As máscaras, poema de Menotti del Picchia

15 02 2015

 

 

George Barbier, 1919Pierrot, Colombina e Arlequim, 1919

[ilustração para o Balé Carnaval)

George Barbier (França, 1882-1932)

Litogravura policromada

 

As Máscaras

 

 

Menotti del Picchia

 

— O teu beijo é tão quente, Arlequim
— O teu sonho é tão manso, Pierrot

Pudesse eu repartir-me
encontrar minha calma
dando a Arlequim meu corpo…
e a Pierrot a minh’alma!

Quando tenho Arlequim,
quero Pierrot tristonho,
pois um dá-me o prazer,
o outro dá-me o sonho!

Nessa duplicidade o amor todo se encerra:
um me fala do céu… outro fala da terra!

Eu amo, porque amar é variar,
e em verdade, toda a razão do amor
está na variedade…

Penso que morreria o desejo da gente
se Arlequim e Pierrot fossem um ser somente.

Porque a história do amor
só pode escrever-se assim:
um sonho de Pierrot…
e um beijo de Arlequim!

 

 

Este poema é baseado na fala final de Colombina em Máscaras, (1920)de Menotti del Picchia.





Imagem de leitura — Aubrey Beardsley

7 03 2011

 

Pierrô lendo, 1896

Desenho para a série “Pierrot’s Library”  [ A biblioteca de Pierrô]

Aubrey Beardsley (Inglaterra, 1872-1898)

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Aubrey Vincent Beardsley (21 de agosto, 1872, Brighton – 16 de março, 1898, Menton) foi um importante ilustrador e escritor inglês. Seu estilo recebeu influência do grupo pré-rafaelita e da estampa japonesa.  Por sua vez ele influenciou o desenvolvimento da Art Nouveau.





Imagem de leitura — Juan Gris

3 03 2011

Pierrô com livro, cerca 1924

Juan Gris (Espanha 1887-1927)

Óleo sobre tela,  84 x 70 cm

Tate Gallery, Londres

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Juan Gris, pseudônimo de Juan José Victoriano González.  Nasceu em Madri, na Espanha em 1887.   estudou na Real Academia de Belas Artes São Fernando, estudou depois sob direção do pintor José Moreno Carbonero.  Seus primeiros trabalhos profissionais foram ilustrações para revistas da época inclusive revistas de poesias.   Em 1906 vai para Paris.  Lá conhece os maiores pintores, poetas e críticos literários de seu tempo.  Entre eles Pablo Picasso e Georges Braque dois pintores que exerceram grande influência sobre seu trabalho.    Abraça então o movimento cubista em 1912.   Faleceu aos 40 anos em 1927.





Porque é Carnaval…

24 02 2009

reynaldo-mulher-e-pierro

Mascarado, 2007

Reynaldo Fonseca

óleo sobre tela 60 x 80 cm

Escritório de Arte, Rio de Janeiro

 

 

Reynaldo Fonseca

Recife, 1925

 

Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1944, tornou-se aluno de Portinari e de volta de uma viagem à Europa, em 1949, e novamente residindo no Rio de Janeiro, estudou com Henrique Oswald, no Liceu de Artes e Ofícios, a técnica da gravura, terminando por retornar a Recife e estudar o «modelo vivo», o que explica a excelente técnica e o rigor compositivo características sempre presentes em todas as suas obras.

Expõe com sucesso desde 1958 (Recife) e desde 1969 (Rio de Janeiro), tendo dividido sua atividade artística entre os dois centros.

Através de seu trabalho percebe-se sua contínua tentativa de seguir a inspiração grandes pintores primitivos onde se encontra presente uma bafagem, tal como um deliciado sopro criador.

«Para conseguir a atmosfera de mistério e nostalgia que pretendo dar aos meus quadros, uso com freqüência, como assunto, velhas fotografias e gravuras. Tecnicamente parto do antigo (por encontrar nele os elementos necessários ao que quero expressar), tratando de dar uma construção pessoal, portanto atual.»  Reynaldo Fonseca.








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