Alguém em quem se espelhar…

20 12 2014

 

monroe-pop-art-roy-lichtensteinNão me importo em viver em um mundo de homens, desde que eu possa ser uma mulher nele…” Ilustração à maneira de Roy Lichtenstein.

[Não consegui nenhuma referência idônea sobre a autoria dessa obra].

 

 

A conversa entre amigas questionava em quem nos espelhamos quando adolescentes.  O grupo de mulheres de idades e experiências variadas, entre elas umas que haviam quebrado paradigmas e sucedido onde anteriormente acreditava-se que não poderiam, constatou que teria sido muito bom, se na nossa juventude tivéssemos tido exemplos de mulheres, que pensando fora da “caixa social”, tivessem servido de modelo para o caminho do sucesso. Ninguém confundiu sucesso com fama, o que acontece com frequência. Falávamos de sucesso como realização pessoal ou profissional, atingindo gols e preenchendo sonhos que vão além do que é esperado do sexo feminino na nossa sociedade. Surpreende que nenhuma das presentes teve o apoio de um exemplo a seguir, de uma pessoa em quem se espelhar.

Nas últimas décadas, ocasionalmente, ao terminar um livro ou ver um filme, ponderei: “Se eu tivesse tido acesso a essa informação…; se eu tivesse tido conhecimento de que mulheres podiam…”  minha vida talvez tivesse sido diferente. Não que eu fosse rodeada de maus exemplos. Não é isso, mas o meu temperamento aventureiro e rebelde encontrou pouca repercussão na família, quase nenhum entendimento e raríssimas palavras de incentivo. Nossos valores eram por demais tradicionais, enraizados na classe média carioca. Além do mais, era mais fácil para a família não dar permissão do que ter que se questionar sobre atitudes tomadas automaticamente. Essa falta de “aprovação familiar” muito me custou em termos de timidez e coragem para enfrentar sozinha os tabus que me rodeavam.

Era difícil imaginar uma reprovação familiar maior do que minhas atitudes e desejos já incitavam. Permanecer no seio familiar e enfrentar um estresse diário por querer um rumo divergente daquele para o qual eu havia sido programada, teria sido mais fácil, muito mais fácil, se eu tivesse tido um exemplo de sucesso à minha frente, que houvesse de alguma maneira quebrado tabus, superado dificuldades. Não que eu quisesse fazer coisas do arco da velha, mas havia muita circunscrição às profissões possíveis, aos namorados, aos amigos, ao ir e vir. Tudo, uma grande bobagem que não levava em consideração a jovem de dezesseis, dezessete anos, mas unicamente os medos e preocupações sociais dos mais velhos. Hoje, não sei se teria sido uma boa médica. É provável que não. É provável que tivesse, enfim, depois de erros e acertos, encontrado o meu caminho nas ciências humanas como de fato o fiz, mas voltando os olhos para o passado, acredito que teria sido mais satisfatório, e muito menos dramático, ter tido a oportunidade de errar por mim mesma.

Essa longa divagação sobre as escolhas que jovens mulheres fazem tem muito a ver com uma sincronicidade de eventos, todos na mesma semana: o encontro com essas amigas, a leitura do livro de Maria Thereza Wolff, Minha vida em Ipanema, o filme O Sorriso da Monalisa e o conhecimento recentemente adquirido de algumas ONGs americanas dedicadas a dar exatamente esse tipo de apoio a jovens que queiram expandir os papeis para os quais estão programados. Ter conhecimento de pessoas que passaram por dificuldades semelhantes pode certamente abrir as portas da mente, deixar entreabertas as passagens, para que a coragem de enfrentar as lutas se faça sentir.  Essas lutas fazem parte do crescimento emocional, interior, de um adulto responsável. Como os americanos, acredito que “role models”, pessoas em quem podemos nos espelhar, são importantes para o adolescente e ajudam a que se ultrapasse as barreiras pessoais com maior facilidade.





A arquiteta, poesia de Roseana Murray

13 01 2012

Ilustração Jones Holmgreen, capa da revista Homes & Garden , Setembro 1938.

A arquiteta

Roseana Murray

A arquiteta gostaria

de projetar mil casas

por dia,

aéreas, subterrâneas,

casas de vidro e de paina,

redondas, de esvoaçantes

telhados.

Em frente à prancheta

a arquiteta sonha

o justo sonho

de todo mundo ter

onde morar.

Em: A bailarina e outros poemas, Roseana Murray, São Paulo, Editora FTD: 2001.

Roseana Murray nasceu no Rio de Janeiro em 1950. Graduou-se em Literatura e Língua Francesa em 1973 (Universidade de Nancy/ Aliança Francesa).

Obras:

Poesia para crianças e jovens

Fábrica de Poesia, ed. Scipionne, 2008

Poemas e Comidinhas, com o Chef André Murray, ed. Paulus, S.P, 2008

Residência no Ar, ed. Paulus, 2007

No Cais do primeiro Amor, ed. Larousse, 2007

Desertos, ed. Objetiva, 2006. ( Finalista do Prêmio Jabuti ) – Altamente Recomedável FNLIJ, 2006

O traço e a traça ed. Scpionne, 2006.

O xale azul da sereia, ed. Larrousse, 2006.

O que cabe no bolso? ed. DCL, 2006.

Paisagens, ed. Lê, 2006.

Pêra, uva ou maçã ed. Scipione, 2005. (Catálogo de Bolonha 2006 e Acervo Básico, F.N.L.I.J).

Rios da Alegria, ed. Moderna, 2005. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J).

Poemas de Céu ed. Miguilim, 2005. (Antigo “Lições de Astronomia”).

Maria Fumaça Cheia de Graça, ed. Larousse, 2005.

Duas Amigas, ed. Paulus, 2005 (reedição).

Lua Cheia Amarela, ed. Dimensão 2004.

Caixinha de Música, ed. Manati, 2004. (Catálogo de Bolonha 2005)

Um Gato Marinheiro, ed. DCL, 2004.

Todas as Cores Dentro do Branco, ed. Nova Fronteira, 2004.

Recados do Corpo e da Alma, ed. FTD, 2003. (Altamente Recomendável F.N.L.I.J)

Luna, Merlin e Outros Habitantes, ed. Miguilim/ Ibeppe, 2002. (Altamente Recomendável, F.N.L.I.J. )

Jardins, ed. Manati, 2001. (Prêmio Academia Brasileira de Letras de Literatura Infantil 2002. )

Caminhos da Magia, ed. DCL, 2001.

Manual da Delicadeza, ed. FTD, 2001.

O Silêncio dos Descobrimentos,  com Elvira Vigna, ed. Paulus, 2000.

Receitas de Olhar, ed. F.T.D, 1997, ( Prêmio O Melhor de Poesia, F.N.L.I.J. )

Carona no Jipe, ed. Memórias Futuras, 1994 e ed. Salamandra, 2006

No final do Arco-Íris, ed. José Olímpio, 1994.

O Mar e os Sonhos, ed. Miguilim,1996, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )

Paisagens, ed. Lê, 1996.

Felicidade, ed. F.T.D, 1995, (Altamente Recomendável  para a Criança, F.N.L.I.J. )

De que riem os palhaços ed. Memórias Futuras, 1995. Esgotado

Tantos Medos e Outras Coragens, ed. F.T.D, 1994 ( Prêmio O Melhor de Poesia F.N.L.I.J e Lista de Honra do I.B.B.Y. ) Reedição com novas ilustrações em 2007

Qual a Palavra? ed. Nova Fronteira, 1994.

Casas, ed. Formato, 1994. Editado no México, ed. Alfaguara

Dia e Noite, ed. Memórias Futuras, 1994. Esgotado

Artes e Ofícios, ed. F.T.D, 1990, (Prêmio A.P.C.A. e Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. ) Reedição com novas ilustrações em 2007

Falando de Pássaros e Gatos, editora Paulus, 1987.

Fruta no Ponto, ed. F.T.D, 1986. (Prêmio O Melhor de Poesia. F.N.L.I.J.

Fardo de Carinho, ed. Murinho, 1980 e ed. Lê, 1985.

O Circo, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1985.

Lições de Astronomia, ed. Memórias Futuras, 1985. Esgotado

Classificados Poéticos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1984, (Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J, e finalista do Prêmio Bienal. )

No Mundo da Lua, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1983.

Contos para crianças e jovens

Território de Sonhos, ed. Rocco, Altamente Recomendável FNLIJ, 2006.

Sete Sonhos e um Amigo, ed. FTD, 2004.

Pequenos Contos de Leves Assombros, ed. Quinteto, 2003.

Um Avô e seu Neto, ed. Moderna, 2000.

Terremoto Furacão ed. Paulus, 2000.

Um cachorro para Maya, ed Salamandra, 2000.

Uma História de Fadas e Elfos, ed. Miguilim / Ibeppe, 1998, (Acervo Básico da F.N.L.I.J – criança ).

Três Velhinhas tão velhinhas, ed. Miguilim / Ibeppe, 1996

O Fio da Meada, ed. Memórias Futuras, 1994. Ed. Paulus, 2002

Retratos, ed. Miguilim/ Ibeppe, 1990, Altamente Recomendável para a Criança, F.N.L.I.J. )

O Buraco no Céu ed. Memórias Futuras, 1989.

Poesia

Variações sobre Silêncio e Cordas, com desenhos de Elvira Vigna. E-BOOK, edição artesanal Maurício Rosa, Visconde de Mauá, maio de 2008.

Poesia essencial, ed. Manati, 2002.

15 poemas no livro Um Deus para Dois Mil, de Juan Arias, ed. Vozes (em seis línguas) 1999.

Caravana, inédito, vencedor do Concurso Cidade de Belo Horizonte, 1994.

Pássaros do Absurdo, ed. Tchê ,1990, vencedor do Concurso da Associação Gaúcha de Escritores.

Paredes Vazadas, ed. Memórias Futuras, 1988. Esgotado

Viagens , ed. memórias Futuras, 1984.

Revista Poesia Sempre.

Revista Microfisuras, Espanha

Correspondência

Porta a porta, com Suzana Vargas, ed. Saraiva, 1998, ?Acervo Básico da F.N.L.I.J – jovem).





Minha profissão: Lucas Melo, radialista

8 06 2011

Lucas Melo

Esta é a décima-primeira entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

Perfil

Sou formado em Audiovisual pela Eca-Usp. Sempre gostei de televisão e percebi que fazer programas, além da piadinha, podia ser legal. Trabalhei uns anos na Mtv e agora sou assistente de direção do Legendários, da Rede Record.

Que tipo de trabalho você faz?

Assistência de direção é uma função que varia muito dependendo de onde e com quem você trabalha. Eu participo do levantamento de pautas e do desenvolvimento do roteiro de um dos quadros do programa, acompanho as gravações, tomando conta para que tudo o que planejamos seja realizado, opero câmera e vou com a matéria para a ilha de edição. Em televisão, normalmente as equipes não são gigantescas e todo mundo precisa ter noção de diferentes funções.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Trabalho na mesma área. A formação é bem generalista, até porque o audiovisual é um campo que ganhou bastante espaço nos últimos anos. Você pode trabalhar  em cinema, em televisão, em publicidade, em videoclipes, em canais corporativos, em projetos de internet, em conteúdo para celular ou em várias dessas ao mesmo tempo. Cada vez mais se tenta adaptar o conteúdo às diferentes mídias e desenvolvê-lo de um jeito diferente para cada um delas. Então, um programa de tv quer também ter uma presença interessante na internet (conteúdo exclusivo, por exemplo) e potencializar os seus jeitos de contar as histórias e de se relacionar com seu público.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Se o curso é bem abrangente, é difícil se aprofundar em muitos assuntos. Minha faculdade foi bem técnica e voltada à produção, mas acho que faltou desenvolver o transmídia, a história que não se prende à um jeito de veiculação, e também faltou mais incentivo à produção independente. Hoje é muito fácil gravar, as câmeras não são mais equipamentos caríssimos, celulares já oferecem uma captação bem boa e estamos mais flexíveis quanto à qualidade de imagem. Sendo assim, gravar com câmera de brinquedo ou com a webcam é aceito com uma escolha de linguagem, o que é demais. Já rolou um aumento na produção de vídeo, captar e publicar no Youtube é um processo muito simples e deve ser incentivado.

O que você faz para continuar a se atualizar?

Um dos jeitos é tentar consumir o máximo de clipes, vídeos, filmes, programas, shows, vlogs, webhits e séries possível. Nada muito diferente, é um rolê frequente no Youtube e o Google Reader bombando. Quando você começa a produzir conteúdo, muda muito o seu jeito de assistir também, você tá o tempo todo na função de crítico.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Eu não preciso com muita frequência, só quando aparece uma viagem pra fora do país. Mas, sem dúvida, é importante pelo menos o inglês, porque vez ou outra essas situações acontecem. Quem precisa produzir convidados gringos ou trabalha em empresas multinacionais, por exemplo, usa mais outros idiomas.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Acho que temos que tirar esse peso do “carreira a escolher”, não dá para, antes da faculdade, ficarmos desesperadamente procurando o nosso dom que passou vários anos escondido. A noia do “tenho que descobrir” e do “tenho que acertar de primeira” não ajuda muito. A gente precisa dar espaço para pegar caminhos errados, mudar de ideia até descobrir o que mais interessa no momento, sem essa de previsão para o resto da vida. Quem pensa em produzir vídeo, para a inveja dos pretendentes a médico, tem a sorte de não esbarrar no “exercício ilegal da profissão”, dá pra criar e aprender pra caramba mesmo sem (ou antes de) entrar na faculdade.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

www.quasefilme.com

Projeto de pequenos documentários sobre pessoas, que fiz junto com meu amigo Fernando Garrido

@lucasmelo_

o traço no final é chato, mas é que já existem outros Lucas Melo por aí.





Minha profissão: Suzana Valença, jornalista, assessora de imprensa

1 06 2011

Suzana Valença

Esta é a décima entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

Perfil

Sou uma pessoa tranquila e de bom humor. Gosto de ler, de ver filmes e de conversar com meus amigos. Gosto de procurar conhecimento e de aprender mais sobre história, ciência, curiosidades. Também adoro música.

Que tipo de trabalho você faz?

Sou jornalista e trabalho com assessoria de comunicação.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Trabalho naquilo que me formei. Entrei na faculdade de jornalismo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2000 e me formei em 2004, nesse período, também estagiei por dois anos na Assessoria de Comunicação da UFPE. Hoje sou sócia da Signo Comunicação, que presta serviços de comunicação para grandes e médias empresas.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

O curso de jornalismo não tinha nenhuma disciplina sobre assessoria de comunicação, assim como também não havia nenhuma aula com tópicos de gestão. Isso fez falta e são conhecimentos que fui adquirindo na vida prática da profissão.

O que você faz para continuar a se atualizar?

Logo antes de me formar fiz um curso sobre comunicação empresarial. Ultimamente tenho feitos cursos mais curtos sobre redes sociais, algo que nem existia ainda no meu tempo de faculdade, mas que agora é parte essencial do meu dia a dia de trabalho. Ler e pesquisar sempre é também muito importante para me manter atualizada.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Sim. Tenho tido várias oportunidades de usar o inglês para me comunicar com jornalistas de outros países. É algo que me deixa muito feliz pois, além de ser algo que preciso fazer no trabalho, me dá uma desculpa para usar meu inglês, conhecer pessoas e aprender mais sobre outros países.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter? 

Legal. Meu twitter é @suzanavalenca. O site da minha empresa é www.signocomunicacao.com.br. Estamos no facebook em www.facebook.com/SignoComunicacao





Minha Profissão: Eduardo Bernsmüller, engenheiro eletricista

28 04 2011

Eduardo Bernsmüller

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Esta é a oitava entrevista da série: Minha Profissão.  Veja na coluna ao lado, a série de links para cada uma das entrevistas anteriores.

Eduardo Bernsmüller, engenheiro elétrico

Perfil

Nasci em SP mas me criei no RGS, onde fiz faculdade (Engenharia Elétrica na UFRGS). Trabalhei em 3 empresas gaúchas e desde 2005 me mudei para o RJ onde atuei por 5 anos numa empresa da área de defesa, antes de ingressar no serviço público. Mais especificamente atuo com programação de microcontroladores.  A foto é de um sistema de mira para canhão naval.

Que tipo de trabalho você faz?
Pesquisa e desenvolvimento de sistemas eletrônicos para a Marinha brasileira. Principalmente projeto e programação de circuitos microcontrolados.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?
Trabalho num dos campos da minha formação.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?
Poderia ter cursado disciplinas mais específicas que foram oferecidas durante a graduação.

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Sistema de mira para canhão naval


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O que você faz para continuar a se atualizar?
Para atuar com as novas tecnologias, pode-se realizar cursos (quando há oferta no país) ou deve-se estudar por conta própria, que é o que normalmente acontece.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
Inglês, muito.

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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?
Selecionar profissões dentro das áreas das quais tem mais afinidade com as disciplinas do colégio. Depois tentar se imaginar atuando em cada uma dessas profissões, levando sempre em conta que há mercados saturados e outros mais promissores. Pegar conselhos com os pais, mas não escolher uma profissão só para agradá-los.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?
Página do Departamento de Engenharia Elétrica da UFRGS: http://www.ufrgs.br/delet/





Minha profissão: Fernanda Nunes, cientista social

27 03 2011

Fernanda Nunes

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Esta é a sétima entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas, designer industrial.

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Fernanda Nunes, cientista social—-

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Perfil

Sou formada em Ciências Sociais pelo CPDOC/FGV. Fui bolsista de iniciação científica (CNPq) nas pesquisas “A construção da favela carioca como destino turístico” e “Ações solidárias e o consumo de experiências: um estudo sobre o campo do ‘turismo voluntário’ no Rio de Janeiro“.

Que tipo de trabalho você faz?

O cientista social pode se especializar em três áreas de conhecimento (antropologia, sociologia e ciência política), estando apto a atuar como pesquisador e/ou professor.

Na condição de bolsista, desenvolvi o trabalho de campo em duas favelas cariocas (Rocinha e Pereira da Silva). Durante quatro anos, fiquei responsável pela observação participante, produção de diários de campo, bem como pela realização de entrevistas com diferentes personagens. Após a análise do material coletado, foram publicados artigos (nos quais fui co-autora) e um livro – “Gringo na Laje” (2009), da Prof.ªDrª. Bianca Freire-Medeiros.

 Atualmente, trabalho como assistente de pesquisa, na Fundação Getulio Vargas.  Minha função constitui-se, basicamente, em pesquisar em arquivos e fazer transcrições ou resumos a pedido dos coordenadores das investigações.

 

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

No momento, trabalho no campo de minha formação. Embora não desconsidere a minha experiência no âmbito das Ciências Sociais – devido ao meu interesse no desenvolvimento de outras pesquisas-, pretendo seguir carreira na área da saúde coletiva.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação? Não digo para o trabalho que faço agora, mas sim, para o que penso em relação ao meu futuro: acredito que os professores deveriam indicar aos alunos algumas alternativas à carreira acadêmica.

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O que você faz para continuar a se atualizar? A intensa carga de leitura e a participação em congressos e seminários, tanto nacionais quanto internacionais, são imprescindíveis. Ademais, recomendo o ingresso em um programa de pós-graduação.

 

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

No meu atual trabalho, não. No entanto, nas pesquisas que envolviam favela, turismo e consumo fiz uso do inglês e, algumas vezes, do espanhol, para me comunicar (pessoalmente ou via email) com os meus “nativos”, ou seja, estrangeiros que eram “turistas” ou “voluntários”, nas favelas.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Que converse com profissionais da sua área de interesse e que olhe a grade curricular dos cursos, geralmente, disponível no site das universidades.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Não tenho nenhum site pessoal, mas recomendo o Scielo (http://www.scielo.org/php/index.php), que abrange uma infinidade de textos acadêmicos. E, para saber mais sobre turismo na favela, indico nosso artigo (online) publicado na Revista “Os Urbanitas”: http://www.aguaforte.com/osurbanitas7/Freire-MedeirosMenezes&Nunes.html





Minha profissão: Marcelo Valença, designer industrial

22 03 2011
Marcelo Valença.

Esta é a sexta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas.

Marcelo Valença, designer industrial

Perfil 

Sou um cara tranquilo de mente irrequieta. Aprendo com pessoas, lugares, desafios. Sorrio bastante e falo ainda mais. Vivo música e design e gosto de aprender sobre tudo o mais.

Que tipo de trabalho você faz?

 Sou designer industrial, ajudo empresas e indústrias a melhorar ou conceber seus produtos ou serviços. Procuro sempre melhorar o modo como as pessoas se relacionam com os objetos e espaços e estes com a sociedade e o meio ambiente.

Trabalho para a Questto Design, tenho minha microempresa, a mvdesignbrasil e sou professor de computação gráfica no Istituto Europeo di Design.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 Sou bacharel em Design do Produto, fiz a primeira metade da graduação na UFPE e a segunda na Belas Artes/SP. Também cursei Letras na UFPE.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 Se tem uma palavra que bem define design e os designers é multidisciplinaridade. Você pode ser designer gráfico, industrial, de moda ou interiores e em cada uma destas carreiras precisará aprender sobre dezenas de outras áreas. Cada faculdade de design encontra um viés específico e é bom conhecer antes de fazer o curso.

Seja por eleger a técnica (materiais e processos fabris, softwres 3D, ergonomia), a criação (estética, sketch, rendering), a administração (gestão, marketing, branding) ou a sociedade (ecodesign, etnografia, sustentabilidade), dificilmente as escolas conseguem atingir essa multidisciplinaridade com ensino de qualidade em todas as áreas.

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Marcelo Valença no trabalho.


O que você faz para continuar a se atualizar?

 Leio muito e trabalho com dedicação. Mantenho a cabeça sempre em atividade e procuro aprender o máximo com cada novo projeto que participo. Sempre que possível faço cursos, atendo a palestras e workshops e participo dos concursos e exposições da área.

 Acredito que um bom designer deve ser curioso, observador e ter a cabeça aberta para novas informações e conceitos, sempre.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

 Sim. Falo inglês fluentemente e sei um pouco de italiano, francês e espanhol, idiomas que uso em viagens e para contatos com clientes e fornecedores no exterior. Costumo ler livros e visitar sites estrangeiros diariamente e, por isso, considero o inglês essencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

 Procure conhecer o máximo sobre os cursos e as carreiras em que tens interesse, ouça os conselhos dos pais e professores, mas forma tua própria opinião antes de escolher.

Também não se preocupe em acertar de primeira. O ensino médio faz parecer que estamos tomando uma decisão para a vida aos dezessete anos, mas a coisa não é bem assim. Descubra teus talentos e procure uma carreira que te permita expandi-los e que te leve a conquistar teus sonhos.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para quem quer conhecer um pouco mais sobre design, dois sites da gringa que recomendo: www.core77.com e www.yankodesign.com. No meu twitter posto indicações de livros, artigos da web ou eventos de design (@marcelov).





Minha profissão: Cris Bauer, analista de sistemas

15 03 2011

Cris Bauer

Esta é a quinta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Cris Bauer, analista de sistemas

Perfil

Mil caminhos a seguir e seguindo todos. OK, nem sempre os caminhos são compatíveis, mas não perco um único cruzamento! Para aqueles que acreditam, uma perfeita geminiana.

 Que tipo de trabalho você faz?

Sou Analista de Sistemas e trabalho com sites para internet e produtos voltados para Telefonia Celular, como jogos, promoções, etc. Há pouco abri uma loja de perfumaria e presentes personalizados. Uma forma de não virar uma “nerd’.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim!  Me formei em Ciência da Computação e em Comunicação Social. A junção dos dois cursos é meu diferencial no meu trabalho, pois consigo fazer a interface entre a área de tecnologia e todas as outras áreas – marketing, comercial, jurídico e principalmente, o cliente externo.

Também escrevo para um jornal local e até mesmo para a loja, os cursos me ajudaram bastante. Consegui bastante noção administrativa, de logística, desembaraço para lidar com os clientes. Com isso, basta liberar a criatividade.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Difícil dizer,  pois eu já trabalhava na área durante o curso de Computação, então eu mesma ia “escarafunchando” tudo o que eu achava interessante.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Estou sempre em contato com várias pessoas de diversas empresas acompanhando todas as novidades. Leio bastante revistas, blogs, sites especializados.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Inglês! A tecnologia está realmente integrada em todo o mundo e um único projeto engloba equipes de vários países. Espanhol tem sido um grande diferencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Primeiro preste atenção na área que realmente goste. Nada pior do que tentar trabalhar com algo que não gostamos. Segundo lugar, tenha calma e não se entusiasme com as “profissões da moda”. Estude com carinho o mercado de trabalho e as perspectivas de crescimento, levando em conta a região onde mora e sua disponibilidade/vontade de se mudar ou não.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Tenho um blog que anda meio abandonado, mas onde escrevo de vez em quando.

www.crisb.zip.net

Também estou no Twitter, mas uso mais para informações informais

@crisbauer

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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL

FOTÓGRAFO





Minha profissão: Inácio Moraes, fotógrafo

10 03 2011

 

Inácio Moraes 

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Esta é a quarta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Perfil

Me chamo Inácio Moraes, sou formado em Cinema e me especializei na área da Fotografia.  No início de minha carreira, atuei como assistente e operador de câmeras. Atualmente, me dedico à fotografia estática, trabalhando na cobertura de eventos, programas e peças publicitárias diversas.
 

Que tipo de trabalho você faz?

Meu trabalho consiste em capturar instantâneos que  melhor representem o assunto fotografado. A profissão de fotógrafo exige muita paciência, criatividade e bom relacionamento com clientes, modelos e envolvidos na ocasião do registro fotográfico. A carreira tem algumas áreas de especialização: fotojornalismo (minha paixão); moda; produtos; arquitetura; paisagem; esportes; eventos (casamentos, aniversários, exposições…)

 
Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Não exatamente. Possuo formação de cineasta, e estou apto a atuar nos diversos setores que envolvem uma produção cinematográfica ou televisiva. No entanto, meus interesses pessoais me carregaram para a fotografia, que no cinema é muito mais ampla e elaborada. Inclusive, aconselho todos os fotógrafos que se interessarem a procurar um bom curso de Direção de Fotografia para cinema.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 
Sem dúvida a falta de investimentos técnicos e a ausência de um plano de inserção no mercado de trabalho. A universidade não oferecia aos alunos nenhum tipo de programa para encaminhá-los ao núcleo profissional e para ajudá-los nas escolhas de suas especializações.
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Trigêmeos, fotografia Inácio Moraes.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

 
A internet tem sido minha ferramenta de estudo, e acredito que seja o melhor caminho para a profissão. A interatividade que a internet dispõe facilita o aprendizado técnico, no entanto a teoria ainda está muito bem guardada nos livros de grandes mestres da Luz.  Um ótimo site técnico: www.dpreview.com
 
 
Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?
 

Dificilmente utilizo outro idioma, mas, aos que possuem outra língua fluente, há um amplo mercado de trabalho em navios, para cobrir viagens pela costa brasileira e no exterior. O salário varia entre 1,200 e 3,000 dólares e os contratos costumam ser de 6 meses.
 
Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Converse com profissionais atuantes e, caso façam uma escolha equivocada,  NÃO TENHAM MEDO de redirecionar sua carreira.
 

 Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para um fotógrafo é indispensável manter um site com portfólio online: www.flickr.com/inaciomoraes
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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL





Minha profissão: Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

1 03 2011

 

Letícia Vieira

Esta é a terceira entrevista com jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico.

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Letícia Vieira, empresária, comércio internacional

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Perfil

Sou uma pessoa observadora, criteriosa e metódica. Prezo por organização, rotina, questões e assuntos objetivos.  Falo pouco e rápido.  Sou reservada, mas bem humorada. Penso bastante. Me interesso pelo próximo. Ouço muito as histórias e experiências dos outros.  Busco a serenidade e meu equilíbrio pessoal.

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Que tipo de trabalho você faz?

Trabalho com comércio internacional executando a intermediação e negociação de compra e venda de produtos e commodities no mercado exterior atuando direta e diariamente no contato com compradores e fornecedores.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 

Sim.  Atuo na área de comércio exterior.  Me formei na Universidade Estácio de Sá em Relações Internacionais em dezembro de 2000 e dois meses depois ingressei no curso de MBA (Master of Business Administration) de Comércio e Finanças Internacionais da FGV ( Fundação Getúlio Vargas) já em 2001.

Atualmente  tenho minha própria companhia — com um sócio — uma empresa de agenciamento ao comércio exterior aqui no Rio de Janeiro, chamada Southern Pride Comércio Internacional, onde assistimos  principalmente aos vendedores de açúcar, minério de ferro, uréia,  assim como intermediamos investimentos em grandes projetos imobiliários no Brasil.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Acredito que se à época houvesse um escritório modelo ou uma empresa Junior (hoje bastante comum na maioria das Universidades), muitos de nós profissionais da área poderíamos ter exercitado na prática o que de fato acontece nas negociações.  As dificuldades nos trâmites documentais, nas legislações, nos modos de pagamentos , nas obrigações e deveres de cada parte.  Assim pouparíamos tempo, evitaríamos grandes erros e certamente haveria mais confiança na tomada de decisões.  Aprendemos muito na teoria e pouco na prática…  Ah, muitos podem estar se questionando: mas e o estágio, não exerce esta função?  Acontece que nem sempre ao estagiário é dado a chance de participar efetivamente da realização de um negócio.  Por não ter experiência, alguns passam meses realizando serviços que não condiz em com a carreira que querem seguir, no máximo aprendem a preencher documentos básicos que para tal função não precisa ser Bacharel em R.I ou em Comércio Exterior.

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Armazém de açúcar no porto de Santos, Foto: UOL

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Pesquisas na internet diariamente em sites de informação e atualização sobre preço, quantidade, produção e condições de pagamentos no mundo das commodities.  Acompanhar o que dita o mercado internacional é fundamental. Da mesma forma que o contato, a parceria e a troca de informações de quem trabalha e possui experiência no ramo há décadas também é essencial.

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Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Sim. Inglês e Espanhol.

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Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Não acredito em carreiras promissoras, profissões do futuro…  Não aconselharia ninguém a decidir por uma determinada profissão porque leu em algum lugar ou ouviu dizer que esta será a profissão do futuro e, por conseguinte, dará muito dinheiro.  Acredito que na hora da escolha é preciso ter bom senso,vontade, interesse, e principalmente conhecimento suficiente para saber e entender o que faz tal profissional da área que o adolescente escolher.  Pesquisar bastante e ouvir algumas opiniões de quem trabalha na área seria interessante.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores?  Um blog, twitter?

Eu tenho Orkut mais por pressão e imposição de amigos e familiares. Não sou muito de investir em redes sociais.  De repente até deveria… Mas ainda não estou convencida.

E blog… Acho que precisaria ter muita imaginação para postar coisas interessantes.  E eu não tenho.  Infelizmente.

Mas posso deixar meu email pessoal para quem quiser fazer contato comigo nvieira.let@gmail.com.

Estou aberta a troca de experiências profissionais,  informações,  indicações de filmes e viagens e de receitas culinárias (rsrsrs).

O endereço da minha companhia é: www.southernpride.com.br








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