Meu filho, bata-se por São Paulo e pelo Brasil…

10 08 2008

 

Soldados nas trincheiras, Revolução de 1932

    Soldados nas trincheiras, Revolução Constitucionalista de 1932

8 de agosto de 1932

 

30° dia de luta.  O povo se mostra entusiasmado.  Fala-se em breve do reconhecimento do estado de beligerância para São Paulo.  Nota-se mais coragem nos soldados, cuja correspondência é mais aguerrida deixando transparecer certa bravura espartana.

 

Quer tenha havido ou não precipitação de São Paulo nesta peleja começada em 9 de julho, o fato é que São Paulo se empolgou todo pela causa que defende e se convenceu de que deve lutar até o fim.  Nota-se esse pensamento nas cartas dos soldados, e nos rostos dos combatentes seja na hora do recuo como na hora do avanço.  Parece-me que estou vivendo na antiga Sparta quando as mães mandavam os filhos para a guerra orgulhosas deles derramarem seu sangue pela pátria.  Se a espartana dizia aos soldados que voltavam da guerra: “eu não quero saber se meu filho morreu; eu estou perguntando é se Sparta venceu”, — as paulistas também dizem: “meu filho, bata-se por São Paulo e pelo Brasil”.  “Meu filho, vá para a trincheira defender a honra de São Paulo”.

 

 

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Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 134-135, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

Todo o apoio das mulheres.

                          Todo o apoio das mulheres paulistas.





Tropas caem em desânimo, 1932 Itapetininga

28 07 2008

Capa de partitura de música da Revolução
Capa de partitura de música da Revolução

 

 

26 e 27 de julho de 1932

 

Saem reforçadas, as posições paulistas nas imediações de Buri.  Consta que as forças da ditadura tomaram Ribeirão Branco, Apiaí e Ribeira.

 

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Atmosfera pesada de receios, desconfiança.  Muitos boatos.  A polícia reprime o boato com severidade.  As nossas tropas (nossas por eu me achar em São Paulo). Caem em desânimo.

 

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Dão-se combates sérios em Buri, Apiaí.  Muito boato pela cidade.  Dizem que o boato às vezes vence na guerra!  Talvez fosse nos tempos em que as muralhas também tremiam ao som das trombetas!

 

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Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP, página 130, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

Curtis Falcon adquiridos pelos paulistas na Revolução de 1932            Curtis Falcon, adquiridos pelos paulistas na Revolução de 1932





15 de julho de 1932 — começam as tropas a se formar…

15 07 2008

 

Cartaz Constitucionalista, 1932

Cartaz Constitucionalista, 1932

Quinta-feira, 15 de julho de 1932

 

Formam-se batalhões patrióticos.  São Paulo movimenta-se com entusiasmo preparando-se para uma grande guerra.  Procura guarnecer suas fronteiras com o Paraná, onde consta que o inimigo já avança.  A cidade está cheia de boatos.  Fala-se que o governo federal desembarca tropas do norte em Paranaguá para invadir as fronteiras de Ribeira, Itararé e Ourinhos.  Um esquadrão do Paraná aderiu em Itararé. 

 

 

 

Transcrição do Diário de Gessner Pompílio Pompêo de Barros (MT 1896 – RJ 1960), Itapetininga, SP,  página 127, em referência à Revolução Constitucionalista de 1932.

 

 

Alistados com fuzis.







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