Resenha: “As filhas do capitão”, de Maria Dueñas

14 11 2018

 

 

 

as-trc3aas-irmc3a3s-1917-henri-matissefranc3a7a-1869-1954-ost-92x73-orsayAs três irmãs, 1917

Henri Matisse (França, 1869-1954)

óleo sobre tela, 92 x 73 cm

Musée d’ Orsay, Paris

 

 

 

Este é o terceiro livro de Maria Dueñas que leio.  O primeiro, O tempo entre costuras, foi uma leitura excepcional.  Rara obra de aventuras em que uma mulher tem a liderança.  Foi também uma excelente maneira de relatar alguns detalhes da vida na Espanha na época de Franco.  Nota dez.  Li depois  O melhor está por vir.  Não me encantou.  A mim, pareceu um exercício forçado para a entrada no mercado americano.  A história se passa na Califórnia, e está ligada às missões espanholas.  Por isso não li nenhuma outra obra de Dueñas.  Mas este mês meu grupo de leitura  escolheu As filhas do Capitão, para discussão.

Assim como seu primeiro livro – O tempo entre costuras,  sucesso mundial que virou uma série na televisão, muito boa por sinal — este é um livro de aventuras.  Aqui três jovens irmãs emigram para os Estados Unidos nos anos 30 do século XX.  As filhas do Capitão  tem capítulos pequenos e muitas situações de perigo, momentos críticos de decisões pessoais de cada personagem, refletindo com clareza e detalhe as vicissitudes, perigos, alegrias e sucessos dos recém-chegados ao EUA,  momento que imigrantes têm como um segundo nascimento ao desfrutarem de liberdades em geral fora de seu alcance na terra natal.  Sem dúvida a chegada ao país para onde se emigra  pode ser um período  de escolhas, e empreendedorismo sem igual. As irmãs, Victoria, Mona e Luz Arenas, que a princípio não queriam deixar a Espanha para acompanhar a mãe  e se juntarem ao pai emigrante, logo despertam para  novas possibilidades que são ainda mais sedutoras quando subitamente encontram-se órfãs  de pai e responsáveis pela mãe  camponesa, analfabeta, com visão do mundo limitada pela aldeia onde moravam naquele país ibérico.

 

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Como grande parte dos imigrantes, a família encontra respaldo na comunidade de conterrâneos emigrados.  Aqui foram espanhóis que ocupavam grande variedade de posições sociais, do trabalhador braçal, aos pequenos negociantes, profissionais liberais e até mesmo personagens da decadente família real do país.  Para sobreviverem,  se alimentarem, as irmãs jovens, atraentes e bonitas, decidem levar avante o pequeno restaurante endividado que o pai lhes deixara.  Sem nunca terem trabalhado no ramo, sem qualquer conhecimento de inglês, as irmãs Arenas se empenham em encontrar maneiras de sobreviver e simultaneamente descobrir as próprias habilidades, opiniões, gostos, limites, moral e perseverança.  Sem que se fale nas encrencas amorosas que pavimentam o caminho, este é um livro que descreve conquistas,  erros,  desavenças, decisões nem sempre acertadas,  a vida repleta de aventuras numa terra estranha.  Neste ponto As filhas do capitão é  um livro tão excitante quanto O tempo entre costuras.  O que é diferente, é a enorme coletânea de dados históricos que vêm muitas vezes a troco de nada, e pesam no texto por absoluta falta de disciplina da autora e falta de algum bom editor que lhe aconselhasse a cortar muito dessas partes.

 

mariaduenas-1-880x1264Maria Dueñas

 

Depois do sucesso de O tempo entre costuras Maria Dueñas deixou a carreira de professora universitária para se dedicar exclusivamente à escrita.  Tornou-se escritora por tempo integral.  Enquanto escrever  ficção era um hobby, uma segunda opção de vida, sua narrativa fluiu.  Toda a pesquisa necessária para retratar a época de Franco na Espanha fez parte da narrativa de seu primeiro romance sem pesar no texto.  Grande pesquisa histórica foi necessária para localizar este romance As filhas do capitão na mal conhecida imigração espanhola nos Estados Unidos.  É evidente que Maria Dueñas se dedicou seriamente a levantar os detalhes da época e de toda a colônia espanhola em Manhattan nos anos 30 do século passado.  Mas é exatamente por isso que há desconforto na leitura do texto.  Apesar de abraçar a carreira de escritora de ficção, a autora não conseguiu se desfazer do hábito acadêmico de colocar tudo o que se sabe num documento para provar que a pesquisa foi feita.  Maria Dueñas vestiu a toga de escritora sem se desfazer dos vícios da escrita acadêmica.  Há momentos em que quase sentimos sua vontade de colocar uma nota de rodapé sobre a descoberta que fez.  Há dezenas e dezenas de parágrafos sobre a família real espanhola; há detalhes sobre as ruas, sobre endereços, sobre hotéis, que não enriquecem necessariamente o texto, mas que servem de obstáculos para a leitura suave da história.  Muito disso poderia ser cortado.  Poderia também pertencer ainda a outro romance sobre espanhóis em Nova York.  E muito também poderia ser revelado através de diálogos, através de reflexões de personagens para suas decisões, sem que ocasionalmente o leitor se sinta tendo uma aula sobre o assunto.  Este é, sem dúvida, o grande defeito deste livro.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem incentivos para a promoção de livros.





Resenha: “Romancista como vocação” de Haruki Murakami

13 11 2018

 

 

 

 

Belinda del Pesco (EUA, contemporânea) aquarela, 20 x 25 cmAlmofada vermelha

Belinda del pesco (EUA, contemporânea)

aquarela, 20 x 25 cm

 

 

Não se trata de ficção.  Este é um livro de ensaios sobre escrita, literatura, escolhas e preferências do autor e ainda outros temas surgidos nas entrevistas que Haruki Murakami deu.  Não se trata tampouco de um guia para o escritor neófito, nem uma cartilha de como se tornar um escritor de sucesso.  Invés disso temos um belo preenchimento do retrato de Murakami como pessoa, intelectual e pensador.

 

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Mesmo assim é um livro que encanta, principalmente àqueles como eu, que apreciam os livros do autor.  Saímos dessa leitura com a sensação de quem é Murakami, um cara sóbrio, que tem dúvidas, muitas delas sobre suas criações.  Conhecemos o início de sua carreira como escritor e suas ideias sobre a educação nas escolas japonesas. É um livro leve, de fácil leitura, repleto de vinhetas ou histórias  ilustrando suas ideias.  Nesta obra passeamos pelas memórias do autor,  e vislumbramos os processos de sua escrita.

 

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Tudo me pareceu de interesse: seu desprezo pelos prêmios literários; o hábito de sair do Japão para um lugar onde não é conhecido (por exemplo, Paris) e viver lá pelos 6, 8, 10 meses necessários para escrever o romance que tem na cabeça e que surgiu no Japão (ele gosta deste distanciamento físico); o descaso que críticos japoneses têm por sua obra, por acreditarem que é repleta de perspectivas estrangeiras (americanas na maioria); o cuidado detalhado, minucioso, vagaroso necessário para completar uma obra e sobretudo a seriedade com que trata de sua vocação.

Leitura encantadora.  Difere de todos os outros Murakamis que li.  Com ele começamos a perceber o homem que cria o mundo paralelo em que nos deliciamos.  Vale a pena!  Muito bom.

 

 

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Lendo: “Se o grão não morre”, de André Gide

28 08 2018

 

 

DSC03899Lendo:

Se o grão não morre

André Gide, tradução: Hamilcar de Garcia

Nova Fronteira: 1982, 282 páginas

 

SINOPSE

Autobiografia interpretada em que o autor mostra que o ser humano deve conhecer a sensualidade e o pecado, viver até o fim a agonia e a morte de Deus. Obra classificada por alguns críticos como romance de formação.

 

 

 





Conselho de pai, texto de Yaa Gyasi

23 08 2018

 

 

Keepin Her Close by Cbabi bayocMantendo-a por perto

Cbabi Bayoc (EUA, contemporâneo)

[Da série, 365 dias de um pai]

 

 

“Ele a encontrou na cabana e se sentou ao seu lado.

— Por que está chorando? — perguntara ele.

— As plantas todas morreram, e eu podia ter ajudado! — disse ela entre soluços.

— Abena, o que você teria feito diferente se soubesse que as plantas iriam morrer?

Ela pensou um pouco, limpou o nariz com o dorso da mão e respondeu:

— Eu teria trazido mais água.

O pai concordou.

— Então, da próxima vez, traga mais água, mas não chore por essa vez. Não deveria haver lugar na sua vida para lamentações. Se,  no momento em que fez alguma coisa, você sentia clareza, por que se lamentar mais tarde?”

 

 

Em: O caminho de casa, Yaa Gyasi, tradução Waldéa Barcellos, Rio de Janeiro, Rocco: 2017, página 219.

 

 





Lendo: “O museu do silêncio” de Yoko Ogawa

4 07 2018

 

 

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Lendo:

O MUSEU DO SILÊNCIO

Yoko Ogawa

Estação Liberdade: 2016, 304 páginas

 

SINOPSE:

Os museus têm como pressuposto guardar objetos de valor histórico ou científico para fins de exibição pública, de modo a registrar à posteridade a importância que eles tiveram para a humanidade num período determinado. Mas como seria no caso de um museu que tivesse como objetivo preservar lembranças de pessoas que morreram? Essa é a essência da trama proposta pela japonesa Yoko Ogawa neste O Museu do Silêncio, primeira amostra da produção da autora que a Estação Liberdade traz ao público brasileiro.

O sonho de dar cabo ao Museu do Silêncio é de uma velha que vive com a jovem filha e um casal de empregados. Um museólogo – narrador da história – é contratado por ela para tirar o projeto do papel. De personalidade hostil e sem o menor traquejo social, a velha tem lá suas idiossincrasias, sobretudo em relação ao tipo de conteúdo que planeja para o museu: as lembranças dos mortos precisam ser representativas do que eles foram em vida. Uma peça de roupa, uma fotografia sorridente – nada disso. Não se trata de preservar lembranças afetivas. Cada objeto do museu precisa ser a metáfora perfeita da existência do finado.

No caso do homem cego, por exemplo, só mesmo seu olho de vidro serve às intenções da velha. E o museólogo – nenhum dos personagens do livro é nomeado – tem que se virar para recolher esse tipo de “relíquia” dos corpos moribundos. Para se familiarizar com essa macabra tarefa, o museólogo conta apenas com a ajuda da filha da chefe, por quem nutre sentimentos paternais… ou nem tanto. E, não bastassem o mau humor e as grosserias da velhota, ele ainda tem de lidar com uma chocante onda de assassinatos de mulheres da região, marcados pela característica comum de apresentar os corpos das vítimas mutilados numa região bem específica.

O Museu do Silêncio é uma obra de suspense, bastante simbólica da produção de Yoko Ogawa, escritora japonesa contemporânea muito saudada no Ocidente. Sua literatura é excêntrica, preterindo tons e temas ternos e etéreos por aqueles mais duros e polêmicos, não raro flertando com o grotesco. Neste livro, ela também opta por ambientar a trama em tempo e local não identificados, o que contribui para diluir os eventuais estranhamentos culturais intrínsecos às suas origens nipônicas, e assim consolidar sua voz de alcance universal.





Resenha: “O círculo dos Mahé”, Georges Simenon

6 06 2018

 

 

 

Vista da ilha de PoquerollesVista da ilha de Porquerolles

Albert Marquet (França, 1875 – 1947)

óleo sobre tela,   33 x 41 cm

 

 

Engana-se quem se aproximar de O circulo dos Mahé pensando em encontrar Inspetor Maigret solucionando crimes.  Este é um dos romances de Georges Simenon chamados “dur” [Duros] , em geral desconhecidos no Brasil, mas que ajudaram a caracterizar o autor como um dos grandes escritores de língua francesa do século passado.  Quase um conto,  a história não ocupa mais do que 120 páginas, — traduzido por André Telles, e traz com ela o espírito de pós-guerra  europeu, um mundo sem grandes esperanças, cinzento e amargo. Passado no final da década de quarenta — originalmente publicada em 1946,  Simenon retrata um homem de trinta e cinco anos,  que hoje seria jovem, mas na época considerado maduro. Médico, com família: esposa, filhos e mãe dominadora que tudo decide por ele.  Um homem de espírito fraco, introvertido, que preenche o papel para o qual foi preparado e ordenado por sua mãe.

 

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Dr. François Mahé  constrói sistematicamente e sem entusiasmo uma clínica medianamente próspera. Parte deste sucesso inclui férias anuais para a família, na costa mediterrânea. Certa vez passam o período de folga em Porquerolles, ilha ao sul da França.  O verão lá é quente, o ar não se move, o sol inclemente.  O local não é aprazível, mesmo assim, ano após ano ele e a família retornam, porque na primeira visita, a que abre o texto para nós, Dr. Mahé é confrontado com o que não espera, com a vida como outros vivem.  Chamado para atender uma mulher à beira da morte, Dr. Mahé se encanta com a filha desta paciente, meninota ainda, adolescente, que se transforma em mulher com a passagem dos anos e repetidas férias em Porquerolles. A atração que sente é controlada e fantasiosa.  Tenta, sem sucesso, macular a imagem da moça em sua mente ao sugerir que o sobrinho a conquiste.  Mas ela é mais do que um fascínio, ela acentua, para ele e para nós leitores,  seu próprio descontentamento com o casamento, desagrado com cotidiano,  monotonia e  tédio da vida social e enfado com a profissão. Depois da morte de sua mãe esses sentimentos parecem voltear em espiral a seu redor.  Até que uma decisão é tomada.  Surpreendente mas lógica.

 

simenon_0889053001334762410George Simenon

 

A arte de Georges Simenon está no poder de síntese, na narrativa que mostra e não rotula, no retrato psicológico feito pela ação ou marasmo de seus personagens. Nada é extra, não há cena descartável.  E no fim de uns poucos parágrafos temos toda angústia do personagem, a carência de sentimentos, o acanhamento de decisões, o dissabor com a vida, o confinamento do homem na família e nos poucos amigos, a asfixia das obrigações. É um drama existencial. Extremamente forte, O círculo dos Mahé,  revela um delicado estudo da alma humana.  Belíssimo.

 

 

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Resenha: “A mulher na escada”, Bernhardt Schlink

4 06 2018

 

 

 

Sidney Edward Dickinson (American, 1890-1960) - Woman Reading,1936Moça lendo, 1936

Sidney Edward Dickinson (EUA, 1890-1960)

óleo sobre tela

 

 

Apesar de bastante conhecido por obras literárias que se tornaram filmes — O Leitor, O Amante, O Fim de semana — só agora li um livro de Bernhard Schlink:   A Mulher na escada, traduzido do alemão por Lya Luft e publicado aqui no Brasil, no início de 2018. Contradizendo a crença de que só se torna popular o que não tem qualidade, fiquei encantada: trama interessante, paixões de diversos matizes, complexidade de motivações.

À primeira vista, trata-se de uma disputa de amor: três homens apaixonados por uma mulher. Peter Gundlach, um industrial, pede ao pintor Karl Schwind, que retrate sua esposa, Irene.  Na tela Irene aparece nua, descendo uma escadaria.  Durante a pintura, à maneira de Pigmaleão, Karl Schwind  se apaixona por Irene, que foge e  vai morar com ele.  No contrato entre os dois homens está a cláusula de que o pintor é obrigado a restaurar a tela se essa se danificar, para que não perca qualidade nem valor. Um advogado é contratado para examinar a questão dos repetidos danos à obra que forçam o pintor a continuamente restaurar o retrato da mulher na escada.  Karl Schwind defende que Peter Gundlach danificava a tela propositadamente. O advogado chamado, nosso narrador, que permanece sem nome através da trama, é o terceiro homem a se apaixonar por Irene e só começa a nos contar a história quando muitos anos mais tarde, bem depois do desfecho do caso, ele visita uma galeria de arte e vê o quadro da mulher na escada exposto aos visitantes.  Sente-se então tentado a localizar Irene e quando o faz, refletem juntos sobre o passado. A história é concluída de maneira coesa, complexa e inesperada. A trama é admiravelmente desenvolvida, em ritmo envolvente e em poucas páginas.

 

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A mulher na escada, para mim, não parou aí.  O desenrolar da história, a complexidade dos temas e o acerto de contas final com exposição de traições em um passado longínquo, lembram-me a obra prima de Sándor Márai, As brasas, mas em prosa mais leve e dinâmica. Diferente deste último, o livro de Bernhard Schlink cai como uma luva nos arquétipos descritos e desenvolvidos pelo psiquiatra Carl Jung.  Irene é uma sedutora que desliza de um relacionamento ao outro. Usa da sexualidade. E, escorregadia, não se compromete mantendo a independência como pode. Goza de poder, fascina e amedronta.  “Ela sabia se controlar, sabia se impor. Não me ocorria nada que pudesse leva-la a matar. Mesmo que seu segundo marido a visse apenas como um troféu, como o primeiro, mesmo que seu amante seguinte tivesse querido usá-la novamente, se o chefe cujos avanços ela recusara a tinha rebaixado de posto, ou o vizinho a havia assediado na escada, Irene teria sabido se defender de tudo isso” [97]. Como a sereia do arquétipo, ela serve de porta de entrada para o inconsciente dos homens que fascina. Cada qual irá fantasiar sua existência com Irene de maneira diferente.  Mas ela se preserva, como o ser sobrenatural que enfeitiça, ela escapa ilesa de todos os relacionamentos.

 

bernhard-schlinkBernhard Schlink

 

Como se não bastasse, Bernhard Schlink, aborda temas feministas, como a visão masculina da mulher como objeto, e também nos faz pensar sobre os direitos legais de uma obra de arte.  Este é um livro que abre muitas portas para uma boa discussão, da mitologia grega ao feminismo, da psicologia aos direitos das obras de arte: a quem pertencem?  Schlink não oferece soluções, mas brilha no levantar das questões.  Uma excelente e rápida leitura.


 

No final do livro, há uma nota do autor, em que Schlink admite ter-se inspirado na obra Ema, [Descendo a escadaria] do pintor alemão Gerard Richter.  Cuja imagem coloco abaixo:

 

Gerard Richter, Ema (Akt auf einer Treppe) Ema (Nude on a Staircase). 1966 200 cm x 130 cm Oil on canvas. Collection Associated Works ...Ema, descendo a escadaria, 1966

Gerard Richter (Alemanha, 1932)

óleo sobre tela, 200 x 130 cm

Museu Ludwig, Colônia, Alemanha

 

 

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