Fóssil de Gliptodonte, descoberto por menino de 12 anos!

28 03 2010

Desenho artístico de um gliptodonte.

Um fóssil de gliptodonte, um mamífero que viveu no continente americano há mais de 30 mil anos, foi encontrado no departamento uruguaio de Soriano.   A descoberta foi feita por Mario Vignolo, um menino uruguaio de 12 anos que mora na zona rural do estado. Ele encontrou o fóssil enquanto ia pescar perto da sua casa.

Com aproximadamente um metro e meio de comprimento e em bom estado de conservação, o fóssil foi levado pela Prefeitura de Soriano para o Museu Alejandro Berro, na cidade de Mercedes, que tem uma grande coleção paleontológica.   Foram registradas diversas inundações nas últimas semanas na zona em que o gliptodonte foi encontrado e se presume que a erosão das encostas pela água desenterrou o fóssil.

O gliptodonte é uma espécie de mamífero herbívoro, antepassado dos atuais tatus. Ele podia medir até três metros de comprimento e pesar uma tonelada e meia.

Fonte: Terra





Um monstro predador de 500 milhões de anos!

20 03 2009

colecionando-insetos

 

 

O Hurdia victoria foi descrito  pela primeira vez  em 1912, quando suas características lembravam as de um crustáceo, Mas agora, pesquisadores revelaram que a aparência de um crustáceo, digamos de um camarão gigante,  é apenas parte de um outro animal, complexo e notável.  Um animal que certamente tem importante história para contar sobre a origem do maior grupo de animais vivos, os artrópodes.

 

O Hurdia victoria, que viveu há cerca de 505 milhões de anos nos mares da América do Norte,  foi reconstruído com base em pedaços de fósseis recolhidos ao longo de um século no sítio arqueológico de Burgess Shale, na British Columbia, no Canadá – um local protegido pela ONU como patrimônio da humanidade.

 

Os pesquisadores Allison Daley e Graham Budd da faculdade de Ciências da Terra (Earth Sciences) de Uppsala, na Suécia, junto com colegas do Canadá e da Grã-Bretanha descreveram a história deste exemplar único, que foi uma dos grandes quebra-cabeças da ciência.   Agora, reconstruído, o Hurdia Victoria mostra que tinha um corpo formado por vários segmentos e uma espécie de “carapuça” sobre a cabeça.  Usava dezenas de dentes e um par de garras.  Com estas características deve ter sido um formidável predador, em seu tempo.

 

 

 

 

 

 

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A primeira referência a este fóssil que o descrevia de maneira que se  assemelhava aos crustáceos é de 1912.  Aliás, é oportuno que esta nova descoberta venha praticamente às vésperas do aniversário de cem anos de sua descoberta.   Naquela época pensou-se que suas partes comporiam o corpo de um crustáceo gigante.    Isto porque outras partes deste animal haviam sido classificadas como outros animais independentes, tais como águas-marinhas, pepinos do mar e outros artrópodes.  Por isso, levou-se muito tempo para colocar todas as peças do Hurdia victoria nos seus respectivos lugares.  

 

Mas, com a coleta feita por expedições na década de 90,  descobriu-se mais espécimes mais completos  e centenas de peças isoladas que levaram às primeiras conclusões de que o Hurdia victoria era muito mais do que parecia ser.  

 

A nova descrição mostra que o Hurdia Victoria está realmente relacionado aos  Anomalocaris: um corpo segmentado,  com uma cabeça que ostenta um par de garras espinhosos e uma estrutura mandibular circular com muitos dentes.  No entanto, ele  difere de Anomalocaris por ter uma grande carapaça, tripartida projetada a partir da frente de sua cabeça.

 

Os Hurdia e os Anomalocaris são ambos antigos membros de uma linhagem evolutiva que se desenvolveu nos artrópodes, o grande grupo que contém os modernos insetos, crustáceos, aranhas e centopéias.   Esta reconstituição finalmente revela detalhes sobre as origens de importantes características que definem os artrópodes modernos, tais como as suas estruturas cabeça e membros.

 

“Esta estrutura é diferente de tudo o que já se conhecia sobre outros fósseis ou antrópodes vivos”, afirma a pesquisadora Allison Daley, que analisa estes fósseis há três anos como parte de sua tese de doutorado.

 

Texto baseado no artigo: Allison Daley, Graham Budd, Jean-Bernard Caron, Gregory Edgecombe e Desmond Collins, “The Burgess Shale anomalocaridid Hurdia and and its significance for early euarthropod evolution”, Science, 20 de março de 2009, e reproduzido no SCIENTIFIC BLOGGING.





Algumas novidades velhinhas, velhinhas…

14 03 2009

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Ilustração: Walt Disney

 

 

 

 

 

Você sabia que há no mundo alguns animais que mudaram muito pouco em milhões e milhões de anos?  Que sua evolução está praticamente estacionária?  Pois há pelo menos doze destes animais.  Alguns mais conhecidos que outros, entre eles estão o crocodilo, o nautilus e o ornitorrinco.   Para ver a lista e as fotos de todos eles, clique aqui:  WIRED

 

Abaixo duas imagens de alguns belos exemplares destes fósseis com vida!

 

 

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 Foto: Flicker/Kevin Law

 

 

O mais comum e numeroso dos fósseis vivos, o crocodilo, que quase não sofreu nenhuma mudança desde que os dinossauros viviam na Terra, ou seja, não mudaram praticamente nada em 230 milhões de anos.

 

 

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 Foto: Flicker/Ethan Hein

 

 

A beleza, a exatidão do desenho da concha do nautilus, que na antiga Grécia era um símbolo de perfeição, mudou muito pouco nos últimos 500 milhões de anos. 

 

 

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Um dos poucos mamíferos muito antigos é o ornitorrinco, que há mais de 110 milhões de anos, mantem a aparência estranha: mamíferos com bico de pato, que põem ovos e tem veneno nas esporas das patas!





Dinossauros ancestrais de aves eram pais exemplares

19 12 2008

dino

 

 

Quem diria que os dinossauros, até mesmo os carnívoros, seriam aqueles pais maravilhosos, chocando os ovos que as fêmeas puseram?  Mas é isso exatamente o que está aos poucos sendo considerado verdadeiro principalmente depois da publicação dia 18  do artigo de Erik Stokstad, na ScienceNOW Daily News em que David Varricchio, paleontologista da Universidade de Montana, explica que estudando dinossauros ancestrais das nossas aves atuais, chegou-se a conclusão de que algumas espécies de dinossauros carnívoros machos teriam sido pais exemplares, incubando e protegendo sozinhos os ovos de várias fêmeas.  

 

Os fósseis dos dinossauros estudados foram encontrados sobre uma quantidade incomum de ovos, explica David Varricchio.  É provavel que os machos tenham fecundado várias fêmeas ao mesmo tempo, e essas tenham depositado os ovos em um mesmo grande ninho, acrescentou, sugerindo que quando as fêmeas partiam, os machos incubavam e protegiam os ovos.

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Oviraptor Philocerataps

Os cientistas discutem há tempos o sistema que prevaleceu em torno do cuidado dos ovos – se eram os machos sozinhos, ou machos e fêmeas juntos“, afirmou, explicando que “esses novos trabalhos indicam que o sistema com os machos incubando e protegendo sozinhos os ovos e sua prole é o primeiro entre os dinossauros mais próximos dos ancestrais das aves“.

 

Os cientistas analisaram o tamanho dos ninhos e as estruturas internas dos ossos fossilizados dos dinossauros Troodon, Oviraptor e Citipati.  Estudos anteriores haviam mostrado que os dinossauros compartilham várias características de seus sistemas reprodutivos com as aves atuais, como os ovos assimétricos e suas cascas quase idênticas.

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Troodon formosus

 

Características:

 

Troodon formosus

 

Nome: Dente cortante

Comprimento: 3 metros

Peso:  50 kilos

Época: Cretáceo Tardio     

Onde foi encontrado:  Montana, USA; Alberta, Canada    

 

Oviraptor philocerataps

 

Name: Ladrão de ovos

Comprimento: 2,5 m

Peso: 30 kilos

Época: Cretáceo Tardio 

Onde foi encontrado:  Mongólia, China    

 








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