços, mistérios e, claro, muita aventura.

 

 

VOAR – Segundo Livro

 

Autor: ANGIE SAGE

Editora: Rocco

ISBN: 9788561384777

Ano: 2009

Edição: 1 ª

Número de páginas: 512

Volume: 2

 

A “magya” está de volta! Chega este mês às livrarias de todo país Voar, segundo livro da série de sucesso internacional Septimus Heap, da inglesa Angie Sage – cujo primeiro volume, Magya, vendeu mais de um milhão de exemplares nos EUA e ganhou tradução para 28 línguas. Nesta aventura, faz um ano que Septimus Heap descobriu sua verdadeira família e real vocação para mago. Enquanto ele aprende Magya, como Aprendiz da Maga ExtraOrdinária, Jenna está se adaptando à vida de princesa. As trevas, no entanto, ainda espalham sua ameaçadora sombra nesta Inglaterra de conto de fadas. Levando a fantasia a caminhos novos e surpreendentes, Angie Sage promete, mais uma vez, prender os jovens leitores neste novo capítulo desta saga “mágyca” permeada de perigos e mistérios.

 

 

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Amuleto De Samarkand – Livro 1  ( Trilogia)

Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSE OLYMPIO

ISBN: 8503008971

1ª Edição – 2007

448 pág. 

 

Quando Bartimaeus, um djim de 5.000 anos é invocado por Nathaniel, um jovem aprendiz de mago, ele não espera ter de fazer nada mais cansativo do que umas poucas ilusões simples. Mas Nathaniel é um talento precoce e tem algo muito mais perigoso em mente: vingança. Contra sua vontade, Bartimaeus é despachado para roubar o poderoso Amuleto de Samarkand de Simon Lovelace, um mestre da magia, de ambição e impiedade sem rivais. Sem demora, tanto o djim quanto o aprendiz são pegos em uma terrível torrente de intriga mágica, assassinato e rebelião. Passado em uma Londres moderna, controlada por magos, este thriller bem humorado e eletrizante conquistará leitores de todas as idades.

 

O Olho do Golem, Livro 2

 

Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSÉ OLYMPIO

ISBN: 9788503009812

Ano: 2008

Edição: 1 ª

Número de páginas: 560

O Olho do Golem, o segundo livro da série. A história se passa numa Londres moderna onde a magia é rotina e os magos são aceitos como parte fundamental da sociedade – inclusive encontrando-se, na sua maioria, em posições de poder. Nesta segunda aventura, retornam o mago Nathaniel e seu inigualável parceiro Bartimaeus, o djim que já viveu mais de 5 mil anos. Juntos, embarcam numa aventura em busca do segredo da misteriosa fera que ronda Londres.

Segundo livro da Trilogia Bartimaeus, aclamada como a principal herdeira da saga de Harry Potter, O Olho do Golem é uma aventura fantástica que transborda inventividade. A série teve início com O Amuleto de Samarkand (Livro 1) – vencedor dos prêmios Boston Globe / Horn Book Honor 2004 (EUA) e Lancashire Children´s Book Award 2005 (Reino Unido) – e chega à conclusão em O Portão de Ptolomeu (Livro 3).

 

O Portão de Ptolomeu – último livro

 

 Autor: JONATHAN STROUD

Editora: JOSÉ OLYMPIO

ISBN: 8503010038

1ª Edição – 2009

504 páginas

 O último volume da trilogia passada em uma Londres moderna, onde a magia é rotina e os magos são aceitos como parte fundamental da sociedade – inclusive ocupando, em sua maioria, posições de poder. Bartimaeus, um djim de 5 mil anos, ao ser convocado por Nathaniel, um jovem aprendiz de mago, não esperava tão grandes tarefas. A história de aventuras, segredos e mistérios que começa com ‘O amuleto de Samarkand’ e continua com ‘O olho do Golem’ chega agora ao seu final.

 

dias de fantasia

 

 

O Aprendiz

 

Autor: JOSEPH DELANEY

Editora: BERTRAND BRASIL

ISBN: 9788528613155

Ano: 2008

Edição: 1ª

Número de páginas: 224

Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura! 

 Thomas Ward é o sétimo filho de um sétimo filho e se tornou aprendiz do Caça-Feitiço. A missão é árdua, o Caça-Feitiço é um homem frio e distante, e muitos aprendizes já fracassaram. De alguma forma, Thomas terá de aprender a exorcizar fantasmas, deter feiticeiras e amansar ogros. Quando, porém, é enganado e cai na armadilha de libertar Mãe Malkin, a feiticeira mais malévola do Condado, tem início o horror… e uma grande aventura! O aprendiz, primeiro livro da série de fantasia As aventuras do Caça-Feitiço, escrito por Jospeh Delaney (e traduzido pela prestigiada Lia Wyler, responsável pelo texto em português da saga de Harry Potter), que já vendou centenas de milhares de exemplares em todo o mundo, é uma história repleta de emoção e muitos, muitos sustos. Por isso, cuidado: não deve ser lido à noite!

“Muito bem, rapaz. Você está aprendendo. Somos os sétimos filhos de sétimos filhos, e temos o dom de ver coisas que os outros não podem ver. Mas esse dom, de vez em quando, pode se tornar uma maldição. Se tivermos medo, às vezes poderão aparecer coisas que se alimentam desse medo. O medo piora tudo para nós. O truque é nos concentrarmos no que vemos e pararmos de pensar em nós mesmos. Sempre resolve.” As aventuras do Caça-Feitiço, de Joseph Delaney, continuam nos livros A maldição e O segredo… mas não terminam por aí.

 

A Maldição – vol. 2

 

Autor: JOSEPH DELANEY

Editora: BERTRAND BRASIL

ISBN: 9788528613728

Origem: Nacional

Ano: 2009

Edição: 1

Número de páginas: 288

Volume: 2

 Cuidado: não deve ser lido à noite! Depois do sucesso O aprendiz, mais uma aventura de arrepiar!

 O Caça-feitiço e seu aprendiz, Thomas Ward, se preparam para a maior batalha de suas vidas e seguem numa missão para um combate infernal. Desta vez, o inimigo é O Flagelo, uma criatura diabólica que se esconde no fundo das catacumbas da catedral. Todo o Condado corre o risco de ser corrompido por seus sinistros poderes. Mas surgem terríveis surpresas, e Tom e seu mestre descobrem que O Flagelo não é seu único inimigo e o desafio que os espera é bem maior. Como eles vão conseguir sobreviver a este horror?

jovens lendo

 

Peggy Sue E Os Fantasmas:  O Dia Do Cachorro Azul

 

Autor: SERGE BRUSSOLO

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 8535902511

Origem: Nacional

Ano: 2002

Edição: 1ª

Número de páginas: 224

 

Peggy Sue não é uma menina comum – ela enxerga os invisíveis, seres que andam fazendo terríveis “brincadeiras” com os humanos. Neste livro que encantou os jovens franceses, os perigosos fantasmas se rebelam e, aliados a um cão azul, tentam conquistar o poder. Somente Peggy Sue poderá impedi-los!

 O escritor francês Serge Brussolo, autor de numerosos livros de terror e ficção científica, encantou os jovens leitores de seu país com as aventuras da incrível Peggy Sue.

Aos catorze anos, Peggy realmente não é uma menina comum: com seus óculos mágicos, ela enxerga criaturas fantasmagóricas, seres invisíveis que assumem todo tipo de forma corporal, odeiam os humanos e vivem a importunar a garota. Só há um modo de Peggy ser deixada em paz: aceitando ficar cega, para que o seu poderoso olhar não atrapalhe as terríveis criaturas. Ela recusa, é claro, e então os invisíveis decidem mostrar do que são capazes.

Entre outras coisas, fazem surgir um sol azul no céu e castigam a cidadezinha de Peggy com um calor infernal. O caos se instala: de repente, os maus alunos passam a saber mais do que os professores, os sapatos percorrem as ruas com a firme intenção de dar um bom pontapé em seus antigos donos, os cachorros jogam xadrez e os gatos lêem pensamentos. O grande problema, de fato, são os efeitos catastróficos produzidos pela radiação sobre os animais: eles agora se comunicam por telepatia e começam a se articular para tomar o poder dos humanos. Chegam a adotar pessoas de estimação! O cachorro azul, um vira-lata aliado dos invisíveis, é o líder do movimento – e somente Peggy Sue será capaz de contê-lo.

 

 

O Sono do Demônio

 

Autor: SERGE BRUSSOLO

Editora: COMPANHIA DAS LETRAS

ISBN: 8535906452

Ano: 2005

Edição: 1ª

Número de páginas: 264

 

Em O Sono do Demônio, Peggy Sue tenta salvar a sua família do mundo das imagens. Para isso, conta com a ajuda de seu fiel cachorro azul, com quem se comunica telepaticamente, e de seu novo e misterioso amigo, Sebastián.

Nesta viagem pelo desconhecido, a garota e seus companheiros viverão as aventuras que fascinaram o público infanto-juvenil de vários países. Com uma linguagem coloquial, uma narrativa simples e muito mistério, O sono do demônio atrai e prende os jovens leitores.

O livro faz parte da série Peggy Sue e os Fantasmas, que já lançou O Dia do Cachorro Azul, também pela Cia. das Letras. A série já vendeu mais de cem mil exemplares na França e foi publicada em vários idiomas.

 

jovem lendo com cachorro

 

 Rangers – Ordem dos Arqueiros 1 — Ruínas de Gorlan

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

ISBN: 9788576762775

Edição:

Número de páginas: 240

 

Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e… um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 2 – Ponte em chamas

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

I.S.B.N.: 9788576762829

Edição:

Número de Paginas : 224

 

Nos últimos quinze anos, o temível Morgarath conseguiu reunir um enorme exército de criaturas implacáveis, os Wargals. Eles não temem nenhum inimigo e são controlados mentalmente pelo próprio Morgarath, o Senhor da Chuva e da Noite.

Pego de surpresa, o Reino de Araluen se vê diante de uma guerra. Enviado em uma perigosa missão para impedir o confronto, o jovem arqueiro Will parte acompanhado do grande amigo e espadachim Horace e do habilidoso Gillan. Os três guerreiros contarão também com a inusitada ajuda da misteriosa e bela criada Evanlyn Wheeler. Nessa jornada, Will colocará à prova todos os ensinamentos de coragem e aptidão transmitidos pelo seu mestre, o famoso arqueiro Halt.

Mas o que o jovem não imagina é que ficará frente a frente com o tenebroso Morgarath e que poderá ser o responsável por mudar o rumo da eminente batalha. Será mais um teste de coragem e determinação, em que Will terá de provar seu valor.

 

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 3   — Terra do gelo

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO

I.S.B.N.: 9788576763222

Edição:  

Número de Paginas : 255

 

Rangers – Ordem dos Arqueiros 4 – Folha de Carvalho

 

Autor: JOHN FLANAGAN

Editora: FUNDAMENTO 

I.S.B.N.: 9788576763864

Edição : 1ª Ed. / 2009

Número de Paginas : 288

 A chegada da primavera começa a derreter a grossa camada de neve do inverno escandinavo. Depois de semanas de muito frio e comida escassa, Will e Evanlyn vislumbram a primeira chance de continuar com sua fuga. Mas Evanlyn é capturada por um misterioso cavaleiro.

 Quando Will parte em busca da jovem princesa, reencontra Halt e Horace. Juntos, eles descobrem os planos dos temujai, um povo guerreiro das Estepes do Leste, que havia reunido um poderoso exército invasor no intuito de dominar a Escandinávia. Halt percebe que a invasão do reino gelado representa somente o início da investida dos temujai, que, certamente, logo se lançariam contra Araluen. Por isso, ele decide oferecer ajuda aos escandinavos.

 Assim, resgatar Evanlyn passa a ser apenas o primeiro desafio no caminho de Will. O segundo, muito mais doloroso e imprevisível, será lutar lado a lado com os escandinavos, o povo que o escravizou, a fim de impedir a ascensão de um inimigo comum.

 

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O Último Ogro

 

Autor: SILVANA DE MARI

Editora: ROCCO

I.S.B.N.: 9788561396091

Edição : 1ª / 2008

Idioma : Português

Número de Paginas : 696

 

 Livre-arbítrio, justiça, amor e morte são os elementos que tecem a trama repleta de fantasia e clima de epopéia de O último ogro, mais novo livro da italiana Silvana de Mari. Os terríveis ogros têm arrasado cidades e destruído seus habitantes. Uma batalha, então, se anuncia e caberá ao capitão Rankstrail liderar seus homens da cavalaria ligeira da Daligar para combate. No caminho, entretanto, ele irá cruzar com Yorsh, o último elfo da Terra, que traz consigo um verdadeiro exército de deserdados – prontos para tomar parte na guerra e enfrentar os cruéis ogros. A história de duas vidas que se cruzam por um bem comum, emoção e luta para entreter todos os jovens leitores.

 

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O Despertar – Diários do Vampiro – Vol. 1

  

Autor: L. J. SMITH

Editora: RECORD

I.S.B.N.: 9788501086150

Edição : 2009

Número de Paginas : 240

 

Um triângulo amoroso entre dois vampiros e uma bela jovem conquistou uma enorme legião de leitores nos anos 1990. “O Despertar”, primeiro volume da série de L. J. Smith lançado originalmente em 1991, deu origem à série de televisão Vampire Diaries, escrita e produzida por Kevin Williamson, roteirista de Dawson’s Creek. A série tem estreia confirmada no Brasil em novembro, na Warner Channel — nos Estados Unidos a estreia acontece em 10 de setembro, no canal CW, o mesmo de Gossip Girl.

Irmãos e inimigos mortais, Damon e Stefan Salvatore são assombrados por um passado trágico. Vivendo nas sombras desde a Renascença italiana, eles estão condenados a uma vida solitária: são vampiros. Séculos mais tarde, o destino parece levá-los a percorrer o mesmo caminho que um dia os conduziu àquela vida amaldiçoada e eterna.

Em Fell’s Church, na Virgínia, Stefan conhece Elena Gilbert, uma adolescente bela e popular. No encalço de Stefan, Damon procura vingança, e logo Elena se verá divida entre os dois irmãos — e entre o amor e o perigo.

“O Despertar” é o primeiro volume da série best seller Diários do vampiro, de L. J. Smith, há mais de 15 semanas na lista de mais vendidos do New York Times.

 

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Golem – Magic Berber – Vol. 1

 

Autor: MARIE-AUDE MURAIL  

Editora: SICILIANO

I.S.B.N.: 8589189651

Edição : 1 / 2005

Número de Paginas : 184

Volume : 1

 

Um garoto de 12 anos, que mora num conjunto habitacional da periferia de Paris, ganha um computador. Ele descobre que um game, chamado Golem, invadiu seu computador e o de seu professor também. De repente, os dois se vêem obcecados pelo jogo e acidentes misteriosos começam a ocorrer no bairro. Os personagens, então, mergulham em uma aventura cada vez mais apavorante, num jogo violento, traiçoeiro e perigosamente real em busca de respostas.

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As Formigas

 

Autor: BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613254

Edição : 1 / 2008

Número de Paginas : 308

 

 

Cem milhões de anos antes de nós, elas já estavam presentes, espalhadas em legiões, cidades e impérios por toda a superfície da Terra.

Criaram uma civilização paralela, construíram verdadeiros reinos, inventaram as mais sofisticadas armas, conceberam uma completa arte da guerra e da política, que até hoje não conseguimos igualar, dominaram uma espantosa tecnologia. Tiveram os seus próprios Átila, Cristóvão Colombo, Júlio César, Maquiavel e Leonardo da Vinci.

Está próximo o grande dia das formigas.

Este romance, diferente de qualquer outro, nos diz o porquê e nos mergulha, de maneira impressionante, num universo de crimes, monstruosidades e guerras sem precedentes. Para além da imaginação, permite que se penetre no mundo dos infraterrestres.

Então, olhe onde pisa. Tendo lido “As Formigas”, talvez você nunca mais veja a realidade da mesma maneira.

 

O Dia das Formigas – vol 2 da trilogia

Autor:  BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613667

Edição : 2009

Número de Paginas : 478

Volume : 2

 

Aventura e saber científico prendem numa odisséia moderna e original sobre as formigas. Nós mal as percebemos, e elas, no entanto, nos observam há muito tempo. Para a nova aventura de Bernard Werber no universo das formigas é composta por seis arcanos, na forma de capítulos, e um glossário. O autor se debruçou por cerca de 15 anos sobre a vida desses seres e pesquisou com detalhes seu comportamento, sua vida em sociedade. Em O dia das formigas, volume 2 da série O império das formigas, tudo o que há de mais secreto, misterioso, enigmático na sociedade subterrânea e rasteira desses animais vem à tona.

 

 

A Revolução das Formigas – Série o Império das Formigas Vol. 3

 

Autor: BERNARD WERBER

Editora: BERTRAND BRASIL

I.S.B.N.: 9788528613889

Edição : 1ª Ed. / 09

Número de Paginas : 644

 

Por que os homens só sabem mudar por meio de guerras e muito sangue? Por que não encontrar outras formas de revolução, como a Internet? Estas são algumas das questões abordadas de forma consistente pelo autor Bernard Werber.

A revolução das formigas é um verdadeiro thriller intraterrestre. Na trama, o autor mistura vida real e ficção, relacionando a fascinante hierarquia e cumplicidade das formigas ao individualismo e egoísmo dos seres humanos.

O livro é dividido em três histórias paralelas e complementares. A primeira mostra os dedos da revolução, grupo constituído pelas formigas do exército e outros insetos. A segunda narra os movimentos de um grupo composto, principalmente, por formigas adolescentes, que pedem a evolução da espécie humana sem violência e baseada no comportamento das próprias formigas. A última apresenta a polícia, que espera evitar a revolução das formigas antes que esta seja transmitida pela Internet.

Este volume fecha a trilogia O império das formigas. Depois de As formigas, que traz o encontro entre as duas sociedades, e O dia das formigas, que mostra o confronto entre os dois mundos, chega o momento do entendimento entre as espécies.

Além de sucesso nas livrarias e aclamado pela imprensa francesa, Werber foi adotado em escolas e universidades, e citado como referência em cursos de ciências e biologia. Traduzida para mais de 25 idiomas, a série conquistou prêmios literários, com um estilo dinâmico, curioso e consistente, porém despido de formalidades. Uma bela lição moral e um maravilhoso desafio para o homem.








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