Curiosidade: uma moeda válida por mais de 400 anos!

20 05 2017

solidus-of-constantine-vi-and-irene-from-dumbarton-oaks-collectionSolidus, a moeda do Imperador Constantino.

 

 

O  solidus,  foi uma moeda de ouro relativamente puro.  Cunhada em 309-310, durante o governo do Imperador Constantino, tinha o peso de aproximadamente 4.5 gramas. Foi amplamente usada na Europa Ocidental e em todo o Império Bizantino até o século X.  No império romano ela substituiu o aureus como principal moeda de ouro. Foi usada em diversas formas, em diferentes países europeus.  No ocidente só foi substituída por Pepino, o Breve, [Pepino III] rei dos Francos, na reforma monetária de seu governo (751-768).





O amor do cavaleiro medieval, texto de Georges Duby

24 11 2014

 

 

Leighton-God_Speed!Deus o abençoe, 1900

Edmund Blair Leighton (Inglaterra, 1853-1922)

óleo sobre tela, 160 x 116 cm

Coleção Particular

 

 

“… Na época carolíngea, o palácio do rei era uma escola de boas maneiras. As obras compostas pelos escritores à sua disposição tinham, assim, uma função pedagógica. Ensinavam os usos que distinguem o homem bem-educado, o homem de corte, o “cortês”, do “plebeu”, do grosseiro, do rústico. Ensinavam em particular os guerreiros a tratar segundo as conveniências as mulheres das quais se aproximavam no círculo dos príncipes.

Enfim, sentiam-se responsáveis pela ordem. O Todo-Poderoso dignava-se lhes delegar seu poder. Esperava que mantivessem a paz. Uma de suas preocupações mais aflitivas era conter a turbulência desses guerreiros que, mesmo se estivessem avançados na idade, eram chamados “jovens” porque não eram casados. Muito numerosos, pois a autoridade familiar, a fim de evitar a divisão dos patrimônios, velava para que os rapazes mais jovens não gerassem herdeiro legítimo e obrigava-os ao celibato. Todos esses homens sem esposa, ciumentos de um irmão mais velho que toda noite ia ao encontro da sua, alimentavam a discórdia na sociedade cortês. Lançavam-se sobre o patrão, reclamavam que lhes dessem por mulher uma prima, uma sobrinha, uma jovem viúva de um vassalo defunto. O patrão não podia casá-los todos. A maior parte permanecia ali, errante, instável, à espreita, prestes a apanhar alguma presa. Por certo, não tomá-la à força, raptá-la como se fazia no século IX. Ao rapto sucedera a sedução. Os “jovens” procuravam, enganando as famílias, captar os favores das moças casadouras ou então, enganando os esposos, os das damas. Muito disponíveis, a crer em Etiènne de Fourgères. E isso era, como diz o mesmo Etiènne, “semente de guerra”.

Para esses cavaleiros, a bela aventura, a façanha de que se vangloriavam tanto ou mais do que ter conquistado o prêmio na noite de um torneio, não era a proeza sexual, essa mirabolante aptidão para o jogo amoroso, exaltada por certas canções do conde de Poitiers. Era atrair para seus braços a fada, uma dessas estranhas e fugazes sílfides que os contemporâneos de Burchard de Worms esperavam encontrar um dia na orla de um bosque, era, sobretudo,apoderar-se da mais severamente proibida de todas as mulheres, ou seja, desafiando os terríveis castigos prometidos ao adúltero e ao traidor, arrebatar a dama, a esposa do senhor. Duplo delito, por certo. Mas brilhante demonstração de audácia, o mais invejado dos títulos de glória.”

 

Em: As damas do século XII, George Duby, São Paulo, Cia das Letras: 2013, edição de bolso [Companhia de Bolso], pp: 339-340





Quanto vale um manuscrito medieval de medicina?

18 02 2014

almanac-topPagina do almanaque comprado pela Biblioteca Wellcome.

Quanto vale um manuscrito medieval de medicina?  100.000 libras esterlinas  aproximadamente R$ 400.000, hoje.

No finalzinho do ano passado, depois do Natal de 2013, a Wellcome Library, biblioteca londrina, especializada na história da medicina,  pagou exatamente essa quantia pelo pequeno almanaque médico medieval. Este volume tem um história interessante além da páginas decoradas à mão. Pertenceu a excêntrica poeta e crítica literária Edith Sitwell.  O almanaque é um calendário combinado a mapa astrológico e também a um  livro de medicina.  E cabe na palma de uma mão.

Nessa época era comum associar-se os signos do zodíaco ao corpo humano.  Na verdade até o final do século XVI médicos anotavam regularmente a posição dos signos, e a fase da lua quando atendiam a seus pacientes.

Medical almanacO mapa do corpo humano ilustrado no manuscrito da Biblioteca Wellcome, em Londres.

Por ter uma função específica, auxiliar o médico em sua tarefa de cura, o almanaque de medicina  era em geral muito manuseado. Além disso muitos deles eram presos ao cinto ou à sacola do médico que o levava para atender seus pacientes.  Por isso mesmo poucos restam da época medieval. Este manuscrito é do século XV.  Só 30 desses almanaques são conhecidos dessa época.  Excepcionalmente, este era um objeto de luxo, iluminado com cores ricas e folha de ouro, e encadernado em brocado de seda.

Não se conhece a história do proprietário original desse manuscrito e nem mesmo de como ele conseguiu chegar em tão boas condições até 1940, quando foi dado de presente à Edith Sitwell. São 600 anos de mistério.  Mas agora ele estará ao alcance do público numa biblioteca especializada.

FONTE: The Guardian





Palavras para lembrar — São Tomás de Aquino

15 07 2013

Chronique Martinienne. France (Tours) 1475-1500.Thott 430 2º. Parchment, 317 ff.

Luís de Laval (1411- 1489), Senhor de Châtillon, que encomendou a tradução para o francês da “Chronique Martinienne” sentado com o livro traduzido à sua frente.  A seu lado o tradutor Sebastien Mamerot, prior de Luís de Laval.

Crônica Martiniana, 1475-1500

 France (Tours?)

Thott 430 , pintura sobre pergaminho,  317 ff. Fol. 2r

Biblioteca Real da Dinamarca

“Cuidado com o homem de um só livro”.

São Tomás de Aquino





Antigos manuscritos gregos na internet

2 10 2010
Salmo Theodoro

A Biblioteca Britânica que está na vanguarda dos esforços de digitalização de manuscritos,  digitalizou e colocou na internet mais de um quarto dos seus manuscritos gregos, totalizando 280 volumes.  Foi mais um passo rumo à digitalização completa desses importantes documentos antigos.  Ela possui uma das maiores coleções do mundo de manuscritos gregos: mais de 1000 manuscritos, mais de 3.000 papiros.  A digitalização cuidadosa dos mais antigos textos do Novo Testamento, o famoso Codex Sinaiticus é um dos projetos que a biblioteca tem em conjunto com a Biblioteca Universitária de Leipzig, a Biblioteca Nacional da Rússia em São Petersburgo, e com o Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai.

Os manuscritos, disponibilizados mais recentemente,  e gratuitamente podem ser encontrados no portal www.bl.uk/manuscripts  e são parte de uma das mais importantes coleções localizadas fora da Grécia para o estudo de mais de 2 mil anos de cultura helênica.   As informações ali presentes interessam a acadêmicos que trabalham com literatura, história, ciência, religião, filosofia e arte do Mediterrâneo Oriental durante os períodos clássico e bizantino.

 “Isso é exatamente o que todos esperávamos da nova tecnologia, mas raramente tínhamos”, disse Mary Beard, professora de cultura clássica da Universidade de Cambridge.Isso abre um recurso precioso para qualquer um ¿ do especialista ao curioso ¿ em qualquer lugar do mundo, gratuitamente.”

Entre os destaques do acervo digitalizado estão os Salmos de Theodoro, altamente ilustrados, produzidos em Constantinopla em 1066, e as Fábulas de Babrius, descobertas em 1842 no monte Atos, que contêm 123 fábulas de Esopo corrigidas pelo grande acadêmico bizantino Demetrius Triclinius.  Também foram colocados à disposição do público na rede Os Diálogos de Luciano, manuscrito do século X.  Luciano ficou famoso por seus diálogos satíricos.

A digitalização de manuscritos raros ou outros documentos primários tem, obviamente, uma série de vantagens: facilidade de acesso aos dados já que os interessados. Além disso, um documento digital não é exposto a muitas pessoas  e, portanto, o original é salvo de danos devido ao manuseio e exposição à luz. 

Fonte:   Greek Manuscripts Online at the British Library





Genea brasilis e o metrô do Rio de Janeiro

1 07 2010

 

Árvore de Jessé, século XII, anterior a 1195

Abadessa Herrade de Hohenburg (Alsácia,  c. 1130- 1195)

Hortus Deliciarum [Jardim das delícias], começado em  1163

Esboço colorido.

A  leitura do mês de junho para o grupo Papa-livros foi a fantástica ficção histórica de Noah Gordon, O Físico.  Eu já o havia lido em inglês há muitos anos, mas reli o romance na versão brasileira com tanto gosto como se o estivesse lendo pela primeira vez.  Não vou fazer uma resenha desta saga medieval, riquíssima em detalhes e aventuras, que fazem as quase 600 páginas do livro passarem rapidamente, mesmo para os leitores mais exigentes.  Simplesmente direi que é um livro para se ler e reler.  Vai recomendadíssimo.

Mas há um ponto que volta a me fascinar depois da leitura de O Físico, e que aparece com frequência quando me encontro com algumas ficções históricas: o quase milagre de estarmos aqui, neste momento, vivos.  Um mero passeio, mesmo que em ficção, à Europa do século XI, como fiz na leitura desse romance,  traz à baila os incríveis percalços encontrados por nossos antepassados  (qualquer que seja a nossa origem), para que um dia, um de nós, estivesse aqui, vivo neste momento.   A cadeia de dificuldades pela mera sobrevivência em séculos passados (morte ao nascimento, de peste, de fome, de apendicite, de frio) faz de nossos antepassados os grandes heróis de nossas vidas.   Todos nós, não importa quem sejamos, tivemos antepassados que sobreviveram tempo suficiente para chegarem à idade de se reproduzirem.  Este fato, simplesmente, a passagem de bons genes, a sorte, tudo contribui para que eles já sejam pequenos heróis.   Não digo que somos todos descendentes de um Napoleão, Átila, Hercules ou Alexandre, mas de pessoas que mesmo que tenham morrido ainda muito jovens, chegaram a ter filhos e a deixar seus descendentes em condições de saúde, família ou financeira com suficiente lastro para que estes, por sua vez, crescessem e se reproduzissem com sucesso.  Não é pouco.  Ainda que lutadores cotidianos anônimos, estes antepassados merecem o nosso respeito e agradecimento, mesmo que não consigamos saber quem eram, como se chamavam ou o que faziam.

Do século XI, por exemplo, período representado no romance O Físico, até hoje, poderíamos dizer que foram aproximadamente  40 gerações, se calcularmos uma geração a cada 25 anos.   Os estudos mais recentes de antropologia consideram que esta idade estaria mais próxima da realidade, do que o tradicional período de 20 anos, assumido no passado.  E 40 gerações até o século XI já é de espantar, imagine-se então que de uma maneira ou de outra estes nossos antepassados vieram, eles mesmos de outras 40 gerações ( para chegarmos ao ano 1 de nossa era) e de mais outras e outras tantas gerações 40 gerações para podermos cobrir o caminho em reverso da nossa existência.

Peregrino Medieval

Isso me leva a uma dos meus pequenos passatempos, que é o da genealogia.  Muita gente pensa que a genealogia só é de interesse para aqueles que tenham tido algum sangue azul; que é um passatempo para quem quer provar uma origem de importância.   O que acontece é que é mais fácil conseguir informação sobre antepassados nobres, ou donos de terras, porque foi por aí que os primeiros documentos citando nomes de pessoas e de seus descendentes, mesmo dos que eram analfabetos, vieram a ser registrados e preservados.

Mas a graça para mim, que até hoje não descobri nenhum sangue nobre na família, não está nisso.  Está sim, na tentativa de entender por que peripécias meus antepassados passaram,  o que fizeram e como chegaram aqui, em mim, em meus irmãos, vindos de tantos outros cantos do mundo.  Isso porque, conhecendo bem a história, sabemos que se paramos por aqui, no Brasil, somos descendentes de sobreviventes espertos, fortes e acima de tudo com grande garra.

Pense bem.  A não ser que a sua família tenha chegado ao Brasil com os navios da corte portuguesa em 1808, sua família pode ser considerada uma família de heróis, com pouca chance de sangue azul.  Vamos dar uma espiadinha:

 

Mayuta, o Pajé, 2002

Elon Brasil ( Brasil, 1957)

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Indios nativos do Brasil:  somos descendentes daqueles que sobreviveram, quer por fugirem dos invasores, quer por se adaptarem a eles.  De qualquer maneira, pensaram que  só sobreviveriam se fossem fortes de corpo e alma.   No ano passado, por comemoração da passagem do Dia do Índio, publiquei aqui neste blog uma história de livro escolar sobre Araribóia, o fundador da cidade de Niterói.   Um dos comentários que recebi me dizia que eu estava dando cobertura a um traidor das nações indígenas, afinal Araribóia havia se aliado aos portugueses contra a invasão francesa.  Infelizmente o autor desse comentário o fez de maneira tão rude, repleta de palavras de baixo calão, que não publiquei o comentário nem pude rebatê-lo, para mostrar que se pensarmos bem,  Araribóia  foi um chefe de tribo que pensou na sua sobrevivência e na de sua tribo.

Retrato de mulher, s/d

Benedito José Tobias ( Brasil, 1894-1963)

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Negros que chegaram escravos: a seleção já começava nos navios negreiros.  A mortalidade nessas naus entre os escravos era imensa.  Só chegavam aqui os fortes.  E precisavam ser fortes de alma, também para agüentarem os maltratos a que foram, na maioria dos casos, submetidos.

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Portugueses:  quer tenham vindo no período colonial ou mais tarde como imigrantes els caem em duas alternativas — 1) se eram de famílias importantes, não eram herdeiros.  Eram sim segundos, terceiros, quartos filhos de nobreza ou donos de terra.  Sem herança.   Ou eram judeus, novos cristãos, degredados, criminosos políticos ou religiosos.  De qualquer maneira, vieram para sobreviver aqui, fazer a fortuna desejada, porque na terra natal isso não era possível.  2) ou eram habitantes de aldeias pobres, que decidiram emigrar porque não havia possibilidadesde crescimento em seus rincões e  não queriam passar fome onde não tinham como se empregar.  A fome ou o perigo da fome sempre rondou os pobres na Europa.

Beduíno, s/d

Bertha Worms (Brasil, 1868-1939)

Pinacoteca do Estado de São Paulo

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Outros europeus, asiáticos e imigrantes do oriente médio:  assim como os portugueses, seus antepassados não tinham perspectivas de sobrevivência onde nasceram.  Aldeia, vilarejos dedicados a monocultura, eram lugares de equilíbrio econômico frágil.  Esses emigrantes, por mais rudes que fossem na educação formal, mostraram-se corajosos, espertos, lutadores que bravamente procuraram oportunidades onde pudessem ter mais chances.  Destemidos,  gente brava, pronta  para enfrentar os perigos de uma viagem longa e insalubre de navio, para aprender uma  língua desconhecida e difícil e para se adaptar na medida do possível a uma cultura radicalmente diferente.

Por mais que se doure a pílula, temos todos pés de barro.  Por mais que queiramos dizer que nossos antepassados eram nobres, a verdade é que se paramos neste lado do Atlântico, é porque em algum lugar, anteriormente, a vida era muito, muito difícil e uma mudança brusca se fez  necessária para a mera sobrevivência.  Mesmo aqueles de nobreza brasileira, não eram nada mais do que os mesmos europeus sem direitos à herança ou à riqueza.  Pobres coitados que vieram para cá à procura de sucesso financeiro ou amoroso: enfrentando doenças tropicais e  clima inóspito.  Todos eram nada além de sobreviventes de condições muito adversas.

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Imigrantes, 1910

Antônio Rocco ( Itália, 1880 – Brasil,1944)

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Com essa perspectiva dois pensamentos me vêm:

1)      Profunda gratidão aos meus imigrantes que fizeram parte de meu passado

2)      Profunda compaixão pelos elitistas: não têm a menor noção de suas histórias e muito menos respeito pelo valoroso esforço de seus antepassados.

 

E hoje, abro o jornal para encontrar um artigo de duas páginas, em que moradores dos bairros ricos e com grande concentração de intelectuais,  os “burgos” de Ipanema, Leblon e Gávea, no Rio de Janeiro, se organizam para tentar  proibir a chegada do Metrô a esses locais.

Ostensivamente a desculpa é que esses bairros não comportariam muito mais pessoas indo e vindo.  Pessoas que já vêm e vão diariamente pois trabalham nesses locais como balconistas, garçons, borracheiros, entregadores, bombeiros, pintores de parede, mecânicos; que  trabalham nos edifícios residenciais como porteiros, seguranças, empregados domésticos.  Mas sob os panos, debaixo da mesa, sabemos muito bem, que os moradores dessas áreas do Rio de Janeiro querem se esquivar de um encontro com um maior número de pessoas das classes mais pobres, com os outros batalhadores que a exemplo dos antepassados de todos, ainda brigam por sua sobrevivência.  Francamente,   uma atitude incompatível com as lições que trazemos do passado.





Descoberta de 125 sarcófagos merovíngios na França

23 12 2009

Foto: AFP, Associated French Press

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 Uma cripta merovíngia (séculos V a VIII)  e 125 sarcófagos foram descobertos em ótimo estado de conservação junto com vestígios de uma igreja funerária da abadia de Luxeuil-les-Bains.  Este é um dos lugares mais ricos da França no estudo arqueológico dos séculos VII ao X.

Essa descoberta mostra uma concentração de sarcófagos inigualável na parte leste do país.    Os sarcófagos de pedra, estão em condições excepcionais de conservação de acordo com o pesquisador Sébastien Bully.    A cripta externa, conhecida com Saint Valbert,   nome do terceiro abade de Luxeuil, foi trazida à tona em ótimo estado de conservação. “Poucas criptas  deste tipo foram encontradas na França”, diz Sébastien Bully, continuando “a partir desta abadia em Luxeuil, fundada no século VI pelo monge irlandês Colomban,  monges e abades viajaram por toda a Europa para fundar outros locais de culto.”

Mapa da França Merovíngia.

 

“Dos séculos VII ao X, Luxeuil era uma verdadeira capital monástica que se expandiu além dos limites regional e nacional, tornando-se uma verdadeira referência para os monastérios do Ocidente,” continuou ele.  A escavação, que compreende 650 m2, começada em 2008 está prevista para se desenvolver até janeiro de 2010 e  permitiu que se estabelecesse a sucessão dos diversos dos usos e prédios no mesmo lugar:  um centro urbano do século II, uma necrópole pagã do século IV, uma basílica paleo-cristã dos séculos V e VI preenchem uma parte dos sarcófagos e em seguida a cripta de Saint Valbert do ano 670.  Esta reconstruída RR modificada ao longo dos séculos seguintes.  A igreja foi finalmente destruída depois da Revolução Francesa em 1797. 

Em meados de dezembro, Michel Raison, prefeito de Luxeuil-les-Bains, pediu que as descobertas fossem protegidas como patrimônio  histórico.  Um museu no local está sendo projetado.   

Tradução e adaptação, Ladyce West

Fonte:  AFP através do Mondial.








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