Descoberta arqueológica: provável centro administrativo de Ur

7 04 2013

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Esta foto, distribuída pela Universidade de Manchester, mostra a placa de barro com um fiel se aproxiamndo de um local sagrado.Foto: AP

Nessa semana arqueólogos britânicos revelaram  ter encontrado um complexo de construções nas proximidades de onde se situava a antiga cidade de Ur, no Iraque.  A estrutura de 4 mil anos provavelmente serviu como um centro administrativo de Ur, capital da Suméria, uma civilização que surgiu há 5 mil anos na Mesopotâmia.   As descobertas do grupo inglês são do período em que Abraão teria vivido no local.

O local está a 20 Km do local onde Sir Leonard Woolley descobriu as fabulosas “Tumbas Reais” de Ur nos anos 20 do século passado.  Nessa época as descobertas surpreenderam o mundo pela construção de alguns salões erguidos à volta de um pátio.  Ur, como sabemos, foi  o último local de residência das dinastias reais do povo sumério, uma civilização fundadora das mais antigas cidades do mundo.

A escavação, que foi feita por cientistas da Universidade de Manchester, liderada  pelo Professor  Stuart Campbell e Dr Jane Moon, revelou uma área do tamanho aproximado de um campo de futebol, ou melhor, 80 metros em cada lado.  O local da pesquisa foi determinado por imagens de satélite, antes mesmo das escavações começarem. Descobertas desse tamanho e tão antigas são raras.

Os objetos encontrados devem ajudar a esclarecer a história das civilizações que ocuparam a região na Antiguidade.  O local, hoje árido e de aspecto desolador, foi o lugar de nascimento das cidades.  Os objetos encontrados foram provisoriamente datados  em aproximadamente 2.000  a.C., ou seja,  da época em que a cidade de Ur foi saqueada e a  última dinastia real da Suméria caiu.

 As escavações começaram no mês passado com seis arqueólogos britânicos e quatro pesquisadores iraquianos na província de Thi Qar, a cerca de 320 quilômetros ao sul de Bagdá. Uma das descobertas é uma placa de uma pessoa com uma túnica esvoaçante se aproximando de um templo: provavelmente um fiel  em culto religioso.  Em seguida o grupo irá analisar os restos de plantas e de animais encontrados no local para ajudar no entendimento sobre os materiais naturais comercializados na época.   A região tinha grande vitalidade econômica há 4.000 anos.  O terreno, provavelmente  pantanoso, porque o Golfo começava muito mais ao norte, proporcionava matéria prima para o comércio marítimo  que era vultuoso:  riquezas naturais eram trocadas entre a Índia e os países da Península Árabe.

De acordo com o arqueólogo britânico, a missão só foi possível graças à relativa estabilidade no sul do país. O time de Campbell é o primeiro grupo de cientistas britânicos a fazer escavações no Iraque desde a década de 1980.

FONTES: TERRA e PHYS-ORG


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