Preste atenção!

19 07 2018

 

 

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Então, que livro dar para sua mãe?

12 05 2018

 

 

 

Bernard Charoy (França 1931) a leitura, ost, 74 x 61cmA leitura

Bernard Charoy (França, 1931)

óleo sobre tela, 74 x 61cm

 

 

Bem, é sábado à noite.  Amanhã celebramos o Dia das Mães.  Você deixou para última hora aquela lembrancinha para dizer à mulher mais importante da sua vida, que ela merece todo seu carinho?  E ela gosta de ler?  E você não tem a mínima ideia do que dar para ela?  Aqui vão algumas sugestões que ajudarão a pensar o presente certo.  Pelas sinopses você pode identificar qual deles seria de maior interesse dela.  As livrarias estarão abertas amanhã, com certeza, e prontas para empacotar sua escolha num belo papel de presente.

Mona Lisa: a mulher por trás do quadro, Dianne Hales,  Editora José Olympio: 2018: 392 páginas

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A história de vida da Mona Lisa, o rosto mais famoso do mundo das artes Em Mona Lisa: a mulher por trás do quadro, Diane Hales mergulha na sociedade florentina dos séculos XV e XVI em busca de respostas sobre Lisa Gherardini, a mulher retratada na pintura de Leonardo da Vinci e pouco conhecida. E seria impossível contar a história de Lisa sem falar sobre as tramas políticas que moldaram a vida das italianas durante o Renascimento, as famílias proeminentes de Florença e o papel da mulher naquela época. Diane vasculhou arquivos em estado precário, caminhou pelas ruas degradadas e conheceu a vizinhança onde Lisa nasceu, conversou com seus descendentes, e se aventurou pelos mais antigos palácios de Florença.
Com a ajuda de Hales, seguimos os passos dos Gherardini até o nascimento de Lisa, seu casamento com Francesco Del Giocondo, seu encontro com Leonardo, sua vida de esposa e mãe e, por fim, sua morte. Como resultado temos uma biografia recheada de história e memória – um tour por Florença e uma jornada de descoberta que recria o dia a dia de Lisa em uma época que se equilibra entre o medieval e o moderno. Mona Lisa: a mulher por trás do quadro faz um panorama da Florença de Leonardo e Lisa e aproxima o leitor de suas trajetórias.

 

O círculo dos Mahé, Georges Simenon, Cia das Letras: 2017, 120 páginas

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Aos trinta e cinco anos, casado e com dois filhos, o dr. François Mahé ainda mora com a mãe e leva uma típica vida pequeno-burguesa. Certo verão ele decide ir com a família à ilha de Porquerolles, no sul da França. No entanto, um constante mal-estar o impede de desfrutar o paraíso mediterrâneo. Ao ser chamado para examinar uma mulher no leito de morte, o médico se vê entre uma família humilde e fica fascinado pela mais velha dos três filhos, uma jovem muito magra que usava um vestido vermelho. Começa então uma história de obsessão e crise profunda, e somos levados pela jornada sombria da alma do protagonista. A morte da mãe também abalará as estruturas do dr. Mahé e, com o passar do tempo, ele será impelido a retornar à ilha mediterrânea ano após ano, como que hipnotizado pela garota. Com sua prosa enxuta e fluente, Simenon faz um retrato soturno da psique de um homem medíocre que vislumbra uma alternativa à banalidade, mas sofre para conseguir alcançá-la.

 

A mulher na escada, Bernanrd Schilink, Record: 2018, 210 páginas

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Por décadas, o mundo da arte acreditou que um quadro estava perdido. Em um museu na Austrália, um homem se depara com uma tela que retrata a mulher por quem, há muito tempo, arriscou tudo e que, em seguida, desapareceu misteriosamente de sua vida. Quando era um jovem advogado, ele foi atraído para um relacionamento complicado e destrutivo, um triângulo amoroso formado por um pintor, pela mulher cujo retrato ele havia feito e pelo marido dela. Os três o envolveram em uma rede de obsessão, intriga e traição. Agora, ao se ver diante da pintura que desencadeou tudo, o advogado precisa lidar com o passado e com o que sua vida se tornou. E, quando ele consegue localizar a mulher, é forçado a enfrentar o verdadeiro significado do amor que nutria por ela e a influência que esse sentimento teve por toda a sua vida.

“A mulher na escada”, de Bernhard Schlink, autor do best-seller “O leitor” é um romance intrincado, comovente e encantador sobre criatividade e amor, sobre os efeitos da passagem do tempo e, acima de tudo, sobre os arrependimentos que nos acompanham ao longo da vida.

 

A livraria, Penelope Fitzgeral, Bertrand: 2018, 160 páginas

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O livro que deu origem ao filme estrelado por Emily Mortimer, de A ilha do medo, e Patricia Clarkson, de House of Cards Florence Green, uma viúva de meia-idade, decide abrir uma livraria — a única — na pequena Hardborough, uma cidade costeira no interior da Inglaterra. Florence não esperava, contudo, que seu projeto pudesse transformar Hardborough em um campo de batalha: enquanto a influente e ambiciosa Violet Gamart, que tinha outros planos para a centenária casa que ela escolheu como sede, faz de Florence sua inimiga, a empreendedora também conquista um aliado na figura do excêntrico Sr. Brundish. Na história de Florence Green enfrentando a cortês mas implacável oposição local, vê-se a denúncia de uma estrutura de privilégios apoiada em invejas e crueldades, e, no microcosmo de Hardborough, Penelope Fitzgerald monta um cenário repleto de detalhes precisos e personagens atemporais.

 

O projeto Jane Austen, Kathleen Flynn, Única: 2018, 280 páginas

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Metas cada vez mais agressivas, resultados desafiadores e o desejo constante de crescer. Este é o resumo da vida do profissional de vendas, especialmente daquele que almeja o posto e o reconhecimento de liderança.

Inglaterra, 1815.
Rachel e Liam são dois viajantes do futuro que chegam à antiga Londres com a missão mais audaciosa do que qualquer viagem no tempo que já ocorreu: encontrar Jane Austen, ganhar a confiança dela e roubar um manuscrito inacabado.

Ela, uma médica; ele, um ator. Selecionados e treinados cuidadosamente, tudo o que Rachel e Liam têm em comum é a admiração pela autora e a situação extraordinária em que se encontram – e que obriga Rachel a colocar seu jeito independente de lado e deixar Liam assumir a liderança enquanto se infiltram no círculo da família Austen.

Além do desafio de viver uma mentira, Rachel luta para diagnosticar a doença fatal de Jane. À medida que a amizade das duas se fortalece e o seu relacionamento com Liam torna-se complicado, Rachel faz de tudo para reconciliar seu verdadeiro eu com as convicções da sociedade do século XIX.

O tempo está acabando. Rachel e Liam conseguirão deixar o passado intacto?

Depois desse encontro com Jane Austen, a vida que os espera no futuro será o bastante?

 

Um cavalheiro em Moscou, Amor Towles, Intrínseca: 2018, 464 páginas

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Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial. Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor. Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.

 

Todos estes livros vão com minha recomendação. Boa sorte!





Entre História e Romance, texto de Bernhard Schlink

11 05 2018

 

 

 

Allan Österlind. (1855 - 1938)The women at the windows,Duas mulheres à janela

Allan Osterlind (Suécia, 1855 – 1938)

óleo sobre tela

 

 

 

“Não leio romances, apenas livros de história. O que aconteceu de verdade é diferente daquilo que as pessoas imaginam. Quando nos informamos sobre a história, aprendemos sobre a realidade, não fantasias engenhosas, com frequência, tolas.  E quem acha que romances são mais coloridos que a história não usa sua fantasia imaginando como foram, por exemplo, César que amava Brutus como a um filho e foi apunhalado por ele; ou os astecas, que foram dizimados pelas doenças dos brancos antes mesmo de lutarem contra eles; as mulheres e crianças que foram pisoteadas na neve ou empurradas nas águas geladas, atravessando o rio Beresina, seguindo o exército de Napoleão. Tragédias e comédias, sorte e azar, amor e ódio, alegria e sofrimento — a história oferece tudo isso. Romances não conseguem nos oferecer nada mais.”

 

 

Em: A mulher na escada, Bernhard Schlink, tradução de Lya Luft, Rio de Janeiro, Record: 2018, pg 36.





Lendo ficção, por Charles Van Doren

28 04 2018

 

 

David Brooke, (Inglaterra) Written-Word-made-Flesh_sA palavra escrita incorporada

David Brooke (GB, contemporâneo)

 

 

“Apaixonar-se pela heroína é somente uma das formas pelas quais o leitor pode, e deve, participar do livro que está lendo. Romance, conto, ou poema, por exemplo, um leitor pode , e deve, compartilhar os triunfos e os sucessos dos personagens. Em Tom Jones, por exemplo, não somente me apaixonei por Sophia Western, sua amada, mas também compartilhei as angústias de Tom e seus sucessos na conquista final, inclusive Sophia, devo dizer. No caso de Orgulho e Preconceito fico muito feliz que Elisabeth e Darcy fiquem juntos no final, compartilhei a felicidade deles. Eu posso compartilhar o prazer da vitória da justiça num romance,na realidade, um romance só é bom quando a justiça é feita corretamente. Uma das grandes coisas relativas à Odisseia, que por sinal é o primeiro exemplo de western, é que no final, os caras bons conseguem o que merecem, assim como os maus recebem seu castigo.”

 

 

Em: A arte da leitura, Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, É Realizações Editora: 2017, página 74.





“A Inglaterra dos imigrantes”, texto de Hanif Kureishi

9 04 2018

 

 

767px-The_Secret_of_England's_Greatness'_(Queen_Victoria_presenting_a_Bible_in_the_Audience_Chamber_at_Windsor)_by_Thomas_Jones_BarkerO segredo da grandeza da Inglaterra, 1863

[Rainha Vitória presenteando uma Bíblia na Câmara de Audiência, no Castelo Windsor]

Thomas Jones Barker (GB, ? — 1882)

óleo sobre tela

National Portrait Gallery, Londres

 

 

 

“Por fim, Mamoon abriu os olhos para dizer: “Vivemos num país que só tem passado e nenhum futuro. SE sou conservador é porque desejo conservar o que considero o caráter desse passado, da Inglaterra, e do povo inglês. Sou imigrante, mas a Inglaterra é meu lar. Passei mais tempo neste deserto de macacos, nesta democracia de asnos, do que em qualquer outro lugar. Também tenho acompanhado sua comédia e sua tragédia com muito interesse. Quando eu era criança a Grã-Bretanha era o país mais poderoso do planeta, seus representantes eram temidos e admirados. Adoro o ceticismo que ele desenvolveu nos anos 60, a maneira como as figuras políticas, longe de serem idealizadas, como são muitas vezes em outros países, são avacalhadas e ridicularizadas sem medo.

“Porem agora, ao que parece, nós, escritores e artistas não temos permissão para ofender. Não devemos questionar, criticar ou insultar os outros, com medo de sermos perseguidos e assassinados. Hoje em dia, um escritor sem guarda-costas dificilmente pode ser considerado um escritor sério. Uma resenha ruim é o menor de nossos problemas. Qualquer idiota que acredite em qualquer insanidade deve ser tratado com complacência, porque é seu direito humano. O direito de falar é sempre usurpado, sempre condicional. Temo que o jogo esteja quase encerrado para a verdade. As pessoas não a desejam; não as ajuda a ficarem ricas.”

 

 

Em: A última palavra, Hanif Kureishi, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 117

 

 





Lidos: nas duas últimas semanas!

4 03 2018

 

 

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Receita para ler muito:

Prepare-se para mudar de residência.  Precisa de uma pequena obra?  Precisa de uma ligação da Companhia elétrica? E a entrega de uma nova máquina de lavar, vai chegar quando?  Entre 12 e 18 horas?  Prepare-se para horas e mais horas de espera em um local sem móveis, sem conforto, sem ar-condicionado, sem ninguém.  Compre uma cadeira de praia como fiz, leve uma garrafa grande de água mineral e comece a ler. Na verdade, você terá tanto tempo de espera, que o passatempo LER, começa a ser enfadonho, a não ser que você se dedique a mais de um livro.  Foram 4 livros nas duas últimas semanas, e estou matando mais dois logo no início desta semana porque as coisas ainda não entraram nos eixos… E olhem só: estou me mudando para um local a menos de 4 km de onde moro.  É uma parada!  Não sei se é assim fora do Rio de Janeiro, mas é assim que as coisas funcionam: paramos para Carnaval, para enchente, para festas, para fim de semanas… ninguém dá hora de entrega ou de chegada.  Um dos meus trabalhadores, que iria colocar insufilme nas janelas, foi roubado no meio do caminho, no ônibus.  O bombeiro eletricista faltou três dias seguidos porque sua casa inundou com a chuvarada … enfim  vamos falar de leituras. Destes livros, dos 4 cujas sinopses coloco aqui, dois eu já havia lido e os reli porque fizeram parte das leituras do grupo Ao Pé da Letra.

 

LIDOS:

A LIVRARIA
Penelope Fitzgerald
Bertrand:2018

SINOPSE

O livro que deu origem ao filme estrelado por Emily Mortimer, de A ilha do medo, e Patricia Clarkson, de House of Cards Florence Green, uma viúva de meia-idade, decide abrir uma livraria — a única — na pequena Hardborough, uma cidade costeira no interior da Inglaterra. Florence não esperava, contudo, que seu projeto pudesse transformar Hardborough em um campo de batalha: enquanto a influente e ambiciosa Violet Gamart, que tinha outros planos para a centenária casa que ela escolheu como sede, faz de Florence sua inimiga, a empreendedora também conquista um aliado na figura do excêntrico Sr. Brundish. Na história de Florence Green enfrentando a cortês mas implacável oposição local, vê-se a denúncia de uma estrutura de privilégios apoiada em invejas e crueldades, e, no microcosmo de Hardborough, Penelope Fitzgerald monta um cenário repleto de detalhes precisos e personagens atemporais.

 

A MULHER NA ESCADA

Bernhard Schlink

Record: 2018

SINOPSE

Por décadas, o mundo da arte acreditou que um quadro estava perdido. Em um museu na Austrália, um homem se depara com uma tela que retrata a mulher por quem, há muito tempo, arriscou tudo e que, em seguida, desapareceu misteriosamente de sua vida. Quando era um jovem advogado, ele foi atraído para um relacionamento complicado e destrutivo, um triângulo amoroso formado por um pintor, pela mulher cujo retrato ele havia feito e pelo marido dela. Os três o envolveram em uma rede de obsessão, intriga e traição. Agora, ao se ver diante da pintura que desencadeou tudo, o advogado precisa lidar com o passado e com o que sua vida se tornou. E, quando ele consegue localizar a mulher, é forçado a enfrentar o verdadeiro significado do amor que nutria por ela e a influência que esse sentimento teve por toda a sua vida.

“A mulher na escada”, de Bernhard Schlink, autor do best-seller “O leitor” é um romance intrincado, comovente e encantador sobre criatividade e amor, sobre os efeitos da passagem do tempo e, acima de tudo, sobre os arrependimentos que nos acompanham ao longo da vida.

 

Estes dois extraordinariamente bons.  Devo a todos minhas resenhas. Aliás devo resenha dos quatro.

 

RELIDOS

MOÇA COM  BRINCO DE PÉROLA

Tracy Chevalier

Betrand: 2002

 

SINOPSE:

Em meio a sua carreira, o célebre pintor holandês Johannes Vermeer pintou uma moça de turbante e brinco de pérola.

Este famoso quadro, ´Moça com Brinco de Pérola´, tem sido chamado de a Mona Lisa holandês. Às vezes, a moça parece estar sorrindo sensualmente; outras, insuportavelmente triste…

História e ficção se misturam, imperceptíveis, neste brilhante romance sobre sensibilidade artística e despertar da sensualidade por meio dos olhos da jovem que inspirou um dos mais famosos quadros de Vermeer, considerado por muitos especialistas em arte a obra-prima do pintor.

 

Minha 4ª leitura foi

BARTLEBY, THE SCRIBNER [ No Brasil, Bartleby, o escriturário, ou o escrivão]

de Herman Melville

Que li em inglês porque tinha em casa e era projeto do grupo Ao Pé da Letra, assim como o livro de Tracy Chevalier.

SINOPSE

Publicado anonimamente em 1853, Bartleby, o escriturário: uma história de Wall Street revela o estilo bem-humorado e por vezes sombrio de Herman Melville (1819-1891). Trata-se de uma história surpreendente pela simplicidade e aterradora pelo realismo. O narrador, um bem-sucedido advogado, contrata Bartleby para trabalhar como auxiliar de escritório. Ele se mostra um prestativo funcionário até que um dia, sem razão alguma, responde a um pedido de seu chefe com um desconcertante “Prefiro não fazer”. Esse desacato, essa insubordinação ultrapassa a compreensão humana: é como se rompesse com a organização moral do mundo, desafiando verdades até então universais.

 

Então, recomendo os quatro.  Resenhas seguirão quando eu encontrar tempo para pensar, no momento só posso ler mesmo.





Os livros mais lidos do mundo!

28 02 2018

 

 

HAROLD HARVEY (BRITISH, 1874-1941) Portrait of Stella Mary Burdett, ost, 51 x 40 cmRetrato de Stella Mary Burdett

Harold Harvey (GB, 1874 – 1941)

óleo sobre tela, 51 x 40 cm

 

 

É muito interessante perguntar ao Google quais são os 10 livros mais lidos no mundo.  Dependendo da língua que usamos para fazer a pergunta as respostas diferem um pouco.  Mas, é claro, há alguns pontos em comum.  O mais claro é a leitura da Bíblia, que aparece quase sempre em primeiro lugar.  (Estou falando aqui do mundo ocidental)

 

Em inglês

 

nº – 10 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 9 — Pense e enriqueça, Napoleon Hill

nº – 8 — E o vento levou, Margaret Mitchel

nº – 7 — Saga do Crepúsculo, Stephenie Meyer

nº – 6 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 5 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 4 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 3 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

Em espanhol

 

nº – 10 — As mil e uma noites

nº – 9 — A metamorfose, Franz Kafka

nº – 8 — Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 7 — O código Da Vinci, Dan Brown

nº – 6 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 5 — O diário de Anne Frank, Anne Frank

nº – 4 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 3 —  Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez

nº – 2 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 1 — Bíblia

 

Em francês

 

nº – 10 — Alice nos país das maravilhas, C. S. Lewis

nº – 9 — O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 —  O Senhor dos anéis, Tolkien

nº – 6 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 5 —  Harry Potter,  J. K. Rowling

nº – 4 — Don Quixote de la Mancha, Cervantes

nº – 3 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 2 — O Corão

nº – 1 — Bíblia

 

Em italiano

 

nº – 10 — O senhor dos anéis,  Tolkien

nº – 9 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 8 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 7 —  O Sonho da Câmara Vermelha, Cao Xueqin

nº – 6 — Harry Potter e a pedra filosofal, J. K. Rowling

nº – 5 —  O caso dos dez negrinhos, Agatha Christie

nº – 4 — Hobbit, Tolkien

nº – 3 — O jovem Holden [Semeador de centeio], J. D. Salinger

nº – 2 — O alquimista, Paulo Coelho

nº – 1 — O código Da Vinci, Dan Brown

 

Na Alemanha

nº – 10 — O senhor dos anéis, Tolkien

nº – 9 — Escotismo para rapazes, Baden Powell

nº – 8 — Um conto de duas cidades, Charles Dickens

nº – 7 — Trechos selecionados, Mao Tse-tung

nº – 6 — Xinhua Zidian, dicionário do mandarim, Wei Jiangong

nº – 5 — Frases de Mao Tse-Tung, Mao Tse Tung

nº – 4 — Manifesto do partido comunista

nº – 3 — O Corão

nº – 2 — Citações do Chairman Mao, Mao Tse-Tung

nº – 1 — Bíblia

 

No Brasil

Não há uma listagem confiável.  Aqui a listagem é só de vendas. Cada livraria conta suas vendas.  Não há interlocução com bibliotecas para levar em conta livros emprestados, como acontece nos países de língua inglesa, francesa e alemã.  Talvez porque haja poucas bibliotecas.  Uma pena.  A lista que encontrei chega a dar dor… mas vejamos estes são os livros mais vendidos desde 2010.  Também não sei o quanto é válida.  Os editores não colaboram.  Estamos cheios de associações de editores, de intelectuais, etc, mas poucos abrem o jogo.  Temos uma tradição muito negativa de não divulgar dados.  Conhecimento é poder.  E quanto menor a área de poder, parece que mais arraigadas as pessoas ficam ao pouco que sabem. A conclusão é que religião vende.

Lista encontrada no Brasil.

 

nº – 10 — Kairós, Padre Marcelo

nº – 9 — Philia, Padre Marcelo

nº – 8 — O pequeno príncipe, Saint-Exupéry

nº – 7 — Jardim secreto, Johanna Basford

nº – 6 — Ansiedade, Augusto Cury 

nº – 5 — Cinquenta tons de cinza, E. L. James

nº – 4 — Ágape, Padre Marcelo

nº – 3 — A culpa é das estrelas, John Green

nº – 2 — Nada a perder 2, Edir Macedo

nº – 1 — Nada a perder 3, Edir Macedo








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