O número de ovos em um ninho depende do clima!

11 12 2008

ninho-de-robin

 

 

Hoje, um artigo de Jennifer Viegas, para o MSNBC, revelou que a pesquisa realizada por uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu a interessante relação do número de ovos em um ninho de pássaros com as condições climáticas do local de reprodução.  

 

O resultado da pesquisa é tão preciso que hoje cientistas podem prever com precisão o número de ovos em um ninho, para qualquer espécie de pássaro.  A ciência da previsão do número de ovos em um ninho leva em consideração o tipo de ninho construído, e a distância precisa que cada espécie dos pólos da Terra.  Pássaros tropicais, por incrível que pareça, são mais descansados, e põem um menor número de ovos de cada vez.  

 

Por muitos anos pensou-se que a grande abundância meios de sobrevivência nos trópicos se traduzisse em um maior numero de ovos, “ mas determinamos que isso não é verdade”, disse Walter Jetz, o autor da pesquisa e professor de biologia da universidade.   

 

Quanto mais próximos dos pólos, mais as estações do ano chegam a extremos.  Espécies de pássaros nessas localidades têm um grau de mortalidade muito maior.  É vantajoso para estas espécies, então, colocar um maior número de ovos, aumentando as possibilidades de sobrevivência.   Com  estações do ano bem definidas, a natureza contribui com dias e locais perfeitos para a reprodução por causa da abundância de alimentos e de locais para construção de ninhos.  São períodos curtos – poucos dias — mas com grande escolha de alimentos e variedade de locais para habitação.  

 

Pássaros migratórios tendem a por mais ovos.

 

É importante observar que por causa da importância do clima para os pássaros, para contagem de ovos no mundo inteiro, as mudanças climáticas que se prenunciam podem ter severas conseqüências para a população das aves no planeta.

 

 

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI.





Cai o número de pássaros marinhos migratórios

18 09 2008
Escher, anel de moebius com pássaros

Escher, anel de moebius com pássaros

 

No 4° Encontro da AEWA Wetlands International for the African-Eurasian Migratory Waterbird Agreement [ Acordo sobre os Pássaros Migratórios de Pântanos da África-Eurásia] que acontece esta semana (15-19 setembro) em Madagascar houve uma queda de 41% no número na população destes pássaros.  Para os pássaros usando as rotas que passam pela Ásia Central e Ocidental a situação é ainda de maior perigo, com um declínio na população dos pássaros de 55%.   O anúncio para a imprensa destes dados foi acompanhado da explicação de que isto está acontecendo principalmente pela destruição do meio ambiente nestes locais de pouso/ parada dos pássaros migratórios, pela falta de planejamento econômico e na execução da exploração destas terras na Eurásia e na África.  Lugares tradicionalmente retidos como parada/pouso destes pássaros para a jornada de inverno estão desaparecendo pela ação do homem.  

80 países tem representantes neste encontro na cidade de Antananarivo, mas mesmo assim, é essencial que haja cooperação internacional para que programas de conservação das rotas sejam mantidos e ampliados.  Pássaros que precisam de longos vôos, indo de um lado da Terra para o outro, com rotas estabelecidas através de séculos são os que mais sofrem com as mudanças climáticas, com o aquecimento da Terra e com a destruição dos lagos e pântanos onde estão acostumados a parar para recomeçar vôo depois do descanso. Um apelo a que se preste atenção a este problema e que se fomente maior cooperação internacional é até agora o resultado deste encontro.

 

Para mais informações, clique aqui.








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