Perguntas a Lisa Unger

27 12 2008

 

 

Conversa com Lisa Unger, de seu site:

 

BOOK REVIEW BLACK OUT

Escritora: Lisa Unger

O que de sua experiência nova-iorquina aparece no livro Belas Mentiras?

 

 

O lugar é todo baseado na minha própria experiência vivendo em Nova York.  O apartamento de Ridey é exatamente como me lembro do meu primeiro apartamento na cidade, em East Village.  Ela acena para taxis no mesmo lugar onde eu fazia isso.  Lugares como Five Roses e Veniero’s são lugares reais de que eu gostava.  As ruas por onde ela anda, as paradas do metro, tudo é baseado na minha vida nova-iorquina. Sempre gostei de Nova York, mas foi depois que deixei a cidade que as memórias de sua beleza ficaram mais claras.  

 

 

Ridley é parecida com você ou diferente?  

 

Ridley é mais como eu do que qualquer outro personagem que me visitou; mesmo não sendo exatamente como eu.  Ela é menos experiente e ingênua do que eu e teve uma criação mais perfeita do que a minha, ou pelo menos ela pensava assim.  Ela tem mais medo de compromissos do que eu.  Não sei se eu teria feito as mesmas escolhas que ela, mas muito das observações que ela faz são semelhantes às minhas: suas reflexões sobre a vida, o amor, sexo e o que define uma família são próximas do que eu teria dito, caso essas perguntas me tivessem sido feitas.

 

O que você gosta de ler pelo prazer de ler?

 

Para a maioria dos escritores ler é seu primeiro amor.  Sou uma leitora ávida.  Fui a vida inteira.  Quando virei uma escritora profissional, perdi um pouquinho daquele amor.  Tem sido difícil ultimamente ler ficção sem ser crítica.  Isso quer dizer, estou sempre estudando o que estou lendo, pensando “uhn, aquilo não funcionou…” ou “ por que eu não escrevi isso?”  Sinto falta da maneira como eu lia antigamente, me deixando envolver pelo livro.  Hoje eu sei que se eu me deixo levar pela história que estou lendo um mestre.

 

 

Que escritores mais a influenciaram?

 

Meus escritores favoritos são: Truman Capote, Gabriel Garcia Marquez, John Irving, Ayn Rand, Keri Hulme, Tolstoy, Tolkein …  Se fui influenciada por eles?  Acredito que sim, de alguma maneira, já que seus livros foram os que me inspiraram a me tornar uma escritora.   Foi com livros destes autores que cheguei a conclusão de que se posso ler, se posso imaginar, posso criar estes mundos.  Gosto da combinação do belo com o terrível, a bela tristeza e feia realidade de Capote, o realismo mágico onde o extraordinário, o supranatural existe lado a lado com o mundano em Marquez.  Admiro a loucura e a profundeza de emoções humanas em Irving, o brilhante e épico panorama de Rand.  Não poderei nunca me comparar a esses titãs.  Os seus talentos são uma forma de inspiração para a vida inteira.

Em 2008, a Arx publicou o livro Verdade Roubada da mesma autora que continua com a vida e as escolhas feitas por Ridley Jones, principal personagem do livro Belas Mentiras.

 

lisa-verdade

 Após sofrer o impacto da perda de Max, o tio que acaba se revelando seu pai biológico, a jovem Ridley Jones precisa encarar os fatos – a vida que construiu se sustentou em mentiras. E, para ser feliz, ela precisa desmascarar cada uma das pessoas com quem convive e encontrar respostas para os mistérios impostos pelo destino. Para isso, Ridley conta com suas habilidades como jornalista e com os recursos do cyber-espaço. Numa página codificada da internet, pode haver a pista mais importante. Ao voltar para suas raízes, a solução pode aparecer.

 





Um ótimo livro de mistério

27 12 2008

 

 

 

 

Um dos meus presentes de Amigo Oculto deste Natal foi o livro Belas Mentiras de Lisa Unger (Arx:2006).  Gostei bastante.  É um livro de mistério, um thriller, muito bem escrito.  E uma das coisas de que gosto a respeito do livro é que enfoca um problema social, moral, ético que está conosco há muito tempo e que só de vez em quando chega aos noticiários: a venda de crianças para adoção.

 

Acho que é sempre bom quando um livro escrito para entretenimento, sem maiores pretensões literárias, aborda um assunto sério, que deveria estar sempre no nosso horizonte.  E este o faz sem usar a maneira simplista com que nos acostumamos a ver assuntos discutidos nos seriados televisivos americanos ou nas novelas brasileiras.  Quer queira ou não o leitor de Belas Mentiras ao final da leitura terá que parar e pensar sobre a adoção de crianças, assim como a proteção de crianças que sofrem com maus tratos de pais incapazes de lhes dar o carinho e o amor necessários para o seu crescimento.

 

O assunto ganha muito neste livro por ter uma narrativa primorosa, um ritmo de tirar o fôlego.  É um livro sensual, com uma heroína crível, porque como a maioria de nós leitores, ela titubeia, não sabe em quem confiar, morre de medo em ocasiões, mas mesmo assim vai em frente quando necessário, assumindo os diversos papéis que precisa exercer até chegar à verdade.  Ela é uma pessoa comum e como nós parece estar pasma diante de cada mistério de cada reviravolta.

 

 

belas-mentiras

 

 

Sinopse:

 

Quando Ridley Jones impede que um garotinho seja atropelado em uma rua movimentada de Nova York, ela não imagina que a partir desse momento sua vida nunca mais será a mesma. Registrada por um fotógrafo, a cena ganha as manchetes de todos os jornais, e Ridley se torna celebridade. Mas com a fama vem o horror: um desconhecido começa a lhe mandar antigas fotografias e bilhetes anônimos e a convence de que sua vida é uma farsa e de que ela nada sabe sobre si mesma. Decidida a descobrir a verdade sobre seu passado, Ridley se vê lançada em meio a um grande mistério. Logo percebeu que  não estava lidando com simples segredos de família, mas com uma aterrorizante história de crime…

 

Este é um ótimo livro de entretenimento.  Perfeito para um fim de semana chuvoso ou de férias.  A narrativa e o enredo garantem prender a atenção do leitor.  

Belas mentiras  foi um dos 50 livros ( e 1 de 10 thrillers) escolhidos como melhores livros de 2006 pelos editores da Amazon .com.

 

 

 

Belas mentiras foi nomeado pela Associação Internacional de Escritores de Thrillers para o prêmio de melhor romance em 2007.

 

 

 








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