Quatro novos livros no vestibular da FUVEST e UNICAMP

7 01 2013

lendo 77Ilustração, Maurício de Sousa.

As novidades para o vestibular do final do ano de 2013 são quatro novos livros. Essa lista é das leituras obrigatórias para o vestibular.  Vejamos:

Novo:

Viagens na minha terra, de Almeida Garrett.  Este livro entra no lugar de  Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, que era pedido no ano passado.

Til, de José de Alencar, entra na lista substituindo Iracema do mesmo autor, na lista anterior.

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis toma o lugar de Dom Casmurro, do mesmo autor, que fazia parte da lista passada.

Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade será agora o livro de poesias.  Anteriormente a leitura requerida era Antologia Poética de Vinicius de Moraes.

Continuam na lista:

Memórias de um sargento de milícias de Manuel Antônio de Almeida

O cortiço de Aluísio Azevedo

A cidade e as serras de Eça de Queirós

Vidas secas de Graciliano Ramos

Capitães de areia de Jorge Amado

Gostei das mudanças. Elas trazem maior textura e as obras escolhidas me parecem ter mais diálogo entre si. Perigando ser criticada, gosto mais de Brás Cubas do que de Dom Casmurro.  É uma questão de gosto pessoal.  Ver José de Alencar além do indianismo também acho muito interessante, porque expande o horizonte desse mestre da literatura brasileira. Frequentemente suas obras regionalistas e urbanas são deixadas de lado, mesmo que produzam retratos importantes da sociedade da época. Drummond é um poeta intelectualmente mais complexo, junto com Bandeira — difícil dizer qual é melhor — um dos grandes expoentes da nossa poesia.  Essa troca enriquece as variáveis nas provas do vestibular.  As mudanças parecem apontar para a leitura em contexto histórico-social. Importante será ver o trabalho de Garrett em relação ao Portugal da época.  Cada vez mais olha-se para a literatura fora do cosmos exclusivamente literário, para dar ênfase ao momento histórico da publicação. Drummond certamente está inserido com o livro de poemas de maior relevância política do poeta.  E também será interessante ver as comparações entre os livros da lista. Sabemos por exemplo que Garrett exerceu influência em Machado.  Será apropriado ao ler esses livros manter em mente uma comparação entre os autores.  É começar a ler agora mesmo!  Não há tempo a perder!  Boa sorte a todos.





Minha profissão: Fernanda Nunes, cientista social

27 03 2011

Fernanda Nunes

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Esta é a sétima entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas, designer industrial.

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Fernanda Nunes, cientista social—-

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Perfil

Sou formada em Ciências Sociais pelo CPDOC/FGV. Fui bolsista de iniciação científica (CNPq) nas pesquisas “A construção da favela carioca como destino turístico” e “Ações solidárias e o consumo de experiências: um estudo sobre o campo do ‘turismo voluntário’ no Rio de Janeiro“.

Que tipo de trabalho você faz?

O cientista social pode se especializar em três áreas de conhecimento (antropologia, sociologia e ciência política), estando apto a atuar como pesquisador e/ou professor.

Na condição de bolsista, desenvolvi o trabalho de campo em duas favelas cariocas (Rocinha e Pereira da Silva). Durante quatro anos, fiquei responsável pela observação participante, produção de diários de campo, bem como pela realização de entrevistas com diferentes personagens. Após a análise do material coletado, foram publicados artigos (nos quais fui co-autora) e um livro – “Gringo na Laje” (2009), da Prof.ªDrª. Bianca Freire-Medeiros.

 Atualmente, trabalho como assistente de pesquisa, na Fundação Getulio Vargas.  Minha função constitui-se, basicamente, em pesquisar em arquivos e fazer transcrições ou resumos a pedido dos coordenadores das investigações.

 

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

No momento, trabalho no campo de minha formação. Embora não desconsidere a minha experiência no âmbito das Ciências Sociais – devido ao meu interesse no desenvolvimento de outras pesquisas-, pretendo seguir carreira na área da saúde coletiva.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação? Não digo para o trabalho que faço agora, mas sim, para o que penso em relação ao meu futuro: acredito que os professores deveriam indicar aos alunos algumas alternativas à carreira acadêmica.

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O que você faz para continuar a se atualizar? A intensa carga de leitura e a participação em congressos e seminários, tanto nacionais quanto internacionais, são imprescindíveis. Ademais, recomendo o ingresso em um programa de pós-graduação.

 

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

No meu atual trabalho, não. No entanto, nas pesquisas que envolviam favela, turismo e consumo fiz uso do inglês e, algumas vezes, do espanhol, para me comunicar (pessoalmente ou via email) com os meus “nativos”, ou seja, estrangeiros que eram “turistas” ou “voluntários”, nas favelas.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Que converse com profissionais da sua área de interesse e que olhe a grade curricular dos cursos, geralmente, disponível no site das universidades.

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Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Não tenho nenhum site pessoal, mas recomendo o Scielo (http://www.scielo.org/php/index.php), que abrange uma infinidade de textos acadêmicos. E, para saber mais sobre turismo na favela, indico nosso artigo (online) publicado na Revista “Os Urbanitas”: http://www.aguaforte.com/osurbanitas7/Freire-MedeirosMenezes&Nunes.html





Minha profissão: Marcelo Valença, designer industrial

22 03 2011
Marcelo Valença.

Esta é a sexta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, empresária em comércio exterior, fotógrafo, analista de sistemas.

Marcelo Valença, designer industrial

Perfil 

Sou um cara tranquilo de mente irrequieta. Aprendo com pessoas, lugares, desafios. Sorrio bastante e falo ainda mais. Vivo música e design e gosto de aprender sobre tudo o mais.

Que tipo de trabalho você faz?

 Sou designer industrial, ajudo empresas e indústrias a melhorar ou conceber seus produtos ou serviços. Procuro sempre melhorar o modo como as pessoas se relacionam com os objetos e espaços e estes com a sociedade e o meio ambiente.

Trabalho para a Questto Design, tenho minha microempresa, a mvdesignbrasil e sou professor de computação gráfica no Istituto Europeo di Design.

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Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

 Sou bacharel em Design do Produto, fiz a primeira metade da graduação na UFPE e a segunda na Belas Artes/SP. Também cursei Letras na UFPE.

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Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

 Se tem uma palavra que bem define design e os designers é multidisciplinaridade. Você pode ser designer gráfico, industrial, de moda ou interiores e em cada uma destas carreiras precisará aprender sobre dezenas de outras áreas. Cada faculdade de design encontra um viés específico e é bom conhecer antes de fazer o curso.

Seja por eleger a técnica (materiais e processos fabris, softwres 3D, ergonomia), a criação (estética, sketch, rendering), a administração (gestão, marketing, branding) ou a sociedade (ecodesign, etnografia, sustentabilidade), dificilmente as escolas conseguem atingir essa multidisciplinaridade com ensino de qualidade em todas as áreas.

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Marcelo Valença no trabalho.


O que você faz para continuar a se atualizar?

 Leio muito e trabalho com dedicação. Mantenho a cabeça sempre em atividade e procuro aprender o máximo com cada novo projeto que participo. Sempre que possível faço cursos, atendo a palestras e workshops e participo dos concursos e exposições da área.

 Acredito que um bom designer deve ser curioso, observador e ter a cabeça aberta para novas informações e conceitos, sempre.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

 Sim. Falo inglês fluentemente e sei um pouco de italiano, francês e espanhol, idiomas que uso em viagens e para contatos com clientes e fornecedores no exterior. Costumo ler livros e visitar sites estrangeiros diariamente e, por isso, considero o inglês essencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

 Procure conhecer o máximo sobre os cursos e as carreiras em que tens interesse, ouça os conselhos dos pais e professores, mas forma tua própria opinião antes de escolher.

Também não se preocupe em acertar de primeira. O ensino médio faz parecer que estamos tomando uma decisão para a vida aos dezessete anos, mas a coisa não é bem assim. Descubra teus talentos e procure uma carreira que te permita expandi-los e que te leve a conquistar teus sonhos.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Para quem quer conhecer um pouco mais sobre design, dois sites da gringa que recomendo: www.core77.com e www.yankodesign.com. No meu twitter posto indicações de livros, artigos da web ou eventos de design (@marcelov).





Minha profissão: Cris Bauer, analista de sistemas

15 03 2011

Cris Bauer

Esta é a quinta entrevista com o título Minha profissão, que foca em jovens profissionais falando sobre suas preparações para exercerem as profissões que têm.  As anteriores incluem: bibliotecária, músico, comércio exterior, veja links abaixo.

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Cris Bauer, analista de sistemas

Perfil

Mil caminhos a seguir e seguindo todos. OK, nem sempre os caminhos são compatíveis, mas não perco um único cruzamento! Para aqueles que acreditam, uma perfeita geminiana.

 Que tipo de trabalho você faz?

Sou Analista de Sistemas e trabalho com sites para internet e produtos voltados para Telefonia Celular, como jogos, promoções, etc. Há pouco abri uma loja de perfumaria e presentes personalizados. Uma forma de não virar uma “nerd’.

Você trabalha no campo de sua formação profissional ou trabalha numa área diferente daquela para qual estudou?

Sim!  Me formei em Ciência da Computação e em Comunicação Social. A junção dos dois cursos é meu diferencial no meu trabalho, pois consigo fazer a interface entre a área de tecnologia e todas as outras áreas – marketing, comercial, jurídico e principalmente, o cliente externo.

Também escrevo para um jornal local e até mesmo para a loja, os cursos me ajudaram bastante. Consegui bastante noção administrativa, de logística, desembaraço para lidar com os clientes. Com isso, basta liberar a criatividade.

Para o trabalho que você faz agora, o que poderia ter sido diferente no seu curso de formação?

Difícil dizer,  pois eu já trabalhava na área durante o curso de Computação, então eu mesma ia “escarafunchando” tudo o que eu achava interessante.

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O que você faz para continuar a se atualizar?

Estou sempre em contato com várias pessoas de diversas empresas acompanhando todas as novidades. Leio bastante revistas, blogs, sites especializados.

Você precisa usar alguma língua estrangeira frequentemente?

Inglês! A tecnologia está realmente integrada em todo o mundo e um único projeto engloba equipes de vários países. Espanhol tem sido um grande diferencial.

Que conselho daria a um adolescente que precisa decidir que carreira escolher?

Primeiro preste atenção na área que realmente goste. Nada pior do que tentar trabalhar com algo que não gostamos. Segundo lugar, tenha calma e não se entusiasme com as “profissões da moda”. Estude com carinho o mercado de trabalho e as perspectivas de crescimento, levando em conta a região onde mora e sua disponibilidade/vontade de se mudar ou não.

Você tem um lugar na internet que gostaria de mostrar para os nossos leitores? Um blog, twitter?

Tenho um blog que anda meio abandonado, mas onde escrevo de vez em quando.

www.crisb.zip.net

Também estou no Twitter, mas uso mais para informações informais

@crisbauer

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Veja outras profissões: 

BIBLIOTECÁRIA 

MÚSICO 

COMÉRCIO INTERNACIONAL

FOTÓGRAFO





5 livros do romantismo IV: A escrava Isaura

28 06 2009

Eliseu Visconti, moça no trigal,1913,ost,65x80

Moça no trigal, 1913

Eliseu Visconti ( 1866-1944 )

Óleo sobre tela, 65 x 80 cm

Como postei no dia 3 de maio estou elaborando algumas notas sobre as excelentes informações do Professor Vanderlei Vicente  sobre os 5 livros do romantismo necessários para o vestibular, publicado no Portal Terra.  Meu objetivo é ajudar aqueles que precisam destas leituras: não só a entenderem  um pouquinho mais do romantismo no Brasil, mas conseguirem se lembrar de alguns detalhes das obras mencionadas. O artigo original estará sempre em itálico azul. 

A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães – “Este romance apresenta a trajetória de Isaura, escrava paradoxalmente clara que é perseguida por seu senhor, Leôncio. Após fugir para o Nordeste, Isaura conhece e apaixona-se por Álvaro. O desfecho do romance é mais que feliz: Álvaro liberta Isaura das mãos de Leôncio ao pagar dívidas deste e tomar-lhe os bens. Vale lembrar que a obra obteve importância em sua trajetória por tratar de um tema polêmico para a época: a escravidão”.

 Até hoje, este é um dos romances favoritos do público brasileiro.  Seu sucesso atual não surpreenderia aqueles que testemunharam em 1875 a estrondosa reação do público leitor que se encontrava cada vez mais familiarizado com romances de aventuras num cenário brasileiro. 

 

Carapebus

Solar do Barão de Carapebus, construído em 1846 em Campos dos Goitacazes.  Esta construção seria do tipo de fazenda em Campos, retratado no romance de Bernardo Guimarães. 

A história se passa numa grande fazenda fluminense na cidade de Campos dos Goitacazes.  O romance aparece quatro anos depois da Lei do Ventre Livre.  A escravidão serve mais como impedimento no desenvolvimento do romance, do que como assunto a ser abordado contra ou a favor.  Bernardo Guimarães, joga com a aceitação da mulher de pele clara, como demonstração do preconceito de raça.  Enquanto que a escravidão simplesmente existe.  Há algumas poucas falas de estudantes abolicionistas, mas não são mais do que um aceno, uma batida na aba do chapéu, que Bernardo Guimarães dá ao movimento abolicionista.  A divisão da sociedade, a mostra da irracionalidade da escravidão, estão centradas na cor da pele da escrava.  Bernardo Guimarães remove a  máscara da sociedade brasileira e mostra a falsidade de seus preconceitos.  Realça a fragilidade e a dualidade da posição pró-escravidão, numa sociedade que já se caracterizava como miscigenada.

 Há, no entanto, uma grande novidade:  os cenários do romance não são estáticos.  O leitor correrá o Brasil seguindo o caminho de Isaura, o romance começa na cidade de Campos dos Goitacazes, mas sua linha de ação se move, do Estado do Rio de Janeiro para Recife, no estado de Pernambuco.   

recife-rua victoria, 1890

Recife em 1890, rua Vitória, com bonde puxado a uma parelha de burros.

Bernardo Guimarães é um escritor da chamada segunda geração do Romantismo, e se olharmos com cuidado os textos de seus livros, encontraremos um pendor por algumas características que viriam a aparecer nos escritores do movimento realista, principalmente no retrato da miscigenação da sociedade brasileira e também no retrato do homem e dos costumes sertanejos.

 Também é um escritor com  um grande número de anedotas associadas à sua vida.  A maioria das quais puras inverdades mas que serviam para acentuar algumas de suas mais famosas características e o peculiar de modo de encarar a vida.  Reproduzo aqui duas anedotas encontradas num artigo de Armelim Guimarães, neto do escritor.

 1 –  Em 1925, nas suas “Memórias de João Barriga”, José Avelino registrava este caso, de quando era o poeta professor no liceu de Ouro Preto:

“Examinador, a todos aprovava. Conta-se que, numa feita, um bicho [estudante calouro] estava tão cru em noções de Cosmografia que a reprovação seria inevitável no exame oral. Dois examinadores deram logo nota má, e Bernardo deu ótima. Perguntou-lhe um colega:

– Por que deu ótima, doutor, a um examinando que não soube o ponto?

— Porque eu também não sei.”

 

2 –  … vale lembrar um fato contado por Sousa Ataíde:

“Descia o poeta, certa vez, a rua de sua casa, em companhia de dois amigos, quanto, passando por eles três ou quatro pessoas que caminhavam em sentido contrário, uma delas perguntou-lhe:

– Saberá o cavalheiro informar-me onde mora o escritor Bernardo Guimarães?

“Eram pessoas que desejavam visitá-lo, e que ainda não conheciam. Bernardo, tranqüilamente, apontou a sua residência, e deu prontamente a informação pedida:

— É ali, naquele sobrado, ao alto.

“E continuou a descer  imperturbavelmente a ladeira. O Bretas espantou-se:

— Que é isso, homem! Eles querem te conhecer!

— Perguntaram-me onde eu moro. Dei, acaso, informação errada?, respondeu o poeta.”

 E ao que tudo indica, histórias engraçadas e anedotas diversas são até hoje contadas em Minas Gerias sobre este bem amado escritor mineiro.

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 A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães,  já se encontra em domínio público.  Para lê-lo, clique AQUI.

 

 

 

bernardo_guimaraes

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (Ouro Preto, MG, 15/8/1825 – Ouro Preto, MG, 10/3/1884). Advogado, juiz, professor, escritor, jornalista, contista e poeta. Bernardo Guimarães é o patrono da Cadeira N.º 5 da Academia Brasileira de Letras.

 

Obras:

Cantos da Solidão, poesia, 1852

Poesias, 1865

O Ermitão do Muquém, romance, 1871

Lendas e Romances, novelas, 1871

O Garimpeiro, romance, 1872

O Seminarista, romance, 1872

Histórias e tradições de Minas Gerais, 1872

O índio Afonso, romance, 1873

A Escrava Isaura, romance, 1875

Novas Poesias, 1876

Maurício, romance, 1877

A Ilha Maldita, romance, 1879

O Pão de Ouro, romance, 1879

Rosaura, a Enjeitada, romance, 1883

Fôlhas de Outono, poesia, 1883

O Bandido do Rio das Mortes, poesia, póstuma, 1905

O Elixir do Pajé, poesias eróticas, s/d impresso às escondidas, raríssimo.

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Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944). Pintor, desenhista, professor. Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na [i]École Nationale et Spéciale[/i] des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na [i]École Guérin[/i], com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do Art Nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do Art Nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.

 Itaú Cultural





Lembrando: regras da concordância nominal

14 06 2009

Anni Matsick, Stephannie watercolor

Stephanie, aquarela de Annie Matsick.

 

Cada vez mais se torna importante o uso do bom português.  Portas para trabalhos se abrem com maior facilidade, mesmo que em funções de menor responsabilidade.  Como a competição para qualquer posição é grande, não custa tentarmos aprimorar tanto a nossa língua falada quanto a escrita.  Com esse objetivo reproduzo aqui o artigo sobre concordância nominal do professor Thiago Godoy que o portal Terra postou para auxiliar aqueles que  prestam vestibular.  Mas as dicas são boas e importantes para qualquer um de nós.

 Assim como a concordância nominal, é fundamental que o vestibulando saiba concordar verbo e sujeito. Além de aparecer em questões da prova de Português, o conteúdo é importante para a redação.

 “Os verbos, via de regra, concordam com seu sujeito, independente de sua posição“, diz Thiago Godoy, professor de Gramática da Oficina do Estudante, de Campinas. E exemplifica: “O aluno mora em Campinas“, “Os alunos moram em Campinas“, “Mora o aluno em Campinas“, “Moram os alunos em Campinas“, “Em Campinas mora o aluno“, “Em Campinas moram os alunos“. Entretanto, diz Godoy, há casos que merecem destaque. Confira as dicas preparadas pelo professor:

 – Quando o sujeito é composto e o verbo vem anteposto a ele: “Com um sujeito com mais de um núcleo, ou seja, sujeito composto, o verbo anteposto (colocado antes do sujeito) pode assumir duas formas: Ou concorda com todos os núcleos (“Chegaram Jussara e Fabiana”), ou concorda apenas com o mais próximo (“Chegou Jussara e Fabiana”)”.

 – Quando o sujeito apresenta expressão partitiva: “Tanto pode concordar o verbo com o núcleo do sujeito ou com seu adjunto. Logo, o verbo pode permanecer no singular, ou ir para o plural (‘Um bando de assaltantes invadiu o banco’ ou ‘um bando de assaltantes invadiram o banco’). Existe uma pequena nuança de sentido aqui: se se mantém o verbo no singular, a ideia do grupo é reforçada, se se prefere a forma plural, ressaltamos cada indivíduo participante da ação”.

 – Quando o sujeito apresenta quantidade aproximada ou porcentagem: “O verbo concordará apenas com o substantivo da expressão: ‘Cerca de duzentas estudantes participaram da passeata’, ‘Menos de 10 pessoas assistiram à peça’, ‘Mais de um deputado votou na lei’. O mesmo vale para sujeitos expressos por porcentagem (‘99% do povo brasileiro é otimista’, ‘1% dos brasileiros são pessimistas’)”.

 – Sujeitos “que”/ “quem“: “Quando o sujeito for o pronome relativo ‘que’, o verbo concordará com seu antecedente (‘somos nós que estudamos Gramática, mas são eles que recebem boas notas’). Já quando o pronome sujeito é ‘quem’, há duas possibilidades, o verbo concorda com o antecedente ou com o pronome (‘São os homens quem devem oferecer-se a pagar o jantar, mas são as mulheres quem deve recusar a oferta’)”.

 – Quando o sujeito apresenta a estrutura “um dos que“: “Geralmente, na oralidade titubeamos na concordância verbal desta expressão. Mas não há motivos para dúvida. Imagine que na história das Copas do Mundo houve vários goleadores. Ronaldo foi um dos vários goleadores das Copas. Ronaldo foi um daqueles que mais marcaram gols nas Copas do Mundo. Portanto, ‘Ronaldo foi um dos que mais marcaram gols’. Ou seja, tendo em vista a dica anterior, o verbo estará sempre no plural nesta expressão, dado que concorda com o antecedente do pronome relativo ‘que’: Um dos que…”

FONTE: Terra





Português no vestibular: cinco temas a priorizar

28 05 2009

estudando 6

Chico Bento, ilustração:  Maurício de Sousa

 

 

O professor de Língua Portuguesa da Oficina do Estudante, de Campinas, Thiago Godoy lembra que as grandes universidades não estão mais tão interessadas em alunos que possuam um conhecimento “enciclopédico e estanque“. “São mais atraentes aqueles que, com conhecimentos adquiridos nos anos de escola, saibam processar e internalizar informações novas.

 

Por isso, não basta saber mecanicamente conjugar verbos irregulares e anômalos, inclusive na ‘temida’ segunda pessoa do plural, sem entender seus usos pragmáticos, as diferenças de registro de linguagem, variação lingüística etc.“, analisa.

 

Cinco dicas do professor para a prova de Português.

 

 

Concordância nominal e verbal: o aluno tem de estar atento às flexões verbais impostas pela modificação dos núcleos nominais, principalmente sujeitos compostos, e às substituições possíveis para cada coletivo, pronome relativo, expressões numéricas e partitivas. Inadequações decorrentes da permutação dos verbos haver e existir, singular e plural, sempre são alvos de questões, assim como a concordância do verbo ser.

 

Regência nominal e verbal: os examinadores costumam testar os candidatos em questões que mesclam regências de nomes e verbos. Procure habituar-se às preposições regidas e enfocar as mudanças de sentido que verbos de mais uma regência apresentam. Este conteúdo também é campo frutífero para perguntas referentes ao uso da crase.

 

Coerência e Coesão: as antigas questões de análise sintática, em sua maioria, foram substituídas por exercícios que testam a capacidade do aluno em reestruturar enunciados, alterando seu conteúdo, por meio de conjunções e locuções conjuntivas. A prática constante das paráfrases é uma tarefa importante para o domínio deste tipo de habilidade.

 

Interpretação de texto: as provas de interpretação não mais utilizam apenas o “formato tradicional” de texto. Diversos vestibulares, principalmente os dissertativos, exploram propagandas, tirinhas e outros formatos, até mesmo em outros suportes, como material para os testes de leitura. O aluno deve concentrar-se em regionalismos, gírias, jargões e outras mudanças de registro.

 

Figuras de Linguagem: este conteúdo aproxima bastante as disciplinas de Gramática e Literatura. Procure, nos próprios textos literários, conhecer e reconhecer as figuras mais exploradas pelos autores: Metáfora, Metonímia, Antítese, Paradoxo, Anáfora, Aliteração, Assonância, Polissíndeto, Sinestesia, Ironia etc.

 

 

Portal TERRA.








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