Nossas Cidades: Itanhaém

1 05 2017

 

 

Paulo Rossi Osir, Conceição de Itanhaém, 1920, aqspapel, 43x48Conceição de Itanhaém, 1920

Paulo Rossi Osir (Brasil,1890-1959)

aquarela sobre papel,  43 x 48 cm

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Nossas cidades: Cuiabá

24 04 2017

 

 

YAREMA OSTOG (Austria, 1910- Brasil+ 1996) - Paisagem de Cuiabá,, O.S.T, 1950,38x46 cPaisagem de Cuiabá, 1950

Yarema D’Ostrog Gembatiuk (Áustria/Brasil, 1910-1996)

óleo sobre tela, 38 x 56 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

14 04 2017

 

 

JOSÉ MARIA DE ALMEIDA - Rua do Lavradio - ost - 65 x 46 - Datado 1976Rua do Lavradio, 1976

José Maria de Almeida (Portugal/Brasil 1906-1995)

óleo sobre tela, 65 x 46 cm

 





Um passeio ao Pão de Açúcar, texto de Pedro Nava

23 03 2017

 

 

Felisberto Ranzini (1881 - 1976) Pão de Açúcar Aquarela 33 x 50 cm.Pão de Açúcar

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

Aquarela sobre papel, 33 x 50 cm

 

 

“UMA COISA FABULOSA que fiquei devendo ao noivado de minha prima foi a excursão que fizemos ao Pão de Açúcar nos bondinhos aéreos inaugurados em 1912 e 1913. Tinham quatro para cinco anos e eram uma novidade que o Joaquim Antônio queria comparar com os que vira na Europa. Combinou-se o passeio e ele próprio me incluiu no grupo dizendo que “mestre Pedro vai conosco”. Éramos ele, eu, a noiva, tia Candoca e a Mercedes Albano. Para essa coisa meio esportiva que era a ascensão que ia ser feita, vesti meu terno número um, o Joaquim Antônio colarinho duro de pontas viradas, a Maria e a Mercedes grandes chapéus e vestidos escuros, a futura sogra sedas, veludos pretos e uma toque alta de pluma póstero-lateral. Exatamente, pois possuo os retratos tirados nesse dia inesquecível. Lanchamos na Urca — chá, torradas, sanduíches, mineral e para mim, tudo isso e o céu também — gasosa! Subimos depois do por do sol e o acender das luzes da cidade nas alturas do Pão de Açúcar dos ventos uivantes. Não sei dos outros. No cocuruto eu desci um pouco no declive que dá para o maralto, sentei no granito e olhei. Jamais reencontrei coisa igual senão quando, em Capri, subi à casa de Axel Münthe e no dia em que sobrevoei Creta para descer em Heraclion. Estavam presentes todas as cores e cambiantes que vão do verde e do glauco aos confins do espetro, ao violeta, ao roxo. Azul. Marazul. Azurescências, azurinos, azuis de todos os tons e entrando por todos os sentidos. Azuis doce como o mascavo, como o vinho do Porto, secos como o lápis-lazúli, a lazulite e o vinho da Madeira, azul gustativo e saboroso como o dos frutos cianocarpos. Duro como o da ardósia e mole como os dos agáricos. Tinha-se a sensação de estar preso numa Grotta Azzurra mas gigantesca ou dentro do cheiro de flores imensas íris desmesuradas nuvens de miosótis hortênsias — só que tudo rescendendo ao cravo — flor que tem de cerúleo o perfume musical de Sonata ao Luar. Malva-rosa quando vira rosazul. Aos nossos pés junto à areia de prata das reentrâncias do Cara-de-Cão, ou do cinábrio da Praia Vermelha, o mar profundo abria as asas do azulão de Ovale e clivava chapas da safira que era ver as águas das costas da Bahia. Escuro como o anilíndigo do pano da roupa que me humilhava nos tempos do Anglo-Mineiro. Mas olhava-se para os lados de Copacabana e das orlas fronteiras além de Santa-Cruz e o meitleno marinho se adoçava azul Picasso, genciana, vinca-pervinca. As ilhas surgiam com cintilações tornassóis e viviam em azuis fosforescentes e animais como o da cauda seabrindo pavão, do rabo-do-peixe barbo, dos alerões das borboletas capitão-do-mato da Floresta da Tijuca. Olhos para longe, mais lonjainda — e horizontes agora Portinari, virando num natiê quase cinza, brando, quase branco se rebatendo  para as mais altas das alturas celestes azul celeste azur só possível devido a um sol de bebedeira derretendo os contornos as formas e virando tudo no desmaio turquesa e ouro e laranja dos mais alucinados Monets Degas Manets Sisleys Pissarros. Mas súbito veio o negro da noite acabando a tarde impressionista. As luzes se acenderam em toda a cidade mais vivas na fímbria orlando o oceano furioso. Eu nem me lembro como vim rolando Pão de Açúcar abaixo aos trancos e barrancos daquele dia vinho branco…”

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, pp. 129-30.





Nossas cidades: Ribeirão Preto

20 02 2017

 

 

 

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Quarteirão Paulista, Ribeirão Preto

Francisco [Xavier Rodrigues] Lima (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela

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Nossas cidades: Goiânia

28 11 2016

 

 

gomes-de-souza-goiania-1992Goiânia, 1992

Gomes de Sousa (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela





Nossas cidades: Santos

21 11 2016

 

 

takeshi-suzuki-1908-1987iha-de-urbuquicaba-1997-ost73-x-60-pespIlha de Urubuqueçaba, 1997 (?)

Takeshi Suzuki (Japão/Brasil, 1908-1987 (?))

óleo sobre tela, 73 x 60 cm

Pinacoteca do Estado de São Paulo

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