Imagem de leitura — Esau Andrade

24 08 2016

 

 

Andrade, Esau la_lectura._acrilyc_canvas._35_x_480496ssfA leitura, 2004

Esau Andrade (México, contemporâneo)

acrílica sobre tela, 90 x 125 cm





Cuidado, quebra! Figura Maia do século VIII

16 06 2015

 

 

METROPOLITAN, sec viii, figura em ceramica maia,Figura em indumentária completa, século VII-VIII

Cultura Maia, Península do Yucatan, México

Cerâmica policromada, 29 cm de altura

Metropolitan Museum, Nova York

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Um mundo esquecido, resenha de Reze pelas mulheres roubadas

23 02 2015

 

Lazar, Ghelman (1887-1976) LecturaGhelman Lazăr born 1887 in Galați, Romania died February 2, 1976Leitura, s.d.

Ghelman Lazar (Romênia, 1887-1976)

óleo sobre tela

 

 

Você percebeu que as palavras do dia não são as mesmas palavras da noite?” (209) pergunta uma personagem do romance de Jennifer Clement, Reze pelas mulheres roubadas. A autora certamente tem o dom da boa escolha de palavras, quer de dia ou de noite. Sua prosa é poética e consegue manter um tom onírico na narrativa.Toda a força deste livro está na narrativa: tom e ritmo são perfeitos. E mesmo que não haja uma trama segue-se a leitura até o fim, embalada pelas belas figuras de linguagem e pelos pensamentos criativos de seus personagens, que pertencem à uma realidade quase paralela. “A noite pertence aos traficantes, ao exército, à polícia do mesmo modo que pertence aos escorpiões…”(62).

Sou conhecida por abandonar leituras que não me agradam, quero, portanto, enfatizar a voz narrativa de Jennifer Clement. No entanto este livro não chega a ser um romance. É um relato poético, ficcional, uma descrição, um testemunho do que acontece com as pequenas cidades mexicanas, quando os homens emigram e as mulheres ficam à mercê dos cartéis de drogas. Reze pelas mulheres roubadas não traz em si os típicos componentes de um romance, com uma linha condutora, com trama e soluções de conflitos. Ele relata a vida de um grupo de está em conflito com a sociedade como um todo, pessoas cuja realidade parece a de um bote largado ao mar, sem rumo e sem capitão, que acaba soçobrando qualquer esperança de um porto seguro.

 

Reze-Pelas-Mulheres-Roubadas-Jennifer-Clement-Livro-Capa

 

Este é um testemunho poético de uma realidade horrível e sem nome. Abandono seria um nome melhor para a cidade de Guerrero, onde Ladydi, sua mãe e suas amigas vivem. Jennifer Clement é a jornalista poética que através dessa obra relata a vida das mulheres sobreviventes dos abusos dos cartéis de drogas. Ela escolhe retratar esse mundo, como em um sonho o que faz com que possa ser mais bem degustado pelo leitor. Mas não oferece soluções nem no mundo real, nem para seus personagens fictícios. Todos simplesmente se acomodam às situações bárbaras que lhes são apresentadas na vida.

A distância entre esse mundo e o resto do país é muito grande. Os personagens só se descobrem, só se veem patéticos, sem esperança, quando um novo professor chega à escola. Professores mudam a cada ano, já que ninguém quer ficar em um lugar tão distante quanto Guerrero. Eles vêm para completar sua obrigação de serviço social. Mas é quando o Prof. José Rosa chega à cidade, repleto do conhecimento e das maneiras citadinas, que os alunos conseguem perceber quem eles são: “Quando olhamos para ele, olhamos para nós. Cada imperfeição, nossa pele, cicatrizes, coisas que nunca nem tínhamos notado, nós vimos nele” (57). No entanto nada é feito a partir desse conhecimento.

 

184170_clement_jenniferJennifer Clement

 

Só a televisão com seus programas da National Geographic, com seus documentários, traz a civilização a esse cantinho perdido do mundo. “Minha mãe assistia à televisão porque era a única forma de sair da nossa montanha” (97). E talvez seja por isso que ao final, emigrar, correr o risco da emigração ilegal, para os Estados Unidos seja de fato o único sonho que lhes resta, já que ninguém se preocupa com os habitantes em lugares remotos do México.





Interessantes descobertas arqueológicas no México

12 07 2013

pinturarupestremexicoPintura rupestre, Serra de San Carlos, México.

Nas últimas 6 semanas o México surpreendeu com uma série de descobertas arqueológicas de grande valia.  No final de maio foram 4.925 pinturas rupestres em Burgos, no Estado de Tamaulipas, no nordeste do país. Pinturas feitas em cores facilmente encontradas na natureza como vermelho, amarelo, preto e branco representando pessoas, animais, e insetos alem de representações do céu e imagens abstratas, fazem parte de um grande achado, pois não se acreditava que na região da serra de San Carlos houvesse significantes resquícios de antigas culturas.  No entanto, essas pinturas distribuídas em 11 locais diferentes na serra  revelaram três  grupos de povos caçadores cujas idade ainda está imprecisa.  Análise química terá que ser aplicada as esses achados para descobrir mais sobre os habitantes da região.  O material encontrado é extenso e necessitará de cuidadosa investigação.  Só em uma caverna específica foram descobertas 1.550 imagens. A arqueóloga Martha Garcia Sanchez, que está envolvida nos estudos dessas descobertas, lembrou que se sabe muito pouco sobre as culturas que viveram em Tamaulipas: “Esses grupos escaparam do domínio espanhol por 200 anos porque fugiram para a Serra San Carlos, onde encontraram água, plantas e animais para se alimentarem“.

arqueologiacivilizacaomaiaefe1Arqueólogo mostra um dos muros descobertos em Campeche.

Três semanas depois foi  a vez da descoberta em  Campeche, no leste do México de uma antiga cidade maia que dominou uma vasta região há 1.400 anos.  De acordo com o  Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) essa cidade “permaneceu oculta na selva” durante séculos, até ser descoberta há duas semanas por uma equipe de arqueólogos que a batizou de Chactún, o que significa ‘Pedra Vermelha’ ou ‘Pedra Grande’ em maia.  Essa cidade maia, está situada entre as regiões de Rio Bec e Chenes.  Sua área cobre aproximadamente  22 hectares e teve seu apogeu entre anos 600 e 900 da era comum.

“É definitivamente um dos maiores sítios das Terras Baixas Centrais” da civilização maia, disse Ivan Sprajc, arqueólogo do Centro de Pesquisas Científicas da Academia Eslovena de Ciências e Artes, que liderou a expedição. “São as estelas e altares que melhor refletem o esplendor da cidade contemporânea de urbes maias como Calakmul, Becán e El Palmar”, destacou o INAH.

Inscrições em uma das estelas contam que o governante K’inich B’ahlam “cravou a Pedra Vermelha (ou Pedra Grande) no ano de 751“, o que levou os cientistas a chamar a cidade de Chactún. O sítio conta com numerosas estruturas de tipo piramidal, de até 23 metros de altura, assim como dois campos de jogo de pelota, pátios, praças, monumentos e residências.A descoberta foi possível graças à análise de fotos aéreas de vestígios arquitetônicos.  A esperança é que essa descoberta venha a esclarecer a relação entre as regiões de Rio Bec e Chenes, assim como seu vínculo com a dinastia Kaan estabelecida em Calakmul.

 “Nesses locais estão espalhados numerosas estruturas piramidais, palácios, incluindo 2 campos de jogos, pátios, plazas, monumentos esculturais e áreas residenciais.  A pirâmide mais alta tem 23m de altura.  O que impressiona é o grande número de edificações.  São as estelas – 19 encontradas até agora — e os altares, muitos dos quais tem argamassa, que melhor refletem o esplendor dessa cidade do Período Clássico Tardio (600-900 da era comum)”, comentou Ivan Šprajc, arqueólogo que lidera a equipe de arqueólogos mexicanos e estrangeiros financiados pela  National Geographic.

mexicoarqueologiafigurasefe1Objetos encontrados em Veracruz.

E ontem, houve o anúncio da descoberta de 30 sepulturas pré-hispânicas na região de Veracruz, no México por arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah). Elas têm  quase 2.000 anos.  Junto  foram descobertos chifres de veados, restos de tartarugsa, peixes, e fósseis antigos.  Isso tudo ao lado de uma pirâmide de 12 metros de altura e 25 metros de largura cercada de ladrilhos com características maias da região de Comalcalco (em Tabasco).

A pirâmide, segundo os pesquisadores, é toda em pedra.  Pedra é um material raro.  A maioria das estruturas piramidais encontradas na região de Veracruz, a 400 quilômetros da Cidade do México, são de terra pisada. No local, foram localizadas também ossadas acompanhadas por oferendas que continham ossos de animais, pedras como jade e espelhos, além de símbolos de origem teotihuacano, maia, nahua, popoluca e da cultura de Remojadas (no centro de Veracruz).

FONTES: BBC ,México Unmasked, Terra





Imagem de leitura — Esaú Andrade

6 02 2013

esau vakencia andrade (Mpexico) ladywithbook2

Moça com livro, s/d

Esaú Andrade (México, contemporâneo)

Esau Valencia Andrade nasceu em Tepic Nayarit no México numa família de artistas folclóricos. Estudou pintura na Escola de Belas Artes da Universidade de Guadalajara. Já participou de inúmeras exposições tanto solo como coletivas.  Hoje divide seu tempo entre o México e os Estados Unidos.





Pegadas dos mais antigos humanos nas Américas?

28 09 2011
Pato Donald encontra tesouros em expedição do Tio Patinhas, ilustração Walt Disney.

Pegadas humanas feitas entre 4.500 a cerca de 23.000 anos atrás foram as primeiras dessa antiguidade encontradas na região da Serra Tarahumara , no estado de Chihuahua, de acordo com especialistas do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.   Hoje essa região é habitada pela etnia indígena do mesmo nome.

Para os estudiosos, estes rastros podem pertencer aos primeiros homens que povoaram a região, que são considerados por alguns como representantes dos mais antigos assentamentos humanos no continente americano.  Se a antiguidade delas for comprovada, essas pegadas farão companhia às outras poucas pegadas deixadas pelos primeiros habitantes do continente americano conhecidas até agora.   Segundo um comunicado publicado pelo instituto, este achado faz parte das “poucas impressões dos primeiros colonos do continente americano que foram conservadas no México“. Até hoje, pegadas de muita antiguidade,  foram encontradas só no município de Cuatro Cienegas, no estado de Coahuila, e também em um rancho no estado de Sonora.

 As pegadas no estado de Chihuahua foram feitas pelos pés de três adultos e de uma criança. “Somente um par de marcas correspondem aos pés de uma mesma pessoa, que tinha seis dedos em cada um, o que pode ter ocorrido devido a uma má formação“, acrescentou o instituto. A maior das pegadas tem 26 centímetros de comprimento  e foi feita por um homem adulto, enquanto que a menor delas mede 17 centímetros e foi feita pelo pé direito de uma criança de 3 a 4 anos de idade.  Acredita-se que estas pessoas tenham vivido em cavernas localizadas na região do Vale de Ahuatos, onde atualmente reside, em condições precárias, por causa da pobreza,  a população Tarahumara.

De acordo com o antropólogo José Jiménez, a descoberta foi possível a partir de um e-mail enviado por uma pessoa natural de Chihuahua sobre as marcas humanas. Os especialistas, no entanto, demoraram a encontrar os vestígios.  As pegadas foram encontradas num plano inclinado próximo a um córrego que só tem água durante a estação das chuvas.  Depois de examinarem a área ao redor do local, cobrindo aproximadamente 50 quilômetros, os cientistas encontraram vestígios de acampamentos primitivos, que apontam para a presença humana na região numa era tão remota quanto o Pleistoceno, ou seja 12.000 anos atrás.  Os antropólogos também encontraram cavernas próximas ao local com traços de presença humana. Três delas com algumas camadas de pinturas rupestres do períodos: pré-ceramica, pré-hispanico e colonial.

Fontes:  TerraLatino Foxnews








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