Mudanças de hábitos para melhoria do meio ambiente

22 08 2009

ouvindo musica

 

Esta mudança de residência que fiz há 4 semanas trouxe à baila algumas modernizações na minha casa.  Doei muitos livros, outros, mais especializados, mandei para um sebo.  Reduzi papelada, porque me dei ao trabalho de passar para o computador o que acho que ainda vou usar e joguei fora o resto.  A tendência está na direção de simplificar uma vida num local em que duas pessoas têm como passatempo leitura, arte, ecologia etc.  Há muito que nos preocupamos em reduzir a nossa pegada carbônica no dia a dia.  Com isso em mente, olhei para a torre de CDs que tenho em casa e disse:  Está na hora de me desfazer dessas belezas.  Isso está mais para século XX do que para século XXI.   Mas o empurrão final veio hoje, lendo o blog do Sílvio Meira.

A Intel e a Microsoft encomendaram uma pesquisa sobre o valor das emissões e do consumo de energia ligados à rede e o resultado bastante interessante foi de que baixar música para sua casa ou para seu celular, pela rede, tem um impacto energético e de CO2 bem menor do que comprar um CD na loja.

 Como Sílvio Meira postou:  a figura abaixo mostra o gasto de energia para cada um dos casos estudados…

 

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e a figura seguinte as emissões de CO2 correspondentes:

 

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O estudo tem os Estados Unidos como base.  Lá as fontes de energia elétrica são: 50% carvão, 20%  gás natural, 19% nuclear,  7% hidroelétrica e 3% de petróleo.   No Brasil as hidroelétricas respondem por quase 75% da energia consumida.  Isso faz o consumo da energia elétrica, por quem usa a internet, bem mais limpo aqui do que o mesmo consumo na América do Norte ou na Europa.

 

Fontes de energia para os EUA em 2006

Isso aponta para a extinção dos CDs mais rapidamente do que imaginávamos.   Tudo aponta para o consumo direto da música via internet.  Não estou falando de pirataria.  Estou falando de baixar as músicas que queremos pagando a quem as gravou.  Mesmo assim a tendência será a dos preços baixarem também.  Mas teremos que esperar um pouquinho.  O que importa é o impacto ecológico.  A rede é muito mais correta ambientalmente para música do que o CD.   Os números indicam que um CD, comprado em loja, pode gerar até 3k de CO2.  Enquanto que baixar o mesmo CD da rede geraria 400 g de CO2.

 Vou me desfazer da minha torre com centenas de CDs.  E nunca mais comprar um de forma física.   VIVA!  Economia de CO2 e de espaço.  Era disso que eu precisava.





Software ajuda na reconstrução de instrumento musical

30 05 2009

lituus1Músicos testam os intrumentos tocando Bach.

 

Um trompete bem longo de 240cm de comprimento, como o instrumento que existia na antiga Roma, [Litus]  mas que deixou de ser tocado desde do século XVIII; foi recriado com o auxílio de um software desenvolvido por cientistas do Conselho de Pesquisas de Engenharia e Ciências Físicas  associados a pesquisadores da Universidade de  Edimburgo, na Grã Bretanha.  A equipe colaborou no projeto de recriar este instrumento desenvolvendo um sistema que lhes permitiu fazer um desenho resgatando imagens antigas e desenhos mais modernos de modo que o resultado envolvesse as melhores representações de sua forma.  Até o momento, ninguém tinha uma boa idéia de como este longo trompete funcionava, e que som produziria.  Johann Sebastian Bach foi um dos últimos compositores a compor para este instrumento.

 

Softwares que permitam fazer a modelagem informática de instrumentos musicais poderão vir a ter um papel importante no futuro, pois entre outras coisas poderão dar a possibilidade de ajustarem  instrumentos de metal , de sopro, às necessidades de cada músico, individualmente. Podendo mesmo modelar cada um desses  instrumentos às diferentes necessidades de campos musicais, como instrumentos para uso em jazz, em orquestras clássicas ou qualquer outro fim.

 

Para o artigo completo de Pallab Ghosh, correspondente de Ciências :  BBC





Unicamp interpreta as vozes dos animais!

29 10 2008

A Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] apoiada pelo CNPq/MCT, acaba de desenvolver um software capaz de interpretar a vocalização dos animais suínos, bovinos e aves, identificando se estão com frio, fome ou sob algum tipo de estresse.

O software que está em fase de patente terá um custo barateado para ser usado como instrumento na busca do bem-estar animal.

Alguns dados interessantes foram mencionados no artigo em que este post de baseia, do Jornal do Comércio, de 29/10/2008, versão impressa, página B-11.  Por exemplo:  “pintinhos nas primeiras três semanas,  têm uma tendência para sonorizar menos quando estão expostos a um ambiente com conforto térmico.  Quando a temperatura diminui, a freqüência de vocalização vai aumentando, ” disse Irenilza de Alencar Naas, pesquisadora e coordenadora do projeto.

Também bezerras mais jovens apresentam  maior estresse com a separação da matriz.  E os pesquisadores registraram cinco tipos diferente de gritos no repertório dos leitões.

Ao que parece, a data de nos comunicarmos com os animais está próxima.








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