Árvores não resistem ao aquecimento…

15 04 2009

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A mais recente e triste revelação sobre o aquecimento global traz à luz um aspecto ainda muito pouco discutido pela população em geral: o desaparecimento das árvores  por causa do aumento das temperaturas locais.  Esta é a conclusão a que chegaram cientistas da Universidade do Arizona, nos EUA.  Eles descobriram que árvores expostas a temperaturas mais quentes do que as existentes no seu ambiente nativo foram menos capazes de tolerar a seca.  

 

Os cientistas fizeram uma pergunta simples: Será que as temperaturas mais altas fariam com que as árvores ficassem mais suscetíveis à seca?

 

Para estudar a tolerância das árvores a um aumento de temperatura, o biólogo David Breshears da Universidade do Arizona transportou 20 árvores maduras [pinheiros Pinyon] de um sítio em  Ojitos Frios, New Mexico, e mandou-as para Biosfera 2, aproximadamente 960 km de distância, para o deserto do Arizona, na região de Tucson.   

 

A Biosfera 2 foi construída para provar que seres humanos poderiam viver num ambiente fechado organizado em volta de um ecossistema fechado.  Mas o projeto teve seus problemas e hoje não é nada mais nada menos do que uma gigantesca estufa com micro zonas climáticas internas.  

 

 

 

 

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Biosfera 2, pinheiro pinyon.  Foto: Joe Martinez

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Henry Adams, que trabalhou com Breshears nesta pesquisa disse que eles colocaram as arvores em duas áreas:  uma, onde as condições climática lembravam as do Novo México,  e a outra onde a temperatura local era 5 ° C mais quente.  

 

Depois eles pararam de dar água para as árvores em ambos os locais.  “ O que vimos é que as árvores em locais mais quentes morreram  30% mais rapidamente do que as árvores que permaneceram em ambientes semelhantes ao seus originais,” disse Adams.

 

Essas descobertas estão publicadas no numero mais recente da publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

 

 

Este artigo foi livremente traduzido do portal da National Public Radio.  Para ver o artigo na sua totalidade, clique AQUI.





Visão-cega

29 12 2008

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Cabra-cega, 1788

Francisco Goya, Espanha, 1746-1828

Óleo sobre tela, 40 x 41 cm

Museu do Prado, Madri

 

 

 

Nas ante-vésperas de Natal o programa Morning Edition da National Public Radio em Washington DC levou ao ar um estudo feito por cientistas na Suiça, sobre um homem, um médico, conhecido unicamente por suas iniciais [TN] que tendo dois AVCs  alguns anos atrás, um em cada lado de seu cérebro, ficou sem visão, porque a área do cérebro atingida foi o córtex occipital.

 

Testado continuamente, confimou-se que apesar de seus olhos estarem perfeitos, ele estava totalmente cego.  Não podia ver objetos colocados na sua frente e passou a usar uma bengala para se locomover.  Perguntado se podia ver, sua resposta era, “ não, sou cego.”

 

Mas a neurologista Beatrice de Gelder quis estudar mais a fundo o caso de TN.  Junto a Universidade de Tilburg na Holanda e ao Massachusetts General Hospital em Bostos, ela e seus colegas repetiram muitos testes no paciente TN para se certificarem de que ele estava de fato cego.

 

Depois disso ele lhe deram um teste: um caminho com obstáculos num corredor.  Os obstáculos foram feitos por objetos do dia a dia. Um cesta de papel, típica, uma pilha de livros.  Todos tinham tamanhos e formatos diferentes, confirmou Gelder.

 

O paciente TN foi então instruído a andar pelo corredor.  Não demos a ele nenhuma instrução sobre obstáculos, ou qualquer outra informação.  De modo que ele não estivesse alerta para os obstáculos,  Gelder continuou.

 

TN andou pelo corredor, mas ao invés de ir em linha reta, ele cuidadosamente evitou os obstáculos andando à volta deles.  Ele não chegou a tocar em nenhum dos obstáculos, e nós ficamos abismados, disse Gelder, que publicou o resultado do experimento no número mais recente da revista Current Biology.

 

TN ficou surpreso com a alegria dos pesquisadores.  Sem saber que havia obstáculos à sua frente ele não entendia a animação geral.   Que resulta na prova de que realmente existe o que se pode chamar de visão cega (blind sight).  Mesmo depois que a parte mais importante do cérebro foi destruída, TN ainda tinha as partes mais primitivas de seu cérebro intactas e elas são capazes de fazer parte do processo visual, sem que a pessoa com a deficiência esteja consciente disso.  Afinal de contas, uma das mais básicas funções do sistema de visão é ajudar um animal a desviar de obstáculos ou de predadores.  TN ainda tem alguma habilidade visual apesar de não estar consciente disso.

 

O professor de ciências psicológicas, Steven Hackley, disse que o estudo de pacientes como TN certamente ajudará os cientistas a determinarem a natureza da consciência.   Comparando o mesmo processo mental tanto consciente como inconsciente, será possível determinar que partes do cérebro são essenciais e como a consciência aflora.

 

Liberalmente traduzido do artigo no site da NPR.





Autores estrangeiros nos EUA: os cinco mais cotados pela NPR

10 12 2008

 

Como parte dos rituais de fim de ano a NPR: National Public Radio, Washignton DC, EUA revelou a lista dos cinco melhores livros estrangeiros publicados naquele país em 2008.  É sempre muito interessante ver, não só para onde a indústria editorial está levando seus leitores nos EUA, mas também, ver o que foi considerado importante o suficiente para merecer o trabalho de um tradutor.  Os EUA são conhecidos por sua insularidade cultural, apesar do grande número de leitores no país.  O americano é notório por preferir autores nacionais no lugar dos estrangeiros.  E dos estrangeiros preferem os de língua inglesa, ao invés das publicações em que há necessidade de traduções.

 

A lista deste ano inclui dois livros escritos em espanhol, um em húngaro, um em italiano.  O outro foi escrito em inglês, mas seu autor é escocês.  Será que estes livros virão a interessar o leitor brasileiro?

 

 

 

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1 – SENSELESSNESS ( em espanhol: A insensatez) de Horácio Castellanos Moya — escritor de Honduras.  Uma sátira sobre um escritor latino americano que se encontra exilado e pobre.  Arranja um emprego para editar um documento descrevendo detalhadamente as torturas infringidas pelo governo ditatorial militar aos índios locais, num país vizinho. 

 

 

 

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2 – KIERON SMITH, BOY do escocês James Kelman é um romance que tem como personagens centrais dois irmãos: Kieron e Matt.  Matt é considerado o mais inteligente, o favorito e é tratado diferentemente pelos avós que os criam em Glascow  O livro PE narrado por Kieron.

 

 

 

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3 – 2666, Roberto Bolaño do escritor chileno/mexicano, que morreu recentemente (2003), já havia arrebatado os críticos nos EUA, no ano passado quando seu livro Os detetives selvagens [no Brasil: Cia das Letras: 2006] foi lançado.  Originalmente imaginado com um grupo de cinco livros diferentes, 2666 é um volume grosso, quase mil páginas em inglês, que começa com a vida de um escritor alemão no México.

 

 

 

 

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4 – METROPOLE de Ferenc Karinthy, autor húngaro, que neste livro descreve a saga de Budai, um homem que se encontra perdido num país desconhecido, numa cidade com milhões de pessoas que n ao falam a sua língua e incapaz de se comunicar o suficiente para evitar um final previsível e caótico.

 

 

 

 

 

 

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5 – THE LOST DAUGHTER – a Itália se faz representar nesta lista com a obra de Elena Ferrante, cujos romances anteriores já haviam sido publicados nos EUA.  Este é um pseudônimo adotado para os trabalhos mais controversos deste/desta escritor.  Aqui é explorado, aparentemente com grande suspense, os sentimentos de uma mãe que não gosta de suas filhas.





5 melhores livros de crime publicados nos EUA em 2008, NPR

22 11 2008

 

 

No início desta semana a National Public Radio, nos EUA, revelou sua lista dos 5 melhores livros de crime publicados em 2008.

 

O critério foi baseado numa frase de Sam Spade no livro O Falcão Maltês:  um grande mistério deve tirar a tampa da vida e deixar você ver como funciona.  A parte de entretenimento também foi considerada essencial, mas defuntos, jóias roubadas, cartas, material que faz parte de todo bom mistério são só motivos para se falar dos grandes mistérios da vida: amor, morte, Deus e a presença do Mal na vida diária.   De acordo com a NPR, todos esses elementos estão presentes nos cinco mistérios selecionados:

 

 

Small Crimes de Dave Zeltserman: é um mistério noir.  A história é contada crime-zeltserman_200por Joe Denton, um tipo clássico deste tipo sombrio de mistério dos anos 30 —  um ex-policial corrupto, que ao sair da prisão depois de sete anos encarcerado por ter assassinado a facadas um promotor publico começa a receber todo tipo de visitas de pessoas que lhe cobram por seu passado.  

 

crime-larsson_200The girl with the Dragon Tatoo, de Stieg Larsson: se passa na Suécia.  O autor, jornalista, estreou como escritor com este título que foi imensamente bem recebido pelo público europeu.  O livro inclui corrupção corporativa, suspense na corte da justiça, uma família disfuncional e um quebra-cabeças do gênero Agatha Christie.  Tudo enquanto o repórter Mikael Blomkvist é empregado por um velho mogul para desvendar um antigo crime envolvendo o desaparecimento de sua sobrinha, há 40 anos.  Junto com o repórter está a hacker de computadores Lisbeth Salander.  

 

 

The Chinaman, de Friedrich Glauser, é a tradução de um antigo mistério do escritor austríaco, nascido em 1896.   Glauser passou muitos anos de sua vida entrando e saindo de hospitais e clínicas psiquiátricas mas mesmo assim crime-glauser_200conseguiu escrever uma série de romances de mistério com narrativas completamente hipnóticas.  Eles são estrelados pelo policial Suíço Sargento Studer.  [ Em reconhecimento pelo grande escritor, a Alemanha nomeou seu mais prestigiado prêmio para a ficção de mistério de Prêmio Glauser].  Este mistério é o quarto da série de Glauser e foi publicado pela primeira vez em 1939.  

 

 

Death Vows, de Richard Stevenson, tem Donald Strachey, o conhecido crime-deathvows_200detetive gay, que habita os romances de Stevenson.  Este é seu nono livro e motivo central circula à volta do direitos do casamento gay.   Strachey é contratado por um grupo de amigos, que suspeitam de alguma coisa errada sobre o noivo, logo, logo marido, de um amigo deles Bill Moore.  Assim que Strachey entra em cena, um assassinato acontece.  

 

 

The Long Embrace, de Judith Freeman, é um mistério com uma narrativa crime-freeman_200atmosférica.  Apesar de não ser tecnicamente um livro de crime, este romance gira em torno da vida de um dos escritores de histórias de detetives mais queridos nos EUA: Raymond Chandler.  O livro se concentra no casamento de 30 anos  desse escritor  com Cissy Pascal, que era 18 anos mais velha que ele. 

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Títulos  no Brasil:

 

 

Stieg Larsson:  Os homens que não amavam as mulheres, tradução de Paulo Neves, Companhia das Letras: 2008, São Paulo.

 

  





O cheiro do medo: ratos e peixes na berlinda.

31 08 2008

 

De acordo com o resultado de uma pesquisa feita na Suíça e noticiada no programa da rádio NPR nos EUA:  All Things Considered  (21-8-2008 )  pelo jornalista Christopher Joyce,  sabemos  hoje que o medo tem o seu próprio cheiro e também que ele vem do feromônio do  alarme, que animais produzem quando sob influência do estresse.  

 

Os cientistas ainda não sabem como tudo funciona.  Sabem que há um órgão no nariz dos ratos que detecta o feromônio do alarme.  Isto quer dizer que de fato existe o tal cheiro do medo.   O órgão que sente este cheiro é chamado de gânglio de Grueneberg, que são uma trouxinha de células próximas a ponta do focinho do rato.

 

Na Universidade de Lausanne, a bióloga, Marie-Christine Broillet separou quantidades de ar de gaiolas em que ratos envelhecidos foram submetidos à eutanásia.   Quando os pesquisadores expuseram ratos jovens e saudáveis a este ar, os neurônios do gânglio de Grueneberg se modificaram.  E o comportamento dos ratos também se modificou: correram para o lado oposto da gaiola e viraram estátuas, não se mexiam.

 

Para a confirmação da descoberta, submeteram ratos a outro teste, desta vez, removendo as células de percepção do glânglio.  Estes ratos, por sua vez, não demonstraram nenhum alarme quando expostos ao feromônio do medo.  Não houve reação alguma. 

 

É interessante notar que há um outro ser vivo que parece usar constantemente sua habilidade de detectar através de um feromônio, situações de alarme.   São os peixes.  Quando atacados por um peixe maior, eles secretam uma substância pela pele, a que se deu o nome em alemão de schreckstoff, que significa “coisa de grito”.

 

O alarme dado pelos peixes de perigo à vista, está sendo estudado pelo zoólogo Nathaniel Scholz, que tem se dedicado ao estudo de quanto a poluição das águas afeta a abilidade dos peixes de perceber uma situação de alarme, de sentir o schreckstoff.  Até o momento sua pesquisa descobriu que o cobre presente nos elementos urbanos poluidores da água proíbe os peixes de perceberem quando estão correndo perigo.  Em outras palavras,  eles não conseguem cheirar o feromônio do medo.  





Preço da fama para os atores: O caçador de pipas

5 07 2008
Ilustração de Mariângela Haddad

Ilustração de Mariângela Haddad

Uma das grandes vantagens da internet é que hoje podemos ouvir os nossos programas de rádio favoritos, mesmo que estejamos a milhares de quilômetros da estação de rádio que nos acolhia quando morávamos aqui, ali ou acolá.  Acabou-se a dependência na HORA DO BRASIL, na VOA (Voice of America) ou na BBC (Bristish Broadcasting Company) para se saber o que os outros estão fazendo, dizendo ou armando.  Agora, é só ligarmos nossos computadores e nos conectarmos com nossa estação de rádio predileta e notícias, músicas e comentários vão saindo dos nossos alto-falantes como se estivéssemos em outro lugar.

 

Nem sempre consigo seguir um dos meus programas favoritos nos EUA:  All Things Considered, da NPR (National Public Radio) nos EUA.  Mas há dois dias ouvi uma reportagem interessante sobre o menino Zekeria Ebrahimi, que fez o Jovem Amir, no filme O caçador de pipas.  Mesmo depois de muito tempo, ele ainda não conseguiu ter uma vida normal desde que participou da produção do filme.

 

 

Amir e Hassam conversam, foto de divulgação do filme

Amir e Hassam conversam, foto de divulgação do filme

 

Desde o início, durante as filmagens algumas polêmicas surgiram.  O diretor, Marc Forster, tentando dar à tela a maior veracidade possível, contratou atores que se enquadrassem nas restritas descrições do livro sobre etnia, idade, dialeto, sotaque e até mesmo a paisagem montanhosa, que apesar de ter sido filmada na China, retrata uma realidade muito próxima daquela encontrada no país dos talebãs. 

 

No início do filme há a cena que transforma o personagem principal e que o leva, 30 anos mais tarde, a vir redimir seus pecados:  o estupro de Hassam por um grupo de meninos.  Esta cena — a violação de Hassam, o caçador de pipas do título — não é só o ponto de partida da culpa do narrador, Amir, testemunha do estupro que nada faz, mas também um eloqüente retrato da maneira como minorias étnicas —  como os Hazaras, minoria xiita– são tratadas.

 

Este espelho realista foi mais acertado do que o governo do Afeganistão e sua minoria religiosa poderiam aceitar.   Como a bruxa de Branca de Neve eles  não conseguiram se ver nem na descrição do livro, nem nas imagens do filme.  E logo veio a censura.  O filme não pode ser projetado no país. “Há cenas que exibem atos de violência sexual que são etnicamente orientadas“, explicou o vice-ministro da Cultura Najib Malalai.

 

Mas, estamos nos tempos da aldeia global, da comunicação eletrônica, cópias piratas foram feitas e circuladas pelo país, enfrentando a censura Talebã governamental religiosa.  Cópias pirateadas apareceram em todo canto. 

 

Andrew H.  Walker

Khaled Hosseini com Zekeria Ebrhimi. Foto: Andrew H. Walker

 

Com a censura no Afeganistão a Paramount tratou da segurança pessoal de seus pequenos atores: mudou as três crianças do território afegão para os Emirados Árabes.  Lá, desde novembro de 2007, elas encontraram refúgio e permaneceram acompanhadas de um guardião cada.  Paramount colocou os meninos em escolas particulares, alugou apartamentos para eles, pagou às famílias um salário mensal e arranjou emprego para os guardiões.   

 

Mas, passado algum tempo, Zekeria Ebrahimi voltou à terra natal, saudoso da família.  Infelizmente, ele agora se encontra incapaz de ir à escola ou deixar sua própria casa. Afegãos que viram o filme consideram a película como um insulto e acham que a cultura nacional foi preconceituosamente mal representada.  Além disso, eles atribuem ao filme o aumento das tensões entre minorias no país, que há décadas dividem os habitantes.  

 

O medo de que Zekeria possa cair nas mãos de revoltosos continua.  O menino teve que sair da escola em que se inscreveu em Cabul porque colegas de turma da minoria Hazara queriam matá-lo, linchá-lo, o quanto antes.  A família se mudou.  Mas a ida para um outro bairro de nada adiantou.  As perseguições continuaram.  Zekeria não vai mais à escola e não sai de casa.  Está sendo educado em casa por seu tio.  A família, representada pela tia Waheeda Ebrahimi, quer mais proteção.  Quer emigrar para os EUA, o único lugar em que acreditam poderão viver em paz.

 

Mas nestes tempos de vacas magras nos EUA e de medo de imigrantes de origem muçulmana, há limites sérios sobre o que a Paramount pode fazer.  A companhia preferiria que a família toda fosse para o Dubai.  Neste meio tempo, preso por uma situação em que não tem nenhum controle, Zekeria leva uma vida de prisioneiro em sua própria casa, em seu próprio país.  

 

Vale lembrar as palavras do vice-ministro da cultura sobre a proibição da projeção do filme no país e perguntar a ele se a visão de um lado, não se aplicaria também à uma visão do outro lado, já que tanto o personagem Amir quanto Zekeria são da minoria Pashtu.

 

Um membro de uma etnia que é agredido por pessoas de uma etnia diferente leva a crer que esta etnia está ligada a esse tipo de ato“, declarou Malalai. “É um ato cultural, isso não pode ser aceito“, acrescentou.

 

NOTA: O filme O caçador de pipas é baseado no romance de Khaled Hosseini do mesmo nome.

 

 

Ilustração de Mariângela Haddad

Ilustração de Mariângela Haddad

 

 

 

 

 

 

 

 

 








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