Esmerado: Globo Celeste, 1579

19 08 2019

 

 

 

17.190.636 #3 022Globo celestial com movimento , 1579

Gerhard Emmoser (Alemanha, ativo 1556 – 84)

Local de origem: Viena,  Áustria

Prata e latão dourados na caixa, e movimento em aço.

Dimensões: No todo 27 × 20 × 19 cm

Diâmetro do globo: 14 cm

Metropolitan Museum, Nova York

[Item não está na exposição permanente]

 

Há algum tempo atrás este globo rodava, mostrando as constelações. É um objeto único, extraordinariamente complexo como a tecnologia mecânica demonstra.  Tem também grande beleza estética.  Pertenceu ao Santo Imperador  Romano, Rodolfo II da Áustria, (reinou de 1576 a 1612) que o mantinha no seu Gabinete de Curiosidades.  Era considerado valioso tanto pela sua função como objeto científico, como por sua forma elegante. Pégaso segura o que aparenta ser um globo leve nas suas asas abertas.  A astronomia foi uma ciência que cresceu bastante nessa época graças aos conhecimentos de aritmética e geometria consideradas “as asas da mente humana”.

 

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Páscoa!

1 04 2018

 

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_ProjectUma lebre na floresta, c. 1585

Hans Hoffmann (Alemanha, 1530 -1591-2)

óleo sobre madeira, 62 x 78 cm

The J. Paul Getty Museum, Los Angeles

 

Hans_Hoffmann_(German_-_A_Hare_in_the_Forest_-_Google_Art_Project (2)

 

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Sandro Botticelli, ilustrador

2 07 2017

 

 

Sandro_Botticelli_-_La_Carte_de_l'EnferMapa do inferno, 1480-1490

Ilustração para A Divina Comédia de Dante

Sandro Boticelli (Florença, entre 1444-1445 — 1510)

Bibliotheca Apostolica Vaticana, Roma

 

 

Pouca gente sabe que o pintor florentino Sandro Botticelli, cujo nome de nascença era Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi, ilustrou a Divina Comédia de Dante, a pedido de Le Popolano, ou seja,  Lorenzo di Pierfrancesco de Médici (1463 –1503), membro da família de banqueiros de Florença e político.  Botticelli começou a ilustrar essa obra por volta de 1490.  Muitas das páginas de ilustrações se perderam no século XV para serem redescobertas no século XVIII. Havia inicialmente um conjunto de 102 ilustrações.  Hoje são 92 e estão divididas entre o Vaticano e Berlim.





Em três dimensões: Andrea del Verrocchio

2 05 2017

 

 

portraBusto de uma jovem, 1466

Andrea del Verrocchio (Florença, 1435 – 1488)

mármore, 53 cm de altura

Frick Collection, Nova York





Em três dimensões: Relicário de Santa Balbina, c. 1520-30

20 11 2016

 

 

santa-balbina-inicio-do-seculo-xvi-metropolitanRelicário de Santa Balbina, 1520-1530

Anônimo, provavelmente de Bruxelas, Bélgica

madeira, tinta e folha de ouro; 44 x 40 x 15 cm

Metropolitan Museum, Nova York

 

 

balbina-2Verso, Relicário de Santa Balbina, 1520-1530





O amor de Rafael: La Fornarina, ou Margarita Luti

30 03 2016

 

La_donna_velata_v2Jovem com véu [Margarita Luti], 1516

Rafael Sanzio (Itália, 1483-1520)

óleo sobre madeira, 82 x 61 cm

Palazzo Pitti, Florença

 

 

Há dois meses postei uma nota de Stendhal sobre um quadro de Rafael Sanzio, pintor da Renascença italiana. Era o retrato de  uma jovem mulher, provavelmente de sua amante, conhecida como La Fornarina [a padeira, ou a filha do padeiro]. A paixão de Rafael por Margarita Luti, a jovem retratada foi amplamente conhecida. Vasari — autor da primeira compilação das vidas dos artistas italianos — não a menciona mas se referiu a Rafael como um homem que gostava muito da companhia de mulheres, um sedutor. Mais tarde, depois da morte de Rafael, em publicações posteriores o nome de Margarita Luti foi ligado ao de Rafael.  Nunca houve identificação clara de que essa modelo era de fato Margarita.  O artista pintou diversos retratos em que essa jovem aparece, mas não há até agora prova concreta de identificação.

Jovem com véu de 1516, mostra Rafael no seu melhor estilo.  Grande delicadeza na pintura dos tons de pele, nas cores, prestimoso retratar dos tecidos. Um cuidado muito acima dos já espetaculares retratos anteriores.

 

FornarinaLa Fornarina, ou Retrato de uma jovem mulher, 1519

Rafael Sanzio (Itália, 1483-1520)

óleo sobre madeira, 85 x 60 cm

Galleria Nazionale d’Arte Antiga, Palazzo Barberini, Roma

 

No retrato do Palácio Barberini em Roma, posterior ao encontrado  no Palazzo Pitti, vemos um Rafael mais enfatuado com sua modelo?  Sem qualquer joia exceto a pérola no cabelo,que já aparecia no retrato anterior, acima, e a fita azul amarrada no braço, local que Rafael escolheu para assinar a obra; com um belo turbante oriental, última moda na época, a jovem seminua parece fazer um pequeno esforço para cobrir os seios. É uma pose  associada às esculturas de Vênus, cujas cópias romanas dos originais gregos estavam à disposição do pintor. Vênus a deusa do amor é assim associada ao retrato da jovem mulher.

Mais tarde, depois da morte de Rafael, foi descoberta na Vila Hadriana em Tívoli, uma escultura em mármore, de origem grega, provável cópia de Praxíteles, cuja pose muito se assemelha à pintura de Rafael.

 

Mediceische Venus / griech.Plastik - Medicean Venus / Greek Sculpt./ C1st BC - Venus dite de Medicis / Statue grecque Vênus, dita Vênus de Médici, século I a.E.C.
Cleomenes , d’après Praxíteles
Mármore, 153 cm de altura
Encontrada em 1680 na Vila Hadriana, Tívoli
Galleria degli Uffizi, Florença





Viajando com Albrecht Dürer

4 03 2016

Religious procession at Saragossa, Royal 16 G VI, f. 32v, Chroniques de France ou de St Denis, Paris, after c. 1332Procissão religiosa em Saragossa, c. 1332-1350

Chroniques de France ou de St. Denis, Paris

Royal 16 G VI, f. 32v

British Library

 

Notas do Diário de Viagem de Albrecht Dürer, em 1520.

 

“No domingo depois da procissão de Nossa Sra. da Assunção vi uma grande procissão da Igreja de Nossa Senhora na Antuérpia, quando a cidade inteira de todas as classes e ofícios se aglomerou, cada qual vestido de acordo com sua posição na sociedade.  E todas as classes e guildas traziam as bandeiras, pelas quais podiam ser reconhecidos.  Em intervalos grandes e caras velas-postes eram carregadas e os longos trombones francos de prata. Ainda na tradição germânica havia muitas flautas e tambores. Todos instrumentos vivamente tocados.

Vi a procissão passar pela rua, as pessoas enfileiradas, cada homem mantendo uma certa distância de seu vizinho, mas as filas eram próximas umas das outras. Havia ourives, pintores, pedreiros, bordadores, escultores, marceneiros, carpinteiros, marinheiros, pescadores, açougueiros, curtidores, tecelões, padeiros, alfaiates, sapateiros — de fato trabalhadores de todos os naipes, e muitos artesãos e negociantes que trabalham para sua sobrevivência.  Da mesma forma, lojistas e comerciantes, e seus assistentes de todo tipo estavam lá. Depois deles vinham os atiradores com suas armas, arcos e flechas, os cavaleiros e os soldados a pé também. Seguia então um grande grupo de senhores magistrados.  Logo vinha um grupo todo em vermelho, vestido em nobre e  esplêndida maneira. Antes deles, no entanto, vieram todas as ordens religiosas e membros de algumas fundações muito devotos, todos em suas diferentes vestimentas.”

 

 

Travel Diary, Dürer, em W.M. Conway, Literary Remains of Albrecht Dürer (Cambridge; University Press, 1889): text slightly revised by J.B.R.

Encontrado em The Portable Renaissance Reader, editado por James Bruce Ross e Mary Martin McLaughlin, New York, The Viking Press: 1958, p. 232-233.

 

[Tradução é minha]








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