Lembranças da adolescência: Ponson du Terrail

19 07 2014

 

 

Setefan Eckert Bibliothèque 2, gouache sur papier,Biblioteca

Stefan Eckert (Alemanha, contemporâneo)

guache sobre papel

 

 

Hoje, graças a um pequeno texto de Ary Band na página do Movimento por um Brasil Literário para o painel Ler, levar a ler, defender o direito de ler literatura, da Feira de Livros de Santa Teresa [FLIST] aqui no Rio de Janeiro, eu me encontrei sorrindo. Não é sempre que isso acontece quando se trata de um texto sobre o incentivo à leitura, mas nessa ocasião pude relembrar algumas leituras minhas que estavam esquecidas nas gavetinhas da memória da pré-adolescência. Assim como eu, Ary Band se encantou com as aventuras de Rocambole, herói adolescente do escritor francês Pierre Alexis, Visconde de Ponson Du Terrail.

Minha introdução a Rocambole foi feita através da Biblioteca Municipal do bairro onde morávamos aqui no Rio de Janeiro, um local que foi uma eterna fonte para as surpresas mais extravagantes no campo da leitura. Essa biblioteca não tinha na época muitos livros novos, mas tinha uma enorme quantidade de livros usados, com 10 a 20 anos de existência ou mais, muito bem conservados, que podíamos pegar emprestado por 15 dias. Ela foi uma mina inesgotável de aventuras literárias para mim, meus primos e alguns amigos, todos nós conhecidos frequentadores. Hoje, um supermercado ocupa o espaço dessa antiga biblioteca, que foi para um local de menor trânsito pedestre e moribunda, encontra-se dirigida por alguém que se encostou no emprego esperando a chegada da aposentadoria pelo governo. Pena…

 

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Foi só muito mais tarde, mais de uma década à frente, que vim saber da importância de Ponson Du Terrail no desenvolvimento dos romances de aventuras e de mistério;  e que seu personagem Rocambole havia sido tão influente no mundo das letras que sozinho gerara uma palavra que hoje existe em muitas línguas: rocambolesco, uma aventura cheia de peripécias.

Mais alguém por aqui, fã de Ponson Du Terrail?





Harry Quebert, um suspense multifacetado

20 06 2014

 

 

9659Retrato de Orleans, 1950

Edward Hopper (EUA, 1882-1967)

óleo sobre tela, 66 x 101 cm

Museu de Belas Artes de San Francisco

 

Semana de férias. Nada melhor do que um livro de suspense! Apesar de recomendado por quase toda a imprensa internacional, comecei a leitura desconfiada: não é fácil para um autor prender minha atenção por 570 páginas. Em geral, um bom livro, uma boa trama, não precisa de tantas horas da minha atenção. Mas neste caso, valeu a pena!

O mais surpreendente em A verdade sobre o caso Harry Quebert são os diversos níveis de tramas, de segredos e de suspense que, por causa da constância com que aparecem e reaparecem na narrativa, deixam o leitor descobrir novidades até a última página. Todos os detalhes são importantes na narrativa. Até mesmo aqueles que nos parecem parte do pano de fundo. Um mestre, o autor suíço, Joel Dicker, usa uma grande variedade de gêneros de texto: epistolar, narrativa, entrevistas, descrições, relatórios, trechos de romances, tudo bem dosado, para desenvolver uma trama complexa e fascinante.

 

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A história, que começa simples e quase clichê, com um escritor de sucesso que se encontra sem escrever vendo os meses passarem e nenhuma ideia se firmar para o próximo romance contratado pela editora, logo logo prende a atenção e deixa de lado qualquer dúvida sobre a qualidade da trama.  Torna-se um romance policial, um romance de suspense,  de grande intensidade.  Com o narrador Marcus Goldman vamos e voltamos no tempo na tentativa de solucionar um crime acontecido mais de 30 anos atrás; acompanhamos seu esforço para salvar seu único amigo da cadeia e ainda testemunhamos sua tentativa de dar a volta por cima na própria carreira literária, que se encontra prestes a desabar. Aos poucos a leitura que já tem um grande ritmo desde o início, começa a pegar velocidade e é tão repleta de reviravoltas, de pistas que levam a lugar nenhum, surpresas inconcebíveis que o que resta ao leitor é, simplesmente, se entregar à manipulação do autor e deixar o texto correr pela montanha russa de altos e baixo das aventuras apresentadas. Totalmente cativante.

 

joel dickerJoël Dicker

Este é um thriller.  Um romance de mistério, uma história de suspense escrita por um jovem advogado, que faz desse texto um mostruário de suas muitas habilidades.  Se continuar assim teremos no futuro thrillers e suspenses de qualidade invejável. Excelente entretenimento.





Viajando? Que livros levar?

11 04 2009

viajantes

 

Amigos me mandaram um link para um artigo do escritor Frank Bures, na Worldhum, onde ele fez uma provocadora lista para nos ajudar a selecionar os livros que devemos levar numa viagem, principalmente se esta é uma viagem longa e para terras estrangeiras.   Gente que lê mal pode imaginar não carregar um peso extra na mala para preencher com leitura não só as horas de espera nos aeroportos, como as horas passadas nos aviões, as horas em que se acorda no meio da noite por conta de diferentes fusos horários, assim como os minutos antes e depois de dormir.  Cada qual tem seu ritual, mas se você é um leitor provavelmente fica num marasmo em frente de sua mala feita, pensando no que levar para ler nos dias que se abrem numa viagem internacional.

 

Como gostei imensamente das razões explicitadas na lista do autor, coloco aqui, em linhas mais gerais sua maneira de selecionar os oito tipos de livros que devem fazer parte da lista de itens nas suas malas.  

 

 

Categoria I:

 

Escapismo:  Em geral são os livros que nos deixam confortáveis, envolvidos na trama, sem nos sentirmos ameaçados, tais como  uma boa ficção científica ou um bom livro de mistério.

 

Categoria II:

 

História:  Devemos conhecer pelo menos as linhas gerais da história do lugar que visitamos.  Isso certamente enriquece a nossa visita e nos faz entender melhor o que vemos.

 

Categoria III:

 

Guia:  Guias de turismo sempre nos ajudam na seleção do que ver e como fazê-lo.  É um guia.  Direciona.  E combinado com a Categoria II: história local, pode nos ser de grande serventia.

 

Categoria IV:

 

Literatura local: é sempre bom ler um livro que mostre a literatura local, para que se conheça valores ou guias culturais do lugar que visitamos.

 

 

Categoria V:

 

Antologia: uma antologia de contos, crônicas ou até mesmo de ensaios pode resolver muitos problemas, principalmente se a viagem é longa e a gente não sabe exatamente o que gostaríamos de ler em certos momentos.  A variedade de autores numa antologia nos dará a chance de sempre podermos encontrar um texto que nos apeteça num momento especial.

 

Categoria VI:  

 

Língua local: Sempre haverá um momento oportuno para usar uma palavra ou uma frase na língua local.  Livros de frases feitas na língua local são uma excelente ferramenta.  Há horas em que estas palavras podem fazer a diferença entre uma bem sucedida ida a um ponto turístico, ou fazer com que se evite no cardápio aquele marisco que nos dá alergia.  

 

Categoria VII: 

 

Saudades de casa: se a viagem é longa, certamente um livro que leve sua imaginação de volta à casa, à infância à cultura que você deixou para trás certamente terá um lugar especial para aquele momento em que a saudade bate.

 

Categoria VIII:  

 

Observações de viagem: Livros com observações de outros viajantes em terras estranhas podem aguçar a nossa sensibilidade a respeito do que estamos vendo de diferente e como estamos percebendo o mundo que nos cerca.  Muitos escritores famosos tiveram suas melhores páginas ao viajar e descrever o que viam.  Indiretamente eles podem ajudar na nossa própria maneira de observar aquilo que nos cerca.  





O quarto do bispo de Piero Chiara

28 12 2008

 

Neste finalzinho de ano, entre o Natal e o Ano Novo tive a boa idéia de ler O quarto do bispo, (José Olympio: 1986) um pequeno romance de Piero Chiara, publicado originalmente em 1976 com o nome de La stanza del Vescovo.   Um ano depois de sua publicação este romance foi adaptado para o cinema, com direção de Dino Risi.  Em italiano, recebeu o mesmo nome do livro, mas no Brasil o filme ficou conhecido como Venha dormir lá em casa esta noite (1977), e estranhamente classificado como comédia.  

  

 

chiarapiero

 

  

Nunca havia lido nada do autor, até mesmo porque depois de sua morte em 1986 pouco foi traduzido para o português.  Localizo, além do livro mencionado acima, só um outro romance de Piero Chiara em português, O Balordo, (Melhoramentos, 1986) com o mesmo nome no original, que aparentemente retrata a vida num pequeno vilarejo italiano. 

 

A narrativa de Piero Chiara, em O Quarto do bispo, com a tradução de Teresa Ottoni, é misteriosamente clara, breve e sedutora.  Não me surpreendi ao ver que este romance havia sido logo transportado para o cinema, porque através de sua leitura não pude deixar de pensar nos grandes filmes italianos da década de 1960, filmes  em que o nefasto se faz presente de maneira oblíqua e cotidiana.  

 

lagomaggiore

Lago Maggiore

 

 

 O ritmo da narração é ditado pelo Lago Maior (Lago Maggiore) pano de fundo do romance.   Narrado na primeira pessoa, Piero Chiara nos faz cúmplices do mistério que envolve as águas e os ventos do lago.  Há um ritmo vagaroso, deliberado e sinistro que nos leva a desfrutar com o narrador da calma, da majestade e das belezas do Lago Maggiore, sem, no entanto, perdermos a sensação do nefasto.  Chiara nos deixa perpetuamente à espreita, à espera de um acontecimento fatal, de um evento ameaçador que desconhecemos, mas que sabemos sinistro.  O mistério está onipresente nas águas do lago, nos ventos dos Alpes, nas imagens quase oníricas que nos acompanham.  Algo acontecerá que não sabemos exatamente de onde virá e que forma terá ao se concretizar.  Seu suspense é  soberbo!

 

A ação se passa logo depois da Segunda Guerra, em 1946, durante o período de um ano.  Neste tempo somos levados em pequenas viagens, de um canto ao outro por um barco a vela, sem nenhum propósito além do prazer, como se à deriva, por diversas aldeias italianas, por uma miríade de pequeninos portos particulares e públicos.  A presença constante, onipresente e gigantesca é do Lago Maior, que entre a Itália e a Suíça, não só é um dos principais lagos alpinos, mas o segundo maior lago da Itália.  Suas grandes casas, quintas, sítios revelam uma classe abastada, mal acomodada, sofrida, arcaica e enraizada à beira d’água.  Um grupo social que perdeu a direção, o propósito de sua existência.  

 

Escritor Piero Chiara (1913-1986)

Escritor Piero Chiara (1913-1986)

 

  

 

 O mistério não chega a se resolver completamente quando terminamos com a leitura do livro.  Claro, há uma morte, uma investigação e a descoberta de como alguns eventos se desenvolveram.   Mas muito ainda permanece misterioso, poderia se dizer encantado na bruma das águas lacustres.   A razão é simples: o mistério é nosso.  É o lado humano que nem sempre conhecemos de alguém, é o imponderável do comportamento humano que ocasionalmente se revela e surpreende.  

 

Sinopse: No verão de 1946, no lago Maior, ao qual o fim da guerra devolveu a esperança e a paz, um jovem e sedutor dom-juan arma seu barco e lança-se de uma margem à outra numa navegação repleta de aventuras galantes.  Em Oggebbio, é recebido por um advogado, dr. Orimbelli, que vive com a esposa, mais idosa que ele, e com a cunhada viúva, Matilde.  Após este encontro desenrola-se nos velhos quartos da villa um enredo que envolve numa espiral, entre policial e erótica, com um ligeiro toque de comicidade, as várias personagens: o equívoco Orimbelli, a ingênua Cleofe, a sensual Matilde, um sobrevivente da guerra da Abissínia, emasculado em conseqüência de ferimentos, que será o deus-ex-machina da solução final.

 

Este livro é uma pequena obra prima.  E se você assim como eu ainda não conhecia Piero Chiara, sugiro que vá ao sebo mais próximo de sua casa e compre um volume deste pequenino romance.  Vale a pena. 

 





Perguntas a Lisa Unger

27 12 2008

 

 

Conversa com Lisa Unger, de seu site:

 

BOOK REVIEW BLACK OUT

Escritora: Lisa Unger

O que de sua experiência nova-iorquina aparece no livro Belas Mentiras?

 

 

O lugar é todo baseado na minha própria experiência vivendo em Nova York.  O apartamento de Ridey é exatamente como me lembro do meu primeiro apartamento na cidade, em East Village.  Ela acena para taxis no mesmo lugar onde eu fazia isso.  Lugares como Five Roses e Veniero’s são lugares reais de que eu gostava.  As ruas por onde ela anda, as paradas do metro, tudo é baseado na minha vida nova-iorquina. Sempre gostei de Nova York, mas foi depois que deixei a cidade que as memórias de sua beleza ficaram mais claras.  

 

 

Ridley é parecida com você ou diferente?  

 

Ridley é mais como eu do que qualquer outro personagem que me visitou; mesmo não sendo exatamente como eu.  Ela é menos experiente e ingênua do que eu e teve uma criação mais perfeita do que a minha, ou pelo menos ela pensava assim.  Ela tem mais medo de compromissos do que eu.  Não sei se eu teria feito as mesmas escolhas que ela, mas muito das observações que ela faz são semelhantes às minhas: suas reflexões sobre a vida, o amor, sexo e o que define uma família são próximas do que eu teria dito, caso essas perguntas me tivessem sido feitas.

 

O que você gosta de ler pelo prazer de ler?

 

Para a maioria dos escritores ler é seu primeiro amor.  Sou uma leitora ávida.  Fui a vida inteira.  Quando virei uma escritora profissional, perdi um pouquinho daquele amor.  Tem sido difícil ultimamente ler ficção sem ser crítica.  Isso quer dizer, estou sempre estudando o que estou lendo, pensando “uhn, aquilo não funcionou…” ou “ por que eu não escrevi isso?”  Sinto falta da maneira como eu lia antigamente, me deixando envolver pelo livro.  Hoje eu sei que se eu me deixo levar pela história que estou lendo um mestre.

 

 

Que escritores mais a influenciaram?

 

Meus escritores favoritos são: Truman Capote, Gabriel Garcia Marquez, John Irving, Ayn Rand, Keri Hulme, Tolstoy, Tolkein …  Se fui influenciada por eles?  Acredito que sim, de alguma maneira, já que seus livros foram os que me inspiraram a me tornar uma escritora.   Foi com livros destes autores que cheguei a conclusão de que se posso ler, se posso imaginar, posso criar estes mundos.  Gosto da combinação do belo com o terrível, a bela tristeza e feia realidade de Capote, o realismo mágico onde o extraordinário, o supranatural existe lado a lado com o mundano em Marquez.  Admiro a loucura e a profundeza de emoções humanas em Irving, o brilhante e épico panorama de Rand.  Não poderei nunca me comparar a esses titãs.  Os seus talentos são uma forma de inspiração para a vida inteira.

Em 2008, a Arx publicou o livro Verdade Roubada da mesma autora que continua com a vida e as escolhas feitas por Ridley Jones, principal personagem do livro Belas Mentiras.

 

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 Após sofrer o impacto da perda de Max, o tio que acaba se revelando seu pai biológico, a jovem Ridley Jones precisa encarar os fatos – a vida que construiu se sustentou em mentiras. E, para ser feliz, ela precisa desmascarar cada uma das pessoas com quem convive e encontrar respostas para os mistérios impostos pelo destino. Para isso, Ridley conta com suas habilidades como jornalista e com os recursos do cyber-espaço. Numa página codificada da internet, pode haver a pista mais importante. Ao voltar para suas raízes, a solução pode aparecer.

 





5 melhores livros de crime publicados nos EUA em 2008, NPR

22 11 2008

 

 

No início desta semana a National Public Radio, nos EUA, revelou sua lista dos 5 melhores livros de crime publicados em 2008.

 

O critério foi baseado numa frase de Sam Spade no livro O Falcão Maltês:  um grande mistério deve tirar a tampa da vida e deixar você ver como funciona.  A parte de entretenimento também foi considerada essencial, mas defuntos, jóias roubadas, cartas, material que faz parte de todo bom mistério são só motivos para se falar dos grandes mistérios da vida: amor, morte, Deus e a presença do Mal na vida diária.   De acordo com a NPR, todos esses elementos estão presentes nos cinco mistérios selecionados:

 

 

Small Crimes de Dave Zeltserman: é um mistério noir.  A história é contada crime-zeltserman_200por Joe Denton, um tipo clássico deste tipo sombrio de mistério dos anos 30 —  um ex-policial corrupto, que ao sair da prisão depois de sete anos encarcerado por ter assassinado a facadas um promotor publico começa a receber todo tipo de visitas de pessoas que lhe cobram por seu passado.  

 

crime-larsson_200The girl with the Dragon Tatoo, de Stieg Larsson: se passa na Suécia.  O autor, jornalista, estreou como escritor com este título que foi imensamente bem recebido pelo público europeu.  O livro inclui corrupção corporativa, suspense na corte da justiça, uma família disfuncional e um quebra-cabeças do gênero Agatha Christie.  Tudo enquanto o repórter Mikael Blomkvist é empregado por um velho mogul para desvendar um antigo crime envolvendo o desaparecimento de sua sobrinha, há 40 anos.  Junto com o repórter está a hacker de computadores Lisbeth Salander.  

 

 

The Chinaman, de Friedrich Glauser, é a tradução de um antigo mistério do escritor austríaco, nascido em 1896.   Glauser passou muitos anos de sua vida entrando e saindo de hospitais e clínicas psiquiátricas mas mesmo assim crime-glauser_200conseguiu escrever uma série de romances de mistério com narrativas completamente hipnóticas.  Eles são estrelados pelo policial Suíço Sargento Studer.  [ Em reconhecimento pelo grande escritor, a Alemanha nomeou seu mais prestigiado prêmio para a ficção de mistério de Prêmio Glauser].  Este mistério é o quarto da série de Glauser e foi publicado pela primeira vez em 1939.  

 

 

Death Vows, de Richard Stevenson, tem Donald Strachey, o conhecido crime-deathvows_200detetive gay, que habita os romances de Stevenson.  Este é seu nono livro e motivo central circula à volta do direitos do casamento gay.   Strachey é contratado por um grupo de amigos, que suspeitam de alguma coisa errada sobre o noivo, logo, logo marido, de um amigo deles Bill Moore.  Assim que Strachey entra em cena, um assassinato acontece.  

 

 

The Long Embrace, de Judith Freeman, é um mistério com uma narrativa crime-freeman_200atmosférica.  Apesar de não ser tecnicamente um livro de crime, este romance gira em torno da vida de um dos escritores de histórias de detetives mais queridos nos EUA: Raymond Chandler.  O livro se concentra no casamento de 30 anos  desse escritor  com Cissy Pascal, que era 18 anos mais velha que ele. 

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Títulos  no Brasil:

 

 

Stieg Larsson:  Os homens que não amavam as mulheres, tradução de Paulo Neves, Companhia das Letras: 2008, São Paulo.

 

  





Mais livros policiais, desta vez fazendo parte de curso!

30 07 2008
Ilustração de Jessie Wilcox Smith

Ilustração de Jessie Wilcox Smith

O blog:

Pensamentos de uma Batata Trânsgênica

Publicou uma lista interessante.  Trata-se da leitura de livros na sua maioria policiais, que serão usados como base para um curso de Direito nos EUA:

Vejam:

A escritora [vencedora de um Edgar Award], professora e advogada Lisa Scottoline criou um curso na faculdade de direito da Universidade de Pennsylvania/EUA, em que usa literatura de ficção como base para suas aulas de Justice and Fiction. Ela indicou dez dos títulos dizendo que, se os ler, temos um resumo do curso.

http://batatatransgenica.wordpress.com/2008/07/28/1467/

Recomendo a todos a leitura não só do artigo, mas dos livros mencionados.








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