Rio de Janeiro, cidade olímpica!

8 07 2016

 

ARMANDO VIANNA (1897-1992) - São Conrado ao Fundo Pedra da Gávea,osm, 27 x 35. Assinado e datado (1938)Praia de São Conrado com a Pedra da Gávea ao fundo, 1938

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre madeira, 27 x 35 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

15 04 2016

 

 

Sergio Piancó, (Brasil, contemporâneo)Sem título, 2014

Sérgio Piancó (Brasil, contemporâneo)

acrílica





Olimpíadas de Inverno: uma sinfonia à criativa sobrevivência humana

23 02 2014

Axel_Ender_Young_girl_skating_on_a_frozen_lake,_NorwayJovem em lago congelado, Noruega, 1920

Axel Hjalmar Ender (Noruega, 1853-1920)

óleo sobre tela

Enquanto escrevo esta postagem, acontece em Sochi o jogo final de hóquei entre  Suécia e  Canadá, momento em que as Olimpíadas de Inverno, realizadas este ano na Rússia, chegam ao fim.  Tenho acompanhado, quando posso, as competições nas diversas categorias dos esportes de inverno. Ignorava a existência de muitas delas e tratei, dentro do possível, de compreender as regras dessas modalidades.

Johann Culverhouse - Skating in Central ParkPatinando no Central Park, 1865

Johann Mongels Culverhouse (Holanda, 1825-  EUA, 1895)

óleo sobre tela

À medida que diversos esportes se apresentavam na tela, percebi que as Olimpíadas de Inverno refletem mais do que esportes.  Elas refletem a história de como, nós, humanos, conseguimos sobreviver em condições extremas, rodeados por uma natureza inóspita.  Muitos dos esportes têm relacionamento direto à nossa sobrevivência.  O Biatlo de inverno, por exemplo, remete à mobilidade na neve e à caça, duas atividades requeridas para a sobrevivência nas regiões geladas do planeta.

Öèôðîâàÿ ðåïðîäóêöèÿ íàõîäèòñÿ â èíòåðíåò-ìóçåå Gallerix.ruPaisagem de inverno e alçapão, 1565

Pieter Bruegel (Holanda, 1526-1569)

óleo sobre madeira, 38 x 56 cm

Enquanto os Jogos Olímpicos de verão estão ligados, em grande parte, ao treinamento de guerra da antiga Grécia, os de inverno estão mais próximos das atividades necessárias para a sobrevivência bem sucedida de inverno. Não conseguimos ignorar os  extremos por que nossos antepassados passaram. Os esportes de inverno são descendentes diretos do que era necessário para uma sobrevivência dependente da incerteza, do augúrio diário do clima extremo.  Enquanto observamos esquiadores descerem e subirem montanhas no cross-country, com sol ou com neve, a temperaturas desconfortáveis, para o corpo humano.  Com eles podemos imaginar como nossos antepassados tiveram que conquistar terrenos cobertos de gelo e neve para obter o que era essencial até a chegada da primavera.

samoheduslarge

Homem Samoiano [tribo da Sibéria] em roupas tradicionais, usando pele, carregando um rifle e um arco, sobre patins de gelo.

Escola alemã, século XVIII

Desenho a tintas sépia e preta, grafite, aquarela, 31 x 23 cm

As Olimpíadas de Inverno, vistas dessa maneira, são um tributo à criatividade humana pela sobrevivência. São uma maneira, hoje festiva, de reverenciarmos aqueles que nos precederam e que fizeram a nossa existência, aqui, em 2014, possível.





Pensando nos esportes nestas Olimpíadas

4 08 2012

O futebol feminino, sem data, França

Ramon Casas e Pere Romeu na bicicleta dupla, 1897.

Badminton,de Johan Friedrich Hennings (1838-1899).

Basquete feminino, virada do século XIX /XX.  Cartão postal.

Tênis, cartão postal 1910.

Mergulho masculino, 1898.

Disco, cartão postal das Olimpíadas de 1924.

 





OLIMPÍADAS 2016 – um símbolo na medida carioca!

7 01 2011


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Gostei imensamente do símbolo das Olimpíadas Cariocas, desvendado no dia 31 de dezembro durante a Festa de Réveillon em Copacabana.  Produzido pela empresa carioca Tátil, com 20 anos de experiência no mercado e uma equipe de 105 funcionários, é o primeiro símbolo das Olimpíadas tri-dimensional.  Acredito que esta idéia, de tri – dimensionar, tenha sido um daqueles momentos de AHA! — um momento  EURECA! – no processo criativo, pois ele certamente se prestará à própria modernização visual das Olimpíadas.  Eu me explico: hoje temos uma abundância de televisões e filmes cujas imagens podem ser vistas em três dimensões, a tendência deve ser de se tornarem mais comuns. Mas o uso de imagens holográficas também está se acelerando.  Recentemente a Universidade de Tóquio demonstrou por um vídeo desenvolver o que se chama de holografia tátil.   E nas eleições para Presidente dos Estados Unidos a rede de televisão CNN inaugurou o uso de uma imagem de Jessica Yellin, conversando com o jornalista Wolff Blitzer em que a imagem dela foi projetada e parecia estar em três dimensões, mas vinda de outro local, distante dos estúdios televisivos, por aproximadamente 1.600 km. Esses experimentos estão pipocando no mundo todo e o símbolo das Olimpíadas cariocas facilmente se adaptará a esses meios não tão comuns hoje, mas que deverão ser corriqueiros em 2016.

O símbolo das Olimpíadas de 2016 faz uma referência visual às montanhas cariocas, como o vídeo de apresentação mostra [ veja abaixo].  A imagem de três pessoas dando-se as mãos num círculo foi um achado de grande felicidade.   Como sabemos, a dança em círculo, é uma das manifestações humanas mais antigas, quase sempre traduzindo felicidade e união, duas características associadas ao evento olímpico e a este momento especial por que passa a cidade do Rio de Janeiro.    A dança em círculo também foi durante a Idade Média e a Renascença considerada uma dança sagrada.  Já mencionamos isso aqui no blog quando mostramos o altar do Último Julgamento de Fra Angélico.

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Com área de especialização na Arte Européia Moderna (1868-1945 — da Guerra Austro-prussiana ao final da 2ª Guerra Munndial) e dedicação de dez anos de estudo à história da arte, com teses esmiuçando os movimentos artísticos na Europa no início do século XX, é natural que, volta e meia, eu venha a relacionar o que vejo com o que estudei.  Assim aconteceu na primeira vez que vi o símbolo da Olimpíadas do Rio de Janeiro.  Um dos grandes passatempos de historiadores da arte é imaginar que influências, diretas ou não, certos artistas receberam para chegar às soluções gráficas que escolheram.  Até o final do século XX, antes do aparecimento da internet, era mais fácil saber o que cada pintor ou escultor havia visto e determinar se um quadro ou uma escultura havia influenciado o resultado final de uma composição mais tardia.  Na verdade, as coisas começaram a mudar quando a impressão de fotografias de quadros famosos começou a aparecer em revistas de grande tiragem,  já no final do século XIX.  Mas até então, artistas estavam, em sua grande maioria, limitados à presença física diante de uma obra de arte ou de uma de suas cópias — daí as inúmeras cópias da arte clássica grega e romana, por exemplo, que preenchem grande parte dos museus de Belas Artes. 

Historiadores da arte, principalmente aqueles especializados nas Proto e Alta Renascença podem passar anos de suas vidas dedicando-se às influências sofridas por este ou aquele pintor.  Teria tido ele acesso a esse manuscrito que tem ilustrações semelhantes?  Ou teria fulano tido acesso a qual edição de um Livro de Emblemas?  Hoje, com a internet, estas suposições já não cabem.  Todo mundo tem acesso a tudo.  Mas, fato é que, esta maneira de pensar acaba ficando no sangue de quem estuda História da Arte; é um vício de enfoque, digamos assim.  E o símbolo das Olimpíadas de 2016 me remeteu de imediato, a um dos maiores artistas do século XX, o francês Henri Matisse.

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A  dança, 1909

Henri Matisse ( França, 1869-1954)

Óleo sobre tela, 2,60m x 3,90m

Museu de Arte Moderna [MOMA] de Nova York

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Há duas versões desse quadro: A Dança, de Matisse.  A de Nova York , de 1909, que é a primeira versão, uma espécie de estudo.  As figuras têm menos detalhes do que as que aparecem na versão definitiva, de 1910,  hoje no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia.  E as cores são bastante mais pálidas na primeira versão.  A Dança  tem um par, um pendant, que é  a  tela Música.  Ambas foram pintadas para o empresário e colecionador russo Sergei Shchukin.  E essas obras marcam uma virada, um ponto importante da carreira de Matisse: foram a primeira experiência de Matisse com um trabalho baseado em elementos arquitetônicos – os painéis tinham a incumbência de “vestirem” ,ou melhor,  serem colocados ao longo da grande escadaria do palacete de Shchukin, e também causaram grande comoção ao pintor, pois seu patrocinador teve sérias dúvidas se poderia ou não dependurar essas obras, com tantos nus, na residência onde morava com duas sobrinhas, donzelas,  sem ofender a moral vigente.

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A dança, 1910.

Henri Matisse (França, 1869-1954).

Óleo sobre tela, 2,60m  x 3, 9O m

Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia

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Cem anos separam o símbolo das Olimpíadas no Rio de Janeiro das telas de Henri Matisse, assim como aproximadamente cem anos separaram as telas de Matisse do que é considerado fonte de inspiração do artista francês:  A dança de Oberon, Titania,  e Puck com as Fadas, de circa 1786, de autoria do inglês William Blake ilustrando O sonho de uma noite de verão de William Shakespeare.

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A dança de Oberon, Titania e Puck com as fadas, c. 1786

William Blake (Inglaterra, 1757-1827)

Aquarela sobre papel grafite, 47,5cm x 67,5cm

Tate Gallery, Londres

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Ainda que a obra de Matisse A Dança tenha diversas versões escultóricas pelo mundo, inclusive uma versão no Jardim Botânico do Rio de Janeiro,  e que seus cinco elementos em círculo venham a lembrar os cinco círculos que compõem o logotipo das Olimpíadas, cada qual representando um dos continentes, acredito que seja a versão de William Blake a que mais se aproxime em composição do logo das Olimpíadas de 2016.  Isso porque na dança, propriamente dita, de Blake há três fadas, que se separadas do original, como o detalhe abaixo mostra, muito se assemelham no contorno de seus movimentos aos contornos da logomarca das Olimpíadas cariocas.

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William Blake, Dança das Fadas, DETALHE.

Logo, Olimpiadas 2016.

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William Blake ou Henri Matisse podem ter sido ou não as fontes de inspiração para uma excelente marca.  Mas, vale a pena lembrar, que desde a Grécia antiga o círculo é considerado a forma mais simples e mais perfeita [Proclus Lycaeus , (500 aC)].   E que o círculo talvez seja o mais antigo símbolo de união.  O círculo tem sido através dos séculos o símbolo de um todo, indivisível: uma unidade.  Símbolo, também,  da bondade, do infinito e do sol, todos ingredientes existentes no Rio de Janeiro e essenciais para o bom desempenho das Olimpíadas.  Este círculo, formado pelas mãos unidas de três pessoas dançando, se veste de alegria e cristaliza o momento mágico, sagrado, de comunhão com algo que é maior que nós.  Esse círculo, que no Rio de Janeiro toma uma forma tri-dimensional, representa também a união de diferentes povos num momento especial de paz e de entrega.  E é tão carregado de associações culturais, as mais diversas, que repercute nas nossas almas, no nosso inconsciente coletivo, lembrando-nos dos valores das Olimpíadas, dos esportes, da cordialidade entre os povos que devem florescer no espírito desta festa.   Parabéns aos que o criaram e parabéns ao Rio de Janeiro por ser tão bem representado.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011

VEJA COMO FOI O PROCESSO DE CRIAÇÂO DA LOGOMARCA:





Cidadania de aluguel — cidadania de conveniência

11 08 2008

 

Sábados tivemos o Brasil contra o Brasil no vôlei de praia nas Olimpíadas.  Não que os nossos dois times estivessem lutando pelo 1° e 2° lugares no pódio.  Uma equipe de brasileiras, jogava pelo Brasil enquanto que outra equipe de brasileiras jogava pela Geórgia.  O desejo de participar nas Olimpíadas e a certeza de não serem as melhores para representar um país de estrelas no vôlei de praia fez com que Cristine Santanna e Andrezza Martins convenientemente se tornassem cidadãs da Geórgia para terem direito aos seus 15 minutos de fama olímpica.  Será que vale?  Elas perderam.  Como era previsível já que não poderiam se igualar ao time de brasileiras com nacionalidade brasileira.  

 

As meninas, que se tornaram cidadãs da Geórgia — logo a Geórgia que entrou em guerra no dia da comemoração de abertura das Olimpíadas, não são aqui objeto do meu julgamento.  Cada um sabe o que faz e porque o faz.  Mas reconheço que em questão de cidadania acho estranho que alguém possa jurar fidelidade a uma cultura, a um país, a uma bandeira desconhecida.  Espero que tenha valido a pena para elas, esta cidadania de encomenda.   Elas não são as únicas nesta situação.  Há dois outros jogadores brasileiros, no vôlei de praia, que também envergam as cores vermelho e branco da Geórgia: Renato Gomes e Jorge Terceiro.  Há também dois outros brasileiros, irmãos, defendendo o time de hóquei espanhol: Kiko e Felipe Perrone.  Pode até ser que estes irmãos tenham algum sentimento pela Espanha, já que seus sobrenomes parecem ser de origem espanhola. Mas reconheço que fico pensando sobre as reais  vantagens destes arranjos.

 

Muitos países que não tem atletas em campos específicos, mas que gostariam de mostrar sua “força” perante o mundo, “alugam” suas cidadanias aos que podem em tese lhes trazer maior “reconhecimento mundial”.   Atletas por sua vez, atraídos pela fama, pela possibilidade de financiamento, dinheiro vivo, durante anos de treino, não vêem nada de mais em se deixarem alugar como cidadãos de uma outra terra, de outra cultura, mesmo que esta cultura não tenha nada a ver com eles.  Todos, atletas e países encontram assim uma maneira de “burlar” a mediocridade, é a solução Dorian Gray: só a imagem no espelho é real; a imagem na TV, nos jogos olímpicos, na verdadeira luta diária do esporte, esta continua lustrosa, sem danos, sem impurezas, sem perdas, e mais ainda coma a possibilidade de medalhas que as tornem ainda mais ilusórias.  [Retrato de Dorian Gray, livro do escritor inglês Oscar Wilde, publicado pela primeira vez em 1891].  Na busca de imagem de contos de fadas, países de contos de fadas como alguns do oriente médio usam seus petrodólares para atrair uma elite de desportistas de países pobres, tais como corredores africanos.  Os chineses, que vendem barato suas horas de trabalho também estão defendendo bandeiras de diversos outros países principalmente em tênis de mesa.  Mas isso não é efeito da globalização.  Isto é simplesmente o efeito do olho grande.  

 

Gol!  Ilustração Mauricio de Sousa.

Gol! Ilustração Maurício de Sousa.

 

 

No final de junho, Anne Applebaum,  no artigo [How did a guy who can’t speak Polish end up scoring Poland’s only goal of Euro 2008? 30/6/2008] abordou este assunto enquanto considerava a Euro Copa de futebol.  Na televisão ela viu Lukas Podolski (polonês) jogando pela Alemanha, fazer o único gol que fez a Alemanha vencer sobre a Polônia.  A imprensa o rodeava e perguntava: “Como você se sente tendo marcado o gol contra o seu próprio país”?  É claro que o  jovem jogador não teve nada especial para responder.  Este foi um exemplo.  Esta é uma situação típica, na Europa: muitos times de futebol têm entre seus jogadores pessoas que não tem nada a ver com os países cujas camisas eles usam e cuja pátria eles defendem.

 

Ela nos lembra, muito apropriadamente, que a maioria dos europeus, em geral, não usa o seu nacionalismo na lapela.  Diferente dos Estados Unidos, europeus não hasteiam bandeiras na frente de casa, nem comemoram dias de independência com o ardor nacionalista, com que os americanos o fazem.  Ao invés disso, as batalhas patrióticas acontecem nos campos de futebol, onde pessoas enrolam-se nas bandeiras de seus países e em grupos saem com as caras pintadas, quando não insistem em usarem as mais repulsivas perucas de fios de náilon com as cores das bandeiras de suas pátrias.  Mas com a União Européia há preocupação dos governos de diluírem ao máximo  sentimentos de nacionalismo, eles preferem se mesclar numa única nacionalidade que seja representativa da Comunidade Européia.  Há, então, cada vez mais incentivo à troca de jogadores e à defesa de uma bandeira nacional como se fosse uma bandeira do seu time favorito.  Talvez, realmente, haja esta necessidade dentro da Europa. Mas é difícil imaginar que o mesmo seja aceitável quando um time chinês de tênis de mesa defende a Argentina ou um time brasileiro de vôlei de praia defende a Geórgia.   

 

 

 

 





Prata da casa: Gisele Prata Real, escultora

9 07 2008

 

Passando hoje pela internet a procura de notícias das Olimpíadas na China encontrei algumas fotos da competição de esculturas na areia que precede a abertura dos jogos.  O evento ocupou 20.000 metros quadrados na cidade costeira de Haiyang, na Província de Shandong e se tornou o maior parque temático de esculturas na areia da China.   Esta é a terceira competição mundial de escultura na areia naquele país e este ano, como não podia deixar de ser, o tema foi:  As Olimpíadas de Beijing, 2008.  O festival começou na quinta-feira passada e atraiu famosos artistas da areia de países tais como Rússia, Austrália e Eslovênia.

 

Foi uma pena não estarmos representados pela nossa maior escultora da areia, a cirurgiã-dentista Gisele Prata Real.  Gisele está no momento participando do FIESA 2008.   Esta é a 6ª edição  do FIESA e acontece no Algarve, no sul de Portugal.  O tema escolhido pelos produtores:  HOLYWOOD.  A proposta foi uma homenagem aos fabulosos cenários, à ficção, ao humor e ao inesquecível estilo do cinema americano.  Ao todo são cinqüenta escultores participando.  Eles tiveram um mês para trabalhar em seus projetos e usar as  30.000 toneladas de areia projetadas para o festival numa área abrangendo 15.000 metros quadrados.  Este é o maior festival de esculturas em areia da península ibérica.  A exposição dos trabalhos começou em 22 de maio e vai até 22 de outubro.  Espere ver por lá famosos personagens do cinema de King Kong a Marilyn Monroe.  Gisele Prata Real compôs uma belíssima homenagem ao filme Casablanca.

Homenagem ao filme Casablanca, escultura de Gisele Prata Real

Homenagem ao filme Casablanca, escultura de Gisele Prata Real

 

 

Mas na minha opinião, julgamento feito exclusivamente por fotos, acredito que ela ainda  não tenha sido capaz de bater a si própria.  Seu trabalho no 20° Festival de escultura na areia, da cidade de Minamisatsuma, em Kagoshima no Japão, foi extraordinário.  Esta exposição que terminou no dia 6 de junho deste ano e organizada pelo governo local, teve como tema Mulheres de repercussão mundial.  Gisele Prata Real estava inspirada ao escolher uma homenagem a Madre Tereza de Calcutá, com o trabalho intitulado Vivendo o Amor.   Com uma imaginária muito poética a artista brasileira apresentou detalhes da vida diária da religiosa, com um casebre,  roupas na corda, tina para lavar e a própria Madre Tereza abraçada às crianças de quem ela tanto gostava.

 

Vivendo o amor, Homenagem a Madre Tereza, de Gisele Prata Real

Vivendo o amor, Homenagem a Madre Tereza, de Gisele Prata Real

 

Seria interessante termos mais cobertura da imprensa para os poucos mas muito concorridos festivais de escultura na areia que acontecem no Brasil.  Seria uma excelente maneira de popularizarmos e certamente acharmos novos talentos nesta arte efêmera.

 

 








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