Imagem de leitura — Daryl Rex Price

8 07 2017

 

 

Daryl Lex Price (Nova Zalândia, Contemp) - Jovem irlandesa lendo, ostJovem irlandesa lendo

Daryl Rex Price (Nova Zelândia, contemporâneo)

óleo





Eu, pintora: Dame Laura Knight

14 11 2016

 

 

autoportrait-1913-dame-laura-knight-jpglaura-knight-self-portrait-1913

Autorretrato, 1921

Dame Laura Knight (Inglaterra, 1877-1970)

óleo sobre tela, 59 x 59 cm

Museu da Nova Zelândia, Te Papa

 

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Da vida, texto de Muriel Barbery

8 11 2016

 

 

 

mulher-lendo-em-banco-de-parque-paul-melserMulher lendo em banco de parque

Paul Melser (Nova Zelândia, contemporâneo)

esmalte sobre tela,  61 x 75 cm

 

 

 

“Assim, como se passa a vida? Nós nos esforçamos bravamente, dia após dia, para assumir nosso papel nessa comédia fantasma. Como primatas que somos, o essencial de nossa atividade consiste em manter e entreter nosso território de tal modo que nos proteja e nos envaideça, em escalar, ou pelo menos em não descer a escada hierárquica da tribo, e em fornicar de todas as maneiras possíveis — ainda que como um fantasma — tanto para o prazer como para a descendência prometida. Assim, gastamos parte não desprezível de nossa energia a intimidar ou seduzir, já que essas duas estratégias garantem, sozinhas, a busca territorial hierárquica e sexual que anima nosso conato. Mas nada disso chega à nossa consciência. Falamos de amor, de bem e de mal, de filosofia e de civilização, e nos agarramos a esses ícones respeitáveis como o carrapato sedento ao seu cão bem quentinho.”

 

Em: A elegância do ouriço, Muriel Barbery, São Paulo, Cia das Letras:2008, página, 103. [tradução de Rosa Freire d’Aguiar].

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O azul está por todo lado, texto de Lloyd Jones

27 07 2013

Newman Shutze (Brasil, 1960)Superfície com azul e branco, Acrílico sobre tela140 x 110 cmSuperfície com azul e branco, s/d

Newman Shutze (Brasil, 1960)

Acrílica sobre tela, 140 x 110 cm

O azul está por todo lado

Lloyd Jones

“ Existe um lugar chamado Egito – ela disse. – Não sei nada sobre esse lugar. Gostaria de poder contar para vocês sobre o Egito. Perdoem-me por não saber mais. Porém, se quiserem, posso contar-lhes tudo o que sei sobre a cor azul.

Então nós ouvimos sobre a cor azul.

— Azul é a cor do Pacífico. É o ar que respiramos. Azul é o intervalo de ar entre todas as coisas, como as palmeiras e os telhados de zinco. Se não fosse pelo azul, não veríamos os morcegos. Obrigada, meu Deus, por nos ter dado a cor azul.

“É surpreendente como a cor azul está sempre aparecendo”, continuou a avó de Daniel. “É só olhar que você vê. Você pode encontrar o azul espiando pelas frestas do cais em Kieta. E vocês sabem o que ele está tentando fazer? Ele está tentando alcançar as vísceras fedorentas dos peixes para levá-los de volta para casa.  Se o azul fosse um animal, ou uma planta, ou uma ave, ele seria uma gaivota. Ele mete o seu bico em tudo.

“O azul tem poderes mágicos também”, ela disse. “Olhe para um recife e digam se estou mentindo. O azul bate num recife e qual é a cor que ele solta? É o branco!  Como ele faz isso?”

Olhamos para o Sr. Watts em busca de explicação, mas ele fingiu não notar nossos rostos indagadores. Estava sentado na ponta da cadeira, de braços cruzados. Cada pedaço dele parecia focado no que a avó do Daniel estava dizendo. Um a um, voltamos a nossa atenção para a velhinha com boca manchada de bétel.

— Uma última coisa crianças, e então deixo vocês em paz. O azul pertence ao céu e não pode ser roubado, razão pela qual os missionários grudaram azul nas janelas das primeiras igrejas que construíram aqui na ilha.

O Sr. Watts abriu bem os olhos daquele jeito que já tinha se tornado familiar, como se estivesse acordando. Foi até a avó de Daniel com a mão estendida. A velha estendeu a dela para ele   segurar e então ele se virou para turma.

— Hoje nós tivemos muita sorte. Muita sorte. Fomos lembrados que, apesar de não podermos conhecer o mundo todo, se formos suficientemente inteligentes, podemos torná-lo algo novo. Podemos inventá-lo com as coisas que vemos à nossa volta. Só precisamos olhar e tentar ser tão imaginativos quanto a avó de Daniel. – Ele pôs a mão no ombro da velha senhora. – Obrigado – ele disse. – Muito obrigado.

Em: O Sr. Pip, Lloyd Jones, trad. Léa Viveiros de Castro, Rio de Janeiro, Rocco:2007, pp. 68-69





Geleira Fox e Lago Matheson na Nova Zelândia

23 03 2009

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Visitantes na geleira Fox

Conhecida por seus lagos exuberantes e por uma mistura de praias e montanhas a Nova Zelândia também possui outro pontos de interesse para quem ama a natureza.  Entre eles estão as geleiras de  Fox Glacier e a de Franz Josef.  A Fox Glacier (Te Moeka o Tuawe em Māori, língua local) — que leva este nome desde 1872 após uma visita do então Primeiro-Ministro da Nova Zelândia, Sir William Fox —  está situada no Westland National Park, na costa oeste da Nova Zelândia e tem 12 km de comprimento.

 

A fama da geleira de Fox Glacier se consolida por ter uma característica peculiar: termina apenas a 300m do nível do mar e é rodeada por uma exuberante floresta tropical temperada. Embora haja recuado bastante durante a maior parte dos últimos 100 anos, a Fox Glacier tem ganhado terreno desde 1985 —  em média um metro por semana.  Durante a última era glacial, o gelo chegou além do presente litoral.   São as  águas do degelo desta geleira que formam o rio  Fox assim como o Lago Matheson.

 

 

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Lago Matheson com reflexão dos Picos Tasman e Cook.

 

O Lago Matheson é famoso pelas águas que refletem, como um espelho, os picos Cook e Tasman.  Este lago é de excelente pesca, principalmente de uma enguia local.  Também serve como habitat para um número muito grande de aves aquáticas.  Pela abundância de caça e pesca ficou conhecido pelo povos locais como “o lugar do encontro dos alimentos”, mahinga kai.

 

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Florestas tropicais na saída da geleira Fox.

 

 

Todas essas belezas naturais tornam uma visita às geleiras da Nova Zelândia uma aventura bastante agradável.  A forma mais popular de conhecer a Fox Glacier  é por trilha – a mais longa dura em média uma hora (ida e volta).  Apesar de não ser de difícil acesso, a caminhada exige disposição. Em alguns trechos mais íngremes, o equilíbrio é facilitado por meio de cordas dispostas horizontalmente. O esforço, no entanto, compensa: ao chegar ao topo, é possível ver uma imensa massa de gelo, além de formações que se assemelham a cavernas.








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