Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

22 03 2017

 

 

 

FLORÊNCIO - Mracujás, bananas e morangos - Óleo sobre tela - 40 x 50

Maracujás, bananas e morangos

Florêncio [José Carlos dos Santos] (Brasil, 1947)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm





Trova das rosas

17 03 2017

 

 

primavera-no-jardim-vasos-plantas-joseph-b-platthouse-and-garden-1926-03Primavera no jardim, Joseph B. Platt, capa da revista House and Garden, março 1926.

 

 

Mesmo pisando em espinhos

por travessias penosas,

em todos os meus caminhos

farei plantio de rosas!

 

 

(Dodora Galinari)

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Menina loura, poesia de Stella Leonardos

15 03 2017

 

 

VAN DIJK, WIN (1915-1990)RetratodeMariaCatarina Douat,ost, 1957,95 X 60Retrato da menina Maria Catarina Douat, 1957

Win van Dijk ( Holanda/Brasil, 1915-1990)

óleo sobre tela, 95 x 60 cm

 

 

Menina Loura

 

Stella Leonardos

 

(Para Leilá)

 

 

É uma sílfide dançando.

É uma infanta adolescendo.

Cabelo de ouro brilhando.

Alvor de lírio crescendo.

 

Coração de cristal puro,

Alma de rosa nevada,

Sonha trepada no muro.

E não sabe que é uma fada.

 

 

Em: Pedaço de Madrugada, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956, p.51





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

15 03 2017

 

 

 

Oswaldo Teixeira(1904-1974) Nat,Morta, 1946,ost,61x70cmNatureza morta, 1946

Oswaldo Teixeira (Brasil, 1904-1974)

óleo sobre tela, 61 x 70 cm

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Na boca do povo: escolha de provérbio popular

14 03 2017

 

 

 

galinha-maeAutoria desconhecida.

 

 

“Em terreiro de galinha, barata não tem razão.”





Domingo, um passeio no campo!

12 03 2017

 

 

Clodomiro Amazonas,Paisagem com figura e galinhas,os madeira ,1929, 23,5 x 30 cm.Paisagem com figura e galinhas, 1929

Clodomiro Amazonas (Brasil, 1883-1953)

óleo sobre madeira,  23 x 30 cm





O reformador do mundo, fábula de Monteiro Lobato

10 03 2017

 

 

DSC01027Zé da Roça tira uma soneca na sombra de uma árvore. © Estúdios Maurício de Sousa

 

 

O reformador do mundo

 

Monteiro Lobato

 

Américo Pisca-Pisca tinha o hábito de por defeito em todas as coisas.  O mundo para ele estava errado e a Natureza só fazia asneiras.

—  Asneiras, Américo?

—  Pois então?!…  Aqui mesmo, neste pomar, você tem a prova disso.  Ali está uma jabuticabeira enorme sustendo frutas pequeninas, e lá adiante vejo uma colossal abóbora presa ao caule duma planta rasteira.  Não era lógico que fosse justamente o contrário? Se as coisas tivessem que ser reorganizadas por mim, eu trocaria as bolas, passando as jabuticabas para a aboboreira e as abóboras para a jabuticabeira.  Não tenho razão?

Assim discorrendo, Américo provou que tudo estava errado e só ele era capaz de dispor com inteligência o mundo.

— Mas o melhor – concluiu, é não pensar nisto e tirar uma soneca à sombra destas árvores, não acha?

E Pisca-pisca, pisca piscando que não acabava mais, estirou-se de papo para cima à sombra da jabuticabeira.

Dormiu.  Dormiu e sonhou.  Sonhou com o mundo novo, reformado inteirinho pelas suas mãos.  Uma beleza!

De repente, no melhor da festa, plaf!  Uma jabuticaba cai do galho e lhe acerta em cheio o nariz.

Américo desperta de um pulo; pisca, pisca; medita sobre o caso e reconhece, afinal, que o mundo não era tão mal feito assim.

E segue para casa refletindo:

—  Que espiga! … Pois não é que se o mundo fosse arrumado por mim a primeira vítima teria sido eu? Eu, Américo Pisca-pisca, morto pela abóbora por mim posta do lugar da jabuticaba?  Hum!  Deixemo-nos de reformas.  Fique tudo como está, que está tudo muito bem.

E Pisca-pisca continuou a piscar pela vida em fora, mas já sem a cisma de corrigir a Natureza.

 

 

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Brasiliense:1966, 20ª edição, pp.19-20.

 








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