Imagem de leitura — Edward Killingworth Johnson

22 06 2011

Dias de verão, 1884

Edward Killingworth Johnson  ( Inglaterra, 1825-1896)

aquarela e guache sobre papel

Sotheby’s — Março, 1994

Edward Killingworth Johnson, nasceu em Stratford le Bow, na Inglaterra em 1825.  Depois de umas poucas aulas na Langham Life School, passou a pintar aquarelas.  Praticamente um autodidata dedicado à pintura de gênero e às paisagens.  Trabalhou como ilustrador.  Excelente artista que usava com freqüência a combinação de aquarela e guache para dar maior corpo ao trabalho, que se caracterizava por apresentar um excelente acabamento.  Morou a maior parte de sua vida em Londres e depois mudou-se para Halstead, Essex. Faleceu em 1896.

 





Imagem de leitura — Allan R. Banks

17 02 2011

Canção de verão, 1985

Allan R. Banks ( EUA, 1948)

óleo sobre tela,  130 x 130 cm

Coleção Fred & Sherry Ross

—-

Allan R. Banks

—–

—-

Allan R. Banks nasceu no estado de Michigan, nos EUA em 1948.  Teve aprendizagem de pintura clássica com Richard Lack e mais tarde com R. H. Ives Gammell, este último em Massachussetts.  Viajou pela Europa para aprimorar sua arte e redescobrir o papel da pintura ao ar livre, da qual se tornou um dos mais importantes expoentes em seu país.  Especializa-se em retratos e pintura de gênero.





Verão, poesia para crianças de Olavo Bilac

21 12 2010

Amplo Horizonte, 1969

Theodoro De Bona (Brasil, 1904 – 1990)

 

O Verão

III

        Olavo Bilac

      Coro das quatro estações:

 —

Cantemos, irmãs!  Cantemos

Como ardem as ribanceiras

Cantemos, irmãs, dancemos

À sombra dessas mangueiras.

— 

     O Verão:

Sou o verão ardente

Que, vivo e resplendente,

Acaba de nascer;

Nas matas abrasadas,

O fogo das queimadas

Começa a se acender.

Tudo de luz se cobre…

Dou alegria ao pobre;

Na roça a plantação

Expande-se, viceja,

Com a vinda benfazeja

Do provido Verão.

Sou o Verão fecundo!

Nasce no céu profundo

Mais rútilo o arrebol…

A vida se levanta…

A Natureza canta…

Sou a estação do Sol!

 

     Coro das quatro estações:

Que calor, irmãs! Cantemos

Como ardem as ribanceiras

Cantemos, irmãs, dancemos,

À sombra dessas mangueiras.

—-

Verão, da série das Quatro Estações; Em: Poesias Infantis, Olavo Bilac, Livraria Francisco Alves: 1949, Rio de Janeiro

— 

 

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (RJ 1865 — RJ 1918 ) Príncipe dos Poetas Brasileiros – Jornalista, cronista, poeta parnasiano, contista, conferencista, autor de livros didáticos.  Escreveu também tanto na época do império como nos primeiros anos da República, textos humorísticos, satíricos que em muito já representavam a visão irreverente, carioca, do mundo.  Sua colaboração foi assinada sob diversos pseudônimos, entre eles: Fantásio, Puck, Flamínio, Belial, Tartarin-Le Songeur, Otávio Vilar, etc., e muitas vezes sob seu próprio nome.  Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.  Sem sombra de duvidas, o maior poeta parnasiano brasileiro.    

Obras: 

Poesias (1888 )

Crônicas e novelas (1894)

Crítica e fantasia (1904)

Conferências literárias (1906)

Dicionário de rimas (1913)

Tratado de versificação (1910)

Ironia e piedade, crônicas (1916)

Tarde (1919); poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957) e obras didáticas





Verão, poesia infantil de Zilda Maria Vasconcellos

1 02 2010
Ilustração de Meredith Johnson

Verão

                              Zilda Maria Vasconcellos

 

Bem na pontinha dos pés,

sobre a erva do caminho,

com os sapatos na mão,

fui caminhando sozinho.

Belo dia de verão!

Tudo parado, quietinho…

perfumes para todo lado,

e um gostoso calorzinho.

O sol bateu em meu rosto

e a leve aragem do vento.

Fui caminhando com gosto

num passo lento, bem lento.

Demorei a encontrar

as minhas vespas amigas,

as cigarras a cantar,

as diligentes formigas.

Então, no grande silêncio,

uma formiga ouvi:

Precisamos trabalhar,

O outono está quase aí.

Já vão-se abrir as escolas,

Irás estudar também.

Adeus,  meu bom amiguinho,

até o verão que vem!

Em: O mundo da criança, vol. 1: poemas e rimas,  Rio de Janeiro, Editora Delta: 1971





Na Holanda calor muda os hábitos das girafas

7 08 2009

girafas holanda

 

 

Calor na Holanda dá dó aos tratadores do Zoológico que deram um prêmio às Girafas quando a temperatura esquentou.   Aqui, girafas lambem um pedaço de sorvete, no zoológico da cidade de Rhenen.  A guloseima foi oferecida aos animais do local para refrescá-los, enquanto as temperaturas atingiram 29°C.





Fim do horário de verão!

15 02 2009

amanhecer1

Ilustração: Maurício de Souza

 

Está na hora de prestar atenção ao relógio. 

Preparar-se para uma mudança: atrasar o relógio de uma hora.

 Acabou hoje o horário de verão.  

Não se esqueçam! 





Meio-dia, poema de Olegário Mariano

11 01 2009

 

 

Edgard Oehlmeyer(1905-1967)Paisagem,1944osm, 35x44cmPaisagem, 1944

Edgard Oehlmeyer (Brasil, 1905-1967)

óleo sobre madeira, 35 x 44 cm

 

 

 
 Meio-dia

 

                    Olegário Mariano

 

 

Meio dia.  A abrasada calmaria

No amplo manto de fogo a mata esconde,

Na fornalha que envolve o meio-dia

O ouro do sol tempera o ouro da fronde.

 

Pesa o silêncio sobre a frondaria…

Desponta o rio não se sabe donde.

Só, com a voz da mata, em agonia,

Uma cigarra zine e outra responde…

 

É o grito humano que da natureza

Sobe ao tranquilo azul da imensidade,

Ungido de amargura e de incerteza…

 

Querem chorar as árvores sem pranto

E as cigarras ao sol clamam piedade

Para suas irmãs que sofrem tanto!

 

 

 

Do livro: Últimas Cigarras, 1920.

 

 

Olegário Mariano Carneiro da Cunha, (PE1889 —  RJ 1958). Poeta, político e diplomata brasileiro.

 

 Obras:

 

 Angelus (1911)

Sonetos (1921)

Evangelho da sombra e do silêncio (1913)

Água corrente, com uma carta prefácio de Olavo Bilac (1917)

Últimas cigarras (1920)

Castelos na areia (1922)

Cidade maravilhosa (1923)

Bataclan, crônicas em verso (1927)

Canto da minha terra (1931)

Destino (1931)

Poemas de amor e de saudade (1932)

Teatro (1932)

Antologia de tradutores (1932)

Poesias escolhidas (1932)

O amor na poesia brasileira (1933)

Vida Caixa de brinquedos, crônicas em verso (1933)

 

O enamorado da vida, com prefácio de Júlio Dantas (1937)

Abolição da escravatura e os homens do norte, conferência (1939)

Em louvor da língua portuguesa (1940)

A vida que já vivi, memórias (1945)

Quando vem baixando o crepúsculo (1945)

Cantigas de encurtar caminho (1949)

Tangará conta histórias, poesia infantil (1953)

Toda uma vida de poesia, 2 vols. (1957)

—-

 








%d blogueiros gostam disto: