Eu, pintora: Tarsila do Amaral

21 07 2015

 

 

Tarsila do Amaral. Auto Retrato. 1923. Óleo sobre tela.73x60,5cm. MNBAAuto-retrato, 1923

Tarsila do Amaral (Brasil, 1883-1976)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

MNBA, Rio de Janeiro





Generosidade, poesia de Cyra de Queiroz Barbosa

10 09 2014

 

 

gb_panneau aPanneau decorativo, 1921

Guttmann Bicho (Brasil, 1888-1955)

óleo sobre tela, 153 x 148 cm

MNBA — Museu Nacional de Belas Artes, RJ

 

 

Generosidade

 

Cyra de Queiroz Barbosa

 

à tia Nida

 

Os gatos da vizinhança

faminto, órfãos, pelados,

achavam pouso e aconchego

junto dela em nossa casa,

Mimoso, Dina, Miquito,

tantos outros — nem me lembro!

Ah! tinha a gata Pretinha

que lhe dava tão fecunda

cada vez ninhada inteira.

 

Era leite no pratinho

ou dado na mamadeira.

Enroscavam-se na colcha

de retalhos costurados,

cresciam e para ela

de miau! Miau! Miau!

serenata era cantada.

 

Não só de gatos gostava

a boa titia Nida.

Seus sobrinhos eram seus filhos

e mais outro de outro sangue

em amor reconheceu.

Por eles se abriu em risos

por eles muito sofreu.

Nada pedindo ou cobrando,

generosamente dando

a vida — tudo o que tinha —

para quem nem era seu.

 

 

Em: Moenda: painéis e poemas interiorizados, Cyra de Queiroz Barbosa, Rio de Janeiro, Rocco:1980, pp. 49-50





A Herança do Sagrado, últimos dias, MNBA

7 10 2013

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Gente, quem ainda não viu essa belíssima exposição, tem só 6 dias para vê-la.  Quantas vezes na vida você pode examinar um Leonardo da Vinci a um metro de distância, por quanto tempo você quiser?

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Quantos mestres da arte italiana você conhece de perto sem sair do Brasil?  Olhe o mapa acima, veja os nomes dos grandes artistas representados na exposição.  O que você está esperando?  Mora fora do Rio de Janeiro?  Tome um ônibus, venha de carro, de avião, de carona…  Vale a pena…

993593_314614492007912_1328972087_nMUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

Av. Rio Branco 199

Centro [Cinelândia]

Rio de Janeiro, RJ  20.040-008

Telefone: (21) 3299-0600

—-

Não perca essa extraordinária oportunidade.  Está nas suas mãos. São peças da coleção do Vaticano, uma das maiores coleções de arte do mundo.

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 Visitação/Visiting Hours:
 Terça a domingo das 09 às 21 horas/Tuesday – Friday from 9 a.m. to 9 p.m.
 Acesso a portadores de necessidades especiais/Wheelchair accessible        





Porque é Carnaval…

23 02 2009

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Baile à fantasia, 1913

Rodolpho Chambelland (RJ 1879 – RJ 1967)

Óleo sobre tela, 149 x 209 cm

Museu Nacional de Belas Artes,

Rio de Janeiro

 

 

Rodolfo Chambelland (Rio de Janeiro RJ 1879 – Idem 1967). Pintor, professor, desenhista e decorador. Inicia seus estudos em artes no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro RJ).  Trabalha inicialmente realizando capas de partituras para a Casa Bevilacqua e retoques em fotografias para a Casa Bastos Dias. Em 1901, ingressa no curso livre da Escola Nacional de Belas Artes – Enba, onde é aluno de Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Zeferino da Costa (1840 – 1915) e Henrique Bernardelli (1858 – 1936). Em 1905, recebe o prêmio de viagem da Enba pelo quadro Bacantes em Festa e viaja para Paris no mesmo ano, onde permanece por dois anos. Em Paris, cursa a Académie Julien e estuda com Jean-Paul Laurens (1838 – 1921). Ao retornar ao Brasil realiza a primeira individual, no Rio de Janeiro, em 1908. Em 1911, viaja para Turim, Itália, acompanhado de Carlos Chambelland (1884 – 1950), seu irmão, e dos artistas João Timótheo da Costa (1879 – 1930) e do irmão Arthur Timótheo da Costa (1882 – 1922), entre outros, contratados pelo governo brasileiro para realizar a decoração do Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional daquela cidade. Em 1916, assume a cadeira de professor de desenho de modelo vivo da Enba, cargo que exerce até 1946. Participa freqüentemente das Exposições Gerais de Belas Artes, entre 1896 e 1927, recebendo a pequena medalha de ouro, em 1912, pelo retrato de José Mariano Filho. Em colaboração com Carlos Chambelland, pinta oito painéis para a cúpula da sala de sessões do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro em 1920.

 

 

 

 

Fonte: Itaú Cultural

 








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