Guarda-chuvas, poesia infantil de Rosana Rios

2 05 2019

 

 

 

DSC01042Monica pega chuva voltando do mercado, Ilustração Maurício de Sousa.

 

 

 

Guarda-chuvas

 

Rosana Rios

 

Tenho quatro guarda-chuvas

todos os quatro com defeito;

Um emperra quando abre,

outro não fecha direito.

 

Um deles vira ao contrário

seu eu abro sem ter cuidado.

Outro, então, solta as varetas

e fica todo amassado.

 

O quarto é bem pequenino,

pra carregar por aí;

Porém, toda vez que chove,

eu descubro que esqueci…

 

Por isso, não falha nunca:

se começa a trovejar,

nenhum dos quatro me vale –

eu sei que vou me molhar.

 

Quem me dera um guarda-chuva

pequeno como uma luva

Que abrisse sem emperrar

ao ver a chuva chegar!

 

Tenho quatro guarda-chuvas

que não me servem de nada;

Quando chove de repente,

acabo toda encharcada.

 

E que fria cai a água

sobre a pele ressecada!

Ai…





Mais guarda-chuvas com jeitinho de Natal

7 12 2017

 

 

 

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Há seis anos fiz uma longa postagem sobre o tema guarda-chuvas no Natal. O guarda-chuva tem cara de Natal?  Eles aparecem como moldura de centenas de cartões ou imagens da época natalina.  Desde então outras cenas vieram ao meu encontro.  Seguem…

 

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GUARDA-CHUVA, MENINA DE VERMELHO, LAMPIÃO,

 

 

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O guarda-chuva tem cara de Natal? Sim, veja os cartões de Natal.

16 12 2011

Nos muitos e muitos anos que morei fora do Brasil, no hemisfério norte, pude verificar a ineficiência de um guarda-chuva como abrigo para a neve.  Na maior parte das vezes a neve não cai diretamente de cima para baixo como uma chuva pesada de verão.  Mais vezes do que se imagina, a neve mais ou menos que flutua, caindo levemente como se fosse feita de pluminhas, sem peso, indo em direções múltiplas, podendo até subir dependendo da brisa.  É, sem dúvida,  uma surpresa ver a quantidade de vezes em que o guarda-chuva é um elemento usado nos cartões de Natal.

Guarda-chuvas não oferecem nenhuma proteção possível para a neve, a não ser que seja uma neve muito pesada.  Fora do normal.  No entanto, o que acredito seja o caso, é simplesmente uma solução gráfica para o assunto.

Vejamos, uma paisagem com neve, com campos, telhados, árvores, tudo com neve, é um campo de brancos.  É um estudo nos diversos tons da cor branca e o guarda-chuva, oferece um pequeno campo de contraste, de uma cor forte que pode servir de fundo para a cena principal como mostra esse cartão de Natal francês.

O cartão acima, cujo desenho é provavelmente de origem alemã, dadas as semelhanças entre as crianças e as peças de porcelana decorativa Goebel, é um caso que parece demonstrar exatamente isso, num campo enorme de branco temos as carinhas dos nossos personagens colocadas numa moldura feita pelo semi-círculo do guarda-chuva que os abriga.  Este parece ser o caso em diversos cartões colocados a seguir:

Neste cartão com crianças inglesas de final de século XIX (ainda que eu ache que as letras são bem mais recentes…

Neste cartão com crinaças holandesas de virada do século XIX para o XX.

Neste cartão de Natal inglês

A este cartão de Natal francês dos anos 1960-70.  Tudo parece muito certinho, até que nos deparamos com as representações de Papai Noel no final do século XIX na Europa, um da Alemanha e os outros da Inglaterra.  Aí fica tudo sem explicação mesmo porque os cartões são repletos de cores e não precisariam de um campo de cor para constraste.  Vejam a seguir:

Tudo indica que Papai Noel é um homem vaidoso que mudou muito de roupas através das décadas e que entre seus accessórios temos o guarda-chuva.  Ele tem guarda-chuvas de muitas cores. E esse accessório o acompanha até hoje.

As crianças evidentemente adoram os guarda-chuvas… Aliás não deve ser isso não.  Os adultos adoram ver as crianças com guarda-chuvas, não é mesmo?

Mocinhas casadouras também parecem ser uma preferência:

Homens de neve, ou bonecos de neve parecem ter também muita necessidade de guarda-chuvas.  Mas com eles, acredito que a minha teoria inicial sobre a necessidade de se ter cores contrastantes prova ser correta.  Vejamos.

Até os pássaros e os gatinhos precisam se proteger com um guarda-chuvas no Natal





O guarda-chuva — poema de Mauro Mota para uso escolar

18 11 2008

Ilustração Mauricio de Sousa

 

 

 

O Guarda-chuva

 

 

Mauro Mota

 

 

Meses e meses recolhida e murcha,

sai de casa, liberta-se da estufa,

a flor guardada ( o guarda-chuva).  Agora,

cresce na mão pluvial, cresce.  Na rua,

sustento o caule de uma grande rosa

negra, que se abre sobre mim na chuva.

 

 

Em: Antologia Poética, Mauro Mota, Rio de Janeiro, Editora Leitura: 1968, P.87

 

 

 

Mauro Ramos da Mota e Albuquerque (Nazaré da Mata, 16 de agosto de 1911 — Recife, 22 de novembro de 1984) foi um jornalista, professor, poeta, cronista, ensaísta e memorialista brasileiro.

 

Obras:

 

Elegias (1952)

A tecelã (1956)

Os epitáfios (1959)

Capitão de Fandango (1960, crônica)

O galo e o cata-vento, (1962)

Canto ao meio (1964)

O Pátio vermelho: crônica de uma pensão de estudantes (1968, crônica)

Poemas inéditos (1970)

Itinerário (1975)

Pernambucânia ou cantos da comarca e da memória (1979)

Pernambucânia dois (1980)

Mauro Mota, poesia (2001)

Antologia poética, 1968

Antologia em verso e prosa, 1982.

 








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