Flores para um sábado perfeito!

15 06 2019

 

 

 

Ana Goldeberger, I Got Music, Acrílica sobre tela, 70 alt X 70 larg (cm), acie e versoI got music

Ana Goldberger (Brasil, 1947)

acrílica sobre tela, 70 x 70cm





Em 2018, novas descobertas em Pompeia!

28 04 2019

 

 

 

pompeia 6aAfresco com pintura de cobras e pavão.

 

 

Um antigo oratório de mais de 2.000 anos foi descoberto nas ruínas da cidade romana de Pompeia,  preservado em meio às cinzas vulcânicas após a devastadora erupção do Monte Vesúvio em 79 EC que destruiu a cidade e matou 16.000 pessoas. Paredes vermelho-sangue e pinturas de touros, bem como cenas encantadoras de pássaros delicados, árvores e cobras apareceram à medida que arqueólogos foram limpando as paredes vizinhas ao altar.   O altar, que se denominava lararium, está muito bem preservado.

 

 

pompeia 12aOratório, larário.

 

O altar, que se denominava lararium, está muito bem preservado.  Na Roma Antiga, os larários eram espaços para um oratório na entrada das casas das famílias, onde oferendas e orações eram feitas aos espíritos daquela casa, chamados lares. [Mesma origem da nossa palavra LAR, em português (ETIM lat. Lar,Lăris ‘deus protetor da casa, domicílio, lareira’)]. Além deste belo santuário, na sala onde ele ficava, havia uma piscina elevada e um jardim, características que sugerem este local ter pertencido a uma família muito afluente. No momento, arqueólogos tentam descobrir a quem esta casa pertencia.

 

pompeia 5aLimpando as cinzas

 

Massimo Osanna, chefe do sítio arqueológico de Pompeia, descreveu a descoberta como “uma sala maravilhosa e enigmática que agora precisa ser estudada em profundidade“. A sala, que ainda não foi totalmente escavada, está embutida na parede de uma pequena casa e apresenta pinturas dos principais deuses romanos nos rituais domésticos.

Pinturas de animais em uma cena de jardim encantado são típicas do estilo romano ilusionista, com um pavão desenhado ao longo do fundo de uma parede para dar a aparência de que ele estava andando no jardim.

 

pompeia 3aMassimo Osanna mostra detalhes da pintura.

 

Outra parede desta sala está pintada de vermelho sangue e decorada com uma grande cena de caça, com cães caçando um javali e um cervo. Outra pintura retrata um homem com a cabeça de um cão, que os especialistas sugerem que poderia ser uma versão romanizada do deus egípcio Anúbis. Os santuários eram comuns às famílias romanas. Cada casa tinha um lararium de algum tipo, mas apenas as pessoas mais ricas poderiam ter um lararium dentro de uma câmara especial com uma piscina elevada e decorações sumptuosas, como essas, lembrou a professora Ingrid Rowland, historiadora da Universidade de Notre Dame.

 

 

pompeia 8aParede vermelho-sangue com cena de caça.

 

Abaixo do nicho do santuário há uma prateleira-altar coberta com traços de oferendas queimadas no local há quase dois mil anos.  O altar é decorado com pinturas de ovos – um símbolo romano de fertilidade – e é possível que os restos queimados fossem oferendas de comida que também representavam fertilidade, como figos, nozes ou mais ovos.

 

 

pompeia 9aDetalhe da cabeça de um cavalo.

 

As pinturas espalhadas pelo local foram preservadas em cinza vulcânica após a erupção do Monte Vesúvio em 79 EC.  Camadas grossas de rocha e cinzas expelidas durante os dois dias de erupção impediram que a luz solar e a água alcancem esses artefatos por quase dois milênios.  Essas mesmas nuvens de cinzas que cobriram Pompeia preservaram as cores e as pinturas murais neste local que agora foi descoberto repleto de imagens de pássaros, plantas e animais diversos.

 

 

pompeia 7aParedes da sala

 

 

Revista History, Outubro 12, 2018.





Imagem de leitura — Mary Alayne Thomas

26 03 2019

 

 

 

mary alayne thomas

Até o tigre ouviu a sua história

Mary Alayne Thomas (EUA, contemporânea)





O mundo animal de Robert K. Abbett

22 03 2019

 

 

 

 

Robert K. Abbett (EUA) oil o Dick & Dutch, 1977, n masonite ,87x 101cmDick e Dutch, 1977

Robert K. Abbett (EUA,1926-2015)

óleo sobre eucatex, 87x 101cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA), After Lunch, 1986, oil on masonite, 22 x 30 cmDepois do almoço, 1986

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex,  22 x 30 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA), The Botanist - English Setter Pup, 1996, oil on masonite, 40 x 50 cmO Botânico, filhote de Setter inglês, 1996

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 22 x 30 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA1926-2015), Timberlake Turkeys, Circa1970 , oil on masonite , 60 x 76 cmPerus Timberlake, c. 1970

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 60 x 76 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA), Bringing in the Colt, 1974,,oil on masonite, 66 x 86 cmTrazendo o potro, 1974

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 66 x 86 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA), Incoming Snow Geese, Candlewood Lake, Connecticut , oil on masonite,44x 59cmGansos da neve no Lago Candlewood, Connecticut

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 44 x 59cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015) Shannon's First Grouse, oil on masonite , 60 x 74cm 2Primeira galinha do mato [tetraz] de Shannon

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)

óleo sobre eucatex, 60 x 74 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015) ) Todos cansados,1978, ose, 50 x 76 cmTodos cansados, 1978

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)

óleo sobre eucatex, 50 x 76 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA), Fast Freddy, The Pheasant , oil on masonite, 44 x 79 cmFreddy Ligeirinho, o faisão

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 44 x 79 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015) ) Whites and Pointer, oil on masonite ,59 x 92cmPerdizes e pointer

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)

óleo sobre eucatex, 59 x 92cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015), In the Thicket, 1995 oil on masonite , 40 x 50cmNa moita, 1995

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 40 x 50 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA,1926-2015 ) Stonewall Brittany, 1990, oil on masonite ,50 x 96 cmStonewall Brittany, 1990

Robert K. Abbett (EUA, 1926-2015)

óleo sobre eucatex, 50 x 96 cm

 

 

Robert K. Abbett (EUA1926 – 2015) ) Leeper Lake, 1981, oil on masonite ,60 x 91cmLago Leeper, 1981

Robert K. Abbett (EUA, 1926 – 2015)

óleo sobre eucatex, 60 x 91 cm





Uma técnica milenar

18 03 2019

 

 

a216cb5969572811092c0b30e315e829Vida na montanha no outono, 1970

Zhang Daqian (China, 1899 -1983)

pergaminho montado e enquadrado, tinta e cor sobre painel dourado japonês

58 x 43 cm

Coleção Particular

 

Um dos mais colecionados artistas chineses nas últimas décadas, Zhang Daqian, nasceu na província de Sichuan, veio de família de artistas e foi com sua mãe e irmãos mais velhos que aprendeu a pintar. Seguiu o tradicional aprendizado copiando grandes mestres, e aos poucos favoreceu o conhecimento de dois grandes artistas chineses Shitao (1642-1707) e Bada Shanren (1626-1705). Em 1941 sua vida artística deu uma importante virada: foi estudar, acompanhado de outros artistas,  por dois anos consecutivos o mural de pinturas budistas nas cavernas de Mogao e Yulin em Dunhuang.  Este estudo o transformou em grande conhecedor e colecionador de arte.

Durante a Guerra Sino-Japonesa,  estudou a tradicional pintura de figuras Tang-Song e a antiga pintura de paisagem monumental. Aprendeu tecnicas que usaria mais tarde  em seu próprio trabalho, tornando-se particularmente conhecido por suas pinturas de lótus, inspiradas em obras antigas.

No entanto, na década de 1950, quando começou a ter um problema de visão, Zhang Daqian passou a utilizar a antiga técnica de pintura chinesa do espirro. Ou seja, depois de embeber o papel de sua aquarela com água, o pintor então espirra tinta que se espalha de maneira errática, mas mesmo assim ainda um tanto controlada pelo pintor.  E daquela “mancha” colorida no papel, o pintor então produz o trabalho dando-lhe dimensões, perspectivas e sentido.  De todos os seus trabalhos, estes são os mais valiosos.

Proibido de voltar à China desde 1949, por causa do clima político,  Zhang residiu em vários lugares, incluindo Mendoza, na Argentina, São Paulo, Brasil, Carmel, Califórnia até se estabelecer definitivamente em Formosa, onde faleceu.

A aquarela acima é um bom exemplo das cores se misturando para formar a montanha em que vemos em seu cimo uma pequena aldeia.  Todas as cores da montanha foram misturadas e trazidas à cena pela técnica do espirro. Para nós do Ocidente essa técnica lembra a dos expressionistas abstratos da década de 1950, onde o acaso (até certo ponto controlado) tem papel de importância no resultado final.

Há na internet diversos vídeos com o pintor Zhang Daqian demonstrando sua maneira de pintar.  Vale a pena procurar.

 

 





O escritor no museu: Charles Dickens

18 03 2019

 

 

 

Portrait_of_Charles_John_Huffman_Dickens

Charles Dickens, 1843

Margaret Gillies (Inglaterra, 1803-1887)

Aquarela e guache sobre marfim

 





Flores para um sábado perfeito!

23 02 2019

 

 

 

Fátima Pena,Vaso de flor – ost,2007 - 90 x 150Vaso de flor, 2007

Fátima Pena (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 90 x 150 cm








%d blogueiros gostam disto: