Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

30 11 2016

 

 

arcangelo-ianelli-jarro-e-frutas-1954-ost-70-x-60cmJarro com frutas: maçãs e pêssegos, 1954

Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)

óleo sobre tela, 70 x 60 cm





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

14 10 2016

 

 

virgilio-dias-largo-santa-ritaLargo de Santa Rita

Virgílio Dias (Brasil, 1956)

óleo sobre tela, 70 x 100 cm

www.virgiliodias.com.br

 





Imagem de leitura — Aung Kyaw Htet

17 02 2016

 

Aung Kyaw Htet (Mianmar, 1965) StudyingEstudando

Aung Kyaw Htet (Burma/Myanmar, 1965)

óleo sobre tela

 





O caso de Van Gogh: o que é mais importante, a vontade do pintor ou a nossa curiosidade?

21 03 2012

A Arlesiana, 1888

[Retrato de Mme Ginoux]

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )

óleo sobre tela,  92 x 73 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova York

Nos últimos anos tivemos uma verdadeira onda de descobertas de novos quadros de Vincent Van Gogh.   Em 2010, um quadro que se suspeitava falso, provou ser verdadeiro: uma pequena paisagem, de 1886, retratando o moinho Le Blute-fin em Paris.  A história curiosa, ainda que comum, do colecionador apaixonado que acredita ter em mãos um verdadeiro Van Gogh, defendendo-a mesmo quando muitos estudiosos não acreditavam, deu a  Dirk Hannema (1895-1984), dono da pintura e fundador de um pequeno museu na cidade de Zwolle, uma grande  vitória sobre seus contemporâneos descrentes, quando o quadro foi considerado um verdadeiro Van Gogh sem qualquer suspeita de dúvida, pelo Museu Van Gogh de Amsterdam…  Pena que tenha sido uma vitória posterior à morte de Hannema.  Uma vitória póstuma!

O moinho Le Blute-fin em Paris, 1886

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )

óleo sobre tela

Quando, ainda em 2008, outro quadro de Van Gogh – dessa vez : o rosto de uma camponesa —  foi descoberto adormecido sob outra pintura dele mesmo, uma tela com de um terreno com capim, foram poucas manchetes a respeito.  Mas o incidente lembrou outro, de 2007, ano anterior, quando especialistas em Van Gogh descobriram também debaixo da tela  A Ravina, 1889,  outra tela retratando uma vegetação nativa.   É fato conhecido que muitos pintores, e Van Gogh está incluído entre esses, re-utilizaram telas quando o trabalho inicial não se mostrou satisfatório para o próprio pintor.  Preferindo não abandonar uma tela, que pode ser dispendiosa para tantos, o pintor simplesmente pinta por cima de um quadro ou inacabado ou que ele considera fraco.

A ravina, 1889

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )

óleo sobre tela

No caso de A Ravina houve motivo para grande alegria com a descoberta, já que a existência de um quadro retratando uma vegetação selvagem já havia sido preconizado por um desenho  de vegetação selvagem, bem conhecido dos especialistas.

Hoje, os jornais estão cheios de notícias sobre a “novas telas” de Van Gogh.  As novas telas são duas:  uma, a Natureza morta com flores do campo e rosas cuja autoria estava em debate, e a outra, a tela de dois lutadores, sobre a qual Van Gogh pintou a natureza morta. Sabia-se da existência da tela com lutadores pois ela havia sido mencionada por Vincent em carta ao seu irmão Theo.  Mas sabê-la sob a natureza morta, ajuda a autenticação desta.

Natureza morta com flores do campo e rosas

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )

óleo sobre tela

Museu Kröller-Müller em Otterloo, Holanda.

Realmente é excitante termos a clara autenticação de algum quadro cuja autoria possa estar em debate.  Também é bom sabermos da localização de um quadro que o pintor menciona em suas cartas ao irmão.  Mas tenho muitas dúvidas quanto à divulgação dessas imagens que estão sob as pinturas conhecidas.  A pergunta que preciso levantar é sobre a ética de fazermos públicas imagens que o próprio pintor escolheu deletar de seu acervo.  Não será o mesmo que ir na lata de lixo de um escritor examinar os trechos de um romance que ele desistiu de escrever?  De que serve isso além de satisfazer o nosso voyeurismo, a nossa curiosidade?

Quando Vincent Van Gogh decidiu cobrir com uma natureza morta a tela dos lutadores, e não outra das dezenas de telas que ele tinha em seu quarto, é porque de todas aquelas essa era a que menos o satisfazia.  Ele, assim como dezenas e dezenas de outros pintores escolheu “apagar” aquele trabalho.  Que direito temos nós de revelarmos o que ele escolhera descartar?

A Arlesiana com luvas e guarda-chuva, 1888

[Retrato de Mme Ginoux]

Vincent Van Gogh (Holanda, 1853-1890 )

óleo sobre tela,  92 x 73 cm

Museu d’Orsay, Paris

Assim como respeitamos o direito a que ele se deu de manter à vista de todos os diversos retratos de Mme Ginoux, conhecidos com A Arlesiana, sem considerar tapá-los com uma nova pintura, apesar de serem, muito parecidos,  variações sobre o mesmo tema, pergunto se não é um invasão de seus desejos fazer com que essas imagens —  com as quais ele não estava satisfeito o suficiente para mantê-las “vivas”  ao alcance do olhar alheio — sejam feitas públicas.

Acredito que os especialistas, os curadores dos museus e os donos dessas telas tenham o direito de saber o que está por trás.  Mas fica aquele sentimento de que eles são mais ou menos como médicos que têm um paciente nas mãos e o dever de não divulgar dados publicamente das doenças que o aflige.  É como se estivéssemos olhando Van Gogh se despir pelo buraco da fechadura.  É voyeurismo.  Há uma discrição que se faz necessária.  Ou não?  Após a morte vale tudo?





Imagem de leitura — Keisai Eisen

11 01 2010

Senhora oriental lendo à luz do luar

Keisai Eisen (Japão, 1790-1848)

xilogravura policromada

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 Keisai Eisen – ( Edo [Tokyo]1790-1848)  Nascido na família Ikeda, filho de um calígrafo e poeta, que aparentemente aprendeu com seu pai a maneira de usar o pincel.  Já bem jovem foi instruído seu pai demonstrou grande confiança num futuro brilhante para o filho colocando-o para estudar o estilo Kano com o pintor Hakkerisai.   Logo depois da morte de seu pai, Eisen procurou um padrinho no pintor Kikugawa Eizan, que era exemplar na pintura das belezas bijin, e com quem Eisen treinou nno estilo ukiyo-e.    Em 1820, já se manifesta com estilo próprio.   Com Kunisada e Kuiyoshi, Eisen é considerado um dos maiores artistas do estilo ukiyo-e  do período “decadente”.





Imagem de leitura — Rosso Fiorentino

10 12 2009

Dois querubins lendo, 1518  [DETALHE]

Altar da Virgem Maria no trono com Menino Jesus e Quatro  Santos

Giovanni Battista di Jacopo, ou Rosso Fiorentino, ou Il Rosso ( que quer dizer O Ruivo)  (Florença 1494 — Fontainebleau 1540)

óleo sobre madeira  — 172 x 141 cm

Galleria degli Uffizi, Florença.

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Rosso Fiorentino, foi um dos grandes pintores maneiristas da Itália.  Nascido em Florença, foi paprendiz de Andrea del Sarto, junto com Pontormo. Depois de 1527, foi para França, onde Permaneceu até sua morte. Junto com Francesco Primaticcio, era um dos principais mestres da Escola de Fontainebleau, no Castelo de Fontainebleau.





Imagem de leitura — Auguste Toulmouche

5 12 2009

Lição de leitura, 1865

Auguste Toulmouche ( França, 1829-1890)

Óleo sobre tela, 36 x 27 cm

Museu de Belas Artes, Boston, EUA

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Auguste Toulmouche (França, 1829-1890)

Nascido em Nantes, Auguste Toulmouche foi um artista de bastante presença nos Salões parisienses do século XIX.  Ficou conhecido pelo retrato de belas mulheres em ambientes de luxo.  Fez parte de um seleto grupo de artistas franceses como Jules Émile Saintin ( 1829-1894) e Charles Joseph Frederick Soulacroix ( n. 1825) que se especializaram, por assim dizer, no retrato de vestimentas de época dentro do enfoque da pintura de gênero.  Tinha uma visão romântica da vida diária que seduzia pelo seu idealismo e sentimentalismo.  Principalmente nos momentos do dia a dia das classes mais abastadas.








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