Imagem de leitura — Cláudia Barbosa

21 01 2015

 

 

Cláudia Barbosa, GORDINHA NA PRAIAGordinha na praia

Cláudia Barbosa (Brasil, contemporânea)

acrílica

Cláudia Barbosa





FLIP: equilíbrio entre a política e a arte literária?

9 07 2013

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????A discussão, 1959-60

Renato Guttuso (Itália, 1911-1987)

têmpera, óleo e jornal sobre tela, 220 x 249 cm

Tate Gallery, Londres

A questão lançada pela FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty) para o resto do ano: qual é o ponto de equilíbrio entre o debate literário e a política?

Com Graciliano Ramos homenageado seria impossível deixar de falar de política em Paraty.  Além disso, as demonstrações nas ruas do Brasil durante a Copa das Confederações fizeram-se lógicos assuntos de conversa.   Mas ter a política como assunto predominante na feira  foge do que há de melhor nesse encontro, que é a celebração da arte literária.  Concordo com John Bainville.  Quando questionado sobre a política e a literatura foi claro ao afirmar que “Não dá pra misturar arte e política, porque acaba saindo arte política e política ruim“.

É claro que todos que queiram usar suas habilidades artísticas a serviço da política têm o direito de se manifestar dessa forma, mas em geral, a arte com mensagem política ou social, raramente chega a ser de boa qualidade.  E frequentemente perde o frescor e a originalidade. Em literatura, a política torna o texto  fugaz, com data de validade.

E a pergunta continua válida: haverá mesmo a necessidade de se saber o que um romancista pensa da política?  De que lado político ele vê o mundo? Não acredito nisso.  A obra deve se sustentar por si só.  Boa ou ruim,  liberal ou conservadora, marxista ou capitalista.  Não importa, o que fica é a obra.





Boas idéias, boas soluções — feiras de livros

26 10 2008
Liquidação de Livros, L C Neil, (Mooresville, North Carolina, EUA)

Liquidação de Livros, L C Neill, (Mooresville, North Carolina, EUA)

 

Desde o século XVI que feiras de livros são uma das melhores maneiras que editoras encontraram para promover e vender os textos que imprimiram.  Recentemente, lendo o livro: O  Mendigo e o Professor: a saga da família Platter no século XVI, volume I,  pelo historiador francês Emmanuel Le Roy Ladurie, (Rocco: 1999) encontrei a seguinte passagem baseada no diários de  Thomas Platter, referente aos anos de 1536-1539:

 

Uma inteira vocação de impressor, e de editor, nascerá em meio a suor e preocupação; afinal estamos na Basiléia, cidade angular da tipografia sul-alemã, papel que na França cabe a Lyon, considerável cidade centro-meridional, sede da tipografia do grande reino no século XVI.  Rapidamente Platter substitui o patrão Herwagen, quando este viaja para Frankfurt.  Quando o mestre se ausenta para freqüentar a feira do livro dessa cidade, encarrega Thomas de supervisionar os trabalhos.  (página 79)

 

 

Foi só aí que voltei a me lembrar que realmente as feiras de livros têm uma longa tradição na cultura ocidental praticamente tão antiga quanto a própria história da imprensa.  A feira do livro de Frankfurt na Alemanha tem uma tradição de mais de 500 anos.  Logo após Johannes Gutenberg inventar a imprensa com letras móveis, a cidade de Frankfurt, na região de Mainz, organizou a primeira feira do livro de que se tem notícia.    Às vezes perdemos a noção de quão antigos certos hábitos são.  Isto me levou a pensar nas feiras de livros brasileiras e numa notícia recente que li sobre uma solução maravilhosa para feira de livros menores.

 

Ao que tudo indica, as feiras de livros de Ouro Preto (MG), de Porto das Galinhas (PE) e de Porto Alegre (RS), conseguiram se unir este ano e planejar seus respectivos calendários de tal maneira que juntando forças serão capazes de trazer escritores de fama internacional para eventos que sozinhas teriam tido problemas de preencher.  Assim a feira de Ouro Preto que acontece entre 5 a 9 de novembro; a de Porto das Galinhas – de 6 a 9 de novembro e a Porto Alegre – de 31 de outubro a 16 de novembro, puderam trazer alguns nomes internacionais de maior porte, que farão a peregrinação entre as três feiras do livro.   Ente eles estão:

 

William Gordon (EUA)e Peter Robinson (RU) – representantes da literatura policial estarão presentes nas feiras de Ouro Preto e Porto Alegre.

 

Roger Chartier (França)  também estará em Ouro Preto e Porto Alegre.

 

Pepetela (Angola) estará em Porto Alegre e em Porto das Galinhas.

 

A idéia pela qual parabenizamos os organizadores é a otimização das visitas deste estrangeiros, que podem num pequeno número de dias, cobrir três importantes centros de cultura no Brasil.  Quem sabe se esta solução não permitirá que no futuro escritores ainda mais conhecidos venham a desfrutar da hospitalidade brasileira de diversas regiões distintas?  Parabéns aos organizadores.  Boas idéias também são para serem reconhecidas.  Boa sorte!

 

Fórum de Letras de Ouro Preto – 5-9 de novembro   FLOP

Festa Literária Internacional de Porto das Galinhas – 6 a 9 de novembro  FLIPORTO

 

Feira do Livro de Porto Alegre – 31 de outubro a 16 de novembro —   FLIPOA

Ilustração Mauricio de Sousa

Ilustração Mauricio de Sousa








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