As questões eternas… Marcelo Gleiser

28 05 2019

 

 

 

A-Surprise-GuestUm visitante inesperado, ilustração de Roy Keister.

 

 

“Encantei-me com o Universo e construí uma carreira como físico teórico, interessado por questões que, até recentemente, não eram consideradas científicas. Como o Universo surgiu? De onde veio a matéria que compõe as estrelas, os planetas e as pessoas? Como que átomos inanimados viraram criaturas vivas, algumas delas capazes de refletir sobre sua própria existência? E se a vida existe aqui, será que existe em outros lugares? Será que a imensidão cósmica esconde outras criaturas inteligentes?

Comecei a me interessar por essas questões quando era ainda um adolescente, seduzido pelo poder da mente e por sua capacidade de ponderar assuntos que, aparentemente, eram imponderáveis. Mesmo que, em muitos casos, as respostas a essas perguntas sejam incompletas, o que importa é participar do processo da descoberta, da busca pelo conhecimento. É nossa curiosidade que nos ergue acima da banalidade do igual, da rotina de todos os dias; é nossa curiosidade que nos define enquanto criaturas pensantes.”

 

Em: A simples beleza do inesperado: um filósofo natural em busca de trutas e do sentido da vida, Marcelo Gleiser, Rio de Janeiro, Record: 2017, p. 13.





Lendo: “Homo Deus”, Yuval Noah Harari

22 01 2018

 

 

DSC03719.JPGLendo:

Homo Deus: uma breve história do amanhã

Yuval Noah Harari

Cia das Letras: 2016, 448 páginas

 

SINOPSE

Neste “Homo Deus”: uma breve história do amanhã, Yuval Noah Harari, autor do estrondoso best-seller Sapiens: uma breve história da humanidade, volta a combinar ciência, história e filosofia, desta vez para entender quem somos e descobrir para onde vamos. Sempre com um olhar no passado e nas nossas origens, Harari investiga o futuro da humanidade em busca de uma resposta tão difícil quanto essencial: depois de séculos de guerras, fome e pobreza, qual será nosso destino na Terra? A partir de uma visão absolutamente original de nossa história, ele combina pesquisas de ponta e os mais recentes avanços científicos à sua conhecida capacidade de observar o passado de uma maneira inteiramente nova. Assim, descobrir os próximos passos da evolução humana será também redescobrir quem fomos e quais caminhos tomamos para chegar até aqui.





Minutos de sabedoria: Chamfort

5 01 2018

 

 

 

Aart Everaarts (Holanda, contemporâneo)Mulher lendo em Mião, acrilico sobre papel, 100x140cm, século XXI

Mulher lendo em Milão

Aart Everaarts (Holanda, 1931)

acrílica sobre papel, 100 x 140cm

 

 

“Quando não queremos ser charlatães, é preciso evitar subir nos palcos; pois, se subimos neles, nos vemos forçados a ser charlatães. De outro modo a plateia nos apedreja.”

 

 

220px-Nicolas_ChamfortNicolas Chamfort

 

 

 





O papel do comércio, Francis Bacon

29 07 2017

 

 

Doceria Anton_Pieck_BakkerijDoceria, ilustração de Anton Pieck.

 

 

“Os comerciantes são a veia porta do corpo da nação. Quando não ocorre florescimento comercial, embora o corpo tenha membros fortes, o sistema circulatório carecerá de sangue e o corpo como um todo apresentará pouca resistência: haverá subnutrição. Impor taxas e tributos sobre essa classe raramente produz  proveitosos do ponto de vista da realeza porque aquilo que o rei pode ganhar sobre uma centena de indivíduos perde no país inteiro que empobrece, porque a massa dos impostos só é possível de crescer proporcionalmente à massa de fundos empregados no comércio.”

 

Em: Da soberania e Da arte de comandar, Francis Bacon, Ensaios, tradução Edson Bini, São Paulo, Edipro: 2015, 2ª edição, p.73





Minutos de sabedoria: Pedro Abelardo

5 04 2017

 

 

A leitora, Anônimo francês, ost,Vincent Wapler Paris – França, 37, 5 x 48 cm

A leitora

Anônimo francês

óleo sobre tela,  37 x 48 cm

 

 

“Questionamento constante e frequente é a primeira chave para a sabedoria… Através do duvidar somos levados a inquirir, e pelo inquérito percebemos a verdade.”

 

 

 

abelard-soloPedro Abelardo (França, 1079- 1142)

 





Imagem de leitura — Teodor Axentowicz

25 11 2016

 

 

axentowicz-teodor-polonia-portrait-of-zofia-goldstand-c-1905pastel62-x-46cmRetrato de Zofia Goldstand, 1905

Teodor Axentowicz, (Polônia, 1859-1938)

Pastel, 62 x 46 cm

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Do prazer da língua, Muriel Barbery

23 11 2016

 

 

alice-small-pardon-bunch-casamento-eua-1904-1992margueriteMarguerite

Alice Small Pardon (EUA, 1904-1992)

[Alice Bunch, depois do casamento]

óleo sobre tela

 

 

 

“… acho que a gramática é uma via de acesso à beleza. Quando a gente fala, lê ou escreve, sente se fez ou leu uma frase bonita. Somos capazes de reconhecer uma bela construção ou um belo estilo. Mas, quando sabemos gramática, temos acesso a outra dimensão da beleza da língua. Saber gramática é descascá-la, olhar como ela é feita, vê-la toda nua, de certa forma. E aí é que é maravilhoso. Porque pensamos:’Como isto é bem-feito, como é bem elaborado!’, ‘Como é sólido, engenhoso, rico, sutil!’.

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 168. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

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