Razões para incentivar a leitura aos adolescentes

12 08 2017

 

 

Alice [Williams] French (EUA, contemp) Uma boa leitura,90 x 120 cmUma boa leitura, 1990

Alice [Williams] French (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 90 x 120 cm

www.alicewilliams.com

 

 

Razões para os adolescentes lerem fora da escola:

 

  • São apresentados a alguns dos problemas com que terão que lidar na fase adulta da vida
  • Aprendem a gerenciar exigências dos trabalhos escolares
  • Abrem-se as linhas de comunicação, principalmente se os adultos à volta encorajam discussão ampla sobre  tópicos do interesse deles
  • Aprendem a lidar com um mundo cada vez mais complexo
  • Desenvolvem o vocabulário
  • Aprendem que não estão sozinhos – que outros podem estar sentindo e pensando o mesmo que eles
  • Melhora a escrita
  • Expandem a imaginação e com ela a criatividade
  • Descobrem como outros encontraram soluções para problemas semelhantes
  • Ganham confiança para falar, conversar e fazer uma apresentação




Conhecer o outro é o que a leitura me permite

2 03 2013

julia-beck-self-portrait-1882

Retrato da pintora Julia Beck, 1882

Richard Bergh Malningen (Suécia, 1858-1919 )

óleo sobre tela

Museu Nacional da Suécia, Estocolmo

No início de fevereiro fiz uma postagem sobre o novo livro de David Shields em que ele discursa sobre o valor da literatura [Qual é o valor da leitura literária?] e minha amiga Nanci, que muito me prestigia lendo com atenção este blog, lembrou que na minha postagem eu havia me esquivado de responder à pergunta título.  Pedi a ela um tempinho para responder.  Chegou a hora da verdade.  Não há uma única resposta.  São muitas, assim como muitas fui e sou. A cada fase da vida a leitura literária teve uma ou mais funções.

Livros sempre fizeram parte da minha vida.  Cresci numa família de leitores. Não só meus pais eram leitores, mas tios e avós também.  Desse modo posso dizer que fui programada para fazer da leitura um hábito para a vida toda.  Ponderei sobre a questão e acho que encontrei o meu fio da meada: a leitura literária me permite conhecer o outro, aquele diferente de mim.





10 passos para que seus filhos se tornem bons leitores

20 11 2008

sharon-wilson-bermuda-the_reading

A Leitura, s/d

Sharon Wilson (Bermudas)

Pastel a óleo sobre papel

 

 

1          Leia em voz alta com eles.  Explore com eles os livros e outros materiais de leitura – revistas, jornais, folhetos, almanaques, cartazes, placas.

 

 

2       – Ofereça a eles um ambiente favorável à leitura: fazendo atividades com leitura, mesmo com bebês e crianças bem pequenas.

 

 

3       – Converse com seus filhos e escute-os quando falam.  Isso ajuda muito no desenvolvimento da linguagem oral.

 

 

4       – Peça para eles recontarem histórias que você leu em voz alta para eles.   (Isso não é aula!  Cuidado!  Precisa ser descontraído e agradável!)

 

 

5       – Incentive seus filhos a desenhar e fazer de conta que escrevem as histórias que ouviram.  Depois peça a eles que “leiam” as histórias que eles desenharam.

 

 

6       – Dê o exemplo: faça com que eles vejam você lendo e escrevendo.

 

 

7       – Vá à biblioteca mais próxima de sua casa regularmente e leve seus filhos com você.

 

 

8       – Crie uma pequena biblioteca em casa e uma prateleira de livros para sua criança, onde ela se acostume a colocar livros, guardá-los e buscá-los.

 

 

9       – Faça um pouquinho de mistério com os livros ou as histórias a serem contadas, aguce a curiosidade da criança, faça com que ela deseje um certo livro, uma história específica.

 

 

10  – Leve seus filhos sempre que houver Hora do Conto, teatro infantil e atividades similares na comunidade, na escola, no município onde você mora. 

 

 

 

Texto adaptado do Passaporte da Leitura: brincar de ler, do Instituto EcoFuturo, publicado pela Editora Globo:2008

 

 

 

 





Aprenda a criar uma biblioteca pública na sua comunidade

17 10 2008

Ilustração:  Walt Disney

 

Como montar uma biblioteca comunitária?

 

O primeiro passo é definir o local: no condomínio onde você mora, no trabalho, na associação de bairro etc. Feito isso, é preciso uma infra-estrutura mínima, composta por prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, de preferência, um computador para controle dos livros e dos usuários.

 

O passo seguinte é obter as obras que farão parte do acervo. Você pode solicitar doações a amigos, parentes, colegas de trabalho, vizinhos e também a órgãos municipais e estaduais ligados à cultura. Outra saída é negociar com editoras e revendedores de livros a compra com desconto, caso você tenha verba para isso.

 

Com os livros em mãos, é preciso catalogá-los e organizá-los por temas (ficção, auto-ajuda, infantil, técnicos, enciclopédias etc.).

 

O empréstimo deve ser feito por meio do preenchimento de uma ficha, onde o usuário coloca seu nome, número de documento, endereço e telefone. A retirada de livros pode ser gratuita ou ter uma taxa simbólica.

 

Para melhor controle dos empréstimos, o gestor da biblioteca pode estabelecer uma multa para quem atrasar a devolução, sugere João Gonçalves, gerente da ONG Leia Livros, que mantém um programa de caminhões bibliotecas em 50 escolas públicas do país. A finalidade da multa não é punir o usuário, mas desenvolver nele o sentido de responsabilidade.

 

Escrito por Yuri Vasconcelos

Revista Vida Simples





Crianças se divertem na Biblioteca Comunitária de São Gonçalo, RJ

16 10 2008

A iniciativa de uma professora transformou a vida do bairro de Guaxindiba. Os meninos e meninas não tinham nenhuma opção de lazer. Agora, passam o tempo em uma biblioteca, criada só para eles.

As ruas do bairro sequer são asfaltadas. Mesmo com chuva, Thaynara anda meia hora quase todos os dias para chegar à biblioteca. Nas prateleiras está o motivo do esforço. “É por causa dos livros“, afirma a menina.

“Eu gosto de ficar lendo os livros de poesia. Antes, eu ficava parado e sem fazer nada. Agora, eu venho para cá e fico lendo e estudando”, conta Kenedy de Oliveira, de 10 anos.

Há dois anos, a pedagoga Alessandra Honorata começou a recolher livros entre os amigos. Ela montou e uma biblioteca na varanda de casa para as crianças do bairro. As doações eram tantas que já não cabiam mais na casa da Alessandra.

Há dois meses, a biblioteca foi para uma loja. Foi mais um passo que ela não deu sozinha. Muitos vizinhos a ajudam a pagar o aluguel e a conta de luz. “Eu nunca conseguiria fazer isso aqui sozinha. À medida que outras pessoas do bairro também estão conscientizadas da importância de a criança ter acesso à cultura, à leitura e ao lazer, elas se somam às minhas forças e nos tornamos mais fortes”, afirma a pedagoga Alessandra Honorata.

Com a biblioteca, o meu filho ficou uma criança mais alegre. Ele chega da escola e fala ‘quero ir para a biblioteca’. Para mim, está sendo muito bom e para ele também”, comenta a dona de casa Maria Aparecida Guimarães.

 





Vale a pena lembrar !!!

27 06 2008

SeIrmão Metralha, Walt Disneympre defendo que, para criança, ler é mais importante do que estudar, como não poderia achar o mesmo em relação a todas as pessoas, independentemente de sua profissão ou idade? A leitura, qualquer uma, seja de livros, revistas, jornais e até bula de remédio, é uma viagem que o homem pode e deve fazer em busca do seu conhecimento. Os pais não têm idéia de como é importante a presença da literatura, de ler, na vida dos seus filhos. Qualquer um, livros de história, livros que contam casos, que despertam a curiosidade das crianças para a vida, para o mundo.

 

 

ZIRALDO em entrevista a Shirley Paradizo  em 19/04/2006

 

http://www.bigorna.net/index.php?secao=entrevistas&id=1145418920 

 

 

  Ilustração: Irmão Metralha de Walt Disney.








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