Domingo, um passeio no campo!

21 05 2017

 

 

ANGELO BIGI - (Itália1899 -Brasil 1953)Paisagem do Retiro - óleo sobre madeira - 31 x 39 cm - 1945 - Juiz de Fora-MGPaisagem do Retiro, Juiz de Fora, MG, 1945

Ângelo Bigi (Itália/Brasil, 1891-1953)

óleo sobre tela, 31 x 39 cm





Domingo, um passeio no campo!

7 05 2017

 

 

Hipólito Boaventura Caron (Brasil, 1862–1892)Paisagem com casa em vilarejo,1891, ost,47 x 72 cm, Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora, BRPaisagem com casas em vilarejo, 1891

Hipólito Boaventura Caron (Brasil, 1862 -1892)

óleo sobre tela, 47 x 72 cm

Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora





Domingo um passeio no campo!

23 04 2017

 

 

FERRIGNO, Antônio (1863 - 1940) Quintal, ost,- 27 x 44 cmQuintal

Antônio Ferrigno (Itália, 1863-1940)

óleo sobre tela,  27 x 44 cm





Domingo, um passeio no campo!

16 04 2017

 

 

Candido Portinari, Paisagem em Petrópolis, 1952. 45 por 54 centímetros Acervo Banco CentralPaisagem em Petrópolis, 1952

Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)

óleo sobre tela, 45 x 54 cm

Acervo do Banco Central do Brasil





Domingo, um passeio no campo!

9 04 2017

 

 

GRIMM Johann Georg 1846-1887 - Cascatinha em Teresópolis 1885 - óleo 62 x 47 cm

Cascatinha em Teresópolis, 1885

Johann Georg Grimm (Alemanha, 1846-1887)

óleo, 62 x 47 cm





Domingo, um passeio no campo!

2 04 2017

 

 

 

Clóvis Pescio (Brasil, 1951)- Fazenda - Óleo sobre tela - 70x120cm - acid - datado de 1999Fazenda, 1999

Clóvis Péscio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 70 x 120 cm





Um passeio ao Pão de Açúcar, texto de Pedro Nava

23 03 2017

 

 

Felisberto Ranzini (1881 - 1976) Pão de Açúcar Aquarela 33 x 50 cm.Pão de Açúcar

Felisberto Ranzini (Brasil, 1881-1976)

Aquarela sobre papel, 33 x 50 cm

 

 

“UMA COISA FABULOSA que fiquei devendo ao noivado de minha prima foi a excursão que fizemos ao Pão de Açúcar nos bondinhos aéreos inaugurados em 1912 e 1913. Tinham quatro para cinco anos e eram uma novidade que o Joaquim Antônio queria comparar com os que vira na Europa. Combinou-se o passeio e ele próprio me incluiu no grupo dizendo que “mestre Pedro vai conosco”. Éramos ele, eu, a noiva, tia Candoca e a Mercedes Albano. Para essa coisa meio esportiva que era a ascensão que ia ser feita, vesti meu terno número um, o Joaquim Antônio colarinho duro de pontas viradas, a Maria e a Mercedes grandes chapéus e vestidos escuros, a futura sogra sedas, veludos pretos e uma toque alta de pluma póstero-lateral. Exatamente, pois possuo os retratos tirados nesse dia inesquecível. Lanchamos na Urca — chá, torradas, sanduíches, mineral e para mim, tudo isso e o céu também — gasosa! Subimos depois do por do sol e o acender das luzes da cidade nas alturas do Pão de Açúcar dos ventos uivantes. Não sei dos outros. No cocuruto eu desci um pouco no declive que dá para o maralto, sentei no granito e olhei. Jamais reencontrei coisa igual senão quando, em Capri, subi à casa de Axel Münthe e no dia em que sobrevoei Creta para descer em Heraclion. Estavam presentes todas as cores e cambiantes que vão do verde e do glauco aos confins do espetro, ao violeta, ao roxo. Azul. Marazul. Azurescências, azurinos, azuis de todos os tons e entrando por todos os sentidos. Azuis doce como o mascavo, como o vinho do Porto, secos como o lápis-lazúli, a lazulite e o vinho da Madeira, azul gustativo e saboroso como o dos frutos cianocarpos. Duro como o da ardósia e mole como os dos agáricos. Tinha-se a sensação de estar preso numa Grotta Azzurra mas gigantesca ou dentro do cheiro de flores imensas íris desmesuradas nuvens de miosótis hortênsias — só que tudo rescendendo ao cravo — flor que tem de cerúleo o perfume musical de Sonata ao Luar. Malva-rosa quando vira rosazul. Aos nossos pés junto à areia de prata das reentrâncias do Cara-de-Cão, ou do cinábrio da Praia Vermelha, o mar profundo abria as asas do azulão de Ovale e clivava chapas da safira que era ver as águas das costas da Bahia. Escuro como o anilíndigo do pano da roupa que me humilhava nos tempos do Anglo-Mineiro. Mas olhava-se para os lados de Copacabana e das orlas fronteiras além de Santa-Cruz e o meitleno marinho se adoçava azul Picasso, genciana, vinca-pervinca. As ilhas surgiam com cintilações tornassóis e viviam em azuis fosforescentes e animais como o da cauda seabrindo pavão, do rabo-do-peixe barbo, dos alerões das borboletas capitão-do-mato da Floresta da Tijuca. Olhos para longe, mais lonjainda — e horizontes agora Portinari, virando num natiê quase cinza, brando, quase branco se rebatendo  para as mais altas das alturas celestes azul celeste azur só possível devido a um sol de bebedeira derretendo os contornos as formas e virando tudo no desmaio turquesa e ouro e laranja dos mais alucinados Monets Degas Manets Sisleys Pissarros. Mas súbito veio o negro da noite acabando a tarde impressionista. As luzes se acenderam em toda a cidade mais vivas na fímbria orlando o oceano furioso. Eu nem me lembro como vim rolando Pão de Açúcar abaixo aos trancos e barrancos daquele dia vinho branco…”

 

 

Em: Chão de Ferro: memórias 3, Pedro Nava, Rio de Janeiro, José Olympio:1976, 2ª edição, pp. 129-30.








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