Esmerado: anel da Suméria, c. 3.000 a.E.C.

2 10 2017

 

 

b46583f7e8903b06889ad4865b771d14Anel da Suméria em cloisonné*, c. 3.000 a. E. C.

Possivelmente um anel de casamento

Iraque

Louvre, Paris

 

*Cloisonné é uma técnica muito antiga de decoração de metais. Ela é usada até hoje.  Nos séculos mais recentes faz uso de esmalte porcelanado.  Nos séculos mais antigos fazia-se com inserção de pedras preciosas, vidro e outros materiais.

 

 

 

 

 





Esmerado: brincos de ouro etrusco, séc. IV, a. E. C.

4 05 2017

 

 

BRINCOS ETRUSCOS, sec. 4 antes da era comum

 

Dois discos de ouro etrusco,  século IV a. E. C.

Dois discos de ouro etrusco, datando do século IV a. E. C. Cada um formado por uma folha de ouro abaulada, rodeada  por granulações esféricas de ouro, decorado por anéis concêntricos rodeando outras esferas de ouro, tendo ao centro decoração em forma de pera com granulação.  Montados como brincos com dorso e pinos modernos em ouro.

2,2 cm em diâmetro cada.

 

Christie’s





Nos mistérios de Gizé, texto de Francisco da Silveira Bueno

9 02 2016

 

 

PPOLITO CAFFI (Belluno 1809 - Lissa 1866) CARAVANRepouso da caravana no deserto, 1844

Ippolito Caffi (Itália, 1809-1866)

óleo sobre tela,  18 x 25 cm

 

 

Naquela tarde de verão egípcio, quando o sol se punha quase às nove horas da noite, devíamos visitar, no planalto de Gizé, as mais que célebres pirâmides de Queops, Quefrem e Miquerinos. Era o complemento da visita feita ao Museu do Cairo, onde já tínhamos visto a estátua de Queops, toda de marfim; o enorme colosso de Quefrem e o famoso grupo de Miquerinos ladeado pelas deusas de Jackal. Todos esses reis dormiam, há séculos, nas sombras das suas pirâmides, velada pela Esfinge, guardados pelas areias do deserto, mas agora expostos à curiosidade dos turistas. Podíamos ir a Gizé de automóvel: seria uma profanação! Imaginem o contraste de um “Chevrolet” americano junto à Esfinge de Gizé! Podíamos ir a cavalo: seria muito prosaico. Devíamos ir então a pé, como peregrinos, para prosternar-nos ante esses sarcófagos imortais? Não: ó o camelo é digna montaria de um hóspede do Egito. Só o dromedário, com sua giba em forma de pirâmide, completaria o quadro faraônico, daria a impressão da vida egípcia, sombra a mover-se nessa imobilidade do deserto. E descemos dos modernos automóveis do Cairo e tomamos os  nossos dromedários a caminho da cidade dos mortos. A perspectiva, porém, dessa alimária tão alta e tão exótica, verdadeiro arranha-céu ambulante, começou a inquientar-nos. Nenhum de nós era atleta e como encarapitar-nos lá em cima, naquela corcova? A um aceno de mão do cameleiro, o dócil animal prosternou-se ante nós como a oferecer-nos a comodidade do amplo dorso, ampla cadeira balouçante, verdadeiro tombadilho de navio naquele oceano de areia. Vencidas as dificuldades da escalada, lá nos fomos, a passo lento, com todas as precauções, entre o riso escarninho dos cameleiros, sob a vaia dos que nos achavam bisonhos demais, rumo das pirâmides.”

 

 

Em: Pelos caminhos do mundo, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1956, p. 121.





Biblioteca de Alexandria, texto de Márcio Tavares D’Amaral

26 09 2015

 

library-at-AlexandraInterior imaginado da Biblioteca de Alexandria, gravura de O.Von Corven.

 

“A biblioteca de Alexandria foi a maior da Antiguidade. Fundada no século III a. C., teve a missão de recolher ao menos um exemplar de todos os livros escritos no mundo. Setecentos mil rolos e papiros foram protegidos pelas suas paredes! Estava aberta a todas as áreas da poderosa inquietação que nos move a ser e saber mais do que temos sabido e sido. Uma fonte, uma torrente, uma gula de inundar desertos. A biblioteca de Alexandria existiu de verdade. E, tendo sido destruída, é também, até hoje, para quem gosta de livros, um mito. A mãe das bibliotecas. A casa dos sábios.”

 

Em: “Bibliotecas”, Márcio Tavares D’Amaral, O Globo, 05/09/2015, 2º caderno, página 2.





Patrimônio Cultural da Humanidade: Persépolis

11 07 2015

 

Persepolis_recreatedPersépolis, © Asana Mashouf.

 

 Iran

 

Cidade de Persépolis

 

Fundada por Dario em 518 a.E.C., Persépolis foi a capital do Império Aquemênida. Foi construída em um imenso terraço, parcialmente natural e parcialmente feito pelo homem, onde os reis construíram um complexo de palácios impressionante, inspirado nos modelos da Mesopotâmia.  A cidade foi queimada pelos gregos em 330 quando invadida por Alexandre, o Grande.  De acordo com Plutarco, os gregos saíram de lá carregando tesouros em 20.000 mulas e 5.000 camelos.





Mulheres notáveis: Galla Placídia, texto de Francisco da Silveira Bueno

10 07 2015

 

 

Aelia_Galla_PlacidiaRetrato atribuído a Galla Placídia, séc. III a V

Pintura em miniatura, medalhão de vidro

Museu Cívico Cristão, Bréscia

 

 

Galla Placídia

 

Se do pai tinha sangue espanhol, tinha sangue oriental, pelo lado materno, e dessa mistura saiu tão raro tipo de mulher política, administradora, de grande visão artística e sumamente religiosa. A sua entrada no mundo político de Roma foi, justamente, num momento angustioso da Cidade Eterna: Alarico vencia os romanos, ele que aprendera os segredos da guerra sob as ordens de Teodósio, saqueava e devastava toda a Itália com as suas hordas de visigodos. O momento era trágico e dentre as cinzas e labaredas da destruição de Roma, surge Galla Placídia para vencer, sozinha, esses bárbaros. E de que jeito? Pelo sacrifício de todo o seu orgulho. Ela, filha de Teodósio, o Grande, grega pelo nascimento, aceita casar-se com Ataulfo, cunhado de Alarico, com uma condição, os visigodos iriam para a Espanha a fim de destruir os Vândalos. Era o ano 414. Integrada agora na gente visigótica, acompanha Ataulfo: os Vândalos são batidos, expulsos, jogados da Espanha para o norte da África. Mas na batalha final, no ano 415, morre Ataulfo e Placídia está livre. De volta a Roma, onde seu irmão Honório é o imperador, casa-se com Constâncio, o maior capitão do momento. Nascem-lhe dois filhos: Honória e Valentiniano. Escolhida Ravena para capital do império romano pelo próprio Honório, ei-la que aí sonha o seu sonho maior: colocar no trono o seu próprio filho. Era uma criança, como seria possível? A sua tenacidade, a sua habilidade, jogando contra as próprias ideias do irmão todo poderoso, prepara toda a ascensão de Valentiniano. A morte de Honório vem ajudar os seus projetos: Valentiniano sobre ao trono, mas quem reina, de verdade, é a Galla Placídia e reinará por trinta – cinco anos.

 

Em: Pelas estradas do sol, Francisco da Silveira Bueno, São Paulo, Saraiva: 1967, pp. 108-109.





Imagem de leitura — Arthur Ackland Hunt

16 11 2014

Hormuzd Rassam pinturaRetrato do arqueólogo Hormuzd Rassam, 1869

Arthur Ackland Hunt (Inglaterra, 1841-1914)

óleo sobre tela, 110 x 83 cm

Museu Britânico








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