Mastodontes, antigos habitantes de Minas Gerais

20 04 2011
 
Mastodonte, ilustração de Jorge Blanco, 2005.

Há muito tempo, digamos há 60.000 anos atrás, uma parte de Minas Gerais era habitada por uma considerável população de mastodontes.  Mastodontes eram antepassados dos elefantes que conhecemos nos dias de hoje.  Eles viviam tanto na América do Norte como na América do Sul, e deixaram de existir há 10.000 anos atrás. 

Os mastodontes tinham aproximadamente 3 metros de altura e pesavam próximo de 7 toneladas, eram herbívoros, comiam folhas e ramos de árvores, gramíneas e frutos. Por causa disso, seus dentes eram adaptados à digestão de folhas macias. 

O nome científico dos mastodontes brasileiros é Stegomastodon waringi .  Seu tamanho era semelhante ao do elefante asiático e um pouco menor do que mastodontes encontrados em outros lugares das Américas.

—-

—-

—-

—-

Os fósseis de um grande grupo de mastodontes, com  indivíduos de todas as idades, de bebês a idosos  – quase 40 animais , o maior grupo das Américas – foram descoberto na cidade de Araxá em Minas Gerais.  A morte desses paquidermes  pode ter sido causada por uma grande enchente que enterrou todos os membros dessa mesma “tribo” ao mesmo tempo.  

O mastodonte não habitava só a área de Minas Gerais.  Era na verdade um animal bastante comum no território brasileiro;  vestígios de sua existência aparecem em 23 dos nossos estados.  Sendo animais tão interessantes é uma pena que tenham ficado sem estudo por muito tempo.  Mas eis que alguém com boa visão e espírito empreendedor, o paleontólogo Leonardo Avilla da Unirio, decidiu há alguns anos estudar os ossos desses mastodontes que haviam ficado esquecidos nas gavetas do Museu de Ciência da Terra.  Financiada pela Faperj sua pesquisa rende ótimas informações sobre a vida na pré-história brasileira e conhecimento do hábitos e costumes desses antigos animais. 

No próximo mês de maio dos dias 11 a 13 acontecerá a terceira edição da JORNADA de ZOOLOGIA DA UNIRIO, onde trabalhos relacionados aos grandes animais como preguiças de 6m de altura, estarão sendo apresentados.

FONTES: GLOBO, Jornal da Ciência,





Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia

26 09 2009

lagarto leopardo Goniurosaurus catbaensisLagarto-leopardo [Goniurosaurus catbaensis].

 

A World Wildlife Fund (WWF), ONG que luta pela proteção da vida selvagem, anunciou nesta sexta-feira a descoberta de 163 novas espécies – incluindo um lagarto leopardo e uma rã com presas – na bacia do rio Mekong, no sudeste da Ásia. Entre os achados, estão 100 novas plantas, 28 peixes, 18 répteis, 14 anfíbios, dois mamíferos e uma ave.

 

Sapo Limnonectes megastomias, come passaros e inseros tem 2 pequenas presas como arma contra machos no acasalamento

Sapo [Limnonetes megastomias], come pássaros e insetos.

 

A rã da espécie Limnonecter megastomias, descoberta na Tailândia, se alimenta de pássaros e insetos e utiliza suas duas pequenas presas como arma nos combates entre machos na época de acasalamento. No norte do Vietnã, foram descobertos um lagarto (Goniurosaurus catbaensis) com pele semelhante a de um leopardo e olhos alaranjados de gato, uma serpente (Cryptelytrops honsonensis) com a pele listrada e um pássaro (Stachyris nonggangensis) que não voa, preferindo apenas caminhar.

 

vibora corpo listrado Cryptelytrops honsonensis, provincia Kien Giang

Víbora do corpo listrado [Cryptelytrops honsonensis].

 

A ONG alerta que somente 5% do habitat destas espécies está intacto e o aquecimento global acelera o risco de extinção da fauna e flora. A região de 4.350 km ao longo do rio Mekong se estende do sudoeste da China pelo Vietnã, Laos, Camboja, Tailândia e Mianmar.

 

Fonte: TERRA





Filhotes são sempre fofos: Zoológico da Inglaterra apresenta filhote de girafa

20 08 2009

bebe girafa2

Foto: AFP

 

O zoológico de Chester, no noroeste da Inglaterra, apresentou nesta segunda-feira um filhote de girafa que nasceu no dia 11 de agosto. As informações são da agência AFP.

Os administradores do zoo estão solicitando aos visitantes sugestões para o nome do filhote que, aos seis dias de vida, está medindo aproximadamente 1.67m de altura.

 

bebe girafa1

Foto: AFP

 

Os machos chegam a 5 m de altura e com suas línguas que alcançam até 40 centímetros são capazes de pegar as folhas de acácias – sua principal fonte de alimentação – nos altos dos galhos.

Os animais são capazes de comer as folhas das árvores até 6 m de altura. Devido ao baixo teor nutritivo das folhas, as girafas precisam comer grandes quantidades e passam quase 20 horas por dia comendo.

 

Fonte: Terra

 

Se você fosse dar um nome a esta nova girafinha, que nome escolheria?





Novas espécies de rãs, víboras, e mais descobertas no Nepal

10 08 2009

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento

O escorpião Heterometrus nepalensis, catalogado em 2004 no Nepal, pode alcançar 8 cm de comprimento.  Foto: WWF-Nepal

 

Mais de 350 novas espécies de animais e vegetais foram descobertas na região do Himalaia oriental na última década apesar das ameaças causadas pelo aquecimento global, anunciou nesta segunda-feira a ONG WWF (World Wide Fund for Nature). O catálogo, com dados coletados entre 1998 e 2008, apresenta 244 raridades de plantas, 16 anfíbios, 14 peixes, duas aves, dois mamíferos e pelo menos 60 invertebrados.

 

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar

A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar.  Foto: WWF-Nepal

 

Entre as novas espécies, encontram-se rãs voadoras, o menor cervo do mundo, o fóssil de uma espécie de lagarto com mais de 100 milhões de anos e a perigosa víbora venenosa Trimeresurus gumprechti. Os achados foram realizados por um grupo internacional de cientistas em uma região da cadeia montanhosa que compreende desde o Butão e o noroeste da Índia até o norte da Birmânia, do Nepal e o sul do Tibete (China).  A pequena rã voadora Rhacophorus suffry, registrada em 2007, utiliza as membranas das longas patas avermelhadas para deslizar pelo ar. O Muntiacus putaoensis, considerado a menor espécie de cervo do mundo, foi descrito em 1999 e não ultrapassa os 80 cm de altura e 11 kg.

 

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas

Identificada em 1999 no Estado indiano de Assam, a rã gigante Leptobrachium smithi possui um olho dourado que impressiona os cientistas.  Foto: WWF-Nepal

 

Em 2002, os cientistas observaram pela primeira vez a Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa que é capaz de atingir 1,3 m de comprimento. No entanto, os especialistas acreditam que existam exemplares maiores. Do ponto de vista científico, conforme a WWF, um dos descobrimentos mais importantes foi o fóssil da espécie de lagarto pré-histórico Cretacegekko burmae, com mais de 100 milhões de anos. O resto fossilizado do réptil foi encontrado em uma mina de âmbar no vale de Hukawng, norte da Birmânia.

 

Trimeresurus grumprechti, vibora veneneosa

A Trimeresurus gumprechti, uma víbora venenosa perigosa, foi vista pela primeira vez em 2002.  Foto: WWF-Nepal

 

O Himalaia oriental abriga uma diversidade biológica que inclui 10 mil espécies de flora, 300 mamíferos, 977 aves, 176 répteis, 105 anfíbios e 269 tipos de peixes de água doce. Além disso, a região concentra a maior população de tigres de Bengala do planeta e a última com a ocorrência do rinoceronte indio.

 

Fontes:  TERRA

WWF-NEPAL





A crise econômica afeta os animais dos zoológicos nos EUA.

28 07 2009

_piggy_bank-4174476

 

Desde abril deste ano, que a rede de notícias ABC tem dedicado algumas de suas reportagens ao sofrimento dos grandes zoológicos dos EUA a partir da crise econômica.  Com seus orçamentos sofrendo grandes cortes, não só no financiamento dos governos como nas doações de instituições particulares, os zoológicos se vêem numa situação difícil tendo que escolher entre os empregos dos funcionários ou a eliminação de alguns animais de suas coleções.  Tudo isso acontecendo justo no momento em que famílias, limitadas nos seus orçamentos por causa da crise, têm procurado os parques zoológicos como um bom entretenimento, de custo baixo, apropriado a bolsos mais esquálidos, neste período de férias de verão.  

 

A82HD5

 

Cisnes, veados, antílopes, porcos-espinho, guanacos e morcegos, por exemplo, estão entre os animais que sairão das coleções do Zoológico do Bronx, em Nova York, que por incrível que pareça é mantido por uma das maiores instituições de preservação da natureza, a Wildlife Conservation Society.

monkey_money

O zoológico do Bronx, que tem 114 anos de existência, é um dos mais conhecidos e considerados zôos do mundo, mas mesmo assim sofre com a economia periclitante no país.   Como ponto turístico de valor, sua administratção teme que a instituição venha a ser conhecida como um zoológico sem animais.   Desde que a WCS reduziu seu orçamento anual por 15 milhões de dólares, cortes tiveram que ser feitos.  O zoológico do Bronx não é o único a sofrer durante a crise.  Outros zôos dos estados de Kansas, Connecticut, Missouri, Maryland acham-se em circunstâncias semelhantes, tendo que lidar com orçamentos minguantes e gerenciamento de dietas e nutrição para seus hóspedes do mundo animal.  Além disso, qualquer corte feito não pode retirar das exposições as principais atrações para o público porque aí sim, este público deixaria de vez de visitar os parques zoológicos e contribuir para o orçamento de manutenção dessas instituições com o valor das entradas e dos gastos nas lojas de lembranças.  É uma verdadeira saia justa que cada administrador de zoológico tem que considerar.  

broken-piggy-bank

 

Na maioria dos casos quem sofre primeiro são os humanos.  Viagens, treinamento, propaganda, serviços profissionais e almoxarifado foram reduzidos.  Depois disso, se um equilíbrio financeiro não é encontrado, são os animais que sofrem pequenos cortes.  Estes vêm em geral na redução de gastos de manutenção, com ênfase dada a uma dieta menos variada.  E alguns são escolhidos para irem para outro endereço.  

elephant-illustration-coloring-page

 

A maioria dos diretores de zoológicos sabe que retirar animais de suas coleções dilui o valor da instituição.   Mas o que não podem aceitar é ter que se descuidarem dos animais.  Este é o limite para todos os zoológicos.  Todos vêem a segurança e a saúde de seus animais como item de primeira ordem.  Mas as instituições estão sofrendo e ver que o zoológico do Bronx, mantido pela WCS, sofre com a crise econômica tanto quanto outros zôos, está soando um sinal de alarme para toda a sociedade americana.  

Fontes:

ABC  — 30/4/2009

ABC  — 11/7/2009





Beija-flores: muitos mergulhos por amor!

15 06 2009

beija-flor-grande

 

Uma ave tão pequenina – 8 a 10 cm —  detém o invejável recorde de ser, proporcionalmente, mais rápida  e de resistir melhor à gravidade do que do aviões caça O macho da família dos beija-flores Anna, faz tudo isso por amor.

 O velho ditado diz que o amor move montanhas.  Entre os beija-flores ele bate recordes de velocidade.  Esses colibris da espécie Ana, conseguem atingir os 27,3 metros por segundo.  Comparado ao comprimento do seu corpo, – 8,5 a dez centímetros – eles são mais rápidos do que a mais rápida das andorinhas, do que um falcão peregrino ou um jato militar.

 A velocidade atingida pelos colibris é a maior já registrada por um vertebrado, em comparação ao seu tamanho, afirma o zoólogo Christopher James Clark, da Universidade da Califórnia. O cientista conseguiu captar em fotografia de alta velocidade os vôos de acasalamento dos beija-flores machos.  Esses são os chamados vôos picados, manobras de alto risco, executadas pelos colibris para atraírem a atenção das fêmeas.  Esses vôos picados são importantes para a sedução das fêmeas, pois produzem um silvo característico, bastante forte.  As fêmeas são atraídas pelo silvo intenso.  Os vôos picados, são mergulhos rápidos, feitos em média 15 vezes próximo à fêmea.  Desta maneira os beija-flores se  submetem a mais elevada força de gravidade até hoje registrada por um vertebrado em manobra voluntária.  Os mergulhos dos machos são elemento central da sedução nos colibris, além é claro da exuberância cromática da plumagem que exibem na cabeça e pescoço durante a época de acasalamento.  Esta estratégia de sedução aerodinâmica coloca os colibris no limite das suas capacidades, escreve James Clark no texto divulgado esta semana na revista Proceedings of the Royal Society B.

Fontes:

Portal Terra

Diário de Notícias, Lisboa





Salvem os macacos bugios, no RS!

18 04 2009

macaco_bugio

 

Preocupado com a matança equivocada de macacos bugios no Rio Grande do Sul, um pesquisador da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) decidiu lançar uma campanha para alertar a população. Nos últimos meses, a mídia gaúcha tem noticiado casos de pessoas que matam os bugios para prevenir a disseminação da febre amarela.

 

Sensíveis à doença, os macacos são os primeiros a adquiri-la, e a sua morte serve como um aviso para que os órgãos de saúde pública iniciem campanhas de vacinação. “Algumas pessoas pensam que os bugios transmitem a febre amarela aos humanos, o que é totalmente errado”, explica o pesquisador Júlio César Bicca-Marques, autor da iniciativa e especialista em ecologia, comportamento, cognição e biologia da conservação de primatas

 

No dia 3, ele começou a enviar emails e contatar os órgãos de imprensa para falar sobre o problema e intitulou a campanha Proteja seu anjo da guarda. A idéia é espalhar a informação de que o agente transmissor é um mosquito, e não os macacos. O projeto tem o apoio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre e outras instituições.

 

Por adoecerem primeiro, os primatas dão às autoridades informações valiosas sobre a circulação do vírus. “Por isso, matá-los seria como dar um tiro que sairá pela culatra”, completa Júlio César.

 

Principais espécies de macaco do Rio Grande do Sul, os bugios preto e ruivo, que pesam 6 kg em média, vivem sob risco de extinção. Com o habitat natural reduzido pela substituição de florestas, eles já enfrentavam caçadores e comerciantes de animais silvestres antes de virarem alvo da população.

 

 

 

macaco-bugio-denis-ferreira-neto

Macaco Bugio.  Foto: Denis Ferreira Neto.

 

 

É importante lembrar que a febre amarela é uma doença infecciosa causada por um vírus que é transmitido por mosquitos. Existem dois tipos: a febre amarela urbana, erradicada do Brasil por volta da década de 1960, e a febre amarela silvestre. Os vetores (agentes responsáveis pela transmissão) da forma silvestre são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, enquanto a forma urbana pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue.

 

 

A febre amarela silvestre já provocou a morte de algumas pessoas e de muitos bugios em uma extensa área do Rio Grande do Sul desde o final de 2008. No entanto, ao contrário da maioria das pessoas, os bugios são extremamente sensíveis à doença, morrendo em poucos dias após contraí-la. Esses macacos já estão ameaçados de extinção no Estado devido à destruição de seu hábitat natural (as florestas), à caça e ao comércio ilegal de mascotes.

 

Os bugios NÃO transmitem a febre amarela para o homem e NÃO são os responsáveis pelo rápido avanço da doença no Estado. Eles são as principais vítimas. As mudanças climáticas e a degradação ambiental provocadas pelo homem são as principais responsáveis pelo recente aparecimento de inúmeras doenças infecciosas no Estado. Especialistas acreditam que o avanço da doença tem sido facilitado pelo deslocamento de pessoas infectadas ou pela dispersão dos mosquitos ou outro hospedeiro ainda desconhecido.

 

Esta é uma combinação de dois artigos escritos por Júlio César Bicca-Marques, Professor Titular, Grupo de Pesquisa em Primatologia da Faculdade de Biociências/PUCRS.

 





Uma grande colônia de orangotangos na Indonésia!

13 04 2009

macaquinho-com-banana

 

 

 

 

 

Foi descoberta na Indonésia uma grande colônia de orangotangos, um dos primatas mais ameaçados de extinção do mundo.  Cientistas dizem que o grupo de símios descoberto em uma parte remota da ilha de Bornéo tem entre mil e dois mil indivíduos.  A existência da colônia foi comunicada aos cientistas por moradores locais.

 

Os reclusos primatas de pêlo vermelho foram descobertos em uma região montanhosa e inacessível“, disse Erik Meijaard, um dos responsáveis pela descoberta.  A topografia íngreme, o solo pobre e a geral inacessibilidade dessas montanhas parecem ter protegido a área do desenvolvimento,” argumentou Meijaard.

 

A viagem para a região demorou 10 horas de carro, outras cinco de barco e duas horas de caminhada.  A equipe descobriu cerca de 220 ninhos num raio de poucos quilômetros e viu três orangotangos de perto, a mãe com seu bebê e um grande macho, que lhes atirou galhos de árvore.  Os cientistas dizem que é possível que a colônia descoberta seja uma espécie de “campo de refugiados”, abrigando macacos fugitivos de outras regiões.

 

Calcula-se que existam ainda cerca de 50 mil orangotangos vivendo livres nas florestas tropicais 90 por cento das quais na Indonésia,  e o resto na vizinha Malásia.  Mas a área que lhes serve de habitat vem diminuindo, dando lugar a plantações. Esses países são os principais produtores mundiais de óleo de palma, utilizado em alimentos, cosméticos e que hoje também satisfaz a crescente procura de combustíveis “limpos” para os EUA e a Europa. Florestas tropicais, onde esses animais solitários gastam quase todo o seu tempo, foram derrubadas e queimadas progressivamente em taxas alarmantes, principalmente para plantações de palmeiras produtoras do lucrativo  óleo.

 

Os cientistas indonésios trabalham agora com grupos locais para proteger a área.





Cientistas encontram mais espécies desconhecidas nas florestas de Papua-Nova Guiné

25 03 2009

 

Um sapo verde brilhante com grandes olhos negros, aranhas e uma lagartixa estão entre as 50 novas espécies de animais encontradas pelos cientistas nas montanhas remotas de Papua Nova Guiné, cuja expedição colheu informações em julho e agosto de 2008.  As descobertas foram anunciadas nesta quarta-feira pela Conservation International (CI) uma organização baseada em Washignton DC, que trata da conservação do meio ambiente.  A equipe de cientistas que passou vários meses na Papua Nova-Guiné, analisou mais de 600 espécies animais, descobrindo um número grande de animais que ainda não haviam sido descobertos.   As novas descobertas incluem:

 

Os anfíbios:

 

 

 

 sapo-marron

 

 

 

 

 Um exemplar marrom (Oreophryne sp)  encontrado por Steve Richards, do Museu da Austrália do Sul, em julho de 2008.   Este sapo foi encontrado nos montanhas de pedra calcária e pertence a um grupo de sapos bastante comum em florestas tropicais muito úmidas como as encontradas na Papua.  Tem uma forte coaxada.  Este exemplar como outros de sua família coloca seus ovos em folhas ou no solo de onde saem pequeninos sapos diretamente. 

 

 

 

 

 

 

 sapo-litoria

 

 

— Um sapo (Litoria SP) que descoberto,  produz um forte som, como um apito, quando procura por companheiro para se reproduzir.  Esta chamada é capaz de ser distinguida mesmo através do som de uma cascata bem próxima.  Os sapos desta família podem ter aparências muito diversas e é o som que produzem que melhor pode identificar membros da espécie.  Este coloca seus ovos embaixo de pedras em margens rasas. 

 

 

 

 

 sapo-verde-de-olhos-negros

 

 

 

— O maior sapo encontrado foi o (Nyctimystes sp) grande, com olhos negros num corpo verde e brilhante foi descoberto próximo as águas limpas de um riacho montanhoso.  Este  sapo, encontrado nas florestas tropicais da Nova Guiné, põe os seus ovos sob pedras nas margens de rios ou riachos.  Seus girinos têm bocas grandes com grande potencial de sucção que eles usam para se agarrem às pedras e não serem levados rio abaixo.

 

Os pesquisadores da Conservation International que exploraram a região foram cientistas da universidade canadense da British Columbia, e da universidade estadual de Monclair no estado de Nova Jersey, assim como cientistas locais da Papua-Nova Guiné, liderados por Steve Richards.

 

Craig Franklin, professor de zoologia da universidade de Queensland ma Austrália, que estuda sapos, lembra que a descoberta da nova espécie de rã é bastante significativa; e que os anfíbios são “freqüentemente considerados como um excelente bio-indicador da saúde ambiental. Muitas vezes vemos declínio no número de sapos como ponteiro indicando uma interferência direta no meio ambiente.”

 

 

Entre os répteis, um belíssimo e único exemplar de lagartixa (Cyrtodactylus sp) foi encontrado na densa floresta de Tualapa.  Esta lagartixa subia troncos de arvores  cobertos por limo, em plena chuva tropical.  Diferente da maioria das lagartixas, esta depende de unhas fortes e agudas para subir até as copas das árvores e se banquetear com insetos. 

——

lagartixa-cyrtodactylus

 

Diversos tipos de aranhas foram encontrados nesta expedição.  Entre elas:

 

 

aranha-orthrus

 

A aranha verde translúcida (Orthrus sp) que pula, encontrada por Wayne Maddison do Museu de Biodiversidade Beaty, da universidade de British Columbia no Canadá.  As aranhas que pulam em geral conseguem pular uns 15 cm do chão, não têm patas longas para pular, porque seu pulo é acionado pela pressão do sangue – os músculos das pernas se contraem empurrando o sangue para as pernas que ficam em pé, produzindo então o pulo.  

 

 

 aranha-tabuina

 

 

 

 

E também entre muitas outras a aranha (Tabuina varirata) encontrada numa árvore na floresta.  Este aranha é ainda mais especial, porque não é só uma espécie diferente, ela também pertence a um gênero desconhecido.   Pertence a subfamília Cacalodinae, um grupo distinto, que pertence unicamente à Nova Guiné.  Nada se sabe sobre ela, exceto seu habitat.

 

Para mais informações sobre estas descobertas, visite o portal da Conservation International, clicando AQUI.





Filhotes de dragões de Komodo nascidos e felizes!

24 03 2009

dragao-patopolis

Dragão em Patópolis, ilustração Walt Disney.

O jardim zoológico Surabaya, na Indonésia, apresentou nesta terça-feira filhotes de Dragões-de-komodo (Varanus komodoensis) nascidos há cinco dias.  O zoológico havia incubado 14 ovos de dragões-de-Komodo, a maior espécie viva de lagartos.  Esta foi a segunda vez que os dragões foram incubados  fora de seu habitat natural. Os animais fazem parte de um projeto do zôo para preservação da espécie.

 

O dragão-de-komodo é uma espécie vulnerável de lagarto que está na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). Há aproximadamente 4,5 mil dragões-de-komodo na natureza. Cerca de 40 filhotes do animal nasceram este ano em Surabaya.

 

Os dragões-de-Komodo são encontrados no leste do país, na ilha de Komodo e em pequenas ilhas do arquipélago de Nusa Tenggara. Quatorze ovos do animal foram incubados, elevando a 41 o número de répteis em sua coleção. Em sua primeira tentativa, na década de 90, o zoológico conseguira incubar 13 ovos.

 

 

dragoes

Fonte: Reuters

 

 

Todos os ovos haviam sido coletados em setembro de 2007  das jaulas em Komodo.  14 foram chocados e só  um não teve sucesso.  Estes lagartos são capazes de se reproduzir sem serem fecundadas por um macho.  Especialistas, britânicos já haviam demonstrado em na revista científica Nature, que haviam detectado o processo de reprodução assexuada, conhecido como partenogênese, em duas fêmeas dessa espécie que viviam em cativeiro em dois zôos britânicos, isoladas dos machos.

 

Esta descoberta foi importante  para compreender como os répteis são capazes de colonizar novas áreas, além de mostrar maneiras como a espécie poderia ainda ser colocada de volta em seu habitat saindo da lista de espécies em perigo de extinção.  

 

 

 

dragao

Fonte: Reuters

 

 

Os dragões de Komodo são  naturais de ilhas vulcânicas de clima árido e pouca chuva, e têm um senso olfativo muito apurado para caçar. Os filhotes pesam de 140g a 170g cada e podem chegar ao peso da 100kg, medindo até 3m de comprimento. 

 

Calcula-se que existam no mundo menos de quatro mil dragões de Komodo (Varanus komodoensis).  Eles estariam, em sua maioria, nas ilhas indonésias de Komodo, Flores e Rinca. Excelente nadadores, estes lagartos são predadores eficazes, capazes de caçar grandes presas, já que sua técnica consiste em morder a presa e deixá-la ir embora. Sua saliva contém uma flora bacteriana que causa a morte da presa por septicemia dois ou três dias após o ataque. Passado este tempo, os dragões têm apenas que seguir com o olfato o rastro do animal morto.








%d blogueiros gostam disto: