Em três dimensões: Arnolfo di Cambio

29 10 2015

 

 

3madonnMadona dos olhos de vidro, 1296

DETALHE

Arnolfo di Cambio (Florença, 1240-1310)

Mármore

Museo dell’Opera del Duomo, Florença

 

 

2madonna





Panchatantra, uma das mais antigas coleções de fábulas

19 10 2015

 

 

syrischer_maler_von_1354_001Ilustração do Panchatantra, na versão síria de 1354. Aqui está ilustrada a história em que o coelho engana o elefante mostrando a ele a lua refletida na água. (Bodleian Library, Oxford).

 

 

Panchatantra, quer dizer ‘Cinco Princípios‘ e é uma coleção de fábulas indianas provavelmente compiladas no século III antes da era comum, escritas originalmente em sânscrito.  Os originais já se perderam. Mas a coleção, ainda é muito conhecida. Foi traduzida do hebreu para o latim por João de Capua, em 1270.  Assim como muitas coleções de fábulas, hoje o Panchatantra tem inúmeras publicações em inglês, francês e outras línguas ocidentais, a maioria como livros para crianças.  Mas seus ensinamentos são universais e para todas as idades…





Esmerado: relicário francês c. 1220

12 09 2014

 

 

CH1979.26

Relicário francês século XIII, c. 1200–1220. Esmalte champlevé sobre cobre, corpo em madeira. 22,6 x 24,2 x 10,5 cm. Kimbell Art Museum, Fort Worth, Tx.

 

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Patrimônio Cultural da Humanidade: Cidade Velha de Lijiang

28 08 2014

 

 

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China:

 

Cidade velha de Lijiang

 

A Cidade Velha de Lijiang data do século XIII e se mostra completamente adaptada à topografia irregular em que foi construída. Localizada estrategicamente em uma encosta de montanha, de frente para um rio profundo, Lijiang se tornou um grande centro comercial mantendo a paisagem urbana histórica de alta qualidade e autenticidade. Sua arquitetura é notável pela mistura de elementos de várias culturas que se uniram ao longo de muitos séculos. Lijiang também possui um antigo sistema de abastecimento de água, muito complexo e de grande engenhosidade, que ainda funciona de forma eficaz nos dias de hoje. Ele se utiliza os diferentes níveis de dois rios para lavar as ruas, uma forma única de saneamento municipal. Para o abastecimento de água corrente a cidade foi entrecortada por uma rede de canais e bueiros que abastecem todas as casas da cidade. Há um total de 354 diferentes pontes. É a partir dessas estruturas que Lijiang deriva seu nome, a “Cidade das Pontes”.





Ormuz, o início da viagem de Marco Polo

23 08 2014

 

 

 

Marco Polo at the gates of Hormuz City(maybe) Livres des Merveilles, Snark, Bibliotheque NationaleMarco Polo às portas da Cidade de Ormuz [há dúvidas sobre essa identificação].Livres des Merveilles, Snark, Bibliothèque Nationale, Paris

 

Há dois anos leio de vez em quando uma passagem do livro Marco Polo: de Veneza a Xanadu, Laurence Bergreen.  Isso depois de já ter lido o livro inteiro.  Na primeira leitura fui marcando as cidades pelas quais passava Marco Polo. [Quem lá na companhia americana 3M inventou as Post-it notes ™, na minha opinião tem entrada garantida no céu…  Que delícia poder marcar um livro todo sem desfigurá-lo!] Bem, fui marcando cada passo da viagem de Marco Polo, para procurar na internet o que se sabe desses locais e se existem construções da época [século XIII].  Sei que isso pode parecer coisa de quem não tem o que fazer, e provavelmente é.  Mas para quem gosta de história isso é uma fonte incrível de entretenimento, muito mais atraente do que grande parte dos programas de televisão, do que muito romance na lista dos mais vendidos.  Com um pouquinho de informação, com o Google Maps, e fotos, com acesso a bibliotecas inteiras na rede, a imaginação se solta e com tempo e tenacidade preencho muitos dos espaços que desapareceram apagados pelas pegadas de invasões, guerras, pestes, e todo tipo de calamidade que já nos atingiu e continuará atingindo. Há muito pouca informação segura ainda sobre esses locais, principalmente em regiões como a Pérsia (maior parte do Irã hoje) que se encontra em grande turbulência faz muito tempo.  Sítios arqueológicos nem sempre permaneceram abertos através dos diversos confrontos bélicos e corremos o risco de perder muito do que ainda poderia ser resgatado. Mesmo assim essa viagem eletrônica pelo mundo de Marco Polo tem sido fascinante.

 

640px-Braun_Hormus_UBHDOrmus” (Braun e Hogenberg. “Civitates Orbis Terrarum“, 1572)

 

Ormuz é um dos locais — visitado por Marco Polo no início de sua viagem — que encontra numerosas referências na rede.  Tem mais: muitas dessas referências são em português.  Isso porque os portugueses estiveram por lá em 1507, dominaram a cidade, e tentaram construir o Forte de Nossa Senhora da Vitória, mas foram surpreendidos pela deserção de três capitães.  Os portugueses tentavam colocar o cabresto no comércio internacional que obrigatoriamente passava por essa ilha na entrada do Golfo Pérsico. Mas  inicialmente não foram bem sucedidos.  Só em 1515, Afonso de Albuquerque, já governador da Índia, estabeleceu a suserania de Ormuz submetida ao governo da Índia.  A Ormuz que atraía os portugueses não era mais aquela visitada por Marco Polo, pois os portugueses estiveram por lá trezentos anos depois da viagem do mercador italiano, mas desde o período medieval que o local era de grande importância para o comércio de produtos exóticos vindos do Oriente.

[À parte: toda vez que leio sobre as explorações portuguesas na Era dos Descobrimentos sinto profunda admiração pelos homens que se atreveram a explorar o desconhecido. Na Era  dos Descobrimentos, a população de toda a Europa é estimada em 60 milhões e a população total de Portugal entre 1400 e 1500 é estimada em um milhão de pessoas.  Um país tão pequenino, com uma população ínfima [1/60 de toda a Europa] que se jogava em frágeis embarcações, sair pelo mundo, conquistando, brigando, construindo, lutando, guerreando, tendo o atrevimento de desbancar governos locais, já estabelecidos, tem algo de mágico, do mitológico, do conhecido enredo do arquétipo do “pequeno contra o gigante”, que me comove.  Os obstáculos eram enormes, as dificuldades aterrorizantes, as doenças intermitentes, o desconhecido era abismal e assim mesmo, espada em punho, foram aos muitos cantos do mundo. É muito impressionante.] Para ter uma ideia dos perigos enfrentados em Ormuz, pelo viajante no século XIII,  fica aqui abaixo uma citação do livro de Laurence Bergreen, com citações diretas da descrição original de Marco Polo.

 

MARCO_POLO_DE_VENEZA_A_XANADU_1250679902P

 

Para o grupo de viajantes, a visão de tanta água após passarem meses no deserto os fez recordar Veneza e o Mar Adriático, porém, observando-a melhor, Ormuz não era exatamente a joia que tinham  avistado de longe. Em primeiro lugar, “se um mercador aqui morre, o rei confisca todos os seus bens”.  O clima também trazia riscos aos viajantes desprevenidos. O vento do deserto circundante podia ser “tão sufocantemente quente que seria mortal se, tão logo percebessem sua chegada, os homens não mergulhassem na água até o pescoço para escapar do calor”.

Enquanto estiveram em Ormuz, Marco ficou horrorizado ao saber que o vento mortal apanhara de surpresa  pelo menos 6 mil soldados (5 mil a pé, o restante a cavalo) no deserto e sufocara “todos eles, de sorte que ninguém sobreviveu para levar a notícia ao senhor”. Com o tempo, os “homens de Ormuz”, souberam da morte em massa e decidiram enterrar os corpos para evitar infecções, mas “quando os suspenderam pelos braços para levá-los às covas, eles [os cadáveres] estavam tão ressecados pelo calor que os braços caíram do tronco, de forma que eles [os homens] tiveram que fazer as covas ao lado dos cadáveres e empurrá-los.”

 

Em: Marco Polo: de Veneza a Xanadu, Laurence Bergreen, tradução Cristina Cavalcanti, Rio de Janeiro, Objetiva: 2009, pp 68-69.

 





Esmerado: tinteiro do século XIII

6 05 2014

 

 

tinteiro , ano 1250Tinteiro, c. 1275
Pérsia Ocidental
Liga de cobre, ouro, prata e chumbo.
5,9 cm de altura
Furusiyya Art Foundation, Liechtenstein

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