Imagem de leitura — Richard Moynan

8 01 2011

Jovens lendo jornal, 1885

Richard Moynan ( Irlanda, 1856-1906)

óleo sobre tela

—-

—-

Richard Moynan ( Irlanda 1856-1906) Começou estudando medicina, mas um pouco antes de prestar aas provas finais, deu uma guinada em sua vida e  entrou para a Escola Metropolitana de Arte em Dublin, em 1879 e teve um sucesso quase imediato conseguindo os dois primeiros prêmio de sua carreira.  Em 1883 foi para Antuérpia para continuar seus estudos de pintura.  Em 1885 vai para Paris continuando seu processo de aprendizado.  Ao retornar a Dublin, é empregado pelo jornal The Union como um cartunista político.  Em 1890 torna-se membro da   Academia Real.





Japão quer atrair 300 mil estudantes estrangeiros

31 07 2008
Crianças orientais, ilustração de DEMI.

Crianças orientais, ilustração de DEMI.

 

No dia 25/7 postei aqui no blogue algumas notas sobre imigração e emigração:

 

Hoje recebo notícias de que o Japão num esforço de melhorar a sua situação quanto ao crescimento negativo do país aprovou terça-feira um plano do governo para estudantes irem se especializar em aproximadamente 30 universidades.  A intenção final de tanta generosidade não será só a educação destes alunos, mas também facilitar a permanência deles no Japão após a graduação.  

 

São seis ministérios que juntam esforços: Justiça, Relações Exteriores, Cultura, Esporte, Educação e Ciência.  O objetivo é sair do patamar de 120.000 alunos estrangeiros que o país tem, adicionando a estes 300.000 mais. A idéia é que já em 2020 o Japão tenha 420.000 alunos estrangeiros.

 

Este me parece um passo muito inteligente para enfrentar o esvaziamento populacional.

 

1)      Podem atrair alunos de outras nacionalidades mas de origem nipônica.  Filhos, dos emigrantes que fugiram de um Japão com excesso populacional de cem anos atrás.  Estes descendentes de japoneses, [no Brasil, Peru e em outros países] acredita-se que teriam talvez uma maior chance de se adaptarem aos costumes orientais.

2)       Dando oportunidade a estudantes há a possibilidade, discreta, de atrair para o país os melhores qualificados, os melhores alunos, aqueles que provavelmente brilhariam em qualquer lugar do mundo e garantir sua permanência no país.  Isto tudo além da esperança de resolver o problema particular do povoamento da terra. Em outras palavras, é uma seleção inicial dos “cerébros”, uma pré-aprovação para a imigração definitiva. 

3)      Trazendo jovens na faixa etária de 18 a 30 anos, eles estarão garantindo que seus futuros imigrantes se estabeleçam no país numa faixa etária compatível com a reprodução.  Numa faixa etária em que podem contribuir ainda por muitos anos para o sistema de aposentadoria e assim manter aquela população de mais de 65 anos prevista para 40% em 2050.

4)      Garantindo a permanência destes estrangeiros já devidamente educados como qualquer japonês o seria, devidamente selecionados, o Japão também garante a viabilidade de muitas das empresas que se encontram em território nipônico e que já podem sentir que o gargalo populacional vai deixá-las sem mão de obra especializada.

 

Que o plano é elitista, não se pode negar.  Mas é muito inteligente.  Não muito diferente do que foi feito pelos Estado Unidos, Grã-Bretanha, França e demais países ocidentais que ao oferecerem por décadas e décadas boas condições de estudos para estudantes do mundo inteiro, puderam contar com uma renovação acadêmica constante assim como o “discreto” furto da inteligência alheia.  

 

Essa mesmo que VOS FALA.  Estudou fora,  formou-se numa carreira que não é regulamentada no Brasil, porque lá fora não existe isto de regulamentação.  Se existe a necessidade, existe a carreira.  E passou boa parte de sua vida produtiva produzindo para os outros, porque não havia quem quisesse esta produção no Brasil.  

 

Se continuarmos no caminho que temos trilhado até agora, sem dar prioridade à educação e ocasionalmente até mesmo nos vangloriando de termos chegado aonde chegamos sem grande necessidade de estudos, veremos muitos brasileiros indo em busca de novos caminhos lá fora, no Oriente.  Perpetuaremos a nossa condição de exportadores ora de “cérebros”, ora de mão de obra desqualificada.  Será este o nosso futuro?  Inevitavelmente?








%d blogueiros gostam disto: