Nossas cidades: Ouro Preto

28 08 2018

 

 

RODOLFO WEIGEL (1907-1987). Cena Urbana com Personagens em Ouro Preto - MG, óleo s tela, 47 X 37. Década de 40.Cena urbana com personagens em Ouro Preto, MG, década de 1940

Rodolfo Weigel ( Brasil, 1907-1987)

óleo sobre tela, 47 X 37 cm





Nossas cidades — Ouro Preto

24 10 2016

 

 

fernando-correia-e-castro-rua-do-palacio-velho-ouro-preto-1992-46-x-38-cm-ostRua do Palácio Velho, Ouro Preto, 1992

Fernando Corrêa e Castro (Brasil, 1933)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm





Trova da Inconfidência Mineira

18 04 2015

 

 

LUIZ DE ALMEIDA JÚNIOR (1894-1970)Casario e igrejas em Ouro Preto-MG,1963,ost, 50 X 60Casario e igrejas em Ouro Preto, MG, 1963

Luiz de Almeida Júnior (Brasil, 1894-1970)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

 

 

Delatando os insurgentes,
Joaquim Silvério, o vilão,
não traiu só Tiradentes,
traiu toda uma Nação.

 

(Campos Sales)





Nossas cidades — Ouro Preto

15 12 2014

 

 

NazarenoAltavillaVista de Ouro Preto comNossa Sra. Das Mercês, 1955,OST50 x60Nossa Sra. das Mercês, Ouro Preto, 1955

Nazareno Altavilla (Brasil, 1921-1989)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Inaceitável: mulher lendo no Brasil do passado, texto de Ana Miranda

12 08 2014

 

 

 

moacyr alves, ouro preto, 1964, ost, 115x147Ouro Preto, 1963

Moacyr Alves (Brasil, 1904- 1982)

óleo sobre tela, 115 x 147 cm

 

 

“Nunca usava decotes como os das mulheres das Minas, vestia quase sempre saia e casaco pretos. Ás vezes aparecia com pintura e cabeleira, como os sodomas do palácio do governador. Costuma ser distraída e gostava de apreciar o horizonte. Falava com estranhos. Entrava nas igrejas, rezava ajoelhada. Andava com o nariz para o alto e olhava as pessoas nos olhos. Despertava vontade de fornicar, pois tinha carnes; mais dava medo. Às vezes a fidalga ficava olhando um livro de capa preta, que Lourenço não sabia dizer o que era, mas talvez fosse um missal.

 
Frei Francisco interessou-se especialmente por esta última informação, que poderia esclarecer de vez o caráter de dona Mariana. Muitas pessoas se interessavam pelos livros de poesias e ensaios, abandonando as leituras de obras religiosas; não para adquirirem sabedoria filosófica, mas para se desavergonharem. Buscavam na Arte de amar apenas os trechos obscenos. Ovídio ensinava às esposas como enganar seus maridos em celas alugadas; suas mulheres ostentavam infidelidade e os homens uma complacência cornuda. A obra de Ovídio reduzia uma grande civilização a um galinheiro. A maioria dos livros continha um amontoado de sujeiras, arrotos de desbraguilhamentos. Os poetas costumam ser uma gente de natureza maliciosa. Descreviam príncipes em atividades obscenas nos alcouces, nobres em atitudes indignas nas camas, alcoviteiras ensinando moças a tornarem seus amantes generosos, velhos seduzindo meninas, exoterismo mundano, cumplicidade de salão; cantava-se gente da sarjeta em versos langorosos, padres eram difamados. Filósofos ensinavam como apanhar adolescentes no circo. Imperadores invadiam cidades vestidos como mulheres e deleitavam-se com escravos. O que achavam as pessoas, por acaso, que os poetas escreviam sobre as tendas esfumaçadas de César? Discussões sobre táticas de guerra? Meditações? Preferiam descrever vasos de vinho, coroas de pâmpanos, lascívia as bailarinas orientais e homens deitados na mesma cama.”

 

 

O retrato do rei, ANA MIRANDA, São Paulo, Cia das Letras:1991,páginas 87-88

 





Minha Aldeia, poema de Antonio Gedeão

18 10 2012

Vista parcial de Ouro Preto, s/d

Mário Agostinelli (Peru 1915 – Brasil, 2000).

óleo sobre tela colada em madeira, 47 x 56 cm

Minha aldeia

Antonio Gedeão

Minha aldeia é todo o mundo.

Todo o mundo me pertence.

Aqui me encontro e confundo

com gente de todo o mundo

que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia

com várias inclinações.

Ângulo novo, nova ideia;

outros graus, outras razões.

Que os homens da minha aldeia

são centenas de milhões.

Os homens da minha aldeia

divergem por natureza.

O mesmo sonho os separa,

a mesma fria certeza

os afasta e desempara,

rumorejante seara

onde se odeia em beleza.

Os homens da minha aldeia

formigam raivosamente

com os pés colados ao chão.

Nessa prisão permanente

cada qual é seu irmão.

Valências de fora e dentro

ligam tudo ao mesmo centro

numa inquebrável cadeia.

Longas raízes que imergem,

todos os homens convergem

no centro da minha aldeia.

Em: Poesias completas (1956-1967), coleção Poetas de hoje, Lisboa, Portugália:s/d

Rômulo Vasco da Gama de Carvalho , rambém conhecido pelos pseudônimos : Antonio Gedeão ou por Rômulo de Carvalho. (Portugal,  1906-1997)  Poeta, professor e historiador da ciência portuguesa.  Teve um papel importante na divulgação de temas científicos, colaborando em revistas da especialidade e organizando obras no campo da história das ciências e das instituições.  Revelou-se como poeta apenas em 1956, com a obra Movimento Perpétuo.

Obras poéticas:

Movimento perpétuo, 1956

Teatro do Mundo, 1958

Máquina de Fogo, 1961

Poema para Galileu 1964

Linhas de Força, 1967

Poemas Póstumos, 1983

Novos Poemas Póstumos, 1990





Seis quadrinhas escolares sobre Tiradentes por Walter Nieble de Freitas

17 04 2011

6 quadrinhas escolares  para o Dia de Tiradentes

                                               Walter Nieble de Freitas

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Por ter sido descoberto

Por Pedro Álvares Cabral,

O Brasil, caros colegas,

Pertenceu a Portugal.

Ouvi dizer que homens bravos,

Chefiados por Tiradentes,

Receberam nesse tempo,

O nome de inconfidentes.

Os nossos inconfidentes

Nutriam um ideal:

Desejavam separar

O Brasil de Portugal.

Joaquim Silvério dos Reis

Traiu os incoonfidentes,

Destruindo dessa forma,

O sonho de Tiradentes.

No dia Vinte e Um de Abril,

Sob vivas estridentes,

Foi, no Rio de Janeiro,

Enforcado Tiradentes.

O exemplo que Tiradentes

nos deu a Vinte e Um de Abril

É a página mais linda

da História do Brasil.

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Em: 1000 Quadrinhas Escolares, Walter Nieble de Freitas, São Paulo, Difusora Cultural: 1965








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