Sublinhando…

15 04 2016

 

Jacquet-Gustave-Jean-1846-1909-Attentive-readingLeitora atenta

Gustave-Jean Jacquet (França, 1846 -1909)

 

 

“Também as catedrais são sinfonias.”

 

Martins Fontes (1884-1927) poema: O espírito da matéria





Sublinhando…

29 07 2015

 

 

The Three Sisters (1917) Henri Matisse. Musée de l'Orangerie, Paris.As três irmãs, 1917

Henri Matisse (França, 1869-1954)

óleo sobre tela

Musée de l’Orangerie, Paris

 

 

“Da terra são todas as flores,
Mas as hortênsias são do céu.”

 

 

Martins Fontes (1884-1937) Balada Azul, do livro Guanabara, 1936.

 

 





Sublinhando…

7 05 2015

 

 

Susan M Stern, woman-at-the-beachLendo na praia

Susan M. Stern (EUA, contemporânea)

óleo sobre placa, 15 x 15 cm

www.susanmstern.com

 

 

“Nunca me arrependi por ter chorado, e arrependi-me de não ter amado, nu, como o sol, e livre, como o vento”.

 

Martins Fontes, [José Martins Fontes](Brasil, 1884-1937) do poema Incoerência, no livro Paulistânia, 1934.





A rede, poesia de Martins Fontes

5 11 2014

 

 

REDE Jan van Beers in the haNa rede

Jan van Beers (Bélgica, 1852-1927)

óleo sobre tela, 24 x 35 cm

 

 

A rede

 

Martins Fontes

 

Ao ronronar da rede preguiçosa,

ela, — morena de olhos de ouro, –embala

a esbraseante volúpia que se exala

dos seus vinte e dois anos cor de rosa.

 

Verão. O sol embriaga. Em plena orgia,

fundem-se os cheiros cálidos da terra.

E a moça abre o roupão, os olhos cerra,

e o que espera e deseja fantasia.

 

E a rede para. A viração marinha

Beija-a, lânguida e longa, loucamente…

E ela, os olhos abrindo, de repente,

Fica surpresa, por se ver sozinha!

 

(Volúpia)

 

Em: Nossos clássicos: Martins Fontes, poesia, Rio de Janeiro, Agir:1959, p.66





O que se escuta numa velha caixa de música, poesia de Martins Fontes

15 09 2014

 

 

Carolus-Duran_-_Le_BaiserO beijo, 1868

Carolus Duran (França, 1837-1917)

óleo sobre tela

Museu de Belas Artes, Lille

 

 

O que se escuta numa velha caixa de música

 

Martins Fontes

 

Nunca roubei um beijo. O beijo dá-se,

ou permuta-se, mas naturalmente.

Em seu sabor seria diferente

se, em vez de ser trocado, se furtasse.

 

Todo beijo de amor, longo ou fugace,

deve ser um prazer que a ambos contente.

Quando, encantado, o coração consente,

beija-se a boca, não se beija a face.

 

Não toquemos na flor maravilhosa,

seja qual for a sedução do ensejo,

vendo-a ofertar-se, fácil e formosa.

 

Como os árabes, loucos de desejo,

amemos a roseira, olhando a rosa,

roubemos a mulher e não o beijo.

 

(A Flauta Encantada)

 

Em: Nossos Clássicos: Martins Fontes,poesia, Rio de Janeiro, Agir: 1959, p. 53








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