Rio de Janeiro, minha cidade natal!

19 05 2017

 

 

Petrus Verdié (Firminy, França, em 1875 Rio de Janeiro em 1951.) óleo sobre tela Lagoa Rodrigo de Freitas, Dois Irmãos e Pedra da Gávea medindo 65 cm por 91 cm

Lagoa Rodrigo de Freitas, ao fundo Morro Dois Irmão e mais adiante a Pedra da Gávea

Paul Verdié (França/Brasil,  1875 -1951)

óleo sobre tela, 65 x 91 cm





Rio de Janeiro comemorando 450 anos!

18 09 2015

 

 

AUGUSTE Petit,Lagoa Rodrigo de Freitas,óleo stela, 71 x 89 cmLagoa Rodrigo de Freitas

Augute Petit (França/Brasil, 1844-1927)

óleo sobre tela, 71 x 89 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

5 12 2014

 

 

 

LEVINO FANZERES (1884-1956)Curva do Calombo-Lagoa-RJ,osm, 16 x 21Curva do Calombo, Lagoa Rodrigo de Freitas

Levino Fanzeres (Brasil, 1884-1956)

óleo sobre madeira, 16 x 21 cm





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

26 09 2014

 

 

Manuel e Vidal Couce (Argentina, sec XX, Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, 1938,osm, 68x53

Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, 1938

Manuel Eduardo Vidal Couce (Argentina, 1904)

óleo sobre madeira, 68 x 53 cm

 

 





Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

9 05 2014

Ivan Freitas (1932-2006) Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, ose, 88x55Paisagem da Lagoa Rodrigo de Freitas, s.d.

Ivan Freitas (Brasil, 1932-2006)

óleo sobre eucatex, 88 x 55 cm





Nélida Piñon e a Lagoa Rodrigo de Freitas

14 01 2013

corcovado e lagoa

Corcovado e lagoa Rodrigo de Freitas, vista de Ipanema.

“Da janela da sala, avalio a beleza da lagoa Rodrigo de Freitas, cuja estética depende da capacidade de cada qual misturar princípios, gostos, esquemas, de abrir-se para a voluptuosidade das ofertas que nos cercam. Assim, o espelho da água denuncia em que estágio estou. Se amadureci com lisura, elegância, para ser quem sou, se ainda há tempo pra me corrigir.

Mais adiante observo o morro Dois Irmãos, de aparência irreal ao se iluminar. À direita, no topo da montanha, o Cristo, de braços abertos, critica o ufanismo nacional.  Ele contempla os excessos e se cala. Da casa, em linha reta, quase no rés do chão os clubes náuticos e as pistas verdes do Jockey Clube.

Despertei cedo e pus-me a escrever com a esperança de ser tocada pela graça. Para o trabalho que ora desenvolvo, qualquer hora e local servem. Só as palavras, com seus símbolos, me pautam. A escrita brota, então, das máscaras que peço emprestadas a quem não sei, com o intuito de me apresentar em público. A escrita, contudo, à minha revelia, anota o inconfessável, a matéria da cama e dos salões. Mas como ludibriar sem a verdade da criação? Se a ficção apresenta, no seu nascedouro, uma verdade feita de falsa coerência?

Sigo para o mercado, atraída pelo supérfluo. Congratulo-me com o bairro e os seres que perambulam pelas ruas. Sei conquanto a vida não me perpetue, insisto em ser trânsfuga, andarilha, falar o português.  O que mais pedir ao Brasil?

Ao final da tarde, o crepúsculo da lagoa reafirma que a arte reconcilia os seres, aquece-os. O ano está prestes a acabar, há que prestar contas, fazer votos, pedir trégua aos desafetos, aos que se odeiam  tanto que só o assassinato lhes abrandaria o coração. Solicitar, sobretudo, mesa farta para os humilhados, febre para os indiferentes, clemência amorosa.

Jogo as cartas sobre a mesa aguardando que o ás de ouros me indique o porvir”.

 –

Em: Livro das Horas, Nélida Piñon, Rio de Janeiro, Record: 2012, pp 129-130





Feliz Aniversário, Rio de Janeiro — 446 anos!

1 03 2011
Lagoa Rodrigo de Freitas, ao fundo os Dois Irmãos e a Pedra da Gávea, Rio de Janeiro. 







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