Um planeta de gás 6 vezes o tamanho de Júpiter!

29 05 2009

novo planeta de gases 6 x maior que jupiter

 Desenho artístico baseado em descobertas científicas.

 

A descoberta de um novo exoplaneta por astônomos da NASA foi uma notícia de grande interesse nesta última semana.  Para descobri-lo, os especialistas utilizaram um método desenvolvido há mais de 50 anos chamado astrometria, ramo da astronomia que trata das medidas dos corpos celestes.  Mas até agora o método não havia tido sucesso.  Finalmente, esta foi a vez me que a mágica funcionou:  finalmente a astrometria provou a que veio.  A técnica procura por novos exoplanetas – corpos que giram em torno de uma estrela (como a Terra ao redor do Sol) – em outros sistemas solares. Até o momento, foram encontrados mais de 347 planetas em 243 estrelas.

O planeta em questão possui uma massa seis vezes superior à de Júpiter e fica a 20 anos-luz da Terra, na constelação de Aquila, informou nesta quinta-feira o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL). O gigante gasoso VB 10b pode ser um planeta frio porque orbita consideravelmente longe de sua estrela, de acordo com os cientistas.

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 Desenho artístico baseado em descobertas científicas.

 A astrometria consiste basicamente em medir precisamente os movimentos de uma estrela junto à influência gravitacional de planetas que ainda não foram observados. O método requer medições exatas durante longos períodos de tempo.  O sucesso veio com a descoberta desse planeta gasoso:  VB 10b que gira em torno de uma estrela bem pequena.  Todos os corpos do diagrama estão desenhados em escalas de tamanho relativas.

O sistema de que o planeta VB10b faz parte é o menor sistema estelar a ter um planeta em órbita.  Sua estrela é uma anã-M  — VB10 — que tem só 1/10 do tamanho e 1/12 de massa do nosso sol.  O seu planeta, no entanto é bem grandinho: 6 vezes maior que Júpiter.   O sistema VB10 é essencialmente uma versão menor do nosso sistema solar.  Apesar de seu planeta estar numa distância semelhante à distancia em que Mercúrio se acha do nosso sol,  ele não recebe tanto calor e poderia ser classificado como um Júpiter frio  se o compararmos ao nosso próprio sistema.  Se algum planeta rochoso orbitar no sistema VB10 estará localizado bem mais próximo do centro do que o planeta VB10b e poderá estar numa zona habitável – ou seja – uma região onde as temperaturas são boas para a água permanecer no estado líquido.

 Segundo o autor das observações, Steven Pravdo, do JPL, a técnica usada, astrometria, é ótima para encontrar configurações similares às do Sistema Solar conhecido, podendo haver outros planetas com características como às da Terra. Pravdo explicou que o planeta parecido com Júpiter relativamente possui quase a mesma distância do original. “A diferença é que orbita em torno de uma estrela muito menor”, afirmou.

O pesquisador também sugeriu a possibilidade de existência de planetas rochosos, como a Terra, em torno da estrela do VB 10b.

 

Fontes:

Centauri Dreams

Planet Quest-Nasa

Terra Notícias





Anãs brancas cercadas por planetas em órbita

20 04 2009

ana-branca

 

 

Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas – o remanescente da morte de um astro como o Sol – e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles.

 

O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas“, diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides – os tijolos da construção de planetas – ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou. 

 

Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos.

 

 Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal – que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol – têm planetas rochosos como a Terra“, disse ele.

 

 Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.

 

 As descobertas da equipe de Farihi foram apresentadas nesta segunda-feira, 20, em conferência da Semana Europeia de Astronomia e Ciência Espacial, na Universidade de Hertfordshire.

 

Fonte:  Estadão








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