Trova do outono

21 03 2019

 

 

 

 

f2d8d97ee0d76cb800459768ac09a7a7Desconheço a autoria dessa bela ilustração, capa da revista House Beautiful, de Outubro de 1929.

 

 

Querendo colher no outono,

semeei na primavera…

Tu deixaste no abandono

um jardim à tua espera…

 

(Marília Fairbanks Maciel)

 

 





Fim do outono, poesia infantil de Zinda Maria Vasconcellos

1 05 2017

 

 

outono, g highamOUTONO, ilustração de G. Higham

 

 

Fim de outono

 

Zinda Maria Vaconcellos

 

Árvores cheias de frutos,

com as folhas avermelhadas,

estão quietinhas, parada,

parecem ter muito sono…

que bom, estamos no outono…

 

Já mudou a paisagem,

o vento com sua aragem,

põe nuazinhas as árvores.

Folhas caídas, bailando,

vão o chão todo enfeitando.

É o inverno que vem chegando.

 

 

Em: O mundo da criança, vol. 1: poemas e rimas,  Rio de Janeiro, Editora Delta: 1971, p. 146





Verão!

21 12 2016

 

 

hugh_ramsay_-_the_four_seasons_-_google_art_projectAs quatro estações, c. 1902

Hugh Ramsey (Austrália, 1877-1906)

óleo sobre painel

Galeria de Arte da Austrália do Sul

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Domingo, um passeio no campo!

28 06 2015

 

 

Carlos Borges,Outono,Gravura, 43 x 50 cmOutono

Carlos Borges (Brasil, 1959)

Gravura, 43 x 50 cm





Canção do outono — poesia de Mário Quintana

7 04 2014

outono, Paul Bransom (1885-1979)Outono, ilustração de Paul Bransom (1885-1979).

Canção de Outono

Mário Quintana

O outono toca realejo

No pátio da minha vida.

Velha canção, sempre a mesma,

Sob a vidraça descida…

Tristeza? Encanto? Desejo?

Como é possível sabê-lo?

Um gozo incerto e dorido

De carícia a contrapelo…

Partir, ó alma, que dizes?

Colher as horas, em suma…

Mas os caminhos do Outono

Vão dar em parte nenhuma!

Em: Prosa e Verso, Mário Quintana – série paradidática Globo, Porto Alegre, Edições Globo: 1978, p. 12

 





Minuto de sabedoria — Albert Camus

20 03 2014

outono, Clarence Coles PhillipsIlustração Clarence Coles Phillips.

“Outono é outra primavera, cada folha uma flor”.

Albert CamusCamusAlbert





Realidade, poema de Martins d’Alvarez

16 11 2012

Outono, Capa da Revista Fruit, Garden & Home, Setembro de 1929.

Realidade

Martins D’Alvarez

—  Que bairro bonito e grande!

Tu me dizes, debruçada

na sacada

da janela

deste meu primeiro andar.

De fato, a rua é um viveiro

de mocidade e de graça,

entre um recanto de praça

e um trapo verde de mar.

Bairro lindo, na verdade,

o mais belo da cidade.

Mas, nã me digas que é grande…

Não me digas, por favor!

Só eu sei, anjo moreno,

eu que provo o veneno,

como este bairro é pequeno

para abrigar nosso amor.

Em: Poesia do cotidiano, Martins D’Alvarez, Rio de Janeiro, Edições Clã: 1977








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