São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro

20 01 2020

 

 

 

Djanira São Sebastião, ost, 1966, 73 x 59 cmSão Sebastião, 1966

Djanira da Motta e Silva (Brasil, 1914-1979)

óleo sobre tela, 73 x 59 cm

 

 

20 de janeiro, dia de São Sebastião: a cidade em festa!




Imagem de leitura — Paul Gustav Fischer

13 01 2020

 

 

 

Paul Gustave Fischer (Denmark, 1860–1934)Lendo à janela

Paul Gustav Fischer (Dinamarca, 1860-1934)

óleo sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

21 12 2019

 

 

 

Claudio Arena - Vaso com flores - Óleo sobre tela - 18x24cm - acid -Vaso com flores

Cláudio Arena (Brasil, 1945)

óleo sobre tela, 18 x 24 cm

 

 





Natal, por Murilo Mendes

15 12 2019

 

 

 

Rosina Becker do Vale, NatividadeNatividade com Reis Magos, 1964

Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914 – 2000)

guache sobre papel, 36 x 28 cm

 

 

“Natal é ver a festa, a alegria, a visagem do sobrenatural ao alcance de todos, a imediata matéria corporal, máximo emblema, a própria substância de Deus-homem encarnado.  É ver a necessidade do enigma para poder um dia decifrá-lo.”

 

Em: Chaves para a festa do NatalTransístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p.409.





Murilo Mendes sobre o Natal

2 12 2019

 

 

 

ANTONIO POTEIRO (1925 - 2010)Nascimento de Cristo,1979,o.s.t. 44 x 49Nascimento de Cristo, 1979

Antônio Poteiro ( Brasil, 1925 – 2010)

óleo sobre tela, 44 x 49 cm

 

 

“Natal é ver a festa, ora pacífica, ora sangrenta, do futuro. É ver um menino que nasce; mediador entre a culpa e o perdão, vive na rua dos homens,dialoga com eles, assume a força do pão e do vinho, morre crucificado pelo poder de Roma, o clero e a polícia de Israel, para resumir no seu corpo e espírito o drama existencial de todos nós dilacerados, ressucitando-se e ressucitando-nos para a vida futura que será inteira mudança de valores, metamorfose, fundação de uma nova sociedade não consumidora, de um novo céu e uma nova terra.”

 

Em: Chaves para a festa do Natal, Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, p.409.





Flores para um sábado perfeito!

28 09 2019

 

 

LUCILIA FRAGA. Vaso com flores. 60 x 50. Assinado no c.i.dVaso com flores

Lucília Fraga (Brasil, 1895 – 1979)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Caravaggio, nas palavras de Murilo Mendes

2 09 2019

 

 

 

Crucifixion_of_Saint_Peter-Caravaggio_(c.1600).jpgCrucificação de São Pedro, c. 1600

Michelangelo Merisi da Caravaggio (Itália, 1571 – 1610)

óleo sobre tela,  230 x 175 cm

Igreja de Santa Maria do Povo, Roma

 

 

♦ “Michelangelo Merisi dito il  Caravaggio porque nascido em Caravaggio, aldeia da região Bergamasca: aos 16 anos já com a pintura no sangue transfere-se para Roma onde executará obras capitais,  a vocação de Mateus na Igreja de San Luigi de Francesi, Paulo a caminho de Damasco e Pedro crucificado, em Santa Maria del Popolo.

♦  De natureza selvagem irreverente anticonformista, prestigiam-no altos senhores, altas putas, eclesiásticos. Divide-se em rixas discussões de rua taverna bordel. Desafia inimigos a duelo, fere, é ferido.

♦  Ataca a rude matéria da vida. Ajudado pela técnica do claro-escuro inventa a pintura objetiva. O povo participa da ação.  Cresce o gênio do detalhe. O realismo transpõe os esquemas herdados, adianta-se em concisão e intensidade: Caravaggio fixa as coisas na sua consistência corpórea, torna polêmica a luz, que passa do elemento secundário a protagonista.

♦  É um deus, o deus Caravaggio. Entre seus numerosos descendentes, Velásquez e Rembrandt. Qual dos três o maior? Nenhum; os três são maiores.

♦  Caravaggio durante uma rixa mata à força de espada um certo Ranuncio Tommaso, que só por isto é inaugurado. Temendo a fúria pontificia foge para Malta onde o grão-mestre da ordem, Alof de Wignacourt, recebe-o em fasto e lhe empresta dois escravos para segui-lo. Futuramente aparentado a Rimbaud, apesar da glória Caravaggio permanece inadaptável, feroz, surdo ao diálogo. Tateando no claro-escuro, bêbado seminu sem flores vagueia pela Itália.

♦  Praia de Porto Ercole (Toscana). Contrai malária. Perde os papéis de identidade, a bagagem e as telas que trouxera de Malta. Tendo litigado com o grão-mestre, os esbirros deste desencadeiam a vingança. Ferido, golpeado no rosto, grita em vão por socorro. Apostrofa os cães e suas fezes. Michelangelo Merisi dito il  Caravaggio, outrora chama, desespera-se de não poder pintar — escuro demais — o abismo do nada que já desvenda; e — claro de mais — o espaço da própria morte.

 

Em: Transístor, Murilo Mendes, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1980, pp. 214-215.








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